{"id":53284,"date":"2011-10-11T11:30:14","date_gmt":"2011-10-11T11:30:14","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/10\/11\/homilia-no-10-o-aniversario-da-dedicacao-da-catedral-de-braganca\/"},"modified":"2011-10-11T11:30:14","modified_gmt":"2011-10-11T11:30:14","slug":"homilia-no-10-o-aniversario-da-dedicacao-da-catedral-de-braganca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-no-10-o-aniversario-da-dedicacao-da-catedral-de-braganca\/","title":{"rendered":"Homilia no 10.\u00ba anivers\u00e1rio da dedica\u00e7\u00e3o da catedral de Bragan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Homilia no anivers&aacute;rio da dedica&ccedil;&atilde;o da catedral de Bragan&ccedil;a<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">A epifania da Igreja<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">&Eacute; aqui, nesta Catedral, que renovamos o dom da f&eacute;, &eacute; aqui que celebramos a P&aacute;scoa. Esta que &eacute; a maior Catedral portuguesa, seja tamb&eacute;m express&atilde;o de maior ardor, de maior gosto, de maior simbolismo. Se Bragan&ccedil;a &eacute; conhecida pela Domus Municipalis passe tamb&eacute;m a ser conhecida pela Domus Cathedralis, n&atilde;o com o sentido do seu edif&iacute;cio, da sua beleza, mas, sobretudo, pelo simbolismo da sua Igreja. Que daqui, Cristo que preside a esta Igreja, v&oacute;s possais ver o invis&iacute;vel; isto &eacute; na pessoa do Bispo, que est&aacute; virado para v&oacute;s, possais ver o Outro Bispo que &eacute; Cristo. Eu estou c&aacute; pelo testemunho, pelas palavras, pela vida de simplicidade e at&eacute; pelas limita&ccedil;&atilde;o, por que n&atilde;o diz&ecirc;-lo? Que possais entrar na profundidade do Mist&eacute;rio que aqui se vive, que aqui se experimente neste momento.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">A pastoral da Catedral<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">O Bispo, os Bispos Em&eacute;ritos, os presb&iacute;teros, os di&aacute;conos, os religiosos, os leigos, todos n&oacute;s, fieis em Cristo, somos a Igreja. &nbsp;Desta forma &eacute; mais vis&iacute;vel. Somos aquilo que somos e representamos todos aqueles que aqui estiveram no Domingo, todos aqueles que hoje n&atilde;o puderam vir, todos aqueles que em uni&atilde;o com esta mesma Igreja celebram este dia nas suas comunidades, na sua adora&ccedil;&atilde;o pessoal e comunit&aacute;ria. Que n&oacute;s possamos, verdadeiramente, edificar com o mist&eacute;rio que celebramos Aquele em que acreditamos. Que Aquele que celebramos seja o mesmo que vivemos. O objetivo da vida Crist&atilde; &eacute; a vida de Cristo. Por isso, cada vez que nos reunimos na Eucaristia dizemos: &#8220;por Cristo, com Cristo e em Cristo&#8221;. E a Catedral simboliza isto, o mist&eacute;rio da Igreja. N&atilde;o &eacute; um s&iacute;mbolo de ostenta&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute; um s&iacute;mbolo de poder, n&atilde;o &eacute; apenas o lugar onde o Bispo tem a cadeira, &eacute; muito mais do que isto. E &eacute; isto que n&oacute;s, &agrave;s vezes, temos dificuldade em entender, em viver, mas &eacute; um desafio que a todos &eacute; dirigido. Uma coisa &eacute; o que vemos e outra coisa &eacute; o que devemos compreender. &Eacute; este o desafio da sacramentalidade da Igreja, desta Igreja somos n&oacute;s. Aqui se sente e vive tamb&eacute;m a Igreja pastoral. Temos a Eucaristia, temos o Evangelho, temos Deus connosco, e isso faz de n&oacute;s homens e mulheres novos. O templo de Deus &eacute; o templo de Deus. Mais do que uma casa, mais do que um templo, &eacute; a ambi&ccedil;&atilde;o de Deus nos filhos que aqui v&ecirc;m renovar-se na esperan&ccedil;a, renovar-se na alegria da entrega do amor. Havemos, juntos, com o cabido, o presbit&eacute;rio, todos, havemos de repensar tamb&eacute;m o lugar da Catedral na pastoral da diocese. A heran&ccedil;a que nos &eacute; deixada por D. Ant&oacute;nio Rafael e D. Ant&oacute;nio Montes, queremos continu&aacute;-la na renova&ccedil;&atilde;o, no mesmo sentir da Igreja, no mesmo sentir do Evangelho, mas certamente com novas linguagens, novo entusiasmo. &Eacute; aquilo que tenho sentido e &eacute; aquilo que espero de v&oacute;s. Se v&oacute;s tendes muita esperan&ccedil;a no Bispo o Bispo tem muita esperan&ccedil;a na diocese, muita esperan&ccedil;a em v&oacute;s.&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">&Eacute; neste novo ardor, que a Catedral da diocese seja lugar da irradia&ccedil;&atilde;o da frescura do Evangelho. Algumas ideia tem-me chegado at&eacute; agora, vindas de alguns movimentos, de alguns presb&iacute;teros. Certamente que no dia 17 com o presbit&eacute;rio, os di&aacute;conos e o Bispo havemos de encontrar outras prioridades, novas formas de tornar verdadeiramente este lugar casa de todos e que a diocese se possa rever aqui e que isto seja sinal da Igreja que somos; uma Igreja que soube construir uma Catedral e h&aacute; de ser capaz de pagar o que falta, mas, mais do que isso, seja Igreja viva, capaz de olhar para ao essencial. Uma igreja existe para evangelizar, para mostrar aos olhos dos homens e mulheres de hoje, aos jovens, &agrave;s crian&ccedil;as, a todos, como &eacute; belo ser crist&atilde;o, como &eacute; belo sermos Igreja, como Bragan&ccedil;a sabe testemunhar essa beleza a si mesma e ao mundo. &Eacute; certo que isso vai exigir de n&oacute;s uma grande convers&atilde;o pastoral, uma convers&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o, mudar de maneira de pensar, de estar. N&atilde;o mudar por mudar, n&atilde;o &eacute; essa a minha inten&ccedil;&atilde;o, mas &eacute; mudar para ser mais fiel &agrave;s fontes, para que, tal como a n&oacute;s nos deixaram possamos transmitir aos outros a mesma beleza da f&eacute; e do amor gratuito de Deus.&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">O Ano lit&uacute;rgico na Catedral<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Devemos, tamb&eacute;m juntos, pensar o ano lit&uacute;rgico do Bispo aqui na Catedral. Al&eacute;m do que &eacute; obrigat&oacute;rio e do que as normas can&oacute;nicas decretam, estabelecer e fazer de facto deste lugar um lugar de evangeliza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o tirando o lugar das par&oacute;quias, mas aqui sentir do pulsar vivo desta Igreja. Por isso h&aacute; de merecer de todos n&oacute;s, a come&ccedil;ar por mim, este carinho, esta aten&ccedil;&atilde;o. &nbsp;Diria, h&aacute; dois lugares que ir&atilde;o merecer uma especial aten&ccedil;&atilde;o: a Catedral e o Semin&aacute;rio. N&atilde;o os edif&iacute;cios, mas aquilo que representam, tanto o lugar da celebra&ccedil;&atilde;o como o lugar do rosto vis&iacute;vel desta Igreja que somos.&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">1.<span style=\"white-space: pre;\"> <\/span>A Catedral<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Nos in&iacute;cios, a Igreja edificou-se &agrave; volta da C&aacute;tedra do Bispo e com a expans&atilde;o das comunidades multiplicaram-se as Dioceses. Nesse tempo n&atilde;o existiam cadeiras para a assembleia. O privil&eacute;gio de se sentar era, com efeito, para aquele que tinha a miss&atilde;o de ensinar em nome de Jesus Cristo, sentado &agrave; direita do Pai . A c&aacute;tedra d&aacute; origem ao nome Catedral, lugar da cadeira do Bispo &#8211; s&iacute;mbolo do munus docendi episcopal. A domus cathedralis &#8220;&eacute; toda uma epifania de f&eacute;&#8221; , tem que ser para n&oacute;s lugar da demonstra&ccedil;&atilde;o da f&eacute;, lugar da beleza, lugar do encontro..&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Quando o cristianismo se difundiu nas aldeias, aquelas por&ccedil;&otilde;es do povo de Deus foram confiadas aos Presb&iacute;teros. At&eacute; ao s&eacute;culo sexto s&oacute; o bispo celebrava sacramentos. As par&oacute;quias surgiram para que a Igreja toda se aproximasse da casa das pessoas, sem quebrar a unidade da diocese &agrave; volta do Bispo e dum &uacute;nico presbit&eacute;rio com ele. Eu sou o primeiro respons&aacute;vel deste presbit&eacute;rio, mas um presbit&eacute;rio n&atilde;o &eacute; uma soma de presb&iacute;teros, o presbit&eacute;rio &eacute; em si mesmo um mist&eacute;rio. Participamos do mesmo e &uacute;nico sacerd&oacute;cio: Cristo. (A Igreja pode assim aproximar-se das casas das pessoas, sem quebrar a unidade da Diocese &agrave; volta do Bispo e do &uacute;nico Presbit&eacute;rio com ele.) A Par&oacute;quia, sendo uma op&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e pastoral da Igreja, n&atilde;o &eacute; apenas uma circunscri&ccedil;&atilde;o administrativa e reparti&ccedil;&atilde;o funcional da Diocese, mas &eacute; a forma hist&oacute;rica privilegiada da localiza&ccedil;&atilde;o da Igreja particular. A par&oacute;quia &eacute; &#8220;o n&uacute;cleo fundamental na vida quotidiana da Diocese&#8221; . A Par&oacute;quia deve ser uma casa aberta &agrave; Esperan&ccedil;a.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Oxal&aacute; a Catedral seja tamb&eacute;m modelo de qualquer par&oacute;quia da diocese, modelo na liturgia, modelo na arquitetura da liturgia, modelo da celebra&ccedil;&atilde;o da f&eacute;. &#8220;A comunh&atilde;o eclesial, embora possua sempre uma dimens&atilde;o universal, encontra a sua express&atilde;o mais imediata e vis&iacute;vel na Par&oacute;quia: esta &eacute; a &uacute;ltima localiza&ccedil;&atilde;o da Igreja; &eacute;, em certo sentido, a pr&oacute;pria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e das suas filhas&#8221; . A Igreja n&atilde;o &eacute; um movimento, mas uma comunidade que re&uacute;ne todos os crentes em Cristo sem distin&ccedil;&atilde;o, para que todos celebrem a sua f&eacute;, esperan&ccedil;a e caridade. A par&oacute;quia &eacute; a c&eacute;lula base da Igreja, n&atilde;o &eacute; apenas uma divis&atilde;o administrativa da Diocese, mas um espa&ccedil;o eclesial na qual a Igreja se d&aacute; como o todo no fragemento.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">H&aacute; um autor n&atilde;o crente que escreveu um livro, por estranho que pare&ccedil;a, com o t&iacute;tulo &#8220;Comboio Noturno para Lisboa&#8221;, que dedicou uma especial aten&ccedil;&atilde;o ao que significa a catedral numa cidade. Diz ele: &#8220;N&atilde;o quero viver num mundo sem catedrais. Preciso da sua beleza e da sua transcend&ecirc;ncia. Preciso delas contra a vulgaridade do mundo. Quero erguer o meu olhar para o brilho dos seus vitrais e deixar-me cegar pelas cores prodigiosas. Preciso do seu esplendor&hellip; Preciso do seu sil&ecirc;ncio imperioso&hellip; Amo as pessoas que rezam. Preciso da sua imagem. Preciso dela contra o veneno insidioso do sup&eacute;rfluo e negligente. Quero ler as poderosas palavras da B&iacute;blia. Preciso da for&ccedil;a irreal da sua poesia&hellip; Um mundo sem estas coisas seria um mundo no qual eu n&atilde;o gostaria de viver&#8221; .<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">O grande &nbsp;monumento contempor&acirc;neo de Paris, o Arche del la D&eacute;fense &eacute; superior &agrave; Catedral de Notre-Dame, sendo um cubo oco de 112 metros de altura coberto de m&aacute;rmore branco e aberto no centro, apoiado por 12 pilares de 30 metros cada. Tal Cubo prop&otilde;e-se ser uma janela aberta &agrave; esperan&ccedil;a e aos direitos humanos.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">O Cubo e a Catedral &eacute; uma obra interessante de G. Weigel &nbsp;pergunta-se &#8220;qual a cultura que protege melhor os Direitos Humanos, promove o bem comum, defende o leg&iacute;timo pluralismo e explica os compromissos morais que tornam poss&iacute;vel a democracia? A cultura que produziu a racionalista La Grande arche de la D&eacute;fense? Ou a cultura representada pela catedral que os preponentes de la Grande arche representa, mesmo que visualmente de modo atraente, o aborrecimento metaf&iacute;sico. Fala-nos da pol&iacute;tica sem Deus; na verdade, celebra a pol&iacute;tica sem Deus como grande libertadora da humanidade. A sagrada irreguralidade de Notre-Dame, com a sua combina&ccedil;&atilde;o de pedras imponentes e vidros luminosos, representa, pelo contr&aacute;rio, a abertura do esp&iacute;rito humano ao transcendente &#8211; a Deus&#8221; .<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">&Eacute; isto que representa a catedral de Bragan&ccedil;a.&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Termino esta breve reflex&atilde;o com um texto de Edite Stein, convertida em Santa Teresa Benedita da Cruz:<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">&#8220;Quem &eacute;s tu, doce luz que me enches<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">e iluminas as trevas do meu cora&ccedil;&atilde;o?&#8230;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">&Eacute;s o Mestre da obra,<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">o construtor da eterna catedral<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">que se eleva desde a terra ao C&eacute;u?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Tu d&aacute;s vida &agrave;s suas colunas, que se erguem,<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">altas e retas, s&oacute;lidas e imut&aacute;veis (Ap 3,12).<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Marcadas pelo sinal do Nome divino e eterno,<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">lan&ccedil;am-se para a luz e suportam a c&uacute;pula<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">que termina e coroa a santa catedral,<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">a tua obra que abra&ccedil;a o universo inteiro:<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">o Esp&iacute;rito Santo, M&atilde;o criadora de Deus!&#8230;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">&Eacute;s tu o doce c&acirc;ntico do amor<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">e do sagrado respeito que ressoa sem fim<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">&agrave; volta do trono da Trindade santa (Ap 4,8),<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">sinfonia em que ecoa<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">a nota pura dada por cada criatura?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">O som harmonioso,<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">o acorde un&acirc;nime dos membros e da Cabe&ccedil;a (Ef 4,15),<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">no qual cada um, no auge da alegria,<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">descobre o sentido misterioso do seu ser<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">e o deixa brotar em gritos de j&uacute;bilo,<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">livre e participante no seu pr&oacute;prio jorrar:<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Esp&iacute;rito Santo eterno j&uacute;bilo!&#8221;&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">&#8220;Tu &eacute;s Cristo, filho de C&eacute;us Vivo&#8221;, que a confiss&atilde;o de Pedro seja a nossa confiss&atilde;o. (&#8230;) O altar &eacute; Cristo, por isso &eacute; que n&oacute;s o beijamos no in&iacute;cio e no final da celebra&ccedil;&atilde;o o incensamos e lhe dedicamos tantas outras formas de adora&ccedil;&atilde;o. &Eacute; Cristo que deve ser o sentido da nossa exist&ecirc;ncia. Cristo que d&aacute; as chaves a Pedro, podemos dizer d&aacute;-lhe as chaves da porta da catedral, mas n&atilde;o lhe d&aacute; o rebanho que se re&uacute;ne dentro da catedral porque esse &eacute; de Cristo. Mais tarde, o Evangelho de Jo&atilde;o Diz: Apascenta as minhas ovelhas, os meus cordeiros, isto &eacute; oferece aos grandes e os pequenos&#8230; A todos Jesus confia a Pedro, aos ap&oacute;stolos, ao bispo; confia o rebanho, mas n&atilde;o lhe d&aacute; a fun&ccedil;&atilde;o de pastor porque essa s&oacute; Dele pode ser.&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">D. Jos&eacute; Cordeiro, bispo de Bragan&ccedil;a-Miranda<\/div>\n<p><p>A epifania da Igreja<\/p>\n<p>&Eacute; aqui, nesta Catedral, que renovamos o dom da f&eacute;, &eacute; aqui que celebramos a P&aacute;scoa. Esta que &eacute; a maior Catedral portuguesa, seja tamb&eacute;m express&atilde;o de maior ardor, de maior gosto, de maior simbolismo. Se Bragan&ccedil;a &eacute; conhecida pela Domus Municipalis passe tamb&eacute;m a ser conhecida pela Domus Cathedralis, n&atilde;o com o sentido do seu edif&iacute;cio, da sua beleza, mas, sobretudo, pelo simbolismo da sua Igreja. Que daqui, Cristo que preside a esta Igreja, v&oacute;s possais ver o invis&iacute;vel; isto &eacute; na pessoa do Bispo, que est&aacute; virado para v&oacute;s, possais ver o Outro Bispo que &eacute; Cristo. Eu estou c&aacute; pelo testemunho, pelas palavras, pela vida de simplicidade e at&eacute; pelas limita&ccedil;&atilde;o, por que n&atilde;o diz&ecirc;-lo? Que possais entrar na profundidade do Mist&eacute;rio que aqui se vive, que aqui se experimente neste momento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pastoral da Catedral<\/p>\n<p>O Bispo, os Bispos Em&eacute;ritos, os presb&iacute;teros, os di&aacute;conos, os religiosos, os leigos, todos n&oacute;s, fieis em Cristo, somos a Igreja. &nbsp;Desta forma &eacute; mais vis&iacute;vel. Somos aquilo que somos e representamos todos aqueles que aqui estiveram no Domingo, todos aqueles que hoje n&atilde;o puderam vir, todos aqueles que em uni&atilde;o com esta mesma Igreja celebram este dia nas suas comunidades, na sua adora&ccedil;&atilde;o pessoal e comunit&aacute;ria. Que n&oacute;s possamos, verdadeiramente, edificar com o mist&eacute;rio que celebramos Aquele em que acreditamos. Que Aquele que celebramos seja o mesmo que vivemos. O objetivo da vida Crist&atilde; &eacute; a vida de Cristo. Por isso, cada vez que nos reunimos na Eucaristia dizemos: &#8220;por Cristo, com Cristo e em Cristo&#8221;. E a Catedral simboliza isto, o mist&eacute;rio da Igreja. N&atilde;o &eacute; um s&iacute;mbolo de ostenta&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute; um s&iacute;mbolo de poder, n&atilde;o &eacute; apenas o lugar onde o Bispo tem a cadeira, &eacute; muito mais do que isto. E &eacute; isto que n&oacute;s, &agrave;s vezes, temos dificuldade em entender, em viver, mas &eacute; um desafio que a todos &eacute; dirigido. Uma coisa &eacute; o que vemos e outra coisa &eacute; o que devemos compreender. &Eacute; este o desafio da sacramentalidade da Igreja, desta Igreja somos n&oacute;s. Aqui se sente e vive tamb&eacute;m a Igreja pastoral. Temos a Eucaristia, temos o Evangelho, temos Deus connosco, e isso faz de n&oacute;s homens e mulheres novos. O templo de Deus &eacute; o templo de Deus. Mais do que uma casa, mais do que um templo, &eacute; a ambi&ccedil;&atilde;o de Deus nos filhos que aqui v&ecirc;m renovar-se na esperan&ccedil;a, renovar-se na alegria da entrega do amor. Havemos, juntos, com o cabido, o presbit&eacute;rio, todos, havemos de repensar tamb&eacute;m o lugar da Catedral na pastoral da diocese. A heran&ccedil;a que nos &eacute; deixada por D. Ant&oacute;nio Rafael e D. Ant&oacute;nio Montes, queremos continu&aacute;-la na renova&ccedil;&atilde;o, no mesmo sentir da Igreja, no mesmo sentir do Evangelho, mas certamente com novas linguagens, novo entusiasmo. &Eacute; aquilo que tenho sentido e &eacute; aquilo que espero de v&oacute;s. Se v&oacute;s tendes muita esperan&ccedil;a no Bispo o Bispo tem muita esperan&ccedil;a na diocese, muita esperan&ccedil;a em v&oacute;s.&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; neste novo ardor, que a Catedral da diocese seja lugar da irradia&ccedil;&atilde;o da frescura do Evangelho. Algumas ideia tem-me chegado at&eacute; agora, vindas de alguns movimentos, de alguns presb&iacute;teros. Certamente que no dia 17 com o presbit&eacute;rio, os di&aacute;conos e o Bispo havemos de encontrar outras prioridades, novas formas de tornar verdadeiramente este lugar casa de todos e que a diocese se possa rever aqui e que isto seja sinal da Igreja que somos; uma Igreja que soube construir uma Catedral e h&aacute; de ser capaz de pagar o que falta, mas, mais do que isso, seja Igreja viva, capaz de olhar para ao essencial. Uma igreja existe para evangelizar, para mostrar aos olhos dos homens e mulheres de hoje, aos jovens, &agrave;s crian&ccedil;as, a todos, como &eacute; belo ser crist&atilde;o, como &eacute; belo sermos Igreja, como Bragan&ccedil;a sabe testemunhar essa beleza a si mesma e ao mundo. &Eacute; certo que isso vai exigir de n&oacute;s uma grande convers&atilde;o pastoral, uma convers&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o, mudar de maneira de pensar, de estar. N&atilde;o mudar por mudar, n&atilde;o &eacute; essa a minha inten&ccedil;&atilde;o, mas &eacute; mudar para ser mais fiel &agrave;s fontes, para que, tal como a n&oacute;s nos deixaram possamos transmitir aos outros a mesma beleza da f&eacute; e do amor gratuito de Deus.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Ano lit&uacute;rgico na Catedral<\/p>\n<p>Devemos, tamb&eacute;m juntos, pensar o ano lit&uacute;rgico do Bispo aqui na Catedral. Al&eacute;m do que &eacute; obrigat&oacute;rio e do que as normas can&oacute;nicas decretam, estabelecer e fazer de facto deste lugar um lugar de evangeliza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o tirando o lugar das par&oacute;quias, mas aqui sentir do pulsar vivo desta Igreja. Por isso h&aacute; de merecer de todos n&oacute;s, a come&ccedil;ar por mim, este carinho, esta aten&ccedil;&atilde;o. &nbsp;Diria, h&aacute; dois lugares que ir&atilde;o merecer uma especial aten&ccedil;&atilde;o: a Catedral e o Semin&aacute;rio. N&atilde;o os edif&iacute;cios, mas aquilo que representam, tanto o lugar da celebra&ccedil;&atilde;o como o lugar do rosto vis&iacute;vel desta Igreja que somos.&nbsp;<\/p>\n<p>1.<span style=\"white-space: pre;\"> <\/span>A Catedral<\/p>\n<p>Nos in&iacute;cios, a Igreja edificou-se &agrave; volta da C&aacute;tedra do Bispo e com a expans&atilde;o das comunidades multiplicaram-se as Dioceses. Nesse tempo n&atilde;o existiam cadeiras para a assembleia. O privil&eacute;gio de se sentar era, com efeito, para aquele que tinha a miss&atilde;o de ensinar em nome de Jesus Cristo, sentado &agrave; direita do Pai . A c&aacute;tedra d&aacute; origem ao nome Catedral, lugar da cadeira do Bispo &#8211; s&iacute;mbolo do munus docendi episcopal. A domus cathedralis &#8220;&eacute; toda uma epifania de f&eacute;&#8221; , tem que ser para n&oacute;s lugar da demonstra&ccedil;&atilde;o da f&eacute;, lugar da beleza, lugar do encontro..&nbsp;<\/p>\n<p>Quando o cristianismo se difundiu nas aldeias, aquelas por&ccedil;&otilde;es do povo de Deus foram confiadas aos Presb&iacute;teros. At&eacute; ao s&eacute;culo sexto s&oacute; o bispo celebrava sacramentos. As par&oacute;quias surgiram para que a Igreja toda se aproximasse da casa das pessoas, sem quebrar a unidade da diocese &agrave; volta do Bispo e dum &uacute;nico presbit&eacute;rio com ele. Eu sou o primeiro respons&aacute;vel deste presbit&eacute;rio, mas um presbit&eacute;rio n&atilde;o &eacute; uma soma de presb&iacute;teros, o presbit&eacute;rio &eacute; em si mesmo um mist&eacute;rio. Participamos do mesmo e &uacute;nico sacerd&oacute;cio: Cristo. (A Igreja pode assim aproximar-se das casas das pessoas, sem quebrar a unidade da Diocese &agrave; volta do Bispo e do &uacute;nico Presbit&eacute;rio com ele.) A Par&oacute;quia, sendo uma op&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e pastoral da Igreja, n&atilde;o &eacute; apenas uma circunscri&ccedil;&atilde;o administrativa e reparti&ccedil;&atilde;o funcional da Diocese, mas &eacute; a forma hist&oacute;rica privilegiada da localiza&ccedil;&atilde;o da Igreja particular. A par&oacute;quia &eacute; &#8220;o n&uacute;cleo fundamental na vida quotidiana da Diocese&#8221; . A Par&oacute;quia deve ser uma casa aberta &agrave; Esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Oxal&aacute; a Catedral seja tamb&eacute;m modelo de qualquer par&oacute;quia da diocese, modelo na liturgia, modelo na arquitetura da liturgia, modelo da celebra&ccedil;&atilde;o da f&eacute;. &#8220;A comunh&atilde;o eclesial, embora possua sempre uma dimens&atilde;o universal, encontra a sua express&atilde;o mais imediata e vis&iacute;vel na Par&oacute;quia: esta &eacute; a &uacute;ltima localiza&ccedil;&atilde;o da Igreja; &eacute;, em certo sentido, a pr&oacute;pria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e das suas filhas&#8221; . A Igreja n&atilde;o &eacute; um movimento, mas uma comunidade que re&uacute;ne todos os crentes em Cristo sem distin&ccedil;&atilde;o, para que todos celebrem a sua f&eacute;, esperan&ccedil;a e caridade. A par&oacute;quia &eacute; a c&eacute;lula base da Igreja, n&atilde;o &eacute; apenas uma divis&atilde;o administrativa da Diocese, mas um espa&ccedil;o eclesial na qual a Igreja se d&aacute; como o todo no fragemento.<\/p>\n<p>H&aacute; um autor n&atilde;o crente que escreveu um livro, por estranho que pare&ccedil;a, com o t&iacute;tulo &#8220;Comboio Noturno para Lisboa&#8221;, que dedicou uma especial aten&ccedil;&atilde;o ao que significa a catedral numa cidade. Diz ele: &#8220;N&atilde;o quero viver num mundo sem catedrais. Preciso da sua beleza e da sua transcend&ecirc;ncia. Preciso delas contra a vulgaridade do mundo. Quero erguer o meu olhar para o brilho dos seus vitrais e deixar-me cegar pelas cores prodigiosas. Preciso do seu esplendor&hellip; Preciso do seu sil&ecirc;ncio imperioso&hellip; Amo as pessoas que rezam. Preciso da sua imagem. Preciso dela contra o veneno insidioso do sup&eacute;rfluo e negligente. Quero ler as poderosas palavras da B&iacute;blia. Preciso da for&ccedil;a irreal da sua poesia&hellip; Um mundo sem estas coisas seria um mundo no qual eu n&atilde;o gostaria de viver&#8221; .<\/p>\n<p>O grande &nbsp;monumento contempor&acirc;neo de Paris, o Arche del la D&eacute;fense &eacute; superior &agrave; Catedral de Notre-Dame, sendo um cubo oco de 112 metros de altura coberto de m&aacute;rmore branco e aberto no centro, apoiado por 12 pilares de 30 metros cada. Tal Cubo prop&otilde;e-se ser uma janela aberta &agrave; esperan&ccedil;a e aos direitos humanos.<\/p>\n<p>O Cubo e a Catedral &eacute; uma obra interessante de G. Weigel &nbsp;pergunta-se &#8220;qual a cultura que protege melhor os Direitos Humanos, promove o bem comum, defende o leg&iacute;timo pluralismo e explica os compromissos morais que tornam poss&iacute;vel a democracia? A cultura que produziu a racionalista La Grande arche de la D&eacute;fense? Ou a cultura representada pela catedral que os preponentes de la Grande arche representa, mesmo que visualmente de modo atraente, o aborrecimento metaf&iacute;sico. Fala-nos da pol&iacute;tica sem Deus; na verdade, celebra a pol&iacute;tica sem Deus como grande libertadora da humanidade. A sagrada irreguralidade de Notre-Dame, com a sua combina&ccedil;&atilde;o de pedras imponentes e vidros luminosos, representa, pelo contr&aacute;rio, a abertura do esp&iacute;rito humano ao transcendente &#8211; a Deus&#8221; .<\/p>\n<p>&Eacute; isto que representa a catedral de Bragan&ccedil;a.&nbsp;<\/p>\n<p>Termino esta breve reflex&atilde;o com um texto de Edite Stein, convertida em Santa Teresa Benedita da Cruz:<\/p>\n<p>&#8220;Quem &eacute;s tu, doce luz que me enches<\/p>\n<p>e iluminas as trevas do meu cora&ccedil;&atilde;o?&#8230;<\/p>\n<p>&Eacute;s o Mestre da obra,<\/p>\n<p>o construtor da eterna catedral<\/p>\n<p>que se eleva desde a terra ao C&eacute;u?<\/p>\n<p>Tu d&aacute;s vida &agrave;s suas colunas, que se erguem,<\/p>\n<p>altas e retas, s&oacute;lidas e imut&aacute;veis (Ap 3,12).<\/p>\n<p>Marcadas pelo sinal do Nome divino e eterno,<\/p>\n<p>lan&ccedil;am-se para a luz e suportam a c&uacute;pula<\/p>\n<p>que termina e coroa a santa catedral,<\/p>\n<p>a tua obra que abra&ccedil;a o universo inteiro:<\/p>\n<p>o Esp&iacute;rito Santo, M&atilde;o criadora de Deus!&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute;s tu o doce c&acirc;ntico do amor<\/p>\n<p>e do sagrado respeito que ressoa sem fim<\/p>\n<p>&agrave; volta do trono da Trindade santa (Ap 4,8),<\/p>\n<p>sinfonia em que ecoa<\/p>\n<p>a nota pura dada por cada criatura?<\/p>\n<p>O som harmonioso,<\/p>\n<p>o acorde un&acirc;nime dos membros e da Cabe&ccedil;a (Ef 4,15),<\/p>\n<p>no qual cada um, no auge da alegria,<\/p>\n<p>descobre o sentido misterioso do seu ser<\/p>\n<p>e o deixa brotar em gritos de j&uacute;bilo,<\/p>\n<p>livre e participante no seu pr&oacute;prio jorrar:<\/p>\n<p>Esp&iacute;rito Santo eterno j&uacute;bilo!&#8221;&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Tu &eacute;s Cristo, filho de C&eacute;us Vivo&#8221;, que a confiss&atilde;o de Pedro seja a nossa confiss&atilde;o. (&#8230;) O altar &eacute; Cristo, por isso &eacute; que n&oacute;s o beijamos no in&iacute;cio e no final da celebra&ccedil;&atilde;o o incensamos e lhe dedicamos tantas outras formas de adora&ccedil;&atilde;o. &Eacute; Cristo que deve ser o sentido da nossa exist&ecirc;ncia. Cristo que d&aacute; as chaves a Pedro, podemos dizer d&aacute;-lhe as chaves da porta da catedral, mas n&atilde;o lhe d&aacute; o rebanho que se re&uacute;ne dentro da catedral porque esse &eacute; de Cristo. Mais tarde, o Evangelho de Jo&atilde;o Diz: Apascenta as minhas ovelhas, os meus cordeiros, isto &eacute; oferece aos grandes e os pequenos&#8230; A todos Jesus confia a Pedro, aos ap&oacute;stolos, ao bispo; confia o rebanho, mas n&atilde;o lhe d&aacute; a fun&ccedil;&atilde;o de pastor porque essa s&oacute; Dele pode ser.&nbsp;<\/p>\n<p><em>D. Jos&eacute; Cordeiro, bispo de Bragan&ccedil;a-Miranda<\/em><\/p>\n<div><\/div>\n<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Homilia no anivers&aacute;rio da dedica&ccedil;&atilde;o da catedral de Bragan&ccedil;a A epifania da Igreja &Eacute; aqui, nesta Catedral, que renovamos o dom da f&eacute;, &eacute; aqui que celebramos a P&aacute;scoa. Esta que &eacute; a maior Catedral portuguesa, seja tamb&eacute;m express&atilde;o de maior ardor, de maior gosto, de maior simbolismo. Se Bragan&ccedil;a &eacute; conhecida pela Domus [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[173,189,246,294],"class_list":["post-53284","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-braganca-miranda","tag-direitos-humanos","tag-liturgia","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53284","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53284"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53284\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53284"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53284"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53284"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}