{"id":53194,"date":"2011-10-04T10:38:07","date_gmt":"2011-10-04T10:38:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/10\/04\/beatriz-da-silva-fundadora-pioneira-e-paladina-de-um-cristianismo-tambem-de-rosto-feminino\/"},"modified":"2011-10-04T10:38:07","modified_gmt":"2011-10-04T10:38:07","slug":"beatriz-da-silva-fundadora-pioneira-e-paladina-de-um-cristianismo-tambem-de-rosto-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/beatriz-da-silva-fundadora-pioneira-e-paladina-de-um-cristianismo-tambem-de-rosto-feminino\/","title":{"rendered":"Beatriz da Silva, fundadora pioneira e paladina de um cristianismo tamb\u00e9m de rosto feminino"},"content":{"rendered":"<p>Fundou-se h\u00e1 500 anos a \u00fanica ordem contemplativa portuguesa &#8211; Ordem da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o \u2013 500 anos <!--more--> <\/p>\n<p>As ordens religiosas foram muitas vezes, contrariamente &agrave; opini&atilde;o comum, espa&ccedil;os de iniciativa, de empreendedorismo e de liberdade para o universo feminino em contextos e tempos marcados por uma mentalidade social dominada pelos valores e pela lideran&ccedil;a do universo masculino.<\/p>\n<p>No desaguar da Idade M&eacute;dia e com o dealbar da &Eacute;poca Moderna acentuou-se uma tend&ecirc;ncia cultural e civilizacional tardo-medievial no Ocidente crist&atilde;o que desconfiava do g&eacute;nero feminino, que o desconsiderava em rela&ccedil;&atilde;o a uma vis&atilde;o que estabelecia a preponder&acirc;ncia do homem e do seu valor considerado superior. Uma teologia do pecado original, conforme narra a hist&oacute;ria-met&aacute;fora do G&eacute;nesis, que fazia recair na alegada fraqueza e fragilidade feminina, a responsabilidade toda pela queda que levaria &agrave; expuls&atilde;o do primeiro casal humano do para&iacute;so, tendeu a estabelecer um imagin&aacute;rio negativo, atingindo at&eacute; foros de mitifica&ccedil;&atilde;o em torno da Mulher. Como bem demonstrou R&eacute;gine Pernoud na sua obra sobre o <em>Mito da Idade M&eacute;dia<\/em>, a mulher medieval detinha mais espa&ccedil;o de protagonismo, de lideran&ccedil;a para afirmar dignidade pr&oacute;pria, prerrogativas que veio progressivamente a perder &agrave; medida que se caminhou em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; emerg&ecirc;ncia de um novo horizonte de compreens&atilde;o do mundo e da sociedade na Modernidade.&nbsp;<\/p>\n<p>Desde o s&eacute;culo XV at&eacute; sensivelmente ao S&eacute;culo das Luzes afirma-se na Europa uma cultura cada vez mais masculinizante que arreda a mulher da esfera p&uacute;blica, como se de uma esp&eacute;cie demon&iacute;aca perigosa se tratasse. As mulheres passam cada vez mais a ser confinadas na esfera privada, no lar e noutros espa&ccedil;os reservados, como n&oacute;s procur&aacute;mos demonstrar na obra escrita com Isabel Mor&aacute;n Cabanas sobre <em>O Padre Ant&oacute;nio Vieira e as Mulheres: O mito barroco do Universo Feminino<\/em>.<\/p>\n<p>Foi neste contexto marcado por uma moral social em que &agrave; mulher era retirado qualquer espa&ccedil;o de decis&atilde;o, nem sequer na escolha de quem deveriam amar para constituir fam&iacute;lia crist&atilde; (direito de prefer&ecirc;ncia reservado aos pais e em que os maridos detinham todo o poder sobre as suas esposas), que&nbsp; ocorre a chamada &ldquo;Querela das Mulheres&rdquo; na Modernidade. Embora tenha sido uma revolta de algum modo silenciosa, a Querela das Mulheres assumiu formas de rea&ccedil;&atilde;o da parte de mulheres da elite nobili&aacute;rquica com instru&ccedil;&atilde;o e cultura capaz de oferecer olhar cr&iacute;tico sobre a realidade e sobre maneiras de pensar o seu pr&oacute;prio destino para al&eacute;m do <em>statu quo<\/em> que lhe era imposto. A vida mon&aacute;stica tornou-se, com efeito, um desses espa&ccedil;os poss&iacute;veis de afirma&ccedil;&atilde;o do desejo de liberdade e de inconformismo de muitas mulheres que n&atilde;o aceitavam o jugo imposto e n&atilde;o escolhido livremente, do elemento masculino.<\/p>\n<p>Neste interessante contexto de transi&ccedil;&atilde;o moderna, se pode relevar a import&acirc;ncia e o significado extraordin&aacute;rio de uma mulher forte de origem portuguesa que quis afrontar os c&acirc;nones sociais e mentais ib&eacute;ricos do tempo e encontrar um espa&ccedil;o de protagonismo e de liberdade interior.<\/p>\n<p>Trata-se de D. Beatriz da Silva, nascida por volta do 1437 em Campo Maior, filha do nobre Rui Gomes da Silva que era Alcaide-Mor daquela vila portuguesa e conselheiro do Rei D. Duarte, tendo como m&atilde;e, D. Isabel de Menezes, filha natural de D. Pedro de Menezes, 1&ordm; Conde de Vila Real. A sua forma&ccedil;&atilde;o ser&aacute; muito influenciada pelos franciscanos com quem a fam&iacute;lia tinha rela&ccedil;&otilde;es privilegiadas, em particular com Frei Amador da Silva que veio a fundar o novo convento franciscano de Santo Ant&oacute;nio de Campo Maior.<\/p>\n<p>A celebra&ccedil;&atilde;o do casamento entre a portuguesa D. Isabel, filha de D. Isabel e do infante D. Jo&atilde;o e prima de D. Afonso V, com o Rei D. Jo&atilde;o II de Castela e Le&atilde;o, conduz D. Beatriz &agrave; corte espanhola, fazendo parte do s&eacute;quito real como dama de companhia da novel rainha, que passa a acompanhar nos tr&acirc;nsitos da corte castelhana. D. Beatriz ganha grande destaque na corte pela sua formosura, car&aacute;cter forte e pela sua extraordin&aacute;ria cultura, sendo intensamente disputada por v&aacute;rios pretendentes, cujos pedidos de casamento recusa sempre. Ao tornar-se o centro das aten&ccedil;&otilde;es, ganha o ci&uacute;me e a inveja da rainha que teria chegado a tal ponto de a encerrar num cofre durante alguns dias.<\/p>\n<p>&Eacute; neste ambiente de disputa e intriga cortes&atilde; e num contexto micro-social em que D. Beatriz toma contato com experi&ecirc;ncias de subjuga&ccedil;&atilde;o e viol&ecirc;ncia sobre mulheres em situa&ccedil;&atilde;o matrimonial, que decide fazer voto de virgindade e seguir vida consagrada e de reclus&atilde;o mon&aacute;stica no Mosteiro de S&atilde;o Domingos de Monjas Dominicanas em Toledo. Com catorze anos de Idade passa a viver nesta comunidade mon&aacute;stica em regime de semi-reclus&atilde;o, dedicando-se &agrave; ora&ccedil;&atilde;o, &agrave; solidariedade e tamb&eacute;m exercendo a&ccedil;&otilde;es de mecenato. Rapidamente ganha fama de santidade e modelo de vida espiritual, atraindo a aten&ccedil;&atilde;o quer da rainha Isabel, a Cat&oacute;lica, filha do falecido rei D. Jo&atilde;o II e da sua mulher portuguesa do mesmo nome, que a visita e apoia no seu ide&aacute;rio.<\/p>\n<p>V&aacute;rias donzelas s&atilde;o atra&iacute;das pelo seu modelo de vida e formam pouco a pouco comunidade em torno de Beatriz, vindo a fundar uma nova experi&ecirc;ncia de vida espiritual e de caridade chamada &agrave; &eacute;poca de Beat&eacute;rio numa depend&ecirc;ncia dos Pal&aacute;cios de Galina concedida para o efeito pela Rainha de Castela.<\/p>\n<p>&Eacute; a partir deste primeiro n&uacute;cleo &#8211; em que D. Beatriz, j&aacute; com fama de santa, e as suas doze disc&iacute;pulas ganham ali o seu espa&ccedil;o de liberdade espiritual e prest&iacute;gio social &#8211; que surge o empenho de formar um novo mosteiro feminino com regra pr&oacute;pria. &Eacute; esta a pr&eacute;-hist&oacute;ria da Ordem da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A partir do 1489, sucedem-se v&aacute;rios pedidos apresentados junto da Santa S&eacute;, com o patroc&iacute;nio empenhado da poderosa Rainha D. Isabel, para que esta experi&ecirc;ncia de vida religiosa seja reconhecida e canonicamente institucionalizada.<\/p>\n<p>D. Beatriz idealiza uma nova comunidade mon&aacute;stica, tendo por modelo a Virgem Maria, que teria concebido o Filho de Deus de maneira imaculada e livre das culpas originais do para&iacute;so perdido que reca&iacute;am sobre ela enquanto mulher. Do ponto de vista lit&uacute;rgico, espiritual, organizacional e jur&iacute;dico planeia a constitui&ccedil;&atilde;o de um mosteiro que far&aacute; nascer uma ordem feminina com autonomia, com prerrogativas pr&oacute;prias e liberdade de escolhas, afrontando uma tend&ecirc;ncia de fazer depender as funda&ccedil;&otilde;es mon&aacute;sticas femininas das regras e ordens masculinas.<\/p>\n<p>N&atilde;o deixa de ser significativo que Beatriz da Silva queira erguer como modelo espiritual a mulher perfeita, a m&atilde;e de Deus, para alicerce da sua espiritualidade e vida comunit&aacute;ria. A sua ordem constitui-se num tempo marcado dentro da Igreja pelo debate em torno da afirma&ccedil;&atilde;o da verdade teol&oacute;gica da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o &#8211; muito defendido pelos te&oacute;logos franciscanos contra uma resist&ecirc;ncia argumentativa liderada pelos intelectuais dominicanos &#8211; que dava a Maria, m&atilde;e de Cristo, um estatuto de supera&ccedil;&atilde;o plena da culpa feminina pela oferta do Redentor &agrave; humanidade deca&iacute;da. &nbsp;<\/p>\n<p>Beatriz alcan&ccedil;a, em 1489, uma primeira aprova&ccedil;&atilde;o papal para a sua comunidade mon&aacute;stica atrav&eacute;s da bula <em>Inter Universa<\/em> do papa Inoc&ecirc;ncio VIII, com prerrogativas de autonomia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s Ordens Medicante quer a Dominicana quer a Franciscan, preferindo antes ficar inicialmente na al&ccedil;ada da regra de Cister que lhe dava mais liberdade de a&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma.<\/p>\n<p>N&atilde;o foi pac&iacute;fica o perfil idealizado, por parte de Beatriz da Silva, de uma comunidade mon&aacute;stica de lideran&ccedil;a feminina, cuja abadessa tivesse compet&ecirc;ncias que lembram prerrogativas exercidas por outras grandes monjas medievais como Santa Hildegarda de Bingen. A fundadora portuguesa pretendia alicer&ccedil;ar em Toledo uma nova Ordem contemplativa que dependesse n&atilde;o de um Superior de uma Ordem Masculina, mas do Ordin&aacute;rio diocesano, o Bispo de Toledo e depois do Papa, em paridade com o que acontecia com outros superiores maiores masculinos.&nbsp; Queria ter liberdade de escolha dos conselheiros espirituais e confessores, ter toda a autoridade e decis&atilde;o no espa&ccedil;o do seu mosteiro: controlo de entradas e sa&iacute;das, defini&ccedil;&atilde;o de regimentos internos, poder oficiar uma liturgia pr&oacute;pria inspirada na espiritualidade imaculista e concecionista mariana em dias festivos e solenes pr&oacute;prios. O modelo de vida deveria ser a figura sagrada feminino da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o e o espa&ccedil;o reservado e controlado sumamente pelas mulheres que ali consagravam a sua liberdade, corpo e alma, a Deus atrav&eacute;s de Sua m&atilde;e, Nossa Senhora, caminho modelar e inspirador da possibilidade de afirma&ccedil;&atilde;o e perfei&ccedil;&atilde;o crist&atilde; no feminino.<\/p>\n<p>A negocia&ccedil;&atilde;o e defini&ccedil;&atilde;o do perfil da nova ordem sonhada por Beatriz foi morosa. S&oacute; anos depois da sua morte, ocorrida em 1492, a Ordem da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o obteve a t&atilde;o aguardada bula fundacional <em>Ad Statum Prosperum<\/em> no ano de 1511 com a assinatura do papa J&uacute;lio II, marcada pelo timbre imaculista da espiritualidade franciscana ligada &agrave; exalta&ccedil;&atilde;o da concei&ccedil;&atilde;o virginal de Nossa Senhora. A Ordem, cuja funda&ccedil;&atilde;o sempre foi atribu&iacute;da a Santa Beatriz da Silva, conheceu o grande per&iacute;odo de expans&atilde;o nos s&eacute;culos XVI e XVII, em que multiplica cerca de uma centena de mosteiros&nbsp; pela Europa cat&oacute;lica e Am&eacute;rica espanhola, onde &eacute; pioneira na funda&ccedil;&atilde;o de mosteiros femininos.<\/p>\n<p>Depois das vicissitudes que sofreram as ordens mon&aacute;sticas a partir do Iluminismo e com os processos persecut&oacute;rios de car&aacute;cter pol&iacute;tico e ideol&oacute;gico sofridos durante o s&eacute;culo XIX e primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX marcado pela emerg&ecirc;ncia do laicismo e do liberalismo, tem-se assistido nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas a um novo florescimentos dos mosteiros da Ordem da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o tanto na Europa como fora do velho continente crist&atilde;o, nomeadamente na Am&eacute;rica Latina. S&oacute; no Brasil existem 18 mosteiros desta ordem. Em Portugal, existem duas comunidades refundadas no s&eacute;culo XX. Uma em Campo Maior e outra perto de Viseu na Quinta do Viso.<\/p>\n<p>O s&eacute;culo XXI, que alguns te&oacute;logos anunciaram como o s&eacute;culo do ressurgimento do misticismo e da vida espiritual, est&aacute; a ser o da afirma&ccedil;&atilde;o plena do lugar e do papel da mulher na sociedade como uma realidade cada vez mais vis&iacute;vel, ultrapassando s&eacute;culos de invisibilidade na esfera p&uacute;blica. Hoje, pois, o projeto que estrutura o ide&aacute;rio fundacional de Santa Beatriz que cria a &uacute;nica grande ordem contemplativa portuguesa e inspirar&aacute;, mais tarde, outras funda&ccedil;&otilde;es como a Congrega&ccedil;&atilde;o das Irm&atilde;s Concepcionistas ao Servi&ccedil;o dos Pobres, n&atilde;o pode deixar de ser relevado do ponto de vista cultural, social e espiritual no plano largo da a&ccedil;&atilde;o dos grandes protagonistas da Hist&oacute;ria Portuguesa na sua articula&ccedil;&atilde;o com a hist&oacute;ria ib&eacute;rica e internacional.<\/p>\n<p>Uma mulher quis ser livre e realizou-se atrav&eacute;s da procura de uma liberdade maior que n&atilde;o prende o corpo, nem subjuga a vontade, mas liberta o esp&iacute;rito num plano&nbsp; superior &agrave; deriva rasteira dos dias e das sua m&uacute;ltiplas preocupa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Tendo ganhado fama de mulher forte e santa ainda durante a sua vida, a Igreja viria a oficializar o reconhecimento p&uacute;blico da sua santidade, depois de um longo processo can&oacute;nico que j&aacute; vinha do s&eacute;culo XVII. O papa Paulo VI acabaria por elev&aacute;-la ao grau m&aacute;ximo de santidade, canonizando-a a 3 de Outubro de 1976 e apresentando-a &agrave; Igreja como modelo de vida crist&atilde; a seguir.<\/p>\n<p>A Santa S&eacute; n&atilde;o poderia, de facto, ficar indiferente a uma fundadora extraordin&aacute;ria que afrontou a mentalidade mis&oacute;gina do seu tempo e que iniciou uma ordem feminina peculiar e valorizadora da vida crist&atilde; no feminino pelos come&ccedil;os da Idade Moderna, continuando a dar frutos de pujan&ccedil;a espiritual nos dias de hoje.<\/p>\n<p>&Eacute;, pois, de toda a pertin&ecirc;ncia e import&acirc;ncia a realiza&ccedil;&atilde;o de um grande congresso internacional em F&aacute;tima nos dias 14, 15 e 16 de Outubro pr&oacute;ximo dedicado aos 500 anos da Ordem da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o e &agrave; sua fundadora na rela&ccedil;&atilde;o com a espiritualidade marina e com o papel e influ&ecirc;ncia da ordem em articula&ccedil;&atilde;o com outras ordens religiosas na hist&oacute;ria de Portugal e da Europa.<\/p>\n<p><em>Jos&eacute; Eduardo Franco<br \/><\/em>Centro de Literaturas e Culturas Lus&oacute;fonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fundou-se h\u00e1 500 anos a \u00fanica ordem contemplativa portuguesa &#8211; Ordem da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o \u2013 500 anos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[122,168,183,184,190,199,203,213,231,246,314,326],"class_list":["post-53194","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-brasil","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-vila-real","tag-diocese-de-viseu","tag-dominicanos","tag-espiritualidade","tag-europa","tag-franciscanos","tag-imaculada-conceicao","tag-liturgia","tag-solidariedade","tag-vida-consagrada"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53194","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53194"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53194\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}