{"id":53478,"date":"2011-10-25T10:39:00","date_gmt":"2011-10-25T10:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/10\/25\/livro-o-ultimo-segredo-e-imitacao-requentada\/"},"modified":"2011-10-25T10:39:00","modified_gmt":"2011-10-25T10:39:00","slug":"livro-o-ultimo-segredo-e-imitacao-requentada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/livro-o-ultimo-segredo-e-imitacao-requentada\/","title":{"rendered":"Livro \u00abO \u00faltimo segredo\u00bb \u00e9 \u00abimita\u00e7\u00e3o requentada\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura considera que Jos\u00e9 Rodrigues dos Santos escreve \u00abcentenas de p\u00e1ginas sobre um assunto t\u00e3o complexo sem fazer ideia do que fala\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 25 out 2011 (Ecclesia) -O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) considera, numa <a href=\"http:\/\/www.snpcultura.org\/uma_imitacao_requentada_nota_sobre_o_ultimo_segredo_jose_rodrigues_santos.html\" target=\"_blank\">nota<\/a> divulgada no seu site e hoje publicada no seman&aacute;rio Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, que o romance &#8216;O &uacute;ltimo segredo&#8217;, de Jos&eacute; Rodrigues dos Santos, &eacute; uma &ldquo;imita&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>O organismo da Igreja Cat&oacute;lica dirigido pelo padre, poeta e biblista Jos&eacute; Tolentino Mendon&ccedil;a fala de uma&nbsp;&ldquo;imita&ccedil;&atilde;o requentada, superficial e ma&ccedil;uda&rdquo; [de outras obras] e adianta&nbsp;que pode &ldquo;ser &uacute;til aos leitores exigentes (sejam eles crentes ou n&atilde;o) esclarecer alguns pontos de arbitrariedade&rdquo; do romance, dado que o mesmo &ldquo;tem a pretens&atilde;o de entrar, com um tom de intoler&acirc;ncia desabrida&rdquo; na &aacute;rea &ldquo;da hist&oacute;ria da forma&ccedil;&atilde;o da B&iacute;blia&rdquo;, implicando &#8220;a fiabilidade das verdades de F&eacute; em que os cat&oacute;licos acreditam&rdquo;.<\/p>\n<p>Referindo-se a uma quest&atilde;o que &ldquo;n&atilde;o se coloca apenas com a B&iacute;blia, mas genericamente com toda a Literatura Antiga&rdquo;, o documento explica que por n&atilde;o terem sido &ldquo;conservados os manuscritos que sa&iacute;ram das m&atilde;os dos autores torna-se necess&aacute;rio partir da avalia&ccedil;&atilde;o das diversas c&oacute;pias e vers&otilde;es posteriores para reconstruir aquilo que se cr&ecirc; estar mais pr&oacute;ximo do texto original&rdquo;.<\/p>\n<p>Neste sentido, &eacute; &ldquo;impens&aacute;vel&rdquo; para &ldquo;qualquer estudioso da B&iacute;blia atrever-se a falar dela, como Jos&eacute; Rodrigues dos Santos o faz, recorrendo a uma simples tradu&ccedil;&atilde;o&rdquo;, refere a nota, acrescentando que &ldquo;a quantidade de incorre&ccedil;&otilde;es produzidas em apenas tr&ecirc;s linhas, que o autor dedica a falar da tradu&ccedil;&atilde;o que usa, s&atilde;o esclarecedoras quanto &agrave; indig&ecirc;ncia do seu estado de arte&rdquo;: &ldquo;confunde datas e factos, promete o que n&atilde;o tem, fala do que n&atilde;o sabe&rdquo;, esclarece.<\/p>\n<p>O SNPC critica a advert&ecirc;ncia &ldquo;colocada estrategicamente &agrave; entrada do livro&rdquo;, a &ldquo;garantir que tudo &eacute; verdade&rdquo;, bem como o facto de o romancista defender &ldquo;o m&eacute;todo hist&oacute;rico-cr&iacute;tico como a &uacute;nica chave leg&iacute;tima e verdadeira para entender o texto b&iacute;blico&rdquo;.<\/p>\n<p>Depois de salientar que &ldquo;Jos&eacute; Rodrigues dos Santos parece n&atilde;o saber o que &eacute; um te&oacute;logo&rdquo;, a nota do SNPC, intitulada &ldquo;Uma imita&ccedil;&atilde;o requentada&rdquo;, considera &#8220;lament&aacute;vel&#8221; que o autor &ldquo;escreva centenas de p&aacute;ginas sobre um assunto t&atilde;o complexo sem fazer ideia do que fala&rdquo;.<\/p>\n<p>O &ldquo;positivismo ser&ocirc;dio&rdquo; que Jos&eacute; Rodrigues dos Santos levanta como bandeira f&aacute;-lo, por exemplo, chamar &ldquo;historiadores&rdquo; aos te&oacute;logos que pretende promover, e apelide apressadamente de &ldquo;obras apolog&eacute;ticas&rdquo; as que o contrariam&raquo;, salienta o organismo integrado na Comiss&atilde;o Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais, presidida pelo bispo do Porto, D. Manuel Clemente.<\/p>\n<p>A declara&ccedil;&atilde;o aponta que na obra de Jos&eacute; Rodrigues &ldquo;aparecem (mal) citados uma s&eacute;rie de te&oacute;logos, mas o mais abundantemente referido, e o que efetivamente conta, &eacute; Bart D. Ehrman&rdquo;, investigador de &ldquo;erudi&ccedil;&atilde;o ineg&aacute;vel&rdquo; mas que &ldquo;tem orientado as suas publica&ccedil;&otilde;es a partir de uma tese radical, claramente ideol&oacute;gica, longe de ser reconhecida cred&iacute;vel&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O que os seus pares universit&aacute;rios perguntam a Ehrman, com perplexidade, &eacute; em que fontes textuais ele assenta as hip&oacute;teses extremadas que defende&rdquo;, indica o texto, referindo que a compara&ccedil;&atilde;o da obra do te&oacute;logo norte-americano &ldquo;Misquoting Jesus. The Story Behind who Changed the Bible and Why&rdquo; com o &ldquo;O &Uacute;ltimo segredo&rdquo; &eacute; &ldquo;tarefa com resultados t&atilde;o previs&iacute;veis que chega a ser deprimente&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O que a verdadeira literatura faz &eacute; agredir a imita&ccedil;&atilde;o para repropor a intelig&ecirc;ncia. O que Jos&eacute; Rodrigues dos Santos faz &eacute; agredir a intelig&ecirc;ncia para que triunfe o pastiche&raquo;, conclui a nota.<\/p>\n<p>No documento, sublinha-se que o livro &ldquo;&eacute; formalmente uma obra liter&aacute;ria&rdquo;, pelo que a discuss&atilde;o sobre a sua qualidade &#8220;cabe &agrave; cr&iacute;tica especializada e aos leitores&#8221;.<\/p>\n<p><em>SNPC\/PR<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura considera que Jos\u00e9 Rodrigues dos Santos escreve \u00abcentenas de p\u00e1ginas sobre um assunto t\u00e3o complexo sem fazer ideia do que fala\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[187,276],"class_list":["post-53478","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-do-porto","tag-pastoral-da-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53478","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53478"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53478\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}