{"id":53531,"date":"2011-10-25T22:15:46","date_gmt":"2011-10-25T22:15:46","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/10\/25\/encerramento-do-jubileu-sacerdotal-do-cardeal-patriarca\/"},"modified":"2011-10-25T22:15:46","modified_gmt":"2011-10-25T22:15:46","slug":"encerramento-do-jubileu-sacerdotal-do-cardeal-patriarca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/encerramento-do-jubileu-sacerdotal-do-cardeal-patriarca\/","title":{"rendered":"Encerramento do Jubileu Sacerdotal do Cardeal-Patriarca"},"content":{"rendered":"<p><strong>&ldquo;A Catedral, sinal da unidade da Igreja Diocesana&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1. Quisestes fazer coincidir o encerramento das celebra&ccedil;&otilde;es do meu Jubileu com a Solenidade da Dedica&ccedil;&atilde;o da nossa Catedral. Isso tocou-me profundamente pois em cinquenta anos de minist&eacute;rio sempre me senti profundamente ligado a esta Catedral, onde fui consagrado sacerdote. Aqui fui associado ao sacerd&oacute;cio apost&oacute;lico, daqui fui enviado em miss&atilde;o, sentimento renovado e aprofundado em cada miss&atilde;o que recebia, at&eacute; ao dia em que a ela fui reenviado para presidir, na plenitude do sacerd&oacute;cio apost&oacute;lico, a esta Igreja que precisa de se alimentar continuamente da Palavra, dos Sacramentos, para ser um Povo unido na caridade. Ao longo da sua hist&oacute;ria a Igreja sempre teve consci&ecirc;ncia de que o amor &eacute; a sua voca&ccedil;&atilde;o, a comunh&atilde;o a sua for&ccedil;a, a f&eacute; o seu alicerce. Para se solidificar nesta voca&ccedil;&atilde;o, precisa de esclarecimento doutrinal, que deve ter sempre a forma de an&uacute;ncio, e de s&iacute;mbolos. O s&iacute;mbolo, iluminado pela doutrina, abre mais amplamente para uma outra compreens&atilde;o do mist&eacute;rio. A Catedral &eacute; um dos s&iacute;mbolos marcantes da caminhada da Igreja no tempo, s&iacute;mbolo rico de doutrina, pois nos abre para o mist&eacute;rio do templo como lugar onde Deus congrega o Seu Povo, sublinha a centralidade do sacerd&oacute;cio apost&oacute;lico no minist&eacute;rio do Bispo, que a&iacute; tem a sua c&aacute;tedra para anunciar a Palavra; a&iacute; abre para toda a Igreja diocesana as fontes da gra&ccedil;a sacramental; a&iacute; convoca a Igreja para a comunh&atilde;o e para a caridade. A Catedral sugere a unidade do presbit&eacute;rio, do Bispo com os presb&iacute;teros, que t&ecirc;m de espelhar na sua unidade de comunh&atilde;o, a unidade que querem construir em toda a Igreja diocesana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. O s&iacute;mbolo da Catedral lembra-nos que a Igreja &eacute; o templo do Senhor, lugar para onde Deus convoca o Seu Povo, a sua montanha santa, que hoje &eacute; a Igreja, o definitivo Monte Si&atilde;o, an&uacute;ncio da reuni&atilde;o definitiva de todos, em Deus, participando da unidade da comunh&atilde;o trinit&aacute;ria. A Igreja &eacute; sempre essa reuni&atilde;o festiva para que Deus nos convoca: &ldquo;hei de conduzi-los &agrave; minha montanha santa, hei de ench&ecirc;-los de alegria na minha casa de ora&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Is. 56,7). A Igreja, templo do Senhor, &eacute; sempre festa, essa alegria adorante daqueles que Deus chamou.<\/p>\n<p>Jesus, no Evangelho que lemos, lembra-nos que Ele &eacute; o templo definitivo. Isso significa que &eacute; n&rsquo;Ele, o Filho, que Deus nos convoca e re&uacute;ne, unindo-nos a Ele, fazendo de toda a Igreja reunida na f&eacute; e na caridade, um s&oacute; com Cristo. A hist&oacute;ria da arte das catedrais evoca bem essa centralidade de Jesus Cristo. A Catedral &eacute; s&iacute;mbolo evocativo dessa unidade da Igreja em Cristo. A Catedral tem de ser, em todas as suas express&otilde;es, an&uacute;ncio de Jesus Cristo. S&oacute; n&rsquo;Ele a Igreja diocesana &eacute; assembleia santa, Povo Sacerdotal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Lugar do minist&eacute;rio do Bispo como Pastor da Igreja diocesana, ela simboliza uma das principais manifesta&ccedil;&otilde;es da constru&ccedil;&atilde;o da Igreja-comunh&atilde;o, a unidade do presbit&eacute;rio. Com o Bispo, todos os sacerdotes participam do sacerd&oacute;cio de Cristo, Cabe&ccedil;a da Igreja. S&atilde;o chamados a viver aquela unidade a Cristo; eles convocam em nome do Senhor, presidem &agrave; assembleia festiva onde acontece a salva&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o mais do que funcion&aacute;rios do templo; s&atilde;o, eles mesmos, o templo do Senhor. Na Catedral foram consagrados, da&iacute; s&atilde;o continuamente enviados para convocarem o Povo e alargarem as dimens&otilde;es do templo do Senhor.<\/p>\n<p>&nbsp;No ritmo pastoral da nossa Diocese temos valorizado alguns momentos que em se exprime visivelmente esta rela&ccedil;&atilde;o dos presb&iacute;teros com a Catedral: a celebra&ccedil;&atilde;o de Quinta-Feira Santa, este dia da Dedica&ccedil;&atilde;o da Catedral, a Solenidade do Corpo de Deus, em que a prociss&atilde;o do Sant&iacute;ssimo Sacramento parte da Catedral e a ela regressa. No presbit&eacute;rio n&atilde;o h&aacute; comunh&atilde;o com o Bispo que n&atilde;o os leve &agrave; Catedral, ela que nos lembra sempre que todo o nosso minist&eacute;rio &eacute; constru&ccedil;&atilde;o do templo do Senhor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. S&iacute;mbolo da unidade do presbit&eacute;rio, a Catedral sugere a uni&atilde;o de todos os templos da Diocese, que d&atilde;o visibilidade &agrave; Igreja como templo do Senhor, de modo particular as Igrejas Paroquiais, para onde o Senhor convoca o Seu Povo para celebrar a P&aacute;scoa de Jesus. Nelas preside um presb&iacute;tero, em nome do Bispo. A Palavra que anuncia, os sacramentos a que preside, a caridade para onde encaminha a comunidade, t&ecirc;m de ser express&atilde;o de uma &uacute;nica Igreja, Corpo de Cristo. Se o presbit&eacute;rio estiver unido ao Bispo, as Igrejas Paroquiais est&atilde;o necessariamente unidas &agrave; Catedral, s&atilde;o um prolongamento desta, porque todas constituem o &uacute;nico templo para onde o Senhor congrega o Seu Povo. N&atilde;o h&aacute; lugar para autonomias ou autarcias: a Liturgia como modo de celebrar, a proclama&ccedil;&atilde;o da Palavra, sobretudo na Homilia, as prioridades pastorais decididas para toda a Diocese, ser&atilde;o poss&iacute;veis nesta busca da unidade que, no fundo, &eacute; procurar sermos todos um s&oacute;, com Cristo, o templo definitivo de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. &Eacute; por isso que, na Diocese, a Catedral &eacute; o lugar da evangeliza&ccedil;&atilde;o e a fonte sacramental donde jorram, para toda a Diocese, rios de &aacute;gua viva. O Santo Padre Bento XVI, atrav&eacute;s do Pontif&iacute;cio Conselho para a Promo&ccedil;&atilde;o da Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o, prop&otilde;e a 12 Igrejas europeias, entre as quais a de Lisboa, uma experi&ecirc;ncia de Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o a partir da Catedral, a realizar na Quaresma de 2012. N&oacute;s aceitamos esse desafio e um programa est&aacute; j&aacute; em prepara&ccedil;&atilde;o. Sugere como concretiza&ccedil;&otilde;es: catequeses do Bispo na Catedral orientadas para p&uacute;blicos espec&iacute;ficos; celebra&ccedil;&atilde;o do Sacramento da Penit&ecirc;ncia; celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia; proclama&ccedil;&atilde;o completa do Evangelho de Marcos; uma concretiza&ccedil;&atilde;o da caridade, atrav&eacute;s da partilha crist&atilde;, comum a todas essas Igrejas.<\/p>\n<p>Muitas das sugest&otilde;es feitas v&ecirc;m ao encontro de pr&aacute;ticas j&aacute; consolidadas na nossa Diocese: as Catequeses Quaresmais feitas por mim, na Catedral, durante a Quaresma; a leitura seguida do Evangelho de S&atilde;o Marcos; a partilha com outras Igrejas atrav&eacute;s da &ldquo;Ren&uacute;ncia Quaresmal&rdquo;. Esta experi&ecirc;ncia envolver&aacute; toda a Diocese se, para n&oacute;s, sacerdotes e Povo de Deus, a Catedral for s&iacute;mbolo da unidade de uma Igreja que quer ser comunh&atilde;o, na caridade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>6. Encerramos as celebra&ccedil;&otilde;es do meu Jubileu Sacerdotal. Nos diversos momentos celebrativos, o presbit&eacute;rio, os di&aacute;conos, o Povo de Deus, ajudaram-me a sentir de novo a alegria do meu sacerd&oacute;cio, a descobrir outra vez que a raz&atilde;o de ser dele &eacute; a Igreja e reconduziram-me ao amor por esta Catedral onde, h&aacute; cinquenta anos, tudo come&ccedil;ou. A presen&ccedil;a dos Senhores Bispos nesta celebra&ccedil;&atilde;o, faz-nos perceber que uma Igreja comunh&atilde;o s&oacute; o ser&aacute; verdadeiramente se estiver em comunh&atilde;o com as outras Igrejas e ao abrirmo-nos a essa dimens&atilde;o universal sentimos a for&ccedil;a interpelante e unificadora do Sucessor de Pedro, a quem Jesus pediu que confirmasse sempre a Sua Igreja na unidade da f&eacute; e da caridade.<\/p>\n<p>S&eacute; Patriarcal, 25 de outubro de 2011<\/p>\n<p><em>D. Jos&eacute; Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;A Catedral, sinal da unidade da Igreja Diocesana&rdquo; &nbsp; 1. Quisestes fazer coincidir o encerramento das celebra&ccedil;&otilde;es do meu Jubileu com a Solenidade da Dedica&ccedil;&atilde;o da nossa Catedral. Isso tocou-me profundamente pois em cinquenta anos de minist&eacute;rio sempre me senti profundamente ligado a esta Catedral, onde fui consagrado sacerdote. Aqui fui associado ao sacerd&oacute;cio apost&oacute;lico, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,127,246,91,294],"class_list":["post-53531","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-catequese","tag-liturgia","tag-quaresma","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53531","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53531"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53531\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53531"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53531"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53531"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}