{"id":53287,"date":"2011-10-11T11:37:23","date_gmt":"2011-10-11T11:37:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/10\/11\/pastoral-do-ensino-superior\/"},"modified":"2011-10-11T11:37:23","modified_gmt":"2011-10-11T11:37:23","slug":"pastoral-do-ensino-superior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/pastoral-do-ensino-superior\/","title":{"rendered":"Pastoral do Ensino Superior"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Nuno Santos <!--more--> <\/p>\n<p>Quando penso em identidade penso no &#8216;existir inteiro&#8217;. &Agrave;s vezes a vida acontece a &#8216;metade&#8217; e por isso, tudo &eacute; mais pobre, mais incompleto e mais superficial. Viver acontece aqu&eacute;m e al&eacute;m das evid&ecirc;ncias. Somos muitas perguntas e somos, concomitantemente, possibilidade de di&aacute;logo.<\/p>\n<p>Falar de Identidade da Pastoral no ensino superior, para mim, significa arriscar a possibilidade de existir e pensar a partir de um m&eacute;todo capaz de cruzar a raz&atilde;o com a f&eacute;, o finito com o infinito, e o imanente com o transcendente.<\/p>\n<p>Efetivamente, h&aacute; muita vida que acontece para al&eacute;m das respostas r&aacute;pidas e solu&ccedil;&otilde;es f&aacute;ceis. H&aacute; muita realidade para al&eacute;m daquilo que os nossos olhos captam e os nossos sentidos experimentam. H&aacute; claramente um mundo de perguntas &agrave; procura de resposta.<\/p>\n<p>Neste contexto, o tempo de hoje &eacute; um desafio a percorrer caminhos mais hol&iacute;s-ticos e a assumir paradigmas mais complexos de intera&ccedil;&atilde;o &#8211; onde f&eacute; e raz&atilde;o (se quisermos, ci&ecirc;ncia e Deus) se provocam e se convocam.<\/p>\n<p>Claro que nesta &#8216;convoca&ccedil;&atilde;o&#8217; tem de se assumir o respeito pela autonomia e a capacidade de distinguir os m&eacute;todos para podemos construir pontes. Aqui, como em muitas outras circunst&acirc;ncias &#8211; distinguir n&atilde;o &eacute; separar.<\/p>\n<p>Falar de identidade da pastoral neste contexto tem certamente muito a ver com a necessidade de rasgar horizontes de rela&ccedil;&atilde;o da &#8216;terra&#8217; com o c&eacute;u&#8217; na vida daqueles que passam grande parte do seu tempo nas nossas universidades, polit&eacute;cnicos e outras institui&ccedil;&otilde;es do ensino superior. Uma rela&ccedil;&atilde;o feita de muitos modos e de muitas maneiras, sem solu&ccedil;&otilde;es (m&aacute;gicas) a priori, mas com horizontes definidos e objetivos claros.<\/p>\n<p>Uma pastoral do ensino superior mais do que ter respostas deve ajudar a fazer perguntas sobre o sentido mais profundo o existir; mais do que apresentar solu&ccedil;&otilde;es deve aceitar fazer caminho; mais do que fazer &#8216;coisas&#8217; devem estruturar percursos de identidade com os docentes, os investigadores, os funcion&aacute;rios e os estudantes.<\/p>\n<p>Com efeito, podemos concretizar um pouco mais esta identidade citando as &#8220;Linhas Orientadoras para a Pastoral do Ensino Superior&#8221; que o Servi&ccedil;o Nacional da Pastoral do Ensino Superior (SNPES) publicou recentemente &#8211; a 3 de julho de 2011.<\/p>\n<p>Neste texto, no n&uacute;mero 6, encontramos que o grande objetivo da pastoral neste &#8216;mundo&#8217; se concretiza, entre outros aspetos, na dinamiza&ccedil;&atilde;o do di&aacute;logo e da s&iacute;ntese progressiva e gradual da f&eacute;-raz&atilde;o; no di&aacute;logo gradual de incultura&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; dos paradigmas po&eacute;tico e art&iacute;stico, mas tamb&eacute;m dos grandes axiomas e valores; na procura da consolida&ccedil;&atilde;o integral da pessoa na forma&ccedil;&atilde;o da sua consci&ecirc;ncia crist&atilde;; no criar &#8220;espa&ccedil;os&#8221; de encontro com Jesus Cristo; na viv&ecirc;ncia comunit&aacute;ria da pr&oacute;pria f&eacute; e no acolhimento afetivo e humano; no dar raz&otilde;es de f&eacute; e de esperan&ccedil;as; no ressituar a Igreja no servi&ccedil;o &agrave; cultura, como um espa&ccedil;o e um lugar natural, assumindo a origem hist&oacute;rica da Universidade &#8211; no contexto eclesial; no criar espa&ccedil;os de di&aacute;logo entre os diversos movimentos, grupos e organismos que trabalham no Ensino Superior; no promover uma leitura da realidade do ensino superior na sociedade e atualizar permanentemente essa leitura cr&iacute;tica e construtiva &agrave; maneira da leitura dos &#8216;sinais dos tempos&#8217;; na aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s diversas situa&ccedil;&otilde;es de car&ecirc;ncia social, especialmente as mais dram&aacute;ticas e dif&iacute;ceis; na abertura ao di&aacute;logo inter-religioso, ecum&eacute;nico e com n&atilde;o-crentes; no promover e incentivar o acompanhamento pessoal e espiritual nas diversas situa&ccedil;&otilde;es e momentos da vida.<\/p>\n<p>Neste sentido, a identidade da pastoral do Ensino Superior exige da Igreja em Portugal uma maior aposta nas pessoas e nas estruturas para que seja um trabalho cada vez mais consistente e profundo. Uma aposta que tem de passar necessariamente mais pelas comunidades mais est&aacute;veis (como os docentes e funcion&aacute;rios) onde cada um se sinta mais protagonista deste &#8216;agir pastoral&#8217;.<\/p>\n<p>Fazer pastoral no ensino superior &eacute; ajudar todos os habitantes deste &#8216;mundo espec&iacute;fico&#8217; a descobrir (tirar o que cobre) o Deus que os habita. Um Deus que lhes pode dar mais sentido e que os pode fazer mais felizes &#8211; porque inteiros. Tamb&eacute;m aqui (tal como na ci&ecirc;ncia) h&aacute; &#8216;coisas&#8217; que s&oacute; se podem comprovar fazendo experi&ecirc;ncia.&nbsp;<\/p>\n<p>Que o Senhor nos d&ecirc; a criatividade dos projetos e a sabedoria da linguagem para continuarmos a anunciar a alegria do Reino com o entusiasmo que s&oacute; a viv&ecirc;ncia, pessoal e comunit&aacute;ria, com Deus Trindade pode &#8216;fazer acontecer&#8217;.<\/p>\n<p><em>Padre Nuno Santos, assistente nacional do Servi&ccedil;o Nacional da Pastoral do Ensino Superior<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Nuno Santos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-53287","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53287","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53287"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53287\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}