{"id":53452,"date":"2011-10-21T15:04:04","date_gmt":"2011-10-21T15:04:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/10\/21\/intervencao-de-d-manuel-clemente-no-encerramento-das-comemoracoes-do-centenario-da-republica\/"},"modified":"2011-10-21T15:04:04","modified_gmt":"2011-10-21T15:04:04","slug":"intervencao-de-d-manuel-clemente-no-encerramento-das-comemoracoes-do-centenario-da-republica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/intervencao-de-d-manuel-clemente-no-encerramento-das-comemoracoes-do-centenario-da-republica\/","title":{"rendered":"Interven\u00e7\u00e3o de D. Manuel Clemente no encerramento das comemora\u00e7\u00f5es do centen\u00e1rio da Rep\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p>1. Foi com algum imediatismo e atrevimento que anu&iacute; ao am&aacute;vel convite da Ex.ma Senhora Presidente da Assembleia da Rep&uacute;blica para participar neste encontro.<\/p>\n<p>Li com todo o gosto e proveito o livro Da virtude e fortuna da Rep&uacute;blica ao republicanismo em Portugal, coordenado pelos Professores Gomes Canotilho e Vital Moreira, com quem tive o gosto de integrar &#8211; al&eacute;m doutros ilustres membros&nbsp; e sob a presid&ecirc;ncia do Dr. Artur Santos Silva &ndash; a Comiss&atilde;o Nacional para as Comemora&ccedil;&otilde;es do Centen&aacute;rio da Rep&uacute;blica. Na referida leitura aprendi o que pude dos excelentes textos, em particular no que &agrave; obra de John Pocock e J&uuml;rgen Habermas diz respeito. E &eacute; sugestionado tamb&eacute;m por estas leituras que ao mesmo tempo as reduzo e extravaso nalgumas reflex&otilde;es que se seguem, mais &agrave; minha limitada medida pessoal do que &agrave;quela que realmente mereciam.<\/p>\n<p>Ambos apelaram ao realismo, quer na verifica&ccedil;&atilde;o do passado quer na assun&ccedil;&atilde;o do presente. Realismo que inclua a natureza n&atilde;o un&iacute;voca das conviv&ecirc;ncias, fossem quais fossem, onde fossem e quando fossem; realismo que analise a realidade presente sem iludir nenhuma das suas componentes, materiais ou espirituais, sem apriorismos que esque&ccedil;am umas ou outras.<\/p>\n<p>Constatemos desde j&aacute; &ndash; e facilmente o faremos &ndash; que antes e depois de 1910, como antes e depois de 1926, este realismo falhou em demasia. N&atilde;o faltaram entusiasmos, idealismos ou voluntarismos, mas foi dif&iacute;cil ou imposs&iacute;vel conviver com o contradit&oacute;rio e sucederam-se reducionismos epistemol&oacute;gicos de sinal oposto. Facilmente ficaram quase s&oacute;s alguns atores principais, rapidamente se alhearam maiorias pouco ouvidas. Mesmo quando o n&atilde;o merecessem, uns e outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. &#8211; De que hist&oacute;ria falamos ou prevemos na nossa p&aacute;tria portuguesa, cem anos passados da implanta&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica? &#8211; De que hist&oacute;ria &ldquo;repatriada&rdquo; pelas intransmiss&iacute;veis responsabilidades imediatas e simultaneamente &ldquo;expatriada&rdquo; pela dimens&atilde;o internacional do deve e haver que &eacute; agora o nosso? &ndash; Que nos sobra realmente do passado e assim mesmo o autentica por essa mesma realidade sobrante? &ndash; E o que somos diferentemente dele, para nos relan&ccedil;armos com a novidade que se imp&otilde;e?<\/p>\n<p>Talvez seja mais f&aacute;cil come&ccedil;armos pelo que n&atilde;o fomos nem somos. N&atilde;o somos um povo imediatamente un&acirc;nime, f&aacute;cil e conscientemente un&acirc;nime, ainda que, por contraste ou &uacute;ltima defesa, nos sent&iacute;ssemos assim.<\/p>\n<p>Antes de nos dividirmos entre decadentistas e neo-sebastianistas, do s&eacute;culo XVIII para c&aacute;, sempre fomos cr&iacute;ticos de n&oacute;s pr&oacute;prios, mais at&eacute; do que desconfiados dos outros. Cantigas de amigo ou de amor ouviam-se em contraponto com outras de esc&aacute;rnio e maldizer, com as letras todas e as alus&otilde;es bem claras. Autos de devo&ccedil;&atilde;o verdadeira entremearam-se com farsas acerbas, igualmente vicentinas. Estrofes d&rsquo; Os Lus&iacute;adas tanto cantaram gl&oacute;rias como choraram desenganos&#8230;<\/p>\n<p>E t&atilde;o portugu&ecirc;s era quem zarpava como era o &ldquo;velho&rdquo; que permanecia no Restelo. Gestas da expans&atilde;o tiveram muitos contrapontos em Gaspar do Couto ou Mendes Pinto&hellip; E assim at&eacute; hoje, tirando picos extremos de sobreviv&ecirc;ncia geral, como seria a revolta antinapole&oacute;nica de h&aacute; duzentos anos ou mesmo a indigna&ccedil;&atilde;o antibrit&acirc;nica de 1890&hellip; Pouco mais, realmente pouco mais. E mesmo o &iacute;cone t&atilde;o p&aacute;trio dos pain&eacute;is de Nuno Gon&ccedil;alves, em dezenas de olhares que conjuntamente nos incitam, cont&eacute;m exce&ccedil;&otilde;es que, olhando noutros sentidos, confirmam esta regra.<\/p>\n<p>Qualquer um de n&oacute;s que tenha nascido na primeira metade de novecentos, passou decerto a vida a rever a linearidade patri&oacute;tica dos antigos livros da instru&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria. E pode ter sucedido agora mesmo que a consider&aacute;vel literatura em torno da Rep&uacute;blica lhe tenha dado uma ideia mais exata e distendida da variedade interna dos acontecimentos de h&aacute; cem anos.<\/p>\n<p>Confesso-vos que comigo aconteceu assim, especialmente na &aacute;rea que versei das rela&ccedil;&otilde;es do novo regime com a religi&atilde;o tradicional do pa&iacute;s: &eacute; muito pouco realista e operativo tratar de tal tem&aacute;tica a partir de dois sujeitos coletivos e extremados, tantos s&atilde;o os contactos e os circunstancialismos de parte a parte.<\/p>\n<p>&#8211; Quem era mais republicano em 1911 e seguintes, Afonso Costa, Manuel de Arriaga ou o Padre Casimiro de S&aacute;, &ldquo;representando&rdquo; este no parlamento os sacerdotes, republicanos com provas dadas, que, podendo aceitar a separa&ccedil;&atilde;o Estado-Igreja, discordavam da lei de 20 de abril que, quanto a eles, usurpara esse nome? &ndash; Quem defendeu mais consistentemente o regime at&eacute; bem perto do 28 de maio, Ant&oacute;nio Lino Neto, l&iacute;der cat&oacute;lico no parlamento, ou alguns republicanos de sempre que se aproximaram do movimento militar?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Aludi acima aos textos de ou sobre Pocock e Habermas, agora felizmente publicados; e dizia que ambos apelavam ao realismo, quer na verifica&ccedil;&atilde;o do passado quer na assun&ccedil;&atilde;o do presente, realismo que inclua a complexidade n&atilde;o un&iacute;voca das conviv&ecirc;ncias pret&eacute;ritas ou atuais.<\/p>\n<p>Seleciono, a prop&oacute;sito, este trecho de Pocock e a sua refer&ecirc;ncia ao fil&oacute;sofo alem&atilde;o: &ldquo;Mal posso exprimir a pena que tenho que ele [Habermas] n&atilde;o tenha conseguido juntar-se a n&oacute;s, uma vez que ele lidou exaustivamente com a quest&atilde;o do di&aacute;logo entre cidad&atilde;os cujas culturas s&atilde;o diferentes uma da outra, e apenas coloco uma quest&atilde;o de entre as muitas para as quais ele teria resposta. Qual ser&aacute; o significado do adjetivo &lsquo;p&oacute;s-nacional&rsquo;? Uma &lsquo;na&ccedil;&atilde;o&rsquo; pode ser definida como uma etnia comum ou uma outra identidade: mas o que acontecer&aacute; se for definida como um sistema pol&iacute;tico com uma mem&oacute;ria ou hist&oacute;ria comum? A historiografia tem sido maioritariamente o produto dos estados e a maioria dos estados modernos tem uma hist&oacute;ria narrativa que pode n&atilde;o ser monotem&aacute;tica ou autorit&aacute;ria mas intensamente debatida&hellip;&rdquo; (In Da virtude e fortuna da Rep&uacute;blica, p. 29).<\/p>\n<p>Retomo a grande pertin&ecirc;ncia destas quest&otilde;es, tamb&eacute;m agora, para o nosso caso de h&aacute; cem anos. Uma exemplifica&ccedil;&atilde;o entre tantas, pode ser A Portuguesa, adotada como hino nacional pelo novo regime; como adotada estava pelos muitos que a cantavam h&aacute; duas d&eacute;cadas j&aacute;, desde que Alfredo Keil e Henrique Lopes de Mendon&ccedil;a a tinham composto, m&uacute;sica e letra respetivamente, na sequ&ecirc;ncia do ultimato ingl&ecirc;s.<\/p>\n<p>Das tr&ecirc;s estrofes de Lopes de Mendon&ccedil;a s&oacute; &eacute; cantada geralmente a primeira. Mas, se as tomarmos todas, ressaltar&aacute; uma consci&ecirc;ncia brumosa do passado, que s&oacute; o tempo definiria por certo. Na verdade, &eacute; de &ldquo;entre as brumas da mem&oacute;ria&rdquo; que finalmente ressoa a voz dos antepassados egr&eacute;gios (1&ordf; estrofe); e &eacute; &agrave; pr&oacute;pria Europa que se pede que diga ao mundo que afinal ainda existimos, pois &ldquo;brade a Europa &agrave; terra inteira: Portugal n&atilde;o pereceu&rdquo; (2&ordf; estrofe); dum passado mais oculto do que claro &eacute; que se passar&aacute; por fim &agrave; madrugada: &ldquo;saudai o Sol que desponta sobre um ridente porvir&rdquo; (3&ordf; estrofe).<\/p>\n<p>Nada de clareza, portanto, de tr&aacute;s para diante. Alma sim, mas &agrave; maneira rom&acirc;ntica, como impulso, eco ainda de antigas andan&ccedil;as, em que se gritava: &ldquo;Alma at&eacute; Almeida e depois de Almeida alma tamb&eacute;m&hellip;&rdquo;. E s&oacute; isso permite compreender como 1910 se integrava na aspira&ccedil;&atilde;o regeneradora, que j&aacute; fora dos liberais &#8211; e se voltou a ouvir em 1974 e seguintes.<\/p>\n<p>Do passado sobravam muitas leituras, da esquerda &agrave; direita, com proje&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas da p&aacute;tria a refazer. Houve regeneracionismos neomedievos, para recuperar comunas pr&eacute;-absolutistas; houve regeneracionismos personalizados, reincarnando Jo&otilde;es segundos ou Pombais &agrave; escolha, que contrariassem inimigos diversos, aristocratas ou clericais; houve regeneracionismos anticat&oacute;licos, para retomar, quando muito, um cristianismo pr&eacute;-tridentino; houve regeneracionismos religiosos, para dilatar &ldquo;a f&eacute; e o imp&eacute;rio&rdquo;; e houve, sempre dispon&iacute;vel, um sebastianismo de servi&ccedil;o, mantendo o cavalo branco a sair das brumas &ndash; sempre as brumas &ndash; para sucessivos cavaleiros&hellip;<\/p>\n<p>Houve de tudo um pouco, num passado de pretexto para combates do momento. Mas isto mesmo evidenciava dois pontos, igualmente importantes: primeiro que, mesmo divergente, havia a consci&ecirc;ncia vaga de que algo fora poss&iacute;vel outrora, que permanecia apetec&iacute;vel agora; segundo, que essa consci&ecirc;ncia &ndash; ou quase um inconsciente coletivo &ndash; continuava a mobilizar frentes opostas mas igualmente din&acirc;micas.<\/p>\n<p>A propens&atilde;o urbana para a Rep&uacute;blica ou a resist&ecirc;ncia mon&aacute;rquica doutros meios, alimentaram-se de tais impulsos de dif&iacute;cil defini&ccedil;&atilde;o e imposs&iacute;vel conjun&ccedil;&atilde;o; a n&atilde;o ser contra algum terceiro que aparecesse, dentro ou fora, como foi quase o caso da mobiliza&ccedil;&atilde;o para a Grande Guerra, que at&eacute; permitiria a oficializa&ccedil;&atilde;o de capel&atilde;es militares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. Fosse como fosse, conseguiram-se algumas plataformas, de 1913 em diante. Refiro, compreensivelmente, a pol&iacute;tico-religiosa, que se revelou, ali&aacute;s, mais f&aacute;cil do que outras, entre os pr&oacute;prios grupos republicanos&hellip;<\/p>\n<p>Foi nesse ano que os bispos propuseram milit&acirc;ncias cat&oacute;licas no quadro geral e aceite do regime novo, iguais entre iguais, inspira&ccedil;&otilde;es entre inspira&ccedil;&otilde;es. Foi nesse quadro tamb&eacute;m que o catolicismo oficial e pol&iacute;tico entrou abertamente no jogo democr&aacute;tico e parlamentar, sobretudo de 1919 em diante, afastando-se doutros crentes que continuavam a ligar a causa religiosa &agrave; restaura&ccedil;&atilde;o mon&aacute;rquica.<\/p>\n<p>De 1920 a 1926 sucedem-se as express&otilde;es dum republicanismo mais aberto, onde caberiam os que quisessem, crentes de v&aacute;rias cren&ccedil;as ou nenhuma, regeneracionistas mais ou menos todos, menos definidos de passados estreitos para futuros parciais, ideologicamente parciais. E tanto assim &eacute; que, nos derradeiros anos do regime, deparamos com republicanos inquestion&aacute;veis a defender causas muito caras aos cat&oacute;licos &ndash; e n&atilde;o s&oacute;! &#8211; e ouviremos alguns crentes de primeira linha a defender claramente a Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p>Como sabemos, a legisla&ccedil;&atilde;o p&oacute;s 5 de Outubro, n&atilde;o s&oacute; acabou com a confessionalidade do ensino p&uacute;blico como a afastou do particular. Pois bem, alinhando com Leonardo Coimbra, outros n&atilde;o mon&aacute;rquicos pronunciaram-se desta forma em 1923: &ldquo;Estou absolutamente ao lado de Leonardo [Leonardo Coimbra demitira-se de ministro da Instru&ccedil;&atilde;o, porque o parlamento rejeitara o seu projeto de liberdade de ensino religioso nas escolas particulares]. Concordo absolutamente com ele. Mais. Vou ainda mais longe. Eu queria ainda uma mais larga liberdade de ensino religioso. Uma liberdade que atingisse todas as escolas&rdquo; (Raul Brand&atilde;o, Di&aacute;rio de Not&iacute;cias, 12 de janeiro de 1923). &ldquo;O gesto de Leonardo Coimbra &eacute; o primeiro de ampla e profunda simpatia humana nesta Rep&uacute;blica. [&hellip;] O sentimento religioso tem sido sempre a for&ccedil;a aperfei&ccedil;oadora da alma humana e a prova mais clara da sua realidade&rdquo; (Teixeira de Pascoaes, A P&aacute;tria, 22 de janeiro de 1923). &ldquo;Portugal &eacute; hoje o &uacute;nico pa&iacute;s, o &uacute;nico! tome nota, onde h&aacute; essa disposi&ccedil;&atilde;o b&aacute;rbara e selvagem de proibir, nas escolas particulares, o ensino religioso. Acabemos com ela. &Eacute; uma afronta. Uma vergonha&rdquo; (Guerra Junqueiro, Di&aacute;rio de Not&iacute;cias, 26 de janeiro de 1923)[1].<\/p>\n<p>Como esclarecedoras s&atilde;o algumas declara&ccedil;&otilde;es parlamentares do l&iacute;der do Centro Cat&oacute;lico Portugu&ecirc;s, Ant&oacute;nio Lino Neto. Assim a 20 de abril de 1923, definindo a posi&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica: &ldquo;Os cat&oacute;licos n&atilde;o reclamam situa&ccedil;&otilde;es de privil&eacute;gio. Apenas querem liberdades comuns, para que todos se sintam bem e possam colaborar na obra progressiva que torne Portugal grande, pol&iacute;tica, moral e economicamente&rdquo;. Ou ainda, a 9 de janeiro de 1924, defendendo a c&acirc;mara legislativa que integrava e j&aacute; era atacada por muitos: &ldquo;Resulta que o Parlamento deve ser modificado, porque de facto ele tem defeitos. Mas pergunto: &#8211; qual &eacute; a institui&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o tem defeitos? Sr. Presidente: &eacute; pelo Parlamento que o pa&iacute;s tem feito o desafogo de todas as dificuldades coletivas&rdquo;[2].<\/p>\n<p>Finalmente, s&oacute; isto explica que, pouco antes do 28 de maio, o pr&oacute;prio Presidente da Rep&uacute;blica, Bernardino Machado, tenha proferido as seguintes palavras, a 6 de fevereiro de 1926, numa sess&atilde;o de homenagem a Pio XI na Sociedade de Geografia: &ldquo;Gra&ccedil;as ao esp&iacute;rito de conc&oacute;rdia com que Sua Santidade tem concorrido para que se estabele&ccedil;a a paz at&eacute; entre os portugueses, nunca mais ser&aacute; poss&iacute;vel em Portugal um conflito entre o poder religioso e o civil&rdquo; (Novidades, 7 de fevereiro de 1926)[3]. Permiti-me dizer ainda agora: &#8211; Deus o oi&ccedil;a!<\/p>\n<p>E eis como, retomando a li&ccedil;&atilde;o de Pocock e Habermas, uma leitura menos condicionada do passado nos reserva sempre algumas surpresas para o presente. Tamb&eacute;m sobre o nosso Portugal e a sua Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p>Assembleia da Rep&uacute;blica, 20 de outubro de 2011<\/p>\n<p><em>D. Manuel Clemente, bispo do Porto<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>NOTAS:<\/p>\n<p>[1] Para estas cita&ccedil;&otilde;es, cf. LOUREN&Ccedil;O, Joaquim Maria &ndash; Situa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica da Igreja em Portugal. Coimbra Editora, 1943, p. 218-219.<\/p>\n<p>[2] NETO, Ant&oacute;nio Lino &ndash; Interven&ccedil;&otilde;es parlamentares (1918-1926). Coord. de Ant&oacute;nio Matos Ferreira e Jo&atilde;o Miguel Almeida. Lisboa: Assembleia da Rep&uacute;blica e Texto Editores, 2009, p. 196 e 249, respetivamente.<\/p>\n<p>[3] Cf. LOUREN&Ccedil;O, Situa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica, p. 220-221.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Foi com algum imediatismo e atrevimento que anu&iacute; ao am&aacute;vel convite da Ex.ma Senhora Presidente da Assembleia da Rep&uacute;blica para participar neste encontro. Li com todo o gosto e proveito o livro Da virtude e fortuna da Rep&uacute;blica ao republicanismo em Portugal, coordenado pelos Professores Gomes Canotilho e Vital Moreira, com quem tive o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[128,174,187,203],"class_list":["post-53452","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-centenario-da-republica","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-do-porto","tag-europa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53452","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53452"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53452\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53452"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53452"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53452"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}