{"id":53234,"date":"2011-10-06T16:47:18","date_gmt":"2011-10-06T16:47:18","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/10\/06\/homilia-do-bispo-de-portalegre-castelo-branco-no-anuncio-e-convocacao-do-iv-sinodo-diocesano\/"},"modified":"2011-10-06T16:47:18","modified_gmt":"2011-10-06T16:47:18","slug":"homilia-do-bispo-de-portalegre-castelo-branco-no-anuncio-e-convocacao-do-iv-sinodo-diocesano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-portalegre-castelo-branco-no-anuncio-e-convocacao-do-iv-sinodo-diocesano\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Portalegre-Castelo Branco no an\u00fancio e convoca\u00e7\u00e3o do IV S\u00ednodo Diocesano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Os s&iacute;nodos foram, desde os primeiros s&eacute;culos da Igreja, um dos meios pelo qual os Bispos, &ldquo;movidos pela caridade fraterna e pelo zelo da miss&atilde;o universal confiada aos ap&oacute;stolos, uniram as suas for&ccedil;as e vontades para promoverem o bem comum e o de cada uma das Igrejas&rdquo; particulares<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>O Conc&iacute;lio Vaticano II fez votos para que os S&iacute;nodos retomassem &ldquo;novo vigor para se prover mais adequada e eficazmente ao incremento da f&eacute; e &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da disciplina nas v&aacute;rias igrejas, segundo as exig&ecirc;ncias dos tempos&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>Na hist&oacute;ria da Diocese de Portalegre, contamos tr&ecirc;s s&iacute;nodos diocesanos, ocorridos em Agosto de 1589, em Maio de 1622, e em Junho de 1714. Desde que a Diocese de Portalegre integrou a de Castelo Branco, n&atilde;o houve S&iacute;nodos diocesanos. Castelo Branco, nos cem anos em que foi Diocese aut&oacute;noma, tamb&eacute;m n&atilde;o realizou nenhum S&iacute;nodo.<\/p>\n<p>No dia 28 de Janeiro de 2009, em in&iacute;cio das Jornadas de Forma&ccedil;&atilde;o do Clero, realizou-se, durante a manh&atilde;, uma assembleia extraordin&aacute;ria do Clero, em Mem Soares, cujo tema era, sobretudo, a pastoral vocacional. N&atilde;o tardou que se extrapolasse desse para outros sectores da vida da Igreja diocesana, gerando-se a convic&ccedil;&atilde;o de que era urgente ouvir, envolver e empenhar a Diocese para que, do confronto das ideias e do conhecimento das situa&ccedil;&otilde;es, sa&iacute;ssemos todos mais enriquecidos e prontos para descobrir caminhos novos que Deus, atrav&eacute;s do Seu Esp&iacute;rito, nos fosse apontando para se manifestar e se fazer encontrar.<\/p>\n<p>Fazer uma caminhada sinodal?<\/p>\n<p>E por que n&atilde;o se &ldquo;o S&iacute;nodo diocesano &eacute; a assembleia de sacerdotes e de outros fi&eacute;is escolhidos no seio da Igreja particular, que prestam aux&iacute;lio ao Bispo diocesano, para o bem de toda a comunidade diocesana&hellip;?&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>E por que n&atilde;o se os Pastores foram institu&iacute;dos por Cristo para &ldquo;pastorear de tal modo os fi&eacute;is e de tal modo reconhecer os seus servi&ccedil;os e carismas, que todos, cada um segundo o seu modo pr&oacute;prio, cooperem na obra comum&rdquo;?<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>A quest&atilde;o ficou no ar.<\/p>\n<p>Voltou, por&eacute;m, a estar presente na reuni&atilde;o ordin&aacute;ria do Conselho Presbiteral em 17 de Fevereiro seguinte, bem como na reuni&atilde;o ordin&aacute;ria do Conselho Pastoral Diocesano em 21 de Mar&ccedil;o, agora j&aacute; com mais esclarecimentos sobre a natureza, implica&ccedil;&otilde;es, objectivos e import&acirc;ncia de um S&iacute;nodo diocesano. Ia-se percebendo que optar pelo mesmo implicava &ldquo;vencer a tenta&ccedil;&atilde;o de nos limitarmos ao que ainda temos, ou julgamos ter, de nosso e seguro&rdquo;; n&atilde;o aceitar tal desafio &ldquo;seria morrer a prazo, enquanto presen&ccedil;a da Igreja no mundo&rdquo; e seria n&atilde;o perceber os dinamismos do Esp&iacute;rito<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>Tudo parecia, pois, inclinar-se para a concretiza&ccedil;&atilde;o do S&iacute;nodo. Entendemos, por&eacute;m, que a sua realiza&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o, haveria de ser deliberada colegialmente. Assim, em 6 de Junho seguinte, foi convocada uma reuni&atilde;o, extraordin&aacute;ria e conjunta, do Conselho Presbiteral e do Conselho Pastoral Diocesano, tendo como ponto &uacute;nico da agenda decidir, em definitivo, sobre a realiza&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o do S&iacute;nodo. Ap&oacute;s mais alguns esclarecimentos sobre a natureza, finalidade, objectivos, trabalhos e envolvimento de um S&iacute;nodo, procedeu-se &agrave; consulta, em voto secreto, atribuindo voto deliberativo aos membros dos referidos Conselhos. Dos 45 votantes, 41 foram a favor, 4 votaram contra.<\/p>\n<p>Estava decidido. E decidido estava a partir de dentro da pr&oacute;pria Igreja diocesana e n&atilde;o por imposi&ccedil;&atilde;o superior. Agradecemos ao Senhor esta feliz hora. Despedimo-nos, conscientes de que a prepara&ccedil;&atilde;o do S&iacute;nodo seria bem mais importante do que a sua pr&oacute;pria celebra&ccedil;&atilde;o. A primeira e fundamental finalidade deveria ser, sobretudo, a de envolver o maior n&uacute;mero poss&iacute;vel de membros da Diocese numa experi&ecirc;ncia de corresponsabilidade e comunh&atilde;o. S&oacute; assim seria verdadeiramente significativo e poderia trazer frutos para o futuro da Igreja Diocesana que queremos centralizada em Cristo, &ldquo;casa e escola de comunh&atilde;o&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn6\">[6]<\/a>, din&acirc;mica e habit&aacute;vel.<\/p>\n<p>Desde ent&atilde;o, ficou o Director do Secretariado Diocesano da Pastoral, o Senhor C&oacute;nego Bonif&aacute;cio dos Santos Bernardo, indigitado como Presidente da Comiss&atilde;o Pr&eacute;-Sinodal, Comiss&atilde;o que ele constituiria e coordenaria.<\/p>\n<p>Foram mais de dois anos e meio em cuidados e trabalhos, escritos e apelos, reuni&otilde;es e encontros, encontros diocesanos e arciprestais, para al&eacute;m daqueles que os Reverendos P&aacute;rocos e seus colaboradores fizeram a preparar e a sensibilizar a Diocese para o bom &ecirc;xito desta iniciativa comum. Ao chegarmos a este momento, por&eacute;m, sinto-me agradecido para com todos. Agradecido e feliz, desejando que este momento seja um momento privilegiado e fecundo na caminhada desta Igreja que constitu&iacute;mos e nos foi confiada.<\/p>\n<p>Para n&atilde;o me sentir em jejum no conhecimento da realidade diocesana, enquanto esta prepara&ccedil;&atilde;o ia acontecendo tiveram lugar as Visitas Pastorais, com programa&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria e intensa, a todas as par&oacute;quias da Diocese. Favoreceram o encontro com as comunidades e deu para ver, conhecer, contactar, interpelar, ouvir e tentar perceber quem somos.<\/p>\n<p>E quem somos n&oacute;s, afinal? N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil definir. Mas somos uma Diocese do interior deste pa&iacute;s, territorialmente longa e dispersa, cada vez mais desertificada, envelhecida e pobre, a fechar Escolas e Infant&aacute;rios e a abrir Centros de Dia e Lares de Idosos. Somos uma Diocese em que h&aacute; mudan&ccedil;as em permanente altera&ccedil;&atilde;o que afectam a maneira de ser e estar. H&aacute; fen&oacute;menos novos e novas situa&ccedil;&otilde;es que parecem desmoronar condutas assumidas e tidas como seguras. H&aacute; pr&aacute;ticas e costumes a reflectir, perguntas que se advinham e respostas a pensar. H&aacute; sofrimentos encobertos: fam&iacute;lias desfeitas e pessoas destru&iacute;das; outras fam&iacute;lias por fazer, quer pela incerteza do futuro, quer porque n&atilde;o h&aacute; esperan&ccedil;a de autonomia salarial, quer em fuga &agrave;s leis civis por conveni&ecirc;ncia econ&oacute;mica do agregado familiar, quer porque os seus membros n&atilde;o se sentem preparados para assumir compromissos definitivos. H&aacute; estruturas velhas e inadaptadas a consumir energias e paci&ecirc;ncia e que &eacute; preciso deixar cair; h&aacute; outras, sonolentas, a viverem mais numa l&oacute;gica de &ldquo;gest&atilde;o de bens e servi&ccedil;os&rdquo; do que na capacidade de gerar vida e encontro e que &eacute; urgente revitalizar: &ldquo;os servi&ccedil;os n&atilde;o s&atilde;o secund&aacute;rios, mas est&atilde;o em segundo lugar&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p>H&aacute; mem&oacute;ria e manifesta&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s a caminho de outros fins, prestes a perderem o p&eacute; se n&atilde;o chegar adequada e eficaz solicitude pastoral. H&aacute; escassez e envelhecimento do clero com responsabilidades pastorais acrescidas e uma pastoral juvenil, vocacional e familiar a precisarem ainda de mais incremento. H&aacute; desconhecimento do b&aacute;sico da f&eacute; e, por isso, o seu conte&uacute;do, o Evangelho da vida e a ades&atilde;o &agrave; pessoa de Jesus Cristo s&atilde;o muito t&eacute;nues, subjectivas e acomodadas. &ldquo;Para muitos, as grandes certezas da f&eacute; foram substitu&iacute;das por um sentimento religioso vago e pouco comprometido; (&hellip;) assiste-se a uma esp&eacute;cie de interpreta&ccedil;&atilde;o secularista da f&eacute; crist&atilde;, que a corr&oacute;i, suscitando uma profunda crise da consci&ecirc;ncia e da pr&aacute;tica da moral crist&atilde;&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn8\">[8]<\/a>. Nestas circunst&acirc;ncias, a f&eacute; cat&oacute;lica muito dificilmente &ldquo;poder&aacute; tocar os cora&ccedil;&otilde;es gra&ccedil;as a simples discursos ou apelos morais e menos ainda a gen&eacute;ricos apelos aos valores crist&atilde;os. O apelo corajoso e integral aos princ&iacute;pios &eacute; essencial e indispens&aacute;vel; a mera enuncia&ccedil;&atilde;o da mensagem n&atilde;o chega ao mais fundo do cora&ccedil;&atilde;o da pessoa, n&atilde;o toca a sua liberdade, n&atilde;o muda a vida&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p>Enfim!&#8230; No meio de toda a riqueza e valores que caracterizam a boa e diversificada gente desta Diocese, n&atilde;o somos imperme&aacute;veis aos ventos serenos ou tempestuosos da hist&oacute;ria e aos seus respectivos caldos culturais. E se a cultura que nos envolve, segundo o olhar de Jo&atilde;o Paulo II &ldquo;d&aacute; a impress&atilde;o de ser uma &ldquo;apostasia silenciosa&rdquo; por parte do homem auto-suficiente, que vive como se Deus n&atilde;o existisse&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn10\">[10]<\/a>, o desafio da &ldquo;nova evangeliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; torna-se muito maior, mais aliciante e provocador. &ldquo;Exige a presen&ccedil;a de cat&oacute;licos adultos na f&eacute; e de comunidades crist&atilde;s mission&aacute;rias&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn11\">[11]<\/a>. &ldquo;Exige evangelizadores cred&iacute;veis, cuja vida, em sintonia com a cruz e a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo, irradie a beleza do Evangelho&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn12\">[12]<\/a>, leve &agrave; &ldquo;purifica&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn13\">[13]<\/a> e seja capaz de promover &ldquo;uma f&eacute; mais pessoal e adulta, esclarecida e convicta&rdquo;.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn14\">[14]<\/a> Tudo isto ser&aacute; poss&iacute;vel com &ldquo;novo ardor, novos m&eacute;todos e nova linguagem&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn15\">[15]<\/a>, sem extinguir o Esp&iacute;rito<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn16\">[16]<\/a>, sem apagar a chama que ainda fumega<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn17\">[17]<\/a>, em &ldquo;s&oacute;lida fidelidade ao pr&oacute;prio Evangelho&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn18\">[18]<\/a>. Sim, &eacute; urgente dar raz&otilde;es da nossa f&eacute; e da nossa esperan&ccedil;a, em fidelidade a Cristo e aos homens, objectivos fundacionais que n&atilde;o se podem esquecer, substituir ou minimizar. Cristo tem de ser anunciado a todos com confian&ccedil;a e &ldquo;sem nunca esconder as exig&ecirc;ncias mais radicais da mensagem evang&eacute;lica&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn19\">[19]<\/a>. Bento XVI recorda-nos que &ldquo;os crist&atilde;os devem aprender de novo, no contexto dos seus conhecimentos e experi&ecirc;ncias, em que consiste verdadeiramente a sua esperan&ccedil;a, o que &eacute; que temos para oferecer ao mundo e, ao contr&aacute;rio, o que &eacute; que n&atilde;o podemos oferecer&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn20\">[20]<\/a>. E h&aacute; muita coisa que nos &eacute; pedida e alguma n&atilde;o podemos oferecer sem trair a miss&atilde;o, onerar a consci&ecirc;ncia e gerar confus&atilde;o. S&oacute; a Verdade nos libertar&aacute;, levando-nos a reavivar o dom que est&aacute;s em n&oacute;s<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn21\">[21]<\/a>, esse dom gratuito que pela ac&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito nos leva a participar no projecto de Deus, com coragem, amor e sabedoria, garantindo o discernimento sobre o testemunho de Jesus Cristo e como concretiz&aacute;-lo dentro de novas situa&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas.<\/p>\n<p>N&atilde;o s&oacute;, mas tamb&eacute;m por isso, &eacute; que temos de avaliar o nosso desempenho: pesar o que somos, como vivemos e anunciamos Aquele que &eacute; o princ&iacute;pio e o fundamento da hist&oacute;ria do homem e do mundo. Temos de nos perguntar sobre que &ldquo;fantasia da caridade&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn22\">[22]<\/a> &eacute; a nossa, face ao cen&aacute;rio das m&uacute;ltiplas formas de pobreza que nos rodeiam. A &ldquo;mensagem crist&atilde; n&atilde;o afasta os homens da tarefa de construir o mundo, nem os leva a desatender o bem dos seus semelhantes, mas, antes, os obriga ainda mais a realizar essas actividades&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn23\">[23]<\/a>.<\/p>\n<p>Mas o que &eacute; que constatamos? Se, na verdade, &ldquo;o amor de Deus se revela na responsabilidade pelo outro&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn24\">[24]<\/a>, constatamos, no entanto, que &ldquo;a sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas n&atilde;o nos faz irm&atilde;os&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn25\">[25]<\/a>. Mas &eacute; a constru&ccedil;&atilde;o desta fraternidade universal alicer&ccedil;ada em Cristo e numa &ldquo;espiritualidade de comunh&atilde;o&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn26\">[26]<\/a> que nos deve dinamizar e ocupar, come&ccedil;ando por n&oacute;s, pelas nossas par&oacute;quias e Diocese, onde o conhecimento da Palavra de Deus e a recep&ccedil;&atilde;o do Conc&iacute;lio Vaticano II e dos Documentos do Magist&eacute;rio da Igreja devem continuar a crescer.<\/p>\n<p>Na Visita ad Limina que os Bispos portugueses fizeram em 2007, Bento XVI apelou &agrave; necessidade de construirmos caminhos de comunh&atilde;o. &ldquo;&Eacute; preciso &ndash; dizia Sua Santidade &#8211; mudar o estilo de organiza&ccedil;&atilde;o da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros para se ter uma Igreja ao ritmo do Conc&iacute;lio Vaticano II, na qual esteja bem estabelecida a fun&ccedil;&atilde;o do clero e do laicado, tendo em conta que todos somos um, desde quando fomos baptizados e integrados na fam&iacute;lia dos filhos de Deus, e todos somos correspons&aacute;veis pelo crescimento da Igreja&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn27\">[27]<\/a>. E na sua Visita a Portugal, lembrando que &ldquo;os tempos que vivemos exigem um novo vigor mission&aacute;rio dos crist&atilde;os chamados a formar um laicado maduro, identificado com a Igreja, solid&aacute;rio com a complexa transforma&ccedil;&atilde;o do mundo&rdquo;, acentuou a necessidade de oferecermos &ldquo;a todos os fi&eacute;is uma inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde; exigente e atractiva, comunicadora da integridade da f&eacute; e da espiritualidade radicada no Evangelho, formadora de agentes livres no meio da vida p&uacute;blica&rdquo;.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn28\">[28]<\/a><\/p>\n<p>E &eacute; assim, com estes e outros desafios entre m&atilde;os, que continuamos em busca de pistas de ac&ccedil;&atilde;o, agora atrav&eacute;s do S&iacute;nodo Diocesano, come&ccedil;ando por pedir a colabora&ccedil;&atilde;o de todos os de boa vontade para a escolha da tem&aacute;tica a reflectir. Tendo-se adoptado uma estrat&eacute;gia de an&aacute;lise extensiva feita atrav&eacute;s de uma amostra aleat&oacute;ria simples em que foram distribu&iacute;dos 75 mil inqu&eacute;ritos com aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio a preencher durante o m&ecirc;s de Maio passado pr&oacute;ximo, foram recolhidos 15.414 desses inqu&eacute;ritos para medir a opini&atilde;o dos diocesanos sobre os temas a reflectir durante a caminhada sinodal. Conclu&iacute;da a recolha, procedeu-se ao tratamento estat&iacute;stico dos resultados, &agrave; an&aacute;lise factorial, &agrave; sua respectiva interpreta&ccedil;&atilde;o e &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o da tem&aacute;tica a abordar, respeitando a maior incid&ecirc;ncia das respostas ao Inqu&eacute;rito. Escolhidos os temas mais votados, a Comiss&atilde;o Pr&eacute;-Sinodal, embora fiel &agrave; sondagem, inverteu a ordem e apontou como mais conveniente para este primeiro ano sinodal &#8211; &ldquo;Evangeliza&ccedil;&atilde;o e Igreja no mundo&rdquo;.<\/p>\n<p>Confiantes e implorando sempre o aux&iacute;lio do Divino Esp&iacute;rito Santo, protagonista da evangeliza&ccedil;&atilde;o, vamos partir, com humildade e coragem para ver, julgar e ousar novos caminhos de evangeliza&ccedil;&atilde;o, atendendo &agrave; nossa realidade concreta, de pessoas concretas e com problemas concretos, dentro da qual somos chamados a incarnar e a viver hoje, com o encanto e a convic&ccedil;&atilde;o dos mission&aacute;rios da primeira hora, o an&uacute;ncio da Boa Nova de Jesus Cristo, que, mais do que programas e tarefa, &eacute; paix&atilde;o e vida, despojamento e servi&ccedil;o, testemunho e diaconia libertadora, &ldquo;a partir de Cristo, com Cristo, como Cristo&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn29\">[29]<\/a>.<\/p>\n<p>A cena do lava-p&eacute;s, que recordamos, &eacute; um gesto natural e aut&ecirc;ntico. N&atilde;o &eacute; uma li&ccedil;&atilde;o de solidariedade humana. N&atilde;o &eacute; um gesto de quem quer dar o exemplo. N&atilde;o &eacute; uma li&ccedil;&atilde;o de moral. N&atilde;o &eacute; uma cena teatral ou fingida. Porque &eacute; um gesto natural e aut&ecirc;ntico, torna-se, na verdade, um gesto exemplar e solid&aacute;rio, mas &eacute;, sobretudo, a revela&ccedil;&atilde;o de um mist&eacute;rio, o mist&eacute;rio da humildade de Deus, do seu infinito poder, do poder espiritual de inclinar-se livremente diante do mais pequeno e precisado, do poder de amar em total aniquilamento de si pr&oacute;prio<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn30\">[30]<\/a>. &Eacute; a sabedoria da cruz, que cont&eacute;m em si uma projec&ccedil;&atilde;o universal para todos os crist&atilde;os, em todos os tempos e lugares. Tamb&eacute;m para n&oacute;s, mesmo que a virtude da humildade possa n&atilde;o estar muito em voga. &ldquo;Os disc&iacute;pulos do Senhor sabem que esta virtude &eacute;, por assim dizer, o &oacute;leo que torna fecundos os processos de di&aacute;logo, poss&iacute;vel a colabora&ccedil;&atilde;o e cordial a unidade. <em>Humilitas<\/em>, a palavra latina donde deriva &laquo;humildade&raquo;, tem a ver com <em>humus<\/em>, isto &eacute;, com a ader&ecirc;ncia &agrave; terra, &agrave; realidade. As pessoas humildes vivem com ambos os p&eacute;s na terra; mas sobretudo escutam Cristo, a Palavra de Deus, que ininterruptamente renova a Igreja e cada um dos seus membros&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn31\">[31]<\/a>.<\/p>\n<p>Caros diocesanos, Presb&iacute;teros e Di&aacute;conos, Membros da Vida Consagrada e Agentes da Pastoral, todo o Povo de Deus: ao anunciar-vos que o S&iacute;nodo est&aacute; em marcha, com os temas escolhidos, as Comiss&otilde;es indigitadas e outras iniciativas em vista, convoco-os a todos para que se insiram nesta caminhada de f&eacute; e de responsabilidade eclesial, com interesse, alegria e esperan&ccedil;a. N&atilde;o sois nem queremos que sejais mero objecto da nossa solicitude pastoral. Precisamos de v&oacute;s tal como sois, isto &eacute;, &ldquo;protagonistas e art&iacute;fices da renova&ccedil;&atilde;o da Igreja&rdquo; Diocesana<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn32\">[32]<\/a>, escutando, participando na reflex&atilde;o e no debate, fazendo circular ideias, tomando iniciativas que despertem e animem os mais distra&iacute;dos ou alheios. Que ningu&eacute;m fique &agrave; margem. Que os grupos de reflex&atilde;o se multipliquem, manifestem presen&ccedil;a e colabora&ccedil;&atilde;o, fa&ccedil;am chegar as suas reflex&otilde;es e propostas para se elaborar o documento de trabalho para as Assembleias Sinodais.<\/p>\n<p>Que os Agentes de Pastoral, a quem a Diocese tanto deve, renovem a sua capacidade de estimular, animar, acolher, provocar o debate e ouvir os outros, sem ideias preconcebidas ou conclus&otilde;es feitas. Sem se julgarem &ldquo;peritos de religi&atilde;o&rdquo; nem se acomodarem &agrave; &ldquo;religiosidade rotineira&rdquo; ao ponto de &ldquo;Deus j&aacute; n&atilde;o inquietar&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn33\">[33]<\/a>. Escancarar as portas para ouvir, n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, mas &eacute; necess&aacute;rio. Implica convers&atilde;o. Implica n&atilde;o se julgar dono da verdade nem com o monop&oacute;lio do Esp&iacute;rito Santo. Como afirmava S. Bento, &ldquo;&Eacute; frequente o Senhor inspirar a um mais jovem um parecer melhor.&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn34\">[34]<\/a> E a pastoral de que precisamos n&atilde;o ser&aacute;, na verdade, como afirma o Cardeal Walter Kasper, fazer o melhor que se pode aquilo que sempre se fez<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn35\">[35]<\/a>. Exige aten&ccedil;&atilde;o aos sinais, criatividade, compet&ecirc;ncia, paix&atilde;o e ousadia.<\/p>\n<p>Que os Meios de Comunica&ccedil;&atilde;o Social afectos &agrave; Igreja abracem esta causa, com qualidade, beleza e arte, em servi&ccedil;o &agrave; Diocese na din&acirc;mica do S&iacute;nodo. Aos outros &oacute;rg&atilde;os de Comunica&ccedil;&atilde;o Social agrade&ccedil;o o empenhamento e dedica&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m manifestado e que, com certeza, continuar&atilde;o a manifestar.<\/p>\n<p>Que as comunidades sejam, na verdade, criativas e consigam envolver as pessoas de todas as idades e estados, cientes de que h&aacute; muitas maneiras de participar e de mostrar sentido de corresponsabilidade e comunh&atilde;o. Busquemos a for&ccedil;a nos momentos de ora&ccedil;&atilde;o, pessoais e comunit&aacute;rios, incluindo a Adora&ccedil;&atilde;o ao SS. Sacramento com crian&ccedil;as, jovens, adultos, fam&iacute;lias, grupos, movimentos e as pr&oacute;prias Comunidades. &ldquo;&Eacute; urgente saber aproveitar todas as oportunidades, mas tamb&eacute;m saber provoc&aacute;-las, e lan&ccedil;ar m&atilde;o das capacidades e aptid&otilde;es, mas tamb&eacute;m saber cultiv&aacute;-las, para oferecer o Evangelho ao nosso mundo. Neste dom&iacute;nio, as crian&ccedil;as e os jovens, quando devidamente preparados e estimulados, parecem particularmente aptos para criar rela&ccedil;&otilde;es de simpatia e de acolhimento, de modo a saberem dar o Evangelho juntamente com a sua pr&oacute;pria vida, estabelecendo rela&ccedil;&otilde;es significativas com as pessoas que frequentam a Igreja, com as que est&atilde;o &ldquo;&agrave; porta&rdquo;, e tamb&eacute;m no caminho ou na estrada. Neste sentido, as crian&ccedil;as e os jovens podem tornar-se os mais eficazes evangelizadores das crian&ccedil;as e dos jovens, mas tamb&eacute;m dos adultos e dos idosos, dado o seu interesse pelos outros e por tudo o que &eacute; novo&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn36\">[36]<\/a>.<\/p>\n<p>No entardecer do S&iacute;nodo, daqui a uns breves anos, fruto do trabalho e do empenho de todos, poderemos, por certo, estabelecer linhas program&aacute;ticas de ac&ccedil;&atilde;o para crescermos na santidade, melhor anunciarmos o Evangelho, formarmos comunidades crist&atilde;s mais adultas e cumprirmos mais diligentemente a parte que nos &ldquo;compete na clarifica&ccedil;&atilde;o, defesa e recta aplica&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios crist&atilde;os aos problemas do nosso tempo&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn37\">[37]<\/a>.<\/p>\n<p>Que o Senhor nos d&ecirc; &ldquo;a for&ccedil;a da comunh&atilde;o na diversidade, a alegria da harmonia nos projectos, a ousadia da esperan&ccedil;a no confronto da hist&oacute;ria&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftn38\">[38]<\/a>.<\/p>\n<p>Que Santo Ant&oacute;nio, Padroeiro da Diocese, e Maria, M&atilde;e de Deus e nossa M&atilde;e, intercedam por n&oacute;s e nos ajudem a discernir os melhores caminhos a seguir, com humildade e esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>D. Antonino Eug&eacute;nio Fernandes Dias<br \/>Bispo de Portalegre-Castelo Branco<br \/>05\/10\/2011<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr size=\"1\" \/>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref1\">[1]<\/a> Conc&iacute;lio Vaticano II, Decreto <em>Christus Dominus<\/em> (CD), 36.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref2\">[2]<\/a> Idem.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref3\">[3]<\/a> C&oacute;digo de Direito Can&oacute;nico, c&acirc;n. 460.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref4\">[4]<\/a> Conc&iacute;lio Vaticano II, Constitui&ccedil;&atilde;o Dogm&aacute;tica <em>L&uacute;men Gentium (LG),<\/em> 30.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref5\">[5]<\/a> Bento XVI, no Porto, 14\/05\/2010.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref6\">[6]<\/a> Jo&atilde;o Paulo II, Carta Apost&oacute;lica <em>Novo Millennio Ineunte<\/em> (NMI), 43.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref7\">[7]<\/a> Alphonse Borras\/Gilles Routhier, <em>A Nova Par&oacute;quia<\/em>, Ed. Gr&aacute;fica de Coimbra 2, 135.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref8\">[8]<\/a> Jo&atilde;o Paulo II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica P&oacute;s-Sinodal <em>Ecclesia in Europa <\/em>(EinE) 47; cf. Carta Enc&iacute;clica <em>Redemptoris Missio,<\/em> 33.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref9\">[9]<\/a> Bento XVI no encontro com os Bispos, em F&aacute;tima, 13\/05\/2010.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref10\">[10]<\/a> EinE, 9.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref11\">[11]<\/a> Idem, 50.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref12\">[12]<\/a> Idem, 49.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref13\">[13]<\/a> NMI, 6.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref14\">[14]<\/a> EinE, 50.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref15\">[15]<\/a> Jo&atilde;o Paulo II, Discurso &agrave; 19&ordf; Ass. Plen&aacute;ria da CELAM, no Haiti, 9\/03\/1983.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref16\">[16]<\/a> ITes 5, 19-21.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref17\">[17]<\/a> Is 42, 3.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref18\">[18]<\/a> EinE, 48.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref19\">[19]<\/a> NMI, 40.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref20\">[20]<\/a> Bento XVI, Carta Enc&iacute;clica <em>Spe Salvi<\/em> (SpS), 22.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref21\">[21]<\/a> 2Tim 1, 6-8.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref22\">[22]<\/a> NMI, 50.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref23\">[23]<\/a> Conc&iacute;lio Vaticano II, Constitui&ccedil;&atilde;o Dogm&aacute;tica <em>Gaudium et Spes<\/em> (GS), 34.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref24\">[24]<\/a> SpS, 28.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref25\">[25]<\/a> Bento XVI, Carta Enc&iacute;clica <em>Caritas in Veritate<\/em>, 19<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref26\">[26]<\/a> NMI, 43<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref27\">[27]<\/a> Bento XVI na visita ad Limina dos Bispos Portugueses, 10\/11\/2007.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref28\">[28]<\/a> Bento XVI no Encontro com os Bispos, F&aacute;tima, 13\/05\/2010.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref29\">[29]<\/a> Carta Pastoral da CEP, <em>Como Eu vos fiz, fazei v&oacute;s tamb&eacute;m &ndash; para um rosto mission&aacute;rio da Igreja em Portual<\/em>, 2010, 14<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref30\">[30]<\/a> Cf. Fran&ccedil;ois Varillon, SJ, <em>A P&aacute;scoa de Jesus<\/em>, Ed. AO, Braga, p&aacute;g. 48-49.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref31\">[31]<\/a> Bento XVI, Aeroporto de Friburgo, 25\/09\/2011.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref32\">[32]<\/a> Jo&atilde;o Paulo II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica P&oacute;s-Sinodal <em>Christifideles Laici<\/em> (ChFL), 46.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref33\">[33]<\/a> Bento XVI, Aeroporto de Friburgo, 25\/09\/2011.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref34\">[34]<\/a> Cita&ccedil;&atilde;o de Jo&atilde;o Paulo II em NMI, 45.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref35\">[35]<\/a> Cf. Walter Kasper, <em>Servidores da Alegria<\/em>, Ed. Loyola, 2008.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref36\">[36]<\/a> Carta Pastoral da CEP, <em>Como Eu vos fiz, fazei v&oacute;s tamb&eacute;m &ndash; para um rosto mission&aacute;rio da Igreja em Portugal<\/em>, 2010, 26<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref37\">[37]<\/a> Conc&iacute;lio Vaticano II, Decreto <em>Apostolicam Actuositatem,<\/em> 6.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Luis Filipe Santos\/Downloads\/SINODO-ABERTURA.doc#_ftnref38\">[38]<\/a> Ora&ccedil;&atilde;o Sinodal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os s&iacute;nodos foram, desde os primeiros s&eacute;culos da Igreja, um dos meios pelo qual os Bispos, &ldquo;movidos pela caridade fraterna e pelo zelo da miss&atilde;o universal confiada aos ap&oacute;stolos, uniram as suas for&ccedil;as e vontades para promoverem o bem comum e o de cada uma das Igrejas&rdquo; particulares[1]. 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