{"id":53262,"date":"2011-10-09T17:01:00","date_gmt":"2011-10-09T17:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/10\/09\/homilia-do-bispo-de-braganca-miranda-na-concatedral-de-miranda-do-douro\/"},"modified":"2011-10-09T17:01:00","modified_gmt":"2011-10-09T17:01:00","slug":"homilia-do-bispo-de-braganca-miranda-na-concatedral-de-miranda-do-douro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-braganca-miranda-na-concatedral-de-miranda-do-douro\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Bragan\u00e7a-Miranda na concatedral de Miranda do Douro"},"content":{"rendered":"<p>&Eacute; com profunda grande alegria que estou em Miranda do Douro a celebrar convosco a Eucaristia neste Domingo, na oitava da ordena&ccedil;&atilde;o episcopal e in&iacute;cio do minist&eacute;rio pastoral na nossa amada Diocese. Vir a Miranda &eacute; voltar &agrave;s fontes da nossa identidade eclesial e cultural. Aqui nasceu em 22 de maio de 1545 a Diocese que somos. Queremos tamb&eacute;m recordar que h&aacute; 445 anos foi dedicada esta casa de ora&ccedil;&atilde;o, hoje com todas as honras de concatedral da Diocese, com a sagra&ccedil;&atilde;o do Altar-mor a 6 de abril de 1566.<\/p>\n<ol>\n<li>&laquo;Tudo posso n&rsquo;Aquele que me conforta&raquo;. Esta palavra de S. Paulo que escutamos na segunda leitura, leva-nos a evocar um grande Bispo da nossa Diocese e oriundo de Miranda Do Douro, D. Ab&iacute;lio Vaz das Neves, porque foi o lema escolhido por ele para o seu bras&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o da vida episcopal.<\/li>\n<li>&laquo;Convidai para as bodas todos os que encontrardes&raquo; &#8211; Evangelho<\/li>\n<\/ol>\n<p>Tudo come&ccedil;a com um convite. Universalidade da salva&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O banquete &ndash; s&iacute;mbolo da festa e da alegria de Deus connosco<\/p>\n<p>Nesta par&aacute;bola, alguns elementos chamam a nossa especial aten&ccedil;&atilde;o: em primeiro lugar vemos uma sala vazia, preparada para uma festa onde ningu&eacute;m participa, depois &eacute; o primado do dom, ao in&iacute;cio um Deus n&atilde;o escutado e ignorado que sonha uma festa com pessoas felizes. Deus celebra o rito da amizade: &laquo;Ide &agrave;s encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes&raquo;.<\/p>\n<p>Deus da sala vazia, Deus das igrejas vazias, do p&atilde;o e do vinho que ningu&eacute;m quer. Todavia Deus convida, n&atilde;o obriga. Ele convida n&atilde;o ao trabalho e canseira da vinha, mas da festa. Deus n&atilde;o se desencoraja, encontra sempre novas possibilidades. Deus n&atilde;o quer gente serva, mas que o deixem servir na alegria das n&uacute;pcias.<\/p>\n<p>Deus n&atilde;o se merece, Deus acolhe-se: &laquo;Ent&atilde;o os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados&raquo;.<\/p>\n<p>A par&aacute;bola termina com um drama, o drama da veste nupcial. Aquele homem n&atilde;o era pior que os outros, mas enganou-se acerca do rei. N&atilde;o acredita que fosse poss&iacute;vel a um rei convidar um pobre. O rei n&atilde;o d&aacute; s&oacute; pede, ter&aacute; pensado. &laquo;Enganar-se sobre Deus &eacute; um drama, &eacute; a coisa pior que nos pode acontecer, porque enganamo-nos sobre o mundo, sobre a hist&oacute;ria, sobre o homem e sobre n&oacute;s pr&oacute;prios. Enganamos a vida&raquo;<em> (<\/em>David M. Turoldo).<\/p>\n<p>O que &eacute; o h&aacute;bito nupcial? &Eacute; Cristo, &laquo;revesti-vos de Cristo&raquo;, exorta S. Paulo. Por Cristo, com Cristo, em Cristo &ndash; Doxologia final &ndash; passar a vida a vestir-se e a revestir-se de Cristo, dos seus gestos e dos seus dons.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ad docendum Christi Mysteria.A vida em Cristo<\/em><\/p>\n<ol>\n<li>A vida em Cristo n&atilde;o se ensina, aprende-se e experimenta-se. &Agrave; pergunta dos disc&iacute;pulos &laquo;onde moras?&raquo; Jesus responde &laquo;vinde e vede&raquo; (Jo 1, 38-39). Esta resposta do Mestre continua a ser um convite permanente para a comunica&ccedil;&atilde;o plena e o seguimento definitivo de Cristo.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Alguns imaginam Cristo como o sacramento da salva&ccedil;&atilde;o de todas as pessoas, mas que est&aacute; &ldquo;l&aacute; em cima&rdquo;, e depois a Igreja, outro sacramento, como estando &ldquo;c&aacute; em baixo&rdquo;, e, por fim, os sete sacramentos da Igreja, realizados de vez em quando. A vida em Cristo &eacute; a finalidade da nossa ora&ccedil;&atilde;o e da nossa f&eacute;. &laquo;A vida em Cristo&raquo;, uma express&atilde;o usada com frequ&ecirc;ncia nas cartas paulinas (Fil, 21), tem in&iacute;cio na vida presente e ser&aacute; perfeita na vida futura. &Eacute; Cristo que se une aos homens pelos mist&eacute;rios, comunicando a vida nova.<\/p>\n<p><strong>Caros Armanos i Armanas<\/strong><\/p>\n<p>Pra acabar, deixai que bos fale na buossa lh&eacute;ngua mirandesa; perdonai-me se nun la sei falar tan bien cumo b&oacute;s.<\/p>\n<p>La nobidade de l Eibangeilho renuobe l nuosso cora&ccedil;on pa ls zafios que siempre la bida mos pon.<\/p>\n<p>L Papa Bento XVI lhembrou-lo hai mui pouco tiempo: &laquo; Todos mos damos de cuonta de cumo ye tan perciso que la lhu&ccedil; de Cristo alhumbre cada rincon de l&rsquo;houmanidade: la fam&iacute;lia, la scuola, la cultura, l trabalho, l tiempo lhibre i ls outros campos de la bida social. Num se trata d&rsquo;anunciar ua palabra que mos pon a drumir, mas que mos spechuca, que chama a la cumberson, que torna possible l&nbsp; ancuontro cun El, por quien renace ua nuoba houmanidade&raquo;.<\/p>\n<p>Santa Maria Maior, a quien ye dedicada esta tan guapa casa de Dius, anterceda por todos i mos amostre l caminho pa l Mist&eacute;rio de Cristo; que sou Nino, l de la Cartolica, seia l defensor&nbsp; de las popula&ccedil;ones an todas las oucasiones def&iacute;celes; que El, cun sue Sant&iacute;ssema Mai, mos ancoraije a todos para sermos buonos guardianos i te&ccedil;temunhas de la f&ecirc; crestana que nuossos pais mos&nbsp; trasmit&iacute;run i que muito cuntribui pa l porgresso de la nuossa tierra, de las sues gientes i de la sue cultura.<\/p>\n<p><em>D. Jos&eacute; Manuel Cordeiro, Bispo de Bragan&ccedil;a &#8211; Miranda<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&Eacute; com profunda grande alegria que estou em Miranda do Douro a celebrar convosco a Eucaristia neste Domingo, na oitava da ordena&ccedil;&atilde;o episcopal e in&iacute;cio do minist&eacute;rio pastoral na nossa amada Diocese. Vir a Miranda &eacute; voltar &agrave;s fontes da nossa identidade eclesial e cultural. 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