{"id":53437,"date":"2011-10-20T16:04:17","date_gmt":"2011-10-20T16:04:17","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/10\/20\/intervencao-de-d-manuel-clemente-na-sessao-comemorativa-do-centenario-da-faculdade-de-ciencias-do-porto\/"},"modified":"2011-10-20T16:04:17","modified_gmt":"2011-10-20T16:04:17","slug":"intervencao-de-d-manuel-clemente-na-sessao-comemorativa-do-centenario-da-faculdade-de-ciencias-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/intervencao-de-d-manuel-clemente-na-sessao-comemorativa-do-centenario-da-faculdade-de-ciencias-do-porto\/","title":{"rendered":"Interven\u00e7\u00e3o de D. Manuel Clemente na sess\u00e3o comemorativa do centen\u00e1rio da Faculdade de Ci\u00eancias do Porto"},"content":{"rendered":"<p><em>&ldquo;Uma reflex&atilde;o sobre o homem e o conhecimento na perspetiva dos valores universais&hellip;&rdquo;<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foi precisamente o que me pediu o Senhor Professor Doutor Ant&oacute;nio Fernando Sousa da Silva para esta sess&atilde;o comemorativa da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade do Porto: uma breve reflex&atilde;o sobre o homem e o conhecimento na perspetiva dos valores universais. Partilho-a com simplicidade e com todos v&oacute;s, com gratid&atilde;o e bons votos para o presente e o futuro desta centen&aacute;ria institui&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, que ele t&atilde;o excelentemente dirige.<\/p>\n<p>1. Dos antigos gregos &agrave; contemporaneidade, tento um breve relance, com os inconvenientes certos e a hipot&eacute;tica vantagem de tal ensaio. Mas ainda assim, contrariando um pouco a tend&ecirc;ncia atual da especializa&ccedil;&atilde;o excessiva, de &aacute;rvores sem floresta.<\/p>\n<p>Naquele tempo &ndash; de S&oacute;crates, Plat&atilde;o, Arist&oacute;teles e outros mais -, brilhava um sol na Gr&eacute;cia que aclarava as coisas, e com duplo efeito: podia esbat&ecirc;-las tanto, que quase as confundia e apagava, sobrando o que lhes era primeiro e comum, essencial a todas; mas tamb&eacute;m as podia iluminar, oferecendo-as aos olhos e &agrave; mente do observador como objetos precisos, destacados doutros mais.<\/p>\n<p>Quase poder&iacute;amos dizer que deste duplo efeito nasceram, respetivamente, a filosofia e as ci&ecirc;ncias, como as entendemos n&oacute;s. E em duas vertentes, mais filos&oacute;fica, m&iacute;stica e plat&oacute;nica a primeira; mais detalhada, cient&iacute;fica e aristot&eacute;lica a segunda. Com a primeira ir&iacute;amos rapidamente ao c&eacute;u, com a segunda demor&aacute;vamos mais na terra.<\/p>\n<p>Quando o Imp&eacute;rio Romano integrou a Gr&eacute;cia, o que se conservou daquele olhar funcionalizou-se mais, quer para as aplica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas da vida corrente, como pedagogia, medicina ou arquitetura, quer para unificar as diferen&ccedil;as de povos e culturas numa administra&ccedil;&atilde;o geral e mais vi&aacute;vel. De algum modo acrescentar&iacute;amos que as duas vertentes do pensamento grego coincidiram, formal e praticamente, no Imp&eacute;rio e no Direito, no imp&eacute;rio do Direito, se assim quisermos.<\/p>\n<p>Como estrutura, durou o que durou e at&eacute; ao s&eacute;culo V, no que ao Ocidente se refere, particularmente ao &ldquo;extremo Ocidente&rdquo; em que est&aacute;vamos n&oacute;s. Depois das invas&otilde;es b&aacute;rbaras, a desorganiza&ccedil;&atilde;o geral das coisas j&aacute; n&atilde;o permitiu a vida urbana em que elas se trocavam, com as not&iacute;cias e as ideias que naturalmente traziam com elas.<\/p>\n<p>At&eacute; ao renascimento urbano e escol&aacute;stico da Baixa Idade M&eacute;dia, o que sobrou guardava-se e transmitia-se noutros centros culturais que um novo culto criara entretanto.<\/p>\n<p>Refiro-me, obviamente, aos n&uacute;cleos eclesi&aacute;sticos crist&atilde;os. No in&iacute;cio da era que criou, ainda mais mental do que cronologicamente, o cristianismo trouxe ao mundo greco-romano algumas ideias b&aacute;sicas que, com o tempo, relan&ccedil;aram a hist&oacute;ria ocidental.<\/p>\n<p>Com o juda&iacute;smo em que nascera, o novo credo insistira num &uacute;nico Deus criador de todas as coisas, que dera ao homem e &agrave; mulher o poder e o mandato de &ldquo;encher e dominar a terra&rdquo; (G&eacute;nesis 1, 28). Esta doutrina, tanto simplificava o c&eacute;u como autonomizava relativamente a terra, abrindo &agrave; responsabilidade humana o largo campo de a compreender e desenvolver.<\/p>\n<p>Mesmo quanto ao Imp&eacute;rio e &agrave; sua pol&iacute;tica, o fundador do cristianismo fora clar&iacute;ssimo na distin&ccedil;&atilde;o dos campos: &ldquo;dai a C&eacute;sar o que &eacute; de C&eacute;sar e a Deus o que &eacute; de Deus&rdquo; (Mateus 22, 21). Sem os separar absolutamente, porque pr&oacute;ximos permaneciam na origem e no fim &uacute;ltimo das coisas.<\/p>\n<p>Mas estas e outras inova&ccedil;&otilde;es b&iacute;blicas abririam caminho &ndash; custoso caminho, ainda n&atilde;o totalmente percorrido &ndash; ao pensamento ocidental e &agrave; sua proje&ccedil;&atilde;o mundial a partir do s&eacute;culo XV. Do s&eacute;culo d&eacute;cimo quinto da era que justamente fundaram e qualificaram, a nossa era.<\/p>\n<p>Os grandes autores crist&atilde;os dos primeiros s&eacute;culos n&atilde;o tiveram dificuldade em recolher da tradi&ccedil;&atilde;o greco-romana tudo quanto a nova f&eacute; podia herdar da filosofia, da ci&ecirc;ncia e do direito. Ali&aacute;s, muitos deles conheciam bem as respetivas autorias e obras. Quando o Imp&eacute;rio e as suas cidades desapareceram, essa mesma cultura persistiu nalguns centros episcopais e mon&aacute;sticos do alto medievo, que, ao mesmo tempo, foram n&uacute;cleos axiais da Europa que verdadeiramente criaram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil reconhecer, mesmo na pura ordem dos factos e sem qualquer extrapola&ccedil;&atilde;o confessional, que a Europa de que falamos hoje, nasceu precisamente do alargamento do cristianismo &ndash; romano-beneditino, c&eacute;ltico ou bizantino, entre outros focos locais &ndash; aos povos &ldquo;b&aacute;rbaros&rdquo; que tinham ocupado o Imp&eacute;rio e a muitos outros que nunca lhe tinham pertencido.<\/p>\n<p>Foi assim que apareceu no s&eacute;culo X, do Mediterr&acirc;neo ao Mar do Norte e da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica &agrave; R&uacute;ssia, um verdadeiro continente, geogr&aacute;fica e culturalmente unificado em torno de ideias e sentimentos b&aacute;sicos, crist&atilde;mente referidos. No que ao nosso espa&ccedil;o ocidental mais respeita, digamos ainda e com igual justi&ccedil;a que essa mesma cultura foi refor&ccedil;ada com tudo o que alguns autores &aacute;rabes veicularam e desenvolveram do pensamento cl&aacute;ssico, remanescente nos territ&oacute;rios que ocuparam desde o s&eacute;culo VII; o mesmo se dizendo de alguns grandes autores judeus, no mesmo sentido.<\/p>\n<p>No s&eacute;culo XIII, a Europa das Universidades consubstanciou a sobreviv&ecirc;ncia conseguida e aprofundada de tantos s&eacute;culos trabalhosos. E o ideal que mantinha era o da variedade coesa dos estudos recebidos e sistematizados. Das Artes &agrave; Medicina, da Medicina &agrave;s Leis e aos C&acirc;nones e daqui &agrave; Teologia, o &ldquo;universo&rdquo; dos saberes e dos escolares, pretendia-se assim. Que o dissesse o nosso Pedro Hispano &#8211; papa Jo&atilde;o XXI entre 1277 e 1278 -, escolar em Fran&ccedil;a e It&aacute;lia, cultor de mat&eacute;rias t&atilde;o distintas como a l&oacute;gica, a medicina ou a teologia. Esse mesmo que Dante fulgurou no Para&iacute;so dos s&aacute;bios.<\/p>\n<p>Unidade ideal dos saberes, dif&iacute;cil de conseguir quando cada ramo se cultiva mais e mais. As pol&eacute;micas escolares dos s&eacute;culos XII a XIV, entre Bernardo e Abelardo, antiaverro&iacute;stas e averro&iacute;stas, defensores ou negadores dos universais, retomaram de certo modo a diferente orienta&ccedil;&atilde;o dos esp&iacute;ritos plat&oacute;nicos ou aristot&eacute;licos, alargando a dificuldade de conciliar a propens&atilde;o experiencial ou experimental do conhecimento, finalista ou demorada do saber, unificada ou diferenciada dos respetivos campos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Do s&eacute;culo XV em diante, a Europa foi descobrindo o mundo. Melhor dir&iacute;amos &ldquo;os mundos&rdquo;, t&atilde;o diferentes eram de n&oacute;s e entre si. Diferen&ccedil;as que aumentaram os debates internos e alargaram muitos horizontes, geogr&aacute;ficos e mentais. Nas universidades e outros espa&ccedil;os, pol&eacute;micas novas encontraram repostas diferentes.<\/p>\n<p>Rea&ccedil;&otilde;es de defesa e seguran&ccedil;a n&atilde;o faltaram, pol&iacute;ticas ou eclesi&aacute;sticas, entre ortodoxias e heterodoxias em choque. Em geral, passaram-se no &acirc;mbito das cristandades subsistentes, cat&oacute;licas ou protestantes desde o s&eacute;culo XVI.<\/p>\n<p>E &eacute; bom vincar este aspeto interno, pois foram, na generalidade, pol&eacute;micas entre crentes. Digamos at&eacute;, que aquelas fontes b&iacute;blicas do pensamento ocidental, acima lembradas, de algum modo legitimavam o curso inicial da ci&ecirc;ncia moderna, mais do lado de Cop&eacute;rnico e Galileu do que dos seus opositores. Por isso algu&eacute;m lembrou, durante o &ldquo;caso&rdquo; deste &uacute;ltimo, que &ldquo;a B&iacute;blia n&atilde;o nos diz [cientificamente] como &eacute; o c&eacute;u, mas como se vai [religiosamente] para o C&eacute;u&rdquo;&hellip; Por outro lado, a surpreendente variedade dos novos mundos questionava e ultrapassava em toda a linha a ci&ecirc;ncia e as previs&otilde;es dos antigos mestres.<\/p>\n<p>Aumentaram a observa&ccedil;&atilde;o e a experimenta&ccedil;&atilde;o, reconheceu-se a variedade e o tamanho da natureza geogr&aacute;fica, f&iacute;sica e astron&oacute;mica. Tamb&eacute;m no que &agrave; humanidade respeitava, &agrave; sua anatomia e fisiologia. De grandes pol&eacute;micas emergiu uma realidade mais s&oacute;lida, quantific&aacute;vel e aproveit&aacute;vel. Ci&ecirc;ncia moderna e aplica&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas caminharam a par. Com o tempo, a segunda orientaria a primeira: &#8211; Se &eacute; poss&iacute;vel fazer-se, porque n&atilde;o ir por a&iacute;?<\/p>\n<p>Uma realidade compreens&iacute;vel tamb&eacute;m poderia ser melhorada. Da experimenta&ccedil;&atilde;o talvez pudesse sair recria&ccedil;&atilde;o&hellip; E, se assim era na natureza f&iacute;sica, porque n&atilde;o tent&aacute;-lo na humana e social?<\/p>\n<p>Do s&eacute;culo XVII para o XX temos de tudo isto, muito ou pouco. Mas de modo divergente tamb&eacute;m: por um lado, progresso ap&oacute;s progresso, ramo a ramo, a especializa&ccedil;&atilde;o cresceu muit&iacute;ssimo, deixando para tr&aacute;s a antiga aspira&ccedil;&atilde;o de s&iacute;ntese &#8211; depois do s&eacute;culo XVIII rareiam os enciclopedistas, inevitavelmente; por outro lado, n&atilde;o faltou quem quisesse extravasar para o ser humano os fins e os m&eacute;todos que resultavam na natureza em geral.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; preciso lembrar a hist&oacute;ria de Frankenstein para ilustrar esta deriva, que ali&aacute;s n&atilde;o se esgotou de todo. Mas tamb&eacute;m sabemos como a pr&oacute;pria sociedade se tornou campo de observa&ccedil;&atilde;o e pesquisa, da parte dum conjunto de novas ci&ecirc;ncias que a tentaram melhorar e at&eacute; prever, com resultados de diverso &ecirc;xito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. &ndash; Onde estamos nos agora? Confesso a minha incapacidade de compreender uma realidade t&atilde;o complexa, no que aos saberes em geral respeita.<\/p>\n<p>Mas posso transmitir-vos o que se passou comigo, ligado que estou &agrave; Universidade desde os anos sessenta, como discente ou docente, no campo das humanidades. Quando comecei a cursar Hist&oacute;ria, eram fortes, muito fortes, as propostas de interpreta&ccedil;&atilde;o materialista dos fen&oacute;menos sociais, estritamente sociais e econ&oacute;micas no caso. Aconteceu, por&eacute;m, que a leitura de Fustel de Coulanges, demonstrando a influ&ecirc;ncia dos fatores religiosos na constitui&ccedil;&atilde;o da sociedade (antiga) me contrabalan&ccedil;ou a proposta de Karl Marx&hellip; Fosse como fosse, os anos sessenta e setenta ainda tentavam o congra&ccedil;amento geral dos saberes e das vidas. E tive como professores homens como o Padre Manuel Antunes ou Vitorino Nem&eacute;sio que versavam tantos ramos de conhecimento e com tal brilhantismo que deixavam nos alunos a grande apet&ecirc;ncia das s&iacute;nteses. E, da paleontologia &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o c&oacute;smica e humana, disp&uacute;nhamos ainda das magn&iacute;ficas p&aacute;ginas de Teilhard de Chardin.<\/p>\n<p>N&atilde;o assim a partir de ent&atilde;o. Dos anos oitenta em diante, o chamado p&oacute;s-modernismo desacreditou as &ldquo;meta-narrativas&rdquo;, propondo quando muito que cada sujeito fosse narrando a sua pr&oacute;pria vida, se a n&atilde;o quisesse ir vivendo apenas&hellip; Seguia de m&atilde;os dadas com alguma euforia do hemisf&eacute;rio norte, nas ant&iacute;podas do desencanto atual. Tudo parecia poss&iacute;vel, da ci&ecirc;ncia e da tecnologia &ndash; da ci&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica? &ndash; &agrave; mundializa&ccedil;&atilde;o subsequente ao fim dos blocos. &ndash; N&atilde;o estava &agrave; porta um mil&eacute;nio novo?<\/p>\n<p>Leva j&aacute; dez anos, e n&atilde;o foi exatamente assim&hellip; Entre avan&ccedil;os certos nos diversos ramos, sobram perplexidades e condicionamentos em todos os saberes. O pr&oacute;prio estatuto da Universidade, t&atilde;o ligado que estava &agrave; viabilidade profissional de professores e alunos, &eacute; objeto agora de interroga&ccedil;&otilde;es profundas.<\/p>\n<p>Por tudo isto, mais reconhe&ccedil;o e louvo a vontade do Diretor desta Faculdade de aprofundar a &ldquo;reflex&atilde;o sobre o homem e o conhecimento na perspetiva dos valores universais&rdquo;. Pessoalmente, sou seguidor de algu&eacute;m que h&aacute; dois mil&eacute;nios perguntou: &ldquo;De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se a si mesmo?&rdquo;. E creio tamb&eacute;m que, de tantos caminhos e encruzilhadas, sobressai a preocupa&ccedil;&atilde;o essencial de nos recuperarmos como humanidade de futuro.<\/p>\n<p>Permito-me concluir em tr&ecirc;s al&iacute;neas: a) &Eacute; inevit&aacute;vel a especializa&ccedil;&atilde;o cada vez maior de cada um na &aacute;rea de saber em que estiver, dada a complexidade do real a que atendemos. b) Todavia, uma vez que o real que sondamos &eacute; tamb&eacute;m o real que, direta ou indiretamente, integramos, a vincula&ccedil;&atilde;o humana e humanizante dos saberes &eacute; uma urg&ecirc;ncia inadi&aacute;vel agora. c) Por fim, a Universidade recuperar&aacute; a universalidade que a define, n&atilde;o j&aacute; pelo enciclopedismo imposs&iacute;vel de qualquer g&eacute;nio invulgar, mas pela partilha de saberes entre todos e cada um dos seus membros. Requer-se, designadamente uma boa base e companhia human&iacute;stica para qualquer cientista que seja; como algum acompanhamento do que progride nas ci&ecirc;ncias para o enriquecimento human&iacute;stico atual. &Eacute; sempre o que faz a humanidade e &eacute; disso que a humanidade &eacute; feita.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>No que &agrave; Universidade do Porto diz respeita, Ci&ecirc;ncias e Letras, Medicina ou Direito, Engenharia ou Economia, como todas as outras escolas, irmanar-se-&atilde;o muito mais na partilha do que especificamente cultivar cada uma. E, como h&aacute; quinhentos anos as descobertas geogr&aacute;ficas proporcionaram um desenvolvimento not&aacute;vel dos saberes, as descobertas culturais que agora geralmente fizerem aumentar&atilde;o em muito a inova&ccedil;&atilde;o nas diversas &aacute;reas, por parte de estudiosos que se enrique&ccedil;am muito mais como sujeitos pensantes.<\/p>\n<p>Porque valor universal &eacute;, sempre e finalmente, a humanidade que compartilhamos todos.<\/p>\n<p>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade do Porto, 19 de outubro de 2011<\/p>\n<p><em>D. Manuel Clemente, bispo do Porto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Uma reflex&atilde;o sobre o homem e o conhecimento na perspetiva dos valores universais&hellip;&rdquo; &nbsp; Foi precisamente o que me pediu o Senhor Professor Doutor Ant&oacute;nio Fernando Sousa da Silva para esta sess&atilde;o comemorativa da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade do Porto: uma breve reflex&atilde;o sobre o homem e o conhecimento na perspetiva dos valores universais. 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