{"id":53015,"date":"2011-09-20T11:35:49","date_gmt":"2011-09-20T11:35:49","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/09\/20\/cooperativa-revitaliza-aldeia-esquecida\/"},"modified":"2011-09-20T11:35:49","modified_gmt":"2011-09-20T11:35:49","slug":"cooperativa-revitaliza-aldeia-esquecida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cooperativa-revitaliza-aldeia-esquecida\/","title":{"rendered":"Cooperativa revitaliza aldeia esquecida"},"content":{"rendered":"<p>A Aldeia de Ch\u00e3os, Rio Maior, distrito de Santar\u00e9m, vive h\u00e1 cerca de duas d\u00e9cadas um processo de desenvolvimento local, que se corporizou no Rancho Folcl\u00f3rico de Ch\u00e3o e na Cooperativa Terra Ch\u00e3 <!--more--> <\/p>\n<p><em>A Aldeia de Ch&atilde;os, Rio Maior, distrito de Santar&eacute;m, vive h&aacute; cerca de duas d&eacute;cadas um processo de desenvolvimento local, que se corporizou no Rancho Folcl&oacute;rico de Ch&atilde;o e na Cooperativa &ldquo;Terra Ch&atilde;&rdquo;. Uma din&acirc;mica que permitiu combater as consequ&ecirc;ncias do esquecimento e da desertifica&ccedil;&atilde;o numa pequena localidade, como explica J&uacute;lio Ricardo, 52 anos, professor do 1.&ordm; ciclo.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; Como nasceu o projeto &laquo;Terra Ch&atilde;&raquo; que tem m&uacute;ltiplas atividades?<\/em><\/p>\n<p><em>J&uacute;lio Ricardo (JR) &ndash;<\/em> Pretendeu responder a uma quest&atilde;o que, hoje, poderemos considerar b&aacute;sica, que os jovens de Ch&atilde;os (aldeia serrana com cerca de 150 habitantes) pudessem ter uma ocupa&ccedil;&atilde;o de tempos livres. Atrav&eacute;s de algumas motiva&ccedil;&otilde;es, pensou-se fazer um rancho folcl&oacute;rico. Passou-se para a a&ccedil;&atilde;o e fomos procurar as tradi&ccedil;&otilde;es existentes atrav&eacute;s da conversa com as pessoas mais idosas. Identific&aacute;mos trajes, dan&ccedil;as e cantares habituais. Tent&aacute;mos que o rancho tivesse uma componente de verdade e de qualidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Uma forma de combater a deserti-fica&ccedil;&atilde;o da aldeia e, em simult&acirc;neo, o desemprego?<\/em><\/p>\n<p><em>JR &ndash; <\/em>Estamos a falar de uma aldeia fechada sobre si pr&oacute;pria nos anos 80. Come&ccedil;amos a ver que a aldeia de Ch&atilde;os podia ser diferente e inici&aacute;mos um processo de forma&ccedil;&atilde;o com os jovens. Alguns deles voltaram &agrave; escola e fizeram o percurso at&eacute; ao ensino secund&aacute;rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Com mais forma&ccedil;&atilde;o, os jovens n&atilde;o pensavam noutras oportunidades fora da aldeia?<\/em><\/p>\n<p><em>JR &ndash;<\/em> &Eacute; verdade. Verific&aacute;mos que o trabalho da associa&ccedil;&atilde;o estava tamb&eacute;m a contribuir para a desertifica&ccedil;&atilde;o e despovoamento da aldeia. O confronto da nossa realidade com outras realidades permitiu-nos criar atividades econ&oacute;micas que possibilitassem a cria&ccedil;&atilde;o de riqueza local e tamb&eacute;m de empregos. Tudo isto porque a agricultura que t&iacute;nhamos j&aacute; n&atilde;o respondia a essa necessidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; E nasceu a cooperativa &laquo;Terra Ch&atilde;&raquo;?<\/em><\/p>\n<p><em>JR &ndash;<\/em> Sim. Fomos buscar para a cooperativa toda a aprendizagem de 1984 at&eacute; 2001. Faz&iacute;amos refei&ccedil;&otilde;es para os jovens que receb&iacute;amos na aldeia. Faz&iacute;amos visitas &agrave; Serra dos Candeeiros com estes jovens atrav&eacute;s dos interc&acirc;mbios. Cri&aacute;mos um restaurante e alojamento na pr&oacute;pria aldeia. Criou-se tamb&eacute;m um centro de artesanato que valorizava as pr&aacute;ticas de artesanato e tecelagem noutros tempos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Com certeza que o restaurante tem pratos t&iacute;picos da regi&atilde;o?<\/em><\/p>\n<p><em>JR &ndash;<\/em> Sim. Recuperamos comidas que estavam em desuso e que cativam os nossos clientes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Uma forma de criar postos de trabalho?<\/em><\/p>\n<p><em>JR &ndash;<\/em> Sim. Por outro lado, todos os dias, o nosso pastor vai para a serra com o rebanho de cabras. Conseguimos criar um projeto sustent&aacute;vel em termos financeiros e contribui para que a aldeia se revitalize.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Tamb&eacute;m t&ecirc;m um projeto de apicultura?<\/em><\/p>\n<p><em>JR &ndash; <\/em>Este projeto apareceu porque sentimos os problemas nesta &aacute;rea. Existiam muitos apicultores na Serra dos Candeeiros, mas n&atilde;o conseguiam vender o seu mel. Perante tal situa&ccedil;&atilde;o, resolvemos desenvolver compet&ecirc;ncias na atividade que lhes permite produzir com mais qualidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Uma forma de conhecer os sabores da serra?<\/em><\/p>\n<p><em>JR &ndash;<\/em> Os sabores e os odores das plantas arom&aacute;ticas. Fazemos rotas tem&aacute;ticas onde se pode visitar as orqu&iacute;deas selvagens e os moinhos de vento. Um contexto de turismo de natureza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Sem esquecer as grutas que abundam naquela regi&atilde;o. <\/em><\/p>\n<p><em>JR &ndash;<\/em> A componente subterr&acirc;nea da Serra dos Candeeiros &eacute; muito importante. Estamos a trabalhar com a gruta de Alcobertas, aquela que fica mais pr&oacute;xima de Ch&atilde;os, no sentido de a dar a conhecer &agrave;s pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A cooperativa envolve quantas pessoas?<\/em><\/p>\n<p><em>JR &ndash; <\/em>Temos mais de 30 cooperantes onde as v&aacute;rias gera&ccedil;&otilde;es partilham as suas vidas.<\/p>\n<p><em>LFS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Aldeia de Ch\u00e3os, Rio Maior, distrito de Santar\u00e9m, vive h\u00e1 cerca de duas d\u00e9cadas um processo de desenvolvimento local, que se corporizou no Rancho Folcl\u00f3rico de Ch\u00e3o e na Cooperativa Terra Ch\u00e3<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[180,320],"class_list":["post-53015","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-diocese-de-santarem","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53015","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53015"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53015\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}