{"id":53369,"date":"2011-10-17T12:30:09","date_gmt":"2011-10-17T12:30:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/10\/17\/carta-apostolica-sob-forma-de-motu-proprio-porta-fidei\/"},"modified":"2011-10-17T12:30:09","modified_gmt":"2011-10-17T12:30:09","slug":"carta-apostolica-sob-forma-de-motu-proprio-porta-fidei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/carta-apostolica-sob-forma-de-motu-proprio-porta-fidei\/","title":{"rendered":"Carta Apost\u00f3lica sob forma de Motu Proprio \u00abPorta Fidei\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Com a qual se proclama o Ano da F\u00e9 <!--more--> <\/p>\n<p>1. A &laquo;PORTA DA F&Eacute;&raquo; (cf. At 14,27), que introduz na vida de comunh&atilde;o com Deus e permite a entrada na sua Igreja, est&aacute; sempre aberta para n&oacute;s. &Eacute; poss&iacute;vel cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus &eacute; anunciada e o cora&ccedil;&atilde;o se deixa plasmar pela gra&ccedil;a que transforma. Atravessar aquela porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem in&iacute;cio com o Batismo (cf. Rm 6,4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e est&aacute; conclu&iacute;do com a passagem atrav&eacute;s da morte para a vida eterna, fruto da ressurrei&ccedil;&atilde;o do Senhor Jesus, que, com o dom do Esp&iacute;rito Santo, quis fazer participantes da sua pr&oacute;pria gl&oacute;ria quantos creem nele (cf. Jo 17,22). Professar a f&eacute; na Trindade &ndash; Pai, Filho e Esp&iacute;rito Santo &ndash; equivale a crer num s&oacute; Deus que &eacute; Amor (cf. 1Jo 4,8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou o seu Filho para a nossa salva&ccedil;&atilde;o; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mist&eacute;rio da sua morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o; o Esp&iacute;rito Santo, que guia a Igreja atrav&eacute;s dos s&eacute;culos, enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Desde o princ&iacute;pio do meu minist&eacute;rio como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da f&eacute; para fazer brilhar, com evid&ecirc;ncia sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Durante a homilia da Santa Missa no in&iacute;cio do pontificado, disse: &laquo;A Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela, como Cristo, devem p&ocirc;r-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que d&aacute; a vida, a vida em plenitude&raquo;<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn1\"><sup><sup>[1]<\/sup><\/sup><\/a>. Sucede, n&atilde;o poucas vezes, que os crist&atilde;os sintam maior preocupa&ccedil;&atilde;o com as consequ&ecirc;ncias sociais, culturais e pol&iacute;ticas da f&eacute; do que com a pr&oacute;pria f&eacute;, considerando esta como um pressuposto &oacute;bvio da sua vida di&aacute;ria. Ora esse pressuposto n&atilde;o s&oacute; deixou de existir como, frequentemente, acaba at&eacute; negado<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn2\"><sup><sup>[2]<\/sup><\/sup><\/a>. Enquanto, no passado, era poss&iacute;vel reconhecer um tecido cultural unit&aacute;rio, amplamente compartilhado no seu apelo aos conte&uacute;dos da f&eacute; e aos valores por ela inspirados, hoje, parece que j&aacute; n&atilde;o &eacute; assim em grandes setores da sociedade, devido a uma profunda crise de f&eacute; que atingiu muitas pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. N&atilde;o podemos aceitar que o sal se torne ins&iacute;pido e a luz fique escondida (cf. Mt 5,13-16). Tamb&eacute;m o homem contempor&acirc;neo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao po&ccedil;o, para ouvir Jesus, que convida a crer nele e a beber na sua fonte, donde jorra &aacute;gua viva (cf. Jo 4,14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do P&atilde;o da vida, oferecidos como sustento de quantos s&atilde;o seus disc&iacute;pulos (cf. Jo 6,51). De facto, ressoa ainda nos nossos dias, com a mesma for&ccedil;a, este ensinamento de Jesus: &laquo;Trabalhai, n&atilde;o pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e d&aacute; a vida eterna&raquo; (Jo 6,27). E a quest&atilde;o, ent&atilde;o posta por aqueles que o escutavam, &eacute; a mesma que colocamos n&oacute;s, tamb&eacute;m hoje: &laquo;Que havemos n&oacute;s de fazer para realizar as obras de Deus?&raquo; (Jo 6,28). Conhecemos a resposta de Jesus: &laquo;A obra de Deus &eacute; esta: crer naquele que Ele enviou&raquo; (Jo 6,29). Por isso, crer em Jesus Cristo &eacute; o caminho para se poder chegar definitivamente &agrave; salva&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. &Agrave; luz de tudo isto, decidi proclamar um <em>Ano da F&eacute;<\/em>. Este ter&aacute; in&iacute;cio a 11 de outubro de 2012, no cinquenten&aacute;rio da abertura do Conc&iacute;lio Vaticano II, e terminar&aacute; na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de novembro de 2013. Na referida data de 11 de outubro de 2012, completar-se-&atilde;o tamb&eacute;m vinte anos da publica&ccedil;&atilde;o do <em>Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica<\/em>, texto promulgado pelo meu Predecessor, o Beato Papa Jo&atilde;o Paulo II<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn3\"><sup><sup>[3]<\/sup><\/sup><\/a>, com o objetivo de ilustrar a todos os fi&eacute;is a for&ccedil;a e a beleza da f&eacute;. Esta obra, verdadeiro fruto do Conc&iacute;lio Vaticano II, foi desejada pelo S&iacute;nodo Extraordin&aacute;rio dos Bispos de 1985 como instrumento ao servi&ccedil;o da catequese<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn4\"><sup><sup>[4]<\/sup><\/sup><\/a> e foi realizado com a colabora&ccedil;&atilde;o de todo o episcopado da Igreja Cat&oacute;lica. E convoquei uma Assembleia Geral do S&iacute;nodo dos Bispos, precisamente para o m&ecirc;s de outubro de 2012, tendo por tema <em>A nova evangeliza&ccedil;&atilde;o para a transmiss&atilde;o da f&eacute; crist&atilde;<\/em>. Ser&aacute; uma ocasi&atilde;o prop&iacute;cia para introduzir ao totalidade da estrutura eclesial num tempo de particular reflex&atilde;o e redescoberta da f&eacute;. N&atilde;o &eacute; a primeira vez que a Igreja &eacute; chamada a celebrar um <em>Ano da F&eacute;<\/em>. O meu venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, proclamou um semelhante, em 1967, para comemorar o mart&iacute;rio dos ap&oacute;stolos Pedro e Paulo, no d&eacute;cimo nono centen&aacute;rio do seu supremo testemunho. Idealizou-o como um momento solene, para que houvesse, em toda a Igreja, &laquo;uma aut&ecirc;ntica e sincera profiss&atilde;o da mesma f&eacute;&raquo;; quis ainda que esta fosse confirmada de maneira &laquo;individual e coletiva, livre e consciente, interior e exterior, humilde e franca&raquo;<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn5\"><sup><sup>[5]<\/sup><\/sup><\/a>. Pensava que a Igreja poderia, assim, retomar &laquo;exata consci&ecirc;ncia da sua f&eacute; para a reavivar, purificar, confirmar, confessar&raquo;<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn6\"><sup><sup>[6]<\/sup><\/sup><\/a>. As grandes convuls&otilde;es, que se verificaram naquele Ano, tornaram ainda mais evidente a necessidade duma tal celebra&ccedil;&atilde;o. Esta terminou com a <em>Profiss&atilde;o de F&eacute; do Povo de Deus<\/em><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn7\"><sup><sup>[7]<\/sup><\/sup><\/a>, para atestar como os conte&uacute;dos essenciais, que h&aacute; s&eacute;culos constituem o patrim&oacute;nio de todos os crentes, necessitam de ser confirmados, compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova, para se dar testemunho coerente deles em condi&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas diversas das do passado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. Sob alguns aspetos, o meu venerado Predecessor viu aquele Ano como uma &laquo;consequ&ecirc;ncia e exig&ecirc;ncia p&oacute;s-conciliar&raquo;<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn8\"><sup><sup>[8]<\/sup><\/sup><\/a>, bem ciente das graves dificuldades daquele tempo, sobretudo no que se referia &agrave; profiss&atilde;o da verdadeira f&eacute; e da sua reta interpreta&ccedil;&atilde;o. Pareceu-me que fazer coincidir o in&iacute;cio do <em>Ano da F&eacute;<\/em> com o cinquenten&aacute;rio da abertura do Conc&iacute;lio Vaticano II poderia ser uma ocasi&atilde;o prop&iacute;cia para compreender que os textos deixados em heran&ccedil;a pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato Jo&atilde;o Paulo II, &laquo;<em>n&atilde;o perdem o seu valor nem a sua beleza.<\/em> &Eacute; necess&aacute;rio faz&ecirc;-los ler de forma tal que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificados e normativos do Magist&eacute;rio, no &acirc;mbito da Tradi&ccedil;&atilde;o da Igreja. Sinto hoje ainda, mais intensamente, o dever de indicar o Conc&iacute;lio como <em>a grande gra&ccedil;a de que beneficiou a Igreja no s&eacute;culo XX<\/em>: nele se encontra uma b&uacute;ssola segura para nos orientar no caminho do s&eacute;culo que come&ccedil;a&raquo;<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn9\"><sup><sup>[9]<\/sup><\/sup><\/a>. Quero aqui repetir, com veem&ecirc;ncia, as palavras que disse a prop&oacute;sito do Conc&iacute;lio, poucos meses depois da minha elei&ccedil;&atilde;o para Sucessor de Pedro: &laquo;Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermen&ecirc;utica, o Conc&iacute;lio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande for&ccedil;a para a renova&ccedil;&atilde;o sempre necess&aacute;ria da Igreja&raquo;<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn10\"><sup><sup>[10]<\/sup><\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>6. A renova&ccedil;&atilde;o da Igreja realiza-se tamb&eacute;m atrav&eacute;s do testemunho prestado pela vida dos crentes: de facto, os crist&atilde;os s&atilde;o chamados a fazer brilhar, com a sua pr&oacute;pria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O pr&oacute;prio Conc&iacute;lio, na Constitui&ccedil;&atilde;o dogm&aacute;tica <em>Lumen gentium<\/em>, afirma: &laquo;Enquanto Cristo &ldquo;santo, inocente, imaculado&rdquo; (Heb 7,26), n&atilde;o conheceu o pecado (cf. 2Cor 5,21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (cf. Heb 2,17), a Igreja, contendo pecadores no seu pr&oacute;prio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purifica&ccedil;&atilde;o, exercita continuamente a penit&ecirc;ncia e a renova&ccedil;&atilde;o. A Igreja &ldquo;prossegue a sua peregrina&ccedil;&atilde;o no meio das persegui&ccedil;&otilde;es do mundo e das consola&ccedil;&otilde;es de Deus&rdquo;, anunciando a cruz e a morte do Senhor at&eacute; que Ele venha (cf. 1Cor 11,26). Mas &eacute; robustecida pela for&ccedil;a do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paci&ecirc;ncia e pela caridade, as suas afli&ccedil;&otilde;es e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mist&eacute;rio, at&eacute; que por fim se manifeste em plena luz&raquo;<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn11\"><sup><sup>[11]<\/sup><\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesta perspetiva, o <em>Ano da F&eacute;<\/em> &eacute; convite para uma aut&ecirc;ntica e renovada convers&atilde;o ao Senhor, &uacute;nico Salvador do mundo. No mist&eacute;rio da sua morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens &agrave; convers&atilde;o de vida por meio da remiss&atilde;o dos pecados (cf. At 5,31). Para o ap&oacute;stolo Paulo, este amor introduz o homem numa vida nova: &laquo;Pelo Batismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela gl&oacute;ria do Pai, tamb&eacute;m n&oacute;s caminhemos numa vida nova&raquo; (Rm 6,4). Em virtude da f&eacute;, esta vida nova plasma toda a exist&ecirc;ncia humana segundo a novidade radical da ressurrei&ccedil;&atilde;o. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afetos, a mentalidade e o comportamento do homem v&atilde;o sendo, pouco a pouco, purificados e transformados, ao longo de um itiner&aacute;rio jamais completamente terminado nesta vida. A &laquo;f&eacute;, que atua pelo amor&raquo; (Gl 5,6), torna-se um novo crit&eacute;rio de entendimento e de a&ccedil;&atilde;o, que muda toda a vida do homem (cf. Rm 12,2; Cl 3,9-10; Ef 4,20-29; 2Cor 5,17).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>7. &laquo;<em>Caritas Christi urget nos<\/em> &ndash; o amor de Cristo nos impele&raquo; (2Cor 5,14): &eacute; o amor de Cristo que enche os nossos cora&ccedil;&otilde;es e nos impele a evangelizar. Hoje, como outrora, Ele envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra (cf. Mt 28,19). Com o seu amor, Jesus Cristo atrai a si os homens de cada gera&ccedil;&atilde;o: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja, confiando-lhe o an&uacute;ncio do Evangelho, com um mandato que &eacute; sempre novo. Por isso, tamb&eacute;m hoje &eacute; necess&aacute;rio um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangeliza&ccedil;&atilde;o, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a f&eacute;. Na descoberta di&aacute;ria do seu amor, ganha for&ccedil;a e vigor o compromisso mission&aacute;rio dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a f&eacute; cresce quando &eacute; vivida como experi&ecirc;ncia de um amor recebido e &eacute; comunicada como experi&ecirc;ncia de gra&ccedil;a e de alegria. A f&eacute; torna-nos fecundos, porque alarga o cora&ccedil;&atilde;o com a esperan&ccedil;a e permite oferecer um testemunho que &eacute; capaz de gerar: de facto, abre o cora&ccedil;&atilde;o e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir &agrave; sua Palavra, a fim de se tornarem seus disc&iacute;pulos. Os crentes &ndash; atesta Santo Agostinho &ndash; &laquo;fortificam-se acreditando&raquo;<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn12\"><sup><sup>[12]<\/sup><\/sup><\/a>. O Santo Bispo de Hipona tinha boas raz&otilde;es para falar assim. Como sabemos, a sua vida foi uma busca cont&iacute;nua da beleza da f&eacute;, enquanto o seu cora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o encontrou descanso em Deus<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn13\"><sup><sup>[13]<\/sup><\/sup><\/a>. Os seus numerosos escritos, onde se explica a import&acirc;ncia de crer e a verdade da f&eacute;, permaneceram at&eacute; hoje um patrim&oacute;nio de riqueza incompar&aacute;vel e consentem ainda a tantas pessoas &agrave; procura de Deus de encontrarem o justo percurso para chegar &agrave; &laquo;porta da f&eacute;&raquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por conseguinte, s&oacute; acreditando &eacute; que a f&eacute; cresce e se revigora; n&atilde;o h&aacute; outra possibilidade de adquirir certeza sobre a pr&oacute;pria vida, sen&atilde;o abandonar-se progressivamente nas m&atilde;os de um amor que se experimenta cada vez maior, porque tem a sua origem em Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>8. Nesta feliz ocorr&ecirc;ncia, pretendo convidar os Irm&atilde;os Bispos de todo o mundo para que se unam ao Sucessor de Pedro, no tempo de gra&ccedil;a espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da f&eacute;. Queremos celebrar este <em>Ano<\/em> de forma digna e fecunda. Dever&aacute; intensificar-se a reflex&atilde;o sobre a f&eacute;, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua ades&atilde;o ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudan&ccedil;a como este que a humanidade est&aacute; a viver. Teremos oportunidade de confessar a f&eacute; no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas fam&iacute;lias, para que cada um sinta fortemente a exig&ecirc;ncia de conhecer melhor e de transmitir &agrave;s gera&ccedil;&otilde;es futuras a f&eacute; de sempre. Neste <em>Ano<\/em>, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrar&atilde;o forma de fazer publicamente profiss&atilde;o do <em>Credo<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>9. Desejamos que este <em>Ano<\/em> suscite, em cada crente, o anseio de <em>confessar<\/em> a f&eacute; plenamente e com renovada convic&ccedil;&atilde;o, com confian&ccedil;a e esperan&ccedil;a. Ser&aacute; uma ocasi&atilde;o prop&iacute;cia tamb&eacute;m para intensificar a <em>celebra&ccedil;&atilde;o<\/em> da f&eacute; na liturgia, particularmente na Eucaristia, que &eacute; &laquo;a meta para a qual se encaminha a a&ccedil;&atilde;o da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua for&ccedil;a&raquo;<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn14\"><sup><sup>[14]<\/sup><\/sup><\/a>. Simultaneamente, esperamos que o <em>testemunho<\/em> de vida dos crentes cres&ccedil;a na sua credibilidade. Descobrir novamente os conte&uacute;dos da f&eacute; professada, celebrada, vivida e rezada<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn15\"><sup><sup>[15]<\/sup><\/sup><\/a>, e refletir sobre o pr&oacute;prio ato com que se cr&ecirc;, &eacute; um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste <em>Ano<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N&atilde;o foi sem raz&atilde;o que, nos primeiros s&eacute;culos, os crist&atilde;os eram obrigados a aprender de mem&oacute;ria o <em>Credo<\/em>. &Eacute; que este servia-lhes de ora&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria, para n&atilde;o esquecerem o compromisso assumido com o Batismo. Recorda-o, com palavras densas de significado, Santo Agostinho, quando afirma numa homilia sobre a <em>redditio symboli<\/em> (a entrega do <em>Credo<\/em>): &laquo;O s&iacute;mbolo do santo mist&eacute;rio, que recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, re&uacute;ne as palavras sobre as quais est&aacute; edificada com solidez a f&eacute; da Igreja, nossa M&atilde;e, apoiada no alicerce seguro que &eacute; Cristo Senhor. E v&oacute;s recebeste-lo e proferiste-lo, mas deveis t&ecirc;-lo sempre presente na mente e no cora&ccedil;&atilde;o, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas pra&ccedil;as e n&atilde;o o esquecer durante as refei&ccedil;&otilde;es; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso cora&ccedil;&atilde;o continue de vig&iacute;lia por ele&raquo;<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn16\"><sup><sup>[16]<\/sup><\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>10. Queria agora delinear um percurso que ajude a compreender de maneira mais profunda os conte&uacute;dos da f&eacute; e, juntamente com eles, tamb&eacute;m o ato pelo qual decidimos, com plena liberdade, entregar-nos totalmente a Deus. De facto, existe uma unidade profunda entre o ato com que se cr&ecirc; e os conte&uacute;dos a que damos o nosso assentimento. O ap&oacute;stolo Paulo permite entrar dentro desta realidade quando escreve: &laquo;Acredita-se com o cora&ccedil;&atilde;o e, com a boca, faz-se a profiss&atilde;o de f&eacute;&raquo; (Rm 10,10). O cora&ccedil;&atilde;o indica que o primeiro ato, pelo qual se chega &agrave; f&eacute;, &eacute; dom de Deus e a&ccedil;&atilde;o da gra&ccedil;a que age e transforma a pessoa at&eacute; ao mais &iacute;ntimo dela mesma.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A este respeito &eacute; muito eloquente o exemplo de L&iacute;dia. Narra S&atilde;o Lucas que o ap&oacute;stolo Paulo, encontrando-se em Filipos, num s&aacute;bado foi anunciar o Evangelho a algumas mulheres; entre elas, estava L&iacute;dia. &laquo;O Senhor abriu-lhe o cora&ccedil;&atilde;o para aderir ao que Paulo dizia&raquo; (Act 16,14). O sentido contido na express&atilde;o &eacute; importante. S&atilde;o Lucas ensina que o conhecimento dos conte&uacute;dos que se deve acreditar n&atilde;o &eacute; suficiente, se depois o cora&ccedil;&atilde;o &ndash; aut&ecirc;ntico sacr&aacute;rio da pessoa &ndash; n&atilde;o for aberto pela gra&ccedil;a, que consente em ter olhos para ver em profundidade e compreender que o que foi anunciado &eacute; a Palavra de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por sua vez, o professar com a boca indica que a f&eacute; implica um testemunho e um compromisso p&uacute;blicos. O crist&atilde;o n&atilde;o pode nunca pensar que o crer seja um facto privado. A f&eacute; &eacute; decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este &laquo;estar com Ele&raquo; introduz na compreens&atilde;o das raz&otilde;es pelas quais se acredita. A f&eacute;, precisamente porque &eacute; um ato da liberdade, exige tamb&eacute;m assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita. No dia de Pentecostes, a Igreja manifesta, com toda a clareza, esta dimens&atilde;o p&uacute;blica do crer e do anunciar, sem temor a pr&oacute;pria f&eacute;, a toda a gente. &Eacute; o dom do Esp&iacute;rito Santo que prepara para a miss&atilde;o e fortalece o nosso testemunho, tornando-o franco e corajoso.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A pr&oacute;pria profiss&atilde;o da f&eacute; &eacute; um ato simultaneamente pessoal e comunit&aacute;rio. De facto, o primeiro sujeito da f&eacute; &eacute; a Igreja. &Eacute; na f&eacute; da comunidade crist&atilde; que cada um recebe o Batismo, sinal eficaz da entrada no povo dos crentes para obter a salva&ccedil;&atilde;o. Como atesta o <em>Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica<\/em>: &laquo;&ldquo;Eu creio&rdquo;: &eacute; a f&eacute; da Igreja, professada pessoalmente por cada crente, principalmente por ocasi&atilde;o do Batismo. &ldquo;N&oacute;s cremos&rdquo;: &eacute; a f&eacute; da Igreja, confessada pelos bispos reunidos em Conc&iacute;lio ou, de modo mais geral, pela assembleia lit&uacute;rgica dos crentes. &ldquo;Eu creio&rdquo;: &eacute; tamb&eacute;m a Igreja, nossa M&atilde;e, que responde a Deus pela sua f&eacute; e nos ensina a dizer: &ldquo;Eu creio&rdquo;, &ldquo;N&oacute;s cremos&rdquo;&raquo;<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn17\"><sup><sup>[17]<\/sup><\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como se pode notar, o conhecimento dos conte&uacute;dos de f&eacute; &eacute; essencial para se dar o pr&oacute;prio <em>assentimento<\/em>, isto &eacute;, para aderir plenamente, com a intelig&ecirc;ncia e a vontade, a quanto &eacute; proposto pela Igreja. O conhecimento da f&eacute; introduz na totalidade do mist&eacute;rio salv&iacute;fico revelado por Deus. Por isso, o assentimento prestado implica que, quando se acredita, se aceita livremente todo o mist&eacute;rio da f&eacute;, porque o garante da sua verdade &eacute; o pr&oacute;prio Deus, que se revela e permite conhecer o seu mist&eacute;rio de amor<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn18\"><sup><sup>[18]<\/sup><\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por outro lado, n&atilde;o podemos esquecer que, no nosso contexto cultural, h&aacute; muitas pessoas que, embora n&atilde;o reconhecendo em si mesmas o dom da f&eacute;, todavia vivem uma busca sincera do sentido &uacute;ltimo e da verdade definitiva acerca da sua exist&ecirc;ncia e do mundo. Esta busca &eacute; um verdadeiro &laquo;pre&acirc;mbulo&raquo; da f&eacute;, porque move as pessoas pela estrada que conduz ao mist&eacute;rio de Deus. De facto, a pr&oacute;pria raz&atilde;o do homem traz inscrita em si mesma a exig&ecirc;ncia &laquo;daquilo que vale e permanece sempre&raquo;<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn19\"><sup><sup>[19]<\/sup><\/sup><\/a>. Esta exig&ecirc;ncia constitui um convite permanente, inscrito indelevelmente no cora&ccedil;&atilde;o humano, para se p&ocirc;r a caminho ao encontro daquele que n&atilde;o ter&iacute;amos procurado se Ele n&atilde;o tivesse j&aacute; vindo ao nosso encontro<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn20\"><sup><sup>[20]<\/sup><\/sup><\/a>. &Eacute; precisamente a este encontro que nos convida e abre plenamente a f&eacute;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>11. Para chegar a um conhecimento sistem&aacute;tico da f&eacute;, todos podem encontrar um subs&iacute;dio precioso e indispens&aacute;vel no <em>Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica<\/em>. Este constitui um dos frutos mais importantes do Conc&iacute;lio Vaticano II. Na Constitui&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica <em>Fidei depositum<\/em> &ndash; n&atilde;o sem raz&atilde;o assinada na passagem do trig&eacute;simo anivers&aacute;rio da abertura do Conc&iacute;lio Vaticano II &ndash;, o Beato Jo&atilde;o Paulo II escrevia: &laquo;Este catecismo dar&aacute; um contributo muito importante &agrave; obra de renova&ccedil;&atilde;o de toda a vida eclesial (&#8230;). Declaro-o norma segura para o ensino da f&eacute; e, por isso, instrumento v&aacute;lido e leg&iacute;timo ao servi&ccedil;o da comunh&atilde;o eclesial&raquo;<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn21\"><sup><sup>[21]<\/sup><\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &Eacute; precisamente nesta linha que o <em>Ano da F&eacute;<\/em> dever&aacute; exprimir um esfor&ccedil;o generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conte&uacute;dos fundamentais da f&eacute;, que t&ecirc;m no <em>Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica<\/em> a sua s&iacute;ntese sistem&aacute;tica e org&acirc;nica. Nele, de facto, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de hist&oacute;ria. Desde a Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres de teologia aos Santos que atravessaram os s&eacute;culos, o <em>Catecismo<\/em> oferece uma mem&oacute;ria permanente dos in&uacute;meros modos em que a Igreja meditou sobre a f&eacute; e progrediu na doutrina, para dar certeza aos crentes na sua vida de f&eacute;.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na sua pr&oacute;pria estrutura, o <em>Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica<\/em> apresenta o desenvolvimento da f&eacute; at&eacute; chegar aos grandes temas da vida di&aacute;ria. Repassando as p&aacute;ginas, descobre-se que o que ali se apresenta n&atilde;o &eacute; uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja. Na verdade, a seguir &agrave; profiss&atilde;o de f&eacute;, vem a explica&ccedil;&atilde;o da vida sacramental, na qual Cristo est&aacute; presente e operante, continuando a construir a sua Igreja. Sem a liturgia e os sacramentos, a profiss&atilde;o de f&eacute; n&atilde;o seria eficaz, porque faltaria a gra&ccedil;a que sustenta o testemunho dos crist&atilde;os. Na mesma linha, a doutrina do<em> Catecismo<\/em> sobre a vida moral adquire todo o seu significado, se for colocada em rela&ccedil;&atilde;o com a f&eacute;, a liturgia e a ora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>12. Assim, no <em>Ano da F&eacute;<\/em>, o <em>Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica<\/em> poder&aacute; ser um verdadeiro instrumento de apoio da f&eacute;, sobretudo para quantos t&ecirc;m a peito a forma&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os, t&atilde;o determinante no nosso contexto cultural. Com tal finalidade, convidei a Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute; a redigir, de comum acordo com os competentes Organismos da Santa S&eacute;, uma <em>Nota<\/em>, atrav&eacute;s da qual se ofere&ccedil;am &agrave; Igreja e aos crentes algumas indica&ccedil;&otilde;es para viver, nos moldes mais eficazes e apropriados, este <em>Ano<\/em> ao servi&ccedil;o do crer e do evangelizar.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De facto, nos nossos dias mais, do que no passado, a f&eacute; v&ecirc;-se sujeita a uma s&eacute;rie de interroga&ccedil;&otilde;es, que prov&ecirc;m duma diversa mentalidade que, particularmente hoje, reduz o &acirc;mbito das certezas racionais ao das conquistas cient&iacute;ficas e tecnol&oacute;gicas. Mas, a Igreja nunca teve medo de mostrar n&atilde;o haver qualquer conflito entre f&eacute; e ci&ecirc;ncia aut&ecirc;ntica, porque ambas tendem, embora por caminhos diferentes, para a verdade.<a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftn22\"><sup><sup>[22]<\/sup><\/sup><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>13. Ser&aacute; decisivo repassar, durante este <em>Ano da F&eacute;<\/em>, a hist&oacute;ria da nossa f&eacute;, que faz ver o mist&eacute;rio insond&aacute;vel da santidade entrela&ccedil;ada com o pecado. Enquanto a primeira p&otilde;e em evid&ecirc;ncia a grande contribui&ccedil;&atilde;o que homens e mulheres prestaram para o crescimento e o progresso da comunidade com o testemunho da sua vida, o segundo deve provocar em todos uma sincera e cont&iacute;nua obra de convers&atilde;o para experimentar a miseric&oacute;rdia do Pai, que vem ao encontro de todos.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao longo deste tempo, manteremos o olhar fixo sobre Jesus Cristo, &laquo;autor e consumador da f&eacute;&raquo; (Heb 12,2): nele encontra plena realiza&ccedil;&atilde;o toda a &acirc;nsia e an&eacute;lito do cora&ccedil;&atilde;o humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribula&ccedil;&atilde;o e do sofrimento, a for&ccedil;a do perd&atilde;o face &agrave; ofensa recebida e a vit&oacute;ria da vida sobre o vazio da morte, tudo isto encontra plena realiza&ccedil;&atilde;o no mist&eacute;rio da sua Encarna&ccedil;&atilde;o, do seu fazer-se homem, do partilhar connosco a fragilidade humana para a transformar com a for&ccedil;a da sua ressurrei&ccedil;&atilde;o. Nele, morto e ressuscitado para a nossa salva&ccedil;&atilde;o, encontram plena luz os exemplos de f&eacute; que marcaram estes dois mil anos da nossa hist&oacute;ria de salva&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pela f&eacute;, Maria acolheu a palavra do Anjo e acreditou no an&uacute;ncio de que seria M&atilde;e de Deus na obedi&ecirc;ncia da sua dedica&ccedil;&atilde;o (cf. Lc 1,38). Ao visitar Isabel, elevou o seu c&acirc;ntico de louvor ao Alt&iacute;ssimo pelas maravilhas que realizava em quantos a Ele se confiavam (cf. Lc 1,46-55). Com alegria e trepida&ccedil;&atilde;o, deu &agrave; luz o seu Filho unig&eacute;nito, mantendo intacta a sua virgindade (cf. Lc 2,6-7). Confiando em Jos&eacute;, seu Esposo, levou Jesus para o Egito a fim de o salvar da persegui&ccedil;&atilde;o de Herodes (cf. Mt 2,13-15). Com a mesma f&eacute;, seguiu o Senhor na sua prega&ccedil;&atilde;o e permaneceu a seu lado mesmo no G&oacute;lgota (cf. Jo 19,25-27). Com f&eacute;, Maria saboreou os frutos da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus e, conservando no cora&ccedil;&atilde;o a mem&oacute;ria de tudo (cf. Lc 2,19.51), transmitiu-a aos Doze reunidos com Ela no Cen&aacute;culo para receberem o Esp&iacute;rito Santo (cf. At 1,14; 2,1-4).<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pela f&eacute;, os Ap&oacute;stolos deixaram tudo para seguir o Mestre (cf. Mc 10,28). Acreditaram nas palavras com que Ele anunciava o Reino de Deus presente e realizado na sua Pessoa (cf.<em> <\/em>Lc 11,20). Viveram em comunh&atilde;o de vida com Jesus, que os instru&iacute;a com a sua doutrina, deixando-lhes uma nova regra de vida, pela qual haveriam de ser reconhecidos como seus disc&iacute;pulos depois da morte dele (cf. Jo 13,34-35). Pela f&eacute;, foram pelo mundo inteiro, obedecendo ao mandato de levar o Evangelho a toda a criatura (cf. Mc 16,15) e, sem temor algum, anunciaram a todos a alegria da ressurrei&ccedil;&atilde;o, de que foram fi&eacute;is testemunhas.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pela f&eacute;, os disc&iacute;pulos formaram a primeira comunidade reunida &agrave; volta do ensino dos Ap&oacute;stolos, na ora&ccedil;&atilde;o, na celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, pondo em comum aquilo que possu&iacute;am, para acudir &agrave;s necessidades dos irm&atilde;os (cf. At 2,42-47).<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pela f&eacute;, os m&aacute;rtires deram a sua vida para testemunhar a verdade do Evangelho que os transformara, tornando-os capazes de chegar at&eacute; ao dom maior do amor, com o perd&atilde;o dos seus pr&oacute;prios perseguidores.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pela f&eacute;, homens e mulheres consagraram a sua vida a Cristo, deixando tudo para viver em simplicidade evang&eacute;lica a obedi&ecirc;ncia, a pobreza e a castidade, sinais concretos de quem aguarda o Senhor, que n&atilde;o tarda a vir. Pela f&eacute;, muitos crist&atilde;os se fizeram promotores de uma a&ccedil;&atilde;o em prol da justi&ccedil;a, para tornar palp&aacute;vel a palavra do Senhor, que veio anunciar a liberta&ccedil;&atilde;o da opress&atilde;o e um ano de gra&ccedil;a para todos (cf. Lc 4,18-19).<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pela f&eacute;, no decurso dos s&eacute;culos, homens e mulheres de todas as idades, cujo nome est&aacute; escrito no Livro da vida (cf. Ap 7,9; 13,8), confessaram a beleza de seguir o Senhor Jesus nos lugares onde eram chamados a dar testemunho do seu ser crist&atilde;o: na fam&iacute;lia, na profiss&atilde;o, na vida p&uacute;blica, no exerc&iacute;cio dos carismas e minist&eacute;rios a que foram chamados.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pela f&eacute;, vivemos tamb&eacute;m n&oacute;s, reconhecendo o Senhor Jesus vivo e presente na nossa vida e na hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;14. O <em>Ano da F&eacute;<\/em> ser&aacute; uma ocasi&atilde;o prop&iacute;cia tamb&eacute;m para intensificar o testemunho da caridade. Recorda S&atilde;o Paulo: &laquo;Agora permanecem estas tr&ecirc;s coisas: a f&eacute;, a esperan&ccedil;a e a caridade; mas a maior de todas &eacute; a caridade&raquo; (1Cor 13,13). Com palavras ainda mais incisivas &ndash; que n&atilde;o cessam de empenhar os crist&atilde;os &ndash;, afirmava o ap&oacute;stolo Tiago: &laquo;De que aproveita, irm&atilde;os, que algu&eacute;m diga que tem f&eacute;, se n&atilde;o tiver obras de f&eacute;? Acaso essa f&eacute; poder&aacute; salv&aacute;-lo? Se um irm&atilde;o ou uma irm&atilde; estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de v&oacute;s lhes disser: &ldquo;Ide em paz, tratai de vos aquecer e de matar a fome&rdquo;, mas n&atilde;o lhes dais o que &eacute; necess&aacute;rio ao corpo, de que lhes aproveitar&aacute;? Assim tamb&eacute;m a f&eacute;: se ela n&atilde;o tiver obras, est&aacute; completamente morta. Mais ainda! Poder&aacute; algu&eacute;m alegar sensatamente: &ldquo;Tu tens a f&eacute;, e eu tenho as obras; mostra-me ent&atilde;o a tua f&eacute; sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha f&eacute;&rdquo;&raquo; (Tg 2,14-18).&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A f&eacute; sem a caridade n&atilde;o d&aacute; fruto, e a caridade sem a f&eacute; seria um sentimento constantemente &agrave; merc&ecirc; da d&uacute;vida. F&eacute; e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente &agrave; outra de realizar o seu caminho. De facto, n&atilde;o poucos crist&atilde;os dedicam amorosamente a sua vida a quem vive sozinho, marginalizado ou exclu&iacute;do, considerando-o como o primeiro a quem atender e o mais importante a socorrer, porque &eacute; precisamente nele que se espelha o pr&oacute;prio rosto de Cristo. Em virtude da f&eacute;, podemos reconhecer naqueles que pedem o nosso amor o rosto do Senhor ressuscitado. &laquo;Sempre que fizestes isto a um dos meus irm&atilde;os mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes&raquo; (Mt 25,40): estas palavras de Jesus s&atilde;o uma advert&ecirc;ncia que n&atilde;o se deve esquecer e um convite perene a devolvermos aquele amor com que Ele cuida de n&oacute;s. &Eacute; a f&eacute; que permite reconhecer Cristo, e &eacute; o seu pr&oacute;prio amor que impele a socorr&ecirc;-lo sempre que se faz pr&oacute;ximo nosso no caminho da vida. Sustentados pela f&eacute;, olhamos com esperan&ccedil;a o nosso servi&ccedil;o no mundo, aguardando &laquo;novos c&eacute;us e uma nova terra, onde habite a justi&ccedil;a&raquo; (2Pe 3,13; cf. Ap 21,1).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>15. J&aacute; no termo da sua vida, o ap&oacute;stolo Paulo pede ao disc&iacute;pulo Tim&oacute;teo que &laquo;procure a f&eacute;&raquo; (cf. 2Tm 2,22) com a mesma const&acirc;ncia de quando era novo (cf. 2Tm 3,15). Sintamos este convite dirigido a cada um de n&oacute;s, para que ningu&eacute;m se torne indolente na f&eacute;. Esta &eacute; companheira de vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza por n&oacute;s. Sol&iacute;cita a identificar os sinais dos tempos no hoje da hist&oacute;ria, a f&eacute; obriga cada um de n&oacute;s a tornar-se sinal vivo da presen&ccedil;a do Ressuscitado no mundo. Aquilo de que o mundo tem hoje particular necessidade &eacute; o testemunho cred&iacute;vel de quantos, iluminados na mente e no cora&ccedil;&atilde;o pela Palavra do Senhor, s&atilde;o capazes de abrir o cora&ccedil;&atilde;o e a mente de muitos outros ao desejo de Deus e da vida verdadeira, aquela que n&atilde;o tem fim.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que &laquo;a Palavra do Senhor avance e seja glorificada&raquo; (2Ts 3,1)! Possa este <em>Ano da F&eacute;<\/em> tornar cada vez mais firme a rela&ccedil;&atilde;o com Cristo Senhor, dado que s&oacute; nele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor aut&ecirc;ntico e duradouro. As seguintes palavras do ap&oacute;stolo Pedro lan&ccedil;am um &uacute;ltimo jorro de luz sobre a f&eacute;: &laquo;&Eacute; por isso que exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por diversas prova&ccedil;&otilde;es; deste modo, a qualidade genu&iacute;na da vossa f&eacute; &ndash; muito mais preciosa do que o ouro perec&iacute;vel, por certo tamb&eacute;m provado pelo fogo &ndash; ser&aacute; achada digna de louvor, de gl&oacute;ria e de honra, na altura da manifesta&ccedil;&atilde;o de Jesus Cristo. Sem o terdes visto, v&oacute;s o amais; sem o ver ainda, credes nele e vos alegrais com uma alegria indescrit&iacute;vel e irradiante, alcan&ccedil;ando assim a meta da vossa f&eacute;: a salva&ccedil;&atilde;o das almas&raquo; (1Pe 1,6-9). A vida dos crist&atilde;os conhece a experi&ecirc;ncia da alegria e a do sofrimento. Quantos Santos viveram na solid&atilde;o! Quantos crentes, mesmo em nossos dias, provados pelo sil&ecirc;ncio de Deus, cuja voz consoladora queriam ouvir! As provas da vida, ao mesmo tempo que permitem compreender o mist&eacute;rio da Cruz e participar nos sofrimentos de Cristo (cf. Cl 1,24), s&atilde;o prel&uacute;dio da alegria e da esperan&ccedil;a a que a f&eacute; conduz: &laquo;Quando sou fraco, ent&atilde;o &eacute; que sou forte&raquo; (2Cor 12,10). Com firme certeza, acreditamos que o Senhor Jesus derrotou o mal e a morte. Com esta confian&ccedil;a segura, confiamo-nos a Ele: Ele, presente no meio de n&oacute;s, vence o poder do maligno (cf. Lc 11,20); e a Igreja, comunidade vis&iacute;vel da sua miseric&oacute;rdia, permanece nele como sinal da reconcilia&ccedil;&atilde;o definitiva com o Pai.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &Agrave; M&atilde;e de Deus, proclamada &laquo;feliz porque acreditou&raquo; (cf. Lc 1,45), confiamos este tempo de gra&ccedil;a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dado em Roma, junto de S&atilde;o Pedro, no dia 11 de outubro do ano 2011, s&eacute;timo de Pontificado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\">[<em>BENEDICTUS PP. XVI<\/em>]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr size=\"1\" \/>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref1\"><sup><sup>[1]<\/sup><\/sup><\/a> <em>Homilia no in&iacute;cio do minist&eacute;rio petrino do Bispo de Roma<\/em> (24 de abril de 2005): <em>AAS<\/em> 97 (2005), 710.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref2\"><sup><sup>[2]<\/sup><\/sup><\/a> Cf. Bento XVI, <em>Homilia da Santa Missa no Terreiro do Pa&ccedil;o<\/em> (Lisboa &ndash; 11 de maio de 2010): <em>L&rsquo;Osservatore Romano<\/em> (ed. port. de 15\/V\/2010), 3.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref3\"><sup><sup>[3]<\/sup><\/sup><\/a> Cf. Jo&atilde;o Paulo II, Const. ap. <em>Fidei depositum<\/em> (11 de outubro de 1992): <em>AAS<\/em> 86 (1994), 113-118.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref4\"><sup><sup>[4]<\/sup><\/sup><\/a> Cf. <em>Rela&ccedil;&atilde;o final do S&iacute;nodo Extraordin&aacute;rio dos Bispos<\/em> (7 de dezembro de 1985), II, B, a, 4: <em>L&rsquo;Osservatore Romano<\/em> (ed. port. de 22\/XII\/1985), 650.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref5\"><sup><sup>[5]<\/sup><\/sup><\/a> Paulo VI, Exort. ap. <em>Petrum et Paulum Apostolos<\/em>, no XIX centen&aacute;rio do mart&iacute;rio dos Ap&oacute;stolos S&atilde;o Pedro e S&atilde;o Paulo (22 de fevereiro de 1967): <em>AAS<\/em> 59 (1967), 196.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref6\"><sup><sup>[6]<\/sup><\/sup><\/a> <em>Ibid.<\/em>: <em>o.c.<\/em>, 198.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref7\"><sup><sup>[7]<\/sup><\/sup><\/a> Paulo VI, <em>Profiss&atilde;o Solene de F&eacute;<\/em>, Homilia durante a Concelebra&ccedil;&atilde;o por ocasi&atilde;o do XIX centen&aacute;rio do mart&iacute;rio dos Ap&oacute;stolos S&atilde;o Pedro e S&atilde;o Paulo, no encerramento do &laquo;Ano da F&eacute;&raquo; (30 de junho de 1968): <em>AAS<\/em> 60 (1968), 433-445.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref8\"><sup><sup>[8]<\/sup><\/sup><\/a> Paulo VI, <em>Audi&ecirc;ncia Geral<\/em> (14 de junho de 1967): <em>Insegnamenti<\/em> V (1967), 801.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref9\"><sup><sup>[9]<\/sup><\/sup><\/a> Jo&atilde;o Paulo II, Carta ap. <em>Novo millennio ineunte<\/em> (6 de janeiro de 2001), 57: <em>AAS<\/em> 93 (2001), 308.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref10\"><sup><sup>[10]<\/sup><\/sup><\/a> <em>Discurso &agrave; C&uacute;ria Romana<\/em> (22 de dezembro de 2005): <em>AAS<\/em> 98 (2006), 52.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref11\"><sup><sup>[11]<\/sup><\/sup><\/a> Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. sobre a Igreja <em>Lumen gentium<\/em>, 8.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref12\"><sup><sup>[12]<\/sup><\/sup><\/a> <em>De utilitate credendi<\/em>, 1, 2.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref13\"><sup><sup>[13]<\/sup><\/sup><\/a> Cf. <em>Confiss&otilde;es<\/em>, 1, 1.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref14\"><sup><sup>[14]<\/sup><\/sup><\/a> Conc. Ecum. Vat. II, Const. sobre a Sagrada Liturgia <em>Sacrosanctum Concilium<\/em>, 10.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref15\"><sup><sup>[15]<\/sup><\/sup><\/a> Cf. Jo&atilde;o Paulo II, Const. ap. <em>Fidei depositum<\/em> (11 de outubro de 1992): <em>AAS<\/em> 86 (1994), 116.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref16\"><sup><sup>[16]<\/sup><\/sup><\/a> <em>Sermo<\/em> 215, 1.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref17\"><sup><sup>[17]<\/sup><\/sup><\/a> <em>Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica<\/em>, 167.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref18\"><sup><sup>[18]<\/sup><\/sup><\/a> Cf. Conc. Ecum. Vat. I, Const. dogm. sobre a f&eacute; cat&oacute;lica <em>Dei Filius<\/em>, cap. III: <em>DS<\/em> 3008-3009; Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. sobre a Revela&ccedil;&atilde;o divina <em>Dei Verbum<\/em>, 5.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref19\"><sup><sup>[19]<\/sup><\/sup><\/a> Bento XVI, <em>Discurso no<\/em> &laquo;Coll&egrave;ge des Bernardins&raquo; (Paris, 12 de setembro de 2008): <em>AAS<\/em> 100 (2008), 722.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref20\"><sup><sup>[20]<\/sup><\/sup><\/a> Cf. Santo Agostinho, <em>Confiss&otilde;es<\/em>, 13, 1.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref21\"><sup><sup>[21]<\/sup><\/sup><\/a> Jo&atilde;o Paulo II, Const. ap. <em>Fidei depositum<\/em> (11 de outubro de 1992): <em>AAS<\/em> 86 (1994), 115 e 117.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/scripts\/tiny_mce3\/plugins\/paste\/pasteword.htm#_ftnref22\"><sup><sup>[22]<\/sup><\/sup><\/a> Cf. Jo&atilde;o Paulo II, Carta enc. <em>Fides et ratio<\/em> (14 de setembro de 1998), 34.106: <em>AAS<\/em> 91 (1999), 31-32.86-87.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a qual se proclama o Ano da F\u00e9<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[109,120,295,127,168,246,294],"class_list":["post-53369","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-ano-da-fe","tag-bento-xvi","tag-biblia","tag-catequese","tag-diocese-da-guarda","tag-liturgia","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53369","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53369"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53369\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53369"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53369"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53369"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}