{"id":53295,"date":"2011-10-11T12:49:15","date_gmt":"2011-10-11T12:49:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/10\/11\/aveiro-plano-pastoral-2011-2012-centrado-na-familia-crista\/"},"modified":"2011-10-11T12:49:15","modified_gmt":"2011-10-11T12:49:15","slug":"aveiro-plano-pastoral-2011-2012-centrado-na-familia-crista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/aveiro-plano-pastoral-2011-2012-centrado-na-familia-crista\/","title":{"rendered":"Aveiro: Plano Pastoral 2011-2012 centrado na fam\u00edlia crist\u00e3"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><em>&#8220;Igreja Diocesana, Fraternidade de Fam&iacute;lias, confirma a esperan&ccedil;a&#8221;<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Car&iacute;ssimos Diocesanos,<\/p>\n<p><em>&ldquo;A v&oacute;s, gra&ccedil;a e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Bendito seja Deus que nos aben&ccedil;oou com toda a esp&eacute;cie de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os espirituais em Cristo&rdquo; ( Ef. 1, 2-3).<\/em><\/p>\n<p>Sa&uacute;do-vos, irm&atilde;os e irm&atilde;s em Cristo, com muita alegria com as palavras do ap&oacute;stolo Paulo, escritas a abrir a bela Carta por ele enviada aos crist&atilde;os de &Eacute;feso, para vos dizer a minha igual comunh&atilde;o convosco como vosso bispo e o meu renovado desejo de que a nova etapa pastoral que agora se inicia nos ofere&ccedil;a momentos e caminhos <em>de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os espirituais em Cristo.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;Sei igualmente quanto a fam&iacute;lia &eacute; para cada um e para todos n&oacute;s uma das melhores b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os que de Deus recebemos. E porque se centra na fam&iacute;lia esta etapa pastoral, escolhi esta palavra de Paulo e pe&ccedil;o a Deus que seja portador de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o o tempo que agora iniciamos.<\/p>\n<p>&nbsp;Dedico e dirijo esta mensagem a todos os diocesanos, saudando com particular afecto e dedicada aten&ccedil;&atilde;o as fam&iacute;lias da Diocese. Recordando as palavras de Jo&atilde;o Paulo II, na Carta &agrave;s Fam&iacute;lias, em 1994, tamb&eacute;m eu &laquo;desejo bater &agrave; porta das vossas casas e conversar convosco&raquo;. Esta sauda&ccedil;&atilde;o deseja ser, assim, uma sauda&ccedil;&atilde;o concreta e pessoal a cada fam&iacute;lia da nossa diocese.<\/p>\n<p>Apressam-se os nossos passos no caminho pastoral iniciado em 2008, que nos conduz rumo ao Jubileu diocesano de 2013. Somos chamados a relan&ccedil;ar um tempo novo de evangeliza&ccedil;&atilde;o e de j&uacute;bilo como Igreja de Jesus Cristo em Aveiro, consciente, desde a sua g&eacute;nese, de que <strong><em>amar a Deus &eacute; servir<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Mudaram-se ritmos de programa&ccedil;&atilde;o e alteraram-se datas e percursos pastorais e tamb&eacute;m isso trouxe criatividade e abertura &agrave; novidade e &agrave; experi&ecirc;ncia feliz de sermos Igreja, em comunh&atilde;o e em miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Acresce a este empenhamento pastoral a procura incessante de verdade e de coer&ecirc;ncia de vida dos crist&atilde;os, que s&atilde;o sinal e presen&ccedil;a do amor de Deus no mundo e membros conscientes e comprometidos desta Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;Ajuda-nos nesta procura e acompanha-nos nesta miss&atilde;o o esfor&ccedil;o crescente de forma&ccedil;&atilde;o, o valor dado &agrave; escuta da Palavra de Deus, &agrave; ora&ccedil;&atilde;o e &agrave; centralidade da Eucaristia na vida das pessoas, das fam&iacute;lias e das comunidades, a abertura ao exerc&iacute;cio de uma nova pedagogia social e de uma maior ousadia da caridade que nos faz solid&aacute;rios com os pobres e atentos &agrave;s novas formas de pobreza.<\/p>\n<p>&nbsp;Queremos ser <strong><em>Igreja Diocesana renovada na caridade, esperan&ccedil;a no mundo,<\/em><\/strong> como nos apresenta o lema que desde o in&iacute;cio deste quinqu&eacute;nio pastoral nos mobiliza para a miss&atilde;o.<\/p>\n<p>2.Foi, voltados para o servi&ccedil;o dos mais pobres que vivemos a primeira etapa pastoral deste quinqu&eacute;nio, conscientes de que <strong><em>&laquo;a Igreja servidora dos mais pobres torna presente a caridade&raquo;. <\/em><\/strong>Sabemos que esta miss&atilde;o n&atilde;o terminou. Ela torna-se ainda mais necess&aacute;ria e mais urgente nestes tempos dif&iacute;ceis em que o desemprego e os constrangimentos econ&oacute;micos e sociais afligem tantas fam&iacute;lias e colocam em risco a sua serenidade, a sua seguran&ccedil;a e o seu futuro.<\/p>\n<p>Percorremos a segunda etapa sabendo que o caminho necess&aacute;rio de renova&ccedil;&atilde;o da Igreja e de evangeliza&ccedil;&atilde;o do mundo traz novos e constantes desafios a exigir entusiasmo e ardor em tudo quanto ao despertar religioso das crian&ccedil;as e &agrave; inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o da f&eacute; e &agrave; forma&ccedil;&atilde;o da f&eacute; dos adolescentes, jovens e adultos e &agrave; rela&ccedil;&atilde;o e di&aacute;logo com o mundo da cultura e da comunica&ccedil;&atilde;o diz respeito. Estamos certos de que s&oacute; uma <strong><em>&laquo;Igreja diocesana educadora da f&eacute; &eacute; fundamento de esperan&ccedil;a&raquo;.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Centr&aacute;mos a etapa que h&aacute; pouco se concluiu na celebra&ccedil;&atilde;o da f&eacute; e propusemo-nos descobrir na dimens&atilde;o lit&uacute;rgica e celebrativa e na religiosidade popular o alimento espiritual para sustentar e dinamizar a forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde; a todos os n&iacute;veis e fomentar o empenhamento da caridade crist&atilde; na constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade mais justa e mais fraterna.<\/p>\n<p>A ora&ccedil;&atilde;o &eacute; alma do culto crist&atilde;o. &Eacute; parte constitutiva da vida, da celebra&ccedil;&atilde;o, da festa e do testemunho dos crentes. Foi nosso lema e nosso prop&oacute;sito ser <strong><em>&laquo;Igreja Diocesana orante, lugar de esperan&ccedil;a para o mundo&raquo;.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Inici&aacute;mos h&aacute; um ano atr&aacute;s essa etapa, envolvidos pela bela experi&ecirc;ncia do Dia da Igreja Diocesana, celebrada em esp&iacute;rito e moldes novos e vivida de forma participada e criativa, dando beleza ao rosto da Igreja que somos e dando express&atilde;o &agrave; diversidade de minist&eacute;rios e &agrave; pluralidade de servi&ccedil;os. Essa celebra&ccedil;&atilde;o que foi Festa da Esperan&ccedil;a para a Igreja de Aveiro relan&ccedil;ou-nos com acrescido &acirc;nimo e renovado dinamismo no caminho do Jubileu.<\/p>\n<p>A partir dessa bela e incentivadora experi&ecirc;ncia quisemos levar, com fortalecida alegria, a todas as comunidades crist&atilde;s, a todos quantos procuram Deus e a todos os homens e mulheres de boa vontade este sinal de uma Igreja que encontra na ora&ccedil;&atilde;o &laquo;o primeiro e essencial lugar de aprendizagem da esperan&ccedil;a&raquo; (cf. Spe Salvi, n-&ordm; 32).<\/p>\n<p>Esta hora &eacute;, por isso, de ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as pelo tempo percorrido, ao longo da III.&ordf; Etapa do nosso Plano diocesano de Pastoral, pela vida celebrada, pela f&eacute; testemunhada e pela ora&ccedil;&atilde;o intensificada.<\/p>\n<p>Cada um de n&oacute;s guarda no seu cora&ccedil;&atilde;o agradecido momentos de vida e de ora&ccedil;&atilde;o, mem&oacute;ria de iniciativas e actividades, acolhimento oferecido e colabora&ccedil;&atilde;o dada aos objectivos que nos propusemos e aos compromissos que em Igreja assumimos. Foi certamente muito e belo o que o Esp&iacute;rito Santo nos foi inspirando durante este tempo e quanto, como alma da Igreja, Ele foi realizando na vida das pessoas e na ac&ccedil;&atilde;o pastoral das comunidades crist&atilde;s.<\/p>\n<p>Da experi&ecirc;ncia vivificante da P&aacute;scoa, que em cada domingo se celebra na Eucaristia com o Povo de Deus convocado e reunido, nasceram no cora&ccedil;&atilde;o das comunidades crist&atilde;s novas iniciativas de ora&ccedil;&atilde;o e reconfiguraram-se outras j&aacute; existentes.<\/p>\n<p>Permanecer&aacute; dentro das nossas casas, no cora&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias e nos seus h&aacute;bitos de ora&ccedil;&atilde;o a experi&ecirc;ncia orante a partir dos livros distribu&iacute;dos e multiplicados por milhares de fam&iacute;lias nos tempos lit&uacute;rgicos do Advento-Natal e da Quaresma-P&aacute;scoa.<\/p>\n<p>A aprendizagem da ora&ccedil;&atilde;o e a sabedoria de viver como fam&iacute;lia crist&atilde;, que da&iacute; nos vem, encontraram nesta original iniciativa uma bela alavanca a dar for&ccedil;a e sentido &agrave; vida e &agrave; f&eacute; de tanta gente. A ora&ccedil;&atilde;o faz com que o Filho de Deus habite no meio de n&oacute;s: &laquo;Onde estiverem dois ou tr&ecirc;s reunidos, em meu nome, Eu estou no meio deles&raquo; ( Mt 18,20).<\/p>\n<p>N&atilde;o se apagar&aacute; da minha gratid&atilde;o a mem&oacute;ria aben&ccedil;oada das Visitas Pastorais realizadas ao longo deste tempo e a implica&ccedil;&atilde;o arciprestal, prepara&ccedil;&atilde;o conjunta e viv&ecirc;ncia comunit&aacute;ria com que os sacerdotes e as comunidades as programaram e viveram.<\/p>\n<p>Real&ccedil;o igualmente o renovado empenhamento de trabalho organizado e articulado de que a calendariza&ccedil;&atilde;o anual e o esfor&ccedil;o feito no sentido de um trabalho concertado entre os Secretariados, Servi&ccedil;os diocesanos e Movimentos apost&oacute;licos tem sido testemunho.<\/p>\n<p>A peregrina&ccedil;&atilde;o diocesana a Israel, numa experi&ecirc;ncia intensa de encontro com as ra&iacute;zes e verdades da nossa f&eacute; e com os lugares onde Jesus viveu e a Igreja nasceu, assim como a Jornada Mundial da Juventude vivida por tantos jovens da nossa Diocese com o Santo Padre, em Madrid, levavam em si esta mesma viv&ecirc;ncia orante que ao longo do ano aqui se fortalecia em Igreja Diocesana e trazem-nos agora o est&iacute;mulo necess&aacute;rio para uma cont&iacute;nua descoberta de Cristo e do Evangelho, tornando-nos <em>&laquo;enraizados e fortificados em Cristo, firmes na f&eacute; e testemunhas de Cristo no mundo&raquo;.<\/em><\/p>\n<p>A elabora&ccedil;&atilde;o do Plano Diocesano de Pastoral Lit&uacute;rgica, que agora se ultima, constituir&aacute; um contributo &agrave; necess&aacute;ria reestrutura&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os diocesanos de liturgia e ser&aacute; um elemento a imprimir um novo dinamismo neste &acirc;mbito de ac&ccedil;&atilde;o pastoral.<\/p>\n<p>3. Iniciamos agora, como quem acolhe uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus, no dizer do ap&oacute;stolo Paulo na sua mensagem aos crist&atilde;os da cidade de &Eacute;feso, a quarta etapa pastoral deste quinqu&eacute;nio que nos conduz ao Jubileu dos setenta e cinco anos da restaura&ccedil;&atilde;o da nossa Diocese.<\/p>\n<p>Vamos viver esta etapa pastoral a partir da fam&iacute;lia como institui&ccedil;&atilde;o, voltados para as fam&iacute;lias e com as fam&iacute;lias da nossa Diocese, certos de que <strong><em>&laquo;a Igreja diocesana, fraternidade de fam&iacute;lias confirma a esperan&ccedil;a&raquo;.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Partindo do que somos como fam&iacute;lias crist&atilde;s, queremos dar visibilidade ao que de bom j&aacute; se faz ao n&iacute;vel da Pastoral familiar diocesana e propor meios que apoiem as fam&iacute;lias e apontem caminhos onde as fam&iacute;lias encontrem a alegria da felicidade, o est&iacute;mulo &agrave; fortaleza da f&eacute;, o encorajamento &agrave; viv&ecirc;ncia dos valores do evangelho e o compromisso solid&aacute;rio pelo bem comum de toda a fam&iacute;lia humana.<\/p>\n<p>&nbsp;Desejamos, assim, que este tempo agora iniciado nos possibilite sentir a beleza e a miss&atilde;o da fam&iacute;lia e testemunhar <em>&laquo;a grandeza da sua voca&ccedil;&atilde;o ao amor e ao servi&ccedil;o da vida&raquo;<\/em> ( FC, 1).<\/p>\n<p>Nos nossos dias, a fam&iacute;lia foi atingida por transforma&ccedil;&otilde;es r&aacute;pidas, quer sociais quer culturais, n&atilde;o s&oacute; em extens&atilde;o mas tamb&eacute;m em profundidade.<\/p>\n<p>Conscientes de que a fam&iacute;lia constitui um dos bens mais preciosos da humanidade, a Igreja quer fazer deste tempo um tempo de reflex&atilde;o, de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e de projecto pastoral procurando sentir e conhecer a realidade em que vivemos, acolher o sonho de Deus sobre a fam&iacute;lia e desenhar a cada momento o servi&ccedil;o que &eacute; chamada a realizar, oferecendo a sua presen&ccedil;a e ajuda n&atilde;o somente aos que conhecendo os valores crist&atilde;os os vivem, como tamb&eacute;m aos que se sentem inseguros e ansiosos e a quantos se v&ecirc;em impedidos de realizar o seu ideal familiar.<\/p>\n<p>A fam&iacute;lia &eacute; &laquo;o centro da vida da Igreja&raquo;, segundo a express&atilde;o de Jo&atilde;o Paulo II, e &eacute; igualmente o ponto de partida de toda a vida social, &eacute; o ponto de encontro, o centro onde v&ecirc;m repercutir o fluxo e refluxo da vida em todas as suas dimens&otilde;es. &ldquo;A fam&iacute;lia foi sempre considerada como a primeira e fundamental express&atilde;o da <em>natureza social<\/em> do homem&rdquo; (Jo&atilde;o Paulo II, Carta &agrave;s Fam&iacute;lias, 1994, n.&ordm; 7).<\/p>\n<p>Constitui para n&oacute;s um grande desafio reafirmar e viver os valores da fam&iacute;lia crist&atilde;, fazendo dela o modelo e a op&ccedil;&atilde;o dos lares crist&atilde;os na nossa sociedade e sabendo que a partir das fam&iacute;lias crist&atilde;s a vida sorri de novo no cora&ccedil;&atilde;o do nosso tempo.<\/p>\n<p>Lembra-nos o primeiro livro da B&iacute;blia, no Antigo Testamento, que &laquo;o homem deixar&aacute; o pai e a m&atilde;e para se unir &agrave; sua mulher; e os dois ser&atilde;o uma s&oacute; carne (G&eacute;n 2, 24).<\/p>\n<p>No Novo Testamento, Jesus &eacute; claro a afirmar a urg&ecirc;ncia da comunh&atilde;o da vida em fam&iacute;lia e por isso mesmo a sua inviolabilidade e o seu valor como fonte de fidelidade e de felicidade: &laquo;Portanto, j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o dois, mas uma s&oacute; carne. Pois bem, o que Deus uniu n&atilde;o o separe o homem&raquo; ( Mt 19, 69.<\/p>\n<p>&nbsp;S. Paulo na Carta aos Ef&eacute;sios, j&aacute; referida, sintetiza o tema da vida familiar com a express&atilde;o: &laquo;<em>grande mist&eacute;rio&raquo; ( Ef 5, 32) <\/em>e fala dos casais crist&atilde;os deste modo: &ldquo;Assim os maridos devem amar as suas esposas como aos seus pr&oacute;prios corpos. Aquele que ama a sua mulher, ama-se a si mesmo&rdquo; (Ef 5, 28-30).<\/p>\n<p>Na fam&iacute;lia &eacute; vis&iacute;vel e est&aacute; presente este &laquo;<em>grande mist&eacute;rio<\/em>&raquo; do eterno amor j&aacute; presente na cria&ccedil;&atilde;o, revelado em Cristo e confiado &agrave; Igreja.<\/p>\n<p>Esta imagem do amor ao pr&oacute;prio corpo, para falar da rela&ccedil;&atilde;o matrimonial, serviu de exemplo aos casais de &Eacute;feso e serve ainda hoje de exemplo para iluminar as fam&iacute;lias, qual lugar de manifesta&ccedil;&atilde;o do amor de Deus para com a humanidade. &ldquo;Esta &eacute;, por certo, uma apresenta&ccedil;&atilde;o nova da verdade eterna acerca do matrim&oacute;nio e da fam&iacute;lia, &agrave; luz da Nova Alian&ccedil;a. Cristo revelou-a no Evangelho, com a sua presen&ccedil;a em Can&aacute; da Galileia, com o sacrif&iacute;cio da Cruz e com os sacramentos da sua Igreja&rdquo; (Carta de Jo&atilde;o Paulo II &agrave;s Fam&iacute;lias, 1994, n.&ordm; 17).<\/p>\n<p>O sacramento do matrim&oacute;nio est&aacute; fundado sobre a natureza. Jesus quer ser o garante desta ordem natural, quer tom&aacute;-la na sua total pureza e em toda a sua exig&ecirc;ncia. Ao fazer do matrim&oacute;nio sacramento, d&aacute;-lhe uma nova exig&ecirc;ncia de amor, em vista ao reino de Deus, retomando tudo na sua exig&ecirc;ncia primitiva e querendo renovar o casamento num amor novo, num amor divino.<\/p>\n<p>Unidos em matrim&oacute;nio, o homem e a mulher, s&atilde;o um verdadeiro sinal do amor paterno e materno de Deus que transmitem aos seus filhos e, ao mesmo tempo, s&atilde;o uma imagem da alian&ccedil;a de amor e de fidelidade entre Cristo e a Igreja.<\/p>\n<p>Num tempo como o nosso, em que parece diminuir a fun&ccedil;&atilde;o de muitas institui&ccedil;&otilde;es, o direito &agrave; vida se p&otilde;e em causa e a qualidade de vida muitas vezes se deteriora, o matrim&oacute;nio como sacramento &eacute; chamado a ser fonte de luz orientadora no cora&ccedil;&atilde;o da humanidade, a fam&iacute;lia crist&atilde; pode e deve tornar-se lugar de serenidade aut&ecirc;ntica e de crescimento harmonioso da sociedade e um testemunho exemplar de como &eacute; poss&iacute;vel a vitalidade desta c&eacute;lula prim&aacute;ria ao servi&ccedil;o da solidez do tecido social.<\/p>\n<p>A fam&iacute;lia &eacute; o &laquo;fundamento e c&eacute;lula vital da grande e universal fam&iacute;lia humana, c&eacute;lula primeira e vital da sociedade&raquo; (GS 52). Isto significa que a fam&iacute;lia prefigura a coes&atilde;o interna e a qualidade moral da sociedade inteira. Uma qualidade que &eacute; necessariamente a garantia social dos valores &eacute;ticos e humanos.<\/p>\n<p>&laquo;Na Igreja &eacute; hoje mais n&iacute;tida a consci&ecirc;ncia de que &laquo;o bem estar da pessoa e da sociedade humana e crist&atilde; est&aacute; intimamente ligado a uma favor&aacute;vel situa&ccedil;&atilde;o da comunidade conjugal e familiar&raquo; (GS 47) e de que &laquo;a futura evangeliza&ccedil;&atilde;o depende em grande parte da Igreja dom&eacute;stica&raquo; (FC- Familiaris Consortio -52).<\/p>\n<p>Mas n&atilde;o basta conhecer e proclamar o pensamento da Igreja sobre o matrim&oacute;nio e a fam&iacute;lia. &Eacute; necess&aacute;rio tamb&eacute;m ter em conta as situa&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-econ&oacute;micas e culturais concretas em que elas se encontram (cf. FC 4) e as dificuldades que t&ecirc;m de enfrentar.<\/p>\n<p>4. Conscientes de que o matrim&oacute;nio &eacute; uma voca&ccedil;&atilde;o e uma miss&atilde;o, caminho de realiza&ccedil;&atilde;o e de felicidade, e para que a fam&iacute;lia seja verdadeira comunidade de amor, comunidade de vida e comunidade de gra&ccedil;a tem a ac&ccedil;&atilde;o pastoral da Igreja prestado aten&ccedil;&atilde;o &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o remota, pr&oacute;xima e imediata do matrim&oacute;nio e procurado acompanhar os casais e as fam&iacute;lias na integra&ccedil;&atilde;o nas comunidades.<\/p>\n<p>&ldquo;Na vis&atilde;o crist&atilde;, o matrim&oacute;nio, para al&eacute;m da feliz aventura dum amor que gera comunh&atilde;o e vida, &eacute; sinal sacramental que anuncia, com a for&ccedil;a do testemunho, o amor de Deus pelos homens, revelado no amor de Cristo pela Igreja. A pastoral familiar destina-se primordialmente a ajudar os casais a fazerem a exaltante descoberta do que &eacute; o matrim&oacute;nio, seus dons e seu contributo para o desenvolvimento da Sociedade e da Igreja&rdquo; (Instru&ccedil;&atilde;o Pastoral sobre a Fam&iacute;lia-CEP -1992, n.&ordm; 10).<\/p>\n<p>Este &eacute; certamente um caminho que urge continuar a percorrer a n&iacute;vel paroquial, arciprestal e diocesano. A colabora&ccedil;&atilde;o harmoniosa e a articula&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria entre as v&aacute;rias estruturas pastorais e os movimentos apost&oacute;licos ajudar-nos-&atilde;o a prosseguir o caminho desde h&aacute; muito iniciado neste sector primordial da nossa ac&ccedil;&atilde;o pastoral.<\/p>\n<p>Sendo os filhos o mais precioso dos dons do matrim&oacute;nio (GS 50), compreendemos que uma das miss&otilde;es primordiais da fam&iacute;lia &eacute; a sua educa&ccedil;&atilde;o humana e crist&atilde;.&nbsp; &ldquo; Os filhos, como fruto do amor, s&atilde;o por sua vez fonte do amor&rdquo; (Carta Pastoral da CEP 2004). &ldquo;Se os pais, ao darem a vida, tomam parte na obra criadora de Deus, pela educa&ccedil;&atilde;o tornam-se participantes da sua pedagogia conjuntamente paterna e materna. Os pais s&atilde;o os primeiros e principais educadores dos pr&oacute;prios filhos: s&atilde;o educadores porque pais&rdquo; (Carta &agrave;s Fam&iacute;lias, n-&ordm; 16).&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Tamb&eacute;m aqui a pastoral familiar procura oferecer aos pais luzes e apoios, mediante as mais variadas estruturas pastorais e em diferenciados lugares e momentos como sejam a par&oacute;quia atrav&eacute;s da catequese da celebra&ccedil;&atilde;o dos sacramentos, a escola atrav&eacute;s da educa&ccedil;&atilde;o moral e religiosa cat&oacute;lica, a pastoral juvenil, os movimentos de crian&ccedil;as e jovens e grupos de casais e movimentos familiares em diversificadas iniciativas e oportunidades de forma&ccedil;&atilde;o&rdquo; (cf Instru&ccedil;&atilde;o Pastoral da Cep, n.&ordm; 15).<\/p>\n<p>A hora que vivemos tem de ser de confian&ccedil;a e de conjuga&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os. A ac&ccedil;&atilde;o pastoral neste campo concreto exige confian&ccedil;a perante tantas perplexidades com que as fam&iacute;lias se defrontam e realismo diante das situa&ccedil;&otilde;es novas originadas pela mudan&ccedil;a civilizacional que vivemos.<\/p>\n<p>&Eacute; deste modo, tamb&eacute;m, que a Igreja toma parte nas alegrias e nas esperan&ccedil;as, nas tristezas e nas ang&uacute;stias (GS) do caminho quotidiano dos homens, consciente de que dentre as numerosas estradas que o homem percorre, &laquo;a primeira e a mais importante &eacute; a fam&iacute;lia&raquo; (Carta &agrave;s fam&iacute;lias, n.&ordm; 2).<\/p>\n<p>Esta etapa pastoral que agora come&ccedil;amos proporciona-nos ainda o tempo favor&aacute;vel para descobrirmos os testemunhos de amor e de felicidade de tantas fam&iacute;lias e da solicitude da Igreja pela fam&iacute;lia, a quem o pr&oacute;prio Conc&iacute;lio chama <em>&laquo;Igreja dom&eacute;stica&raquo; (LG 11).<\/em><\/p>\n<p>Esta etapa pastoral constituir&aacute; em cada dia um convite &agrave; coragem das fam&iacute;lias, sempre prontas a dar testemunho daquela esperan&ccedil;a que as anima (cf 1 Ped 3, 15), e deve ser um tempo dedicado ao incentivo de uma vida espiritual centrada em Cristo e aberta &agrave; comunidade, ao acolhimento ao amor fraterno, &agrave; solidariedade entre as fam&iacute;lias e ao exerc&iacute;cio consciente de uma saud&aacute;vel cidadania e de um necess&aacute;rio empenhamento na constru&ccedil;&atilde;o do bem comum.<\/p>\n<p>Na nossa programa&ccedil;&atilde;o pastoral olhamos com &acirc;nimo fortalecido e desde j&aacute; com confian&ccedil;a e alegria para a Festa da Fam&iacute;lia a celebrar no dia 20 de Maio como verdadeiro Dia da Igreja diocesana e iniciativa mobilizadora das fam&iacute;lias da diocese, para que os filhos, pais e&nbsp; av&oacute;s se sintam membros de pleno direito da fam&iacute;lia e da Igreja Diocesana, fraternidade de fam&iacute;lias que confirma a esperan&ccedil;a. O nosso mundo procura tantas vezes na Igreja luzes de esperan&ccedil;a que iluminem a vida das fam&iacute;lias e o futuro da sociedade.<\/p>\n<p>Ter&aacute; lugar em 2012, em Mil&atilde;o, na It&aacute;lia, o VII Encontro mundial das Fam&iacute;lias sob o tema: &laquo;A Fam&iacute;lia: o trabalho e a festa&raquo; e decorrer&aacute; em Bras&iacute;lia, no Brasil, o Encontro mundial do Movimento das Equipas de Nossa Senhora. As Catequeses de prepara&ccedil;&atilde;o do Encontro de Mil&atilde;o j&aacute; propostas pelo Conselho Pontif&iacute;cio para a Fam&iacute;lia ajudar-nos-&atilde;o tamb&eacute;m na nossa reflex&atilde;o e ac&ccedil;&atilde;o ao longo desta etapa pastoral.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5.Est&aacute; presente em todos os momentos e deve impregnar todas as iniciativas e objectivos pastorais do nosso caminho a prioridade dada desde a primeira hora &agrave; pastoral vocacional.<\/p>\n<p>A fam&iacute;lia &eacute; lugar pr&oacute;prio e tempo favor&aacute;vel para consciencializar os seus membros para a concretiza&ccedil;&atilde;o da op&ccedil;&atilde;o vocacional de cada um, e para a responsabilidade de serem promotores das diferentes formas de realiza&ccedil;&atilde;o vocacional. &Agrave;s fam&iacute;lias crist&atilde;s pertence serem ber&ccedil;o de voca&ccedil;&atilde;o abertas ao acolhimento, &agrave; generosidade e ao acompanhamento que o despertar e o crescer da voca&ccedil;&atilde;o, concretamente da voca&ccedil;&atilde;o de consagra&ccedil;&atilde;o, exigem.<\/p>\n<p>Estou certo de que este ser&aacute; tempo aben&ccedil;oado para fazer perceber no cora&ccedil;&atilde;o dos pais e av&oacute;s os sinais de voca&ccedil;&atilde;o que tantas vezes a&iacute; precedem e antecipam as decis&otilde;es vocacionais dos filhos.<\/p>\n<p>&Eacute; tamb&eacute;m este o tempo indicado para agradecer em nome da Igreja que somos as fam&iacute;lias dos sacerdotes do nosso presbit&eacute;rio, dos consagrados (as) e dos seminaristas da nossa diocese, porque se fizeram espa&ccedil;o aberto ao dom de Deus a favor do seu Povo e presen&ccedil;a orante imprescind&iacute;vel no nosso caminho de fidelidade e de miss&atilde;o. Esta &eacute; assim tamb&eacute;m uma hora de gratid&atilde;o.<\/p>\n<p>6.Confio &agrave; protec&ccedil;&atilde;o de Nossa Senhora, M&atilde;e de Deus e M&atilde;e da Igreja, e &agrave; intercess&atilde;o de Santa Joana Princesa, nossa Padroeira, todas as fam&iacute;lias da Diocese e pe&ccedil;o b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e gra&ccedil;a para esta etapa do percurso pastoral.<\/p>\n<p>Solid&aacute;rios na aten&ccedil;&atilde;o e sol&iacute;citos na ac&ccedil;&atilde;o junto das fam&iacute;lias em prova&ccedil;&atilde;o, pe&ccedil;o-Lhes que nos ensinem a ser presen&ccedil;a fraterna e orante junto e a favor das fam&iacute;lias que mais sofrem. Rezemos pelas fam&iacute;lias e em fam&iacute;lia.<\/p>\n<p>Convido-vos a conduzirdes diariamente ao Cora&ccedil;&atilde;o da M&atilde;e e a confiardes ao desvelo da nossa Padroeira as vossas fam&iacute;lias que a&iacute; encontrar&atilde;o est&iacute;mulo, alegria e b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aveiro, 9 de Outubro de 2011<\/p>\n<p>+ Ant&oacute;nio Francisco dos Santos<\/p>\n<p>Bispo de Aveiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Igreja Diocesana, Fraternidade de Fam&iacute;lias, confirma a esperan&ccedil;a&#8221; &nbsp; Car&iacute;ssimos Diocesanos, &ldquo;A v&oacute;s, gra&ccedil;a e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Bendito seja Deus que nos aben&ccedil;oou com toda a esp&eacute;cie de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os espirituais em Cristo&rdquo; ( Ef. 1, 2-3). Sa&uacute;do-vos, irm&atilde;os e irm&atilde;s em Cristo, com muita alegria [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[100,122,127,168,170,206,246,267,280,91,292,294,314],"class_list":["post-53295","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-advento","tag-brasil","tag-catequese","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-aveiro","tag-familia","tag-liturgia","tag-natal","tag-pastoral-juvenil","tag-quaresma","tag-religiosidade-popular","tag-sacramentos","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53295","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53295"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53295\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53295"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53295"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53295"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}