{"id":52844,"date":"2011-09-06T14:08:39","date_gmt":"2011-09-06T14:08:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/09\/06\/viseu-carta-pastoral-para-2011-12\/"},"modified":"2011-09-06T14:08:39","modified_gmt":"2011-09-06T14:08:39","slug":"viseu-carta-pastoral-para-2011-12","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/viseu-carta-pastoral-para-2011-12\/","title":{"rendered":"Viseu: Carta Pastoral para 2011-12"},"content":{"rendered":"<p>D. Il\u00eddio Leandro <!--more--> <\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Carta Pastoral 2011-2012<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Estimados Padres, Religiosos,<br \/>Consagrados em geral e Leigos<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Vamos ajudando-nos e entusiasmando-nos a caminhar juntos, como Igreja e Povo de Deus, &ldquo;Em Comunh&atilde;o para a Miss&atilde;o&rdquo;!&#8230;<\/p>\n<p>Vivemos o primeiro ano, preparando o S&iacute;nodo, procurando fazer caminho em experi&ecirc;ncia sinodal. Queremos que este S&iacute;nodo seja uma ajuda concreta para renovarmos a nossa Igreja diocesana, assumindo viver em Comunh&atilde;o para realizarmos a Miss&atilde;o que, nesta hora, nos &eacute; confiada. Neste primeiro ano &ndash; e tendo em conta as linhas fundamentais do Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II que, 50 anos depois, inspira a nossa a&ccedil;&atilde;o &ndash; estud&aacute;mos a Constitui&ccedil;&atilde;o dogm&aacute;tica Lumen Gentium, sob o lema: &rdquo;Para uma Igreja Comunh&atilde;o, da Lumen Gentium aos nossos dias&rdquo;. A partir de uma reflex&atilde;o preparada por uma Equipa, o Secretariado-Geral orientou todo o trabalho que foi j&aacute; conseguindo criar grupos em 126 par&oacute;quias.<\/p>\n<p>Depois da experi&ecirc;ncia vivida neste primeiro ano, devemos dar gra&ccedil;as a Deus pelo trabalho realizado e pela motiva&ccedil;&atilde;o e entusiasmo de tantos &ndash; Padres, Religiosos, outros Consagrados e Leigos. Sabemos que muito mais h&aacute; a fazer e, sobretudo, todos somos chamados a fazer muit&iacute;ssimo melhor. Por&eacute;m, como &eacute; bom reconhecer o bem e o muito que j&aacute; se fez!&#8230;<\/p>\n<p>Neste momento, terminado o primeiro ano e j&aacute; a pensar no pr&oacute;ximo, quero refletir, com os meus car&iacute;ssimos Irm&atilde;os Padres e com todos os Crist&atilde;os da Diocese, alguns pontos que considero muito importantes. Proponho que estes pontos sejam o programa e conte&uacute;do da Assembleia do Clero, a ter lugar no pr&oacute;ximo dia 5 de Outubro e para a qual convido, pessoalmente, cada Sacerdote. Tamb&eacute;m sugiro que seja a base para a agenda da pr&oacute;xima reuni&atilde;o do Conselho Pastoral Diocesano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1.&nbsp;<\/strong><strong>Presbit&eacute;rio <\/strong><\/p>\n<p>Os seus membros &ldquo;est&atilde;o unidos entre si numa &iacute;ntima fraternidade sacramental&rdquo;, diz-nos o Conc&iacute;lio, no decreto Presbyterorum Ordinis, n&ordm; 8. Cada Sacerdote n&atilde;o existe sozinho nem para si pr&oacute;prio e &ldquo;nenhum pode realizar suficientemente a sua miss&atilde;o isoladamente&rdquo; (PO 7). Cada um existe e exerce o minist&eacute;rio enquanto membro de um Presbit&eacute;rio e para a Igreja, dado que &ldquo;cada membro do col&eacute;gio presbiteral est&aacute; unido aos outros por la&ccedil;os especiais de caridade apost&oacute;lica, de minist&eacute;rio e de fraternidade&rdquo; (PO 8). A palavra que melhor pode traduzir a rela&ccedil;&atilde;o que deve existir, crescer e melhorar entre todos n&oacute;s &ndash; a partir da Lumen Gentium, como o Documento que reflete a natureza da Igreja &ndash; &eacute; a palavra &laquo;comunh&atilde;o&raquo;.<\/p>\n<p>&#8211; Como est&aacute; esta comunh&atilde;o entre n&oacute;s &ndash; bispo com os padres e vice-versa e uns com os outros? Como melhorar e promover uma mais forte e perfeita comunh&atilde;o?<\/p>\n<p>Esta comunh&atilde;o de que fala o Conc&iacute;lio deve ser verdadeira, vis&iacute;vel e concretizada em gestos, atitudes e sinais claros. A amizade, a lealdade, a proximidade e a ora&ccedil;&atilde;o, bem como os encontros para estudar, refletir e partilhar vida, preocupa&ccedil;&otilde;es, projetos e experi&ecirc;ncias s&atilde;o modos e formas de realizar e tornar vis&iacute;vel e concreta a comunh&atilde;o entre todos n&oacute;s. A vontade e a capacidade de nos aceitarmos e ajudarmos todos, independentemente da idade e de todas as outras diferen&ccedil;as, s&atilde;o esfor&ccedil;os a viver e a fazer crescer diariamente.<\/p>\n<p>&#8211; Como se t&ecirc;m vivido, na Diocese, estes importantes valores e como podemos ajudar a p&ocirc;-los, mais e mais, como objetivos e pr&aacute;ticas de todos? Qual a ajuda espec&iacute;fica que pode vir de cada elemento do Presbit&eacute;rio?<\/p>\n<p>Temos diversas estruturas que s&atilde;o chamadas a ajudar a construir esta comunh&atilde;o: Presbit&eacute;rio, Zona Pastoral, Arciprestado. Uma das principais tarefas do Arcipreste (de acordo com o Direito Can&oacute;nico, c&acirc;n. 555) &eacute;, fundamentalmente, a aten&ccedil;&atilde;o aos Padres. As reuni&otilde;es arciprestais &ndash; talvez com nova organiza&ccedil;&atilde;o dos Arciprestados &ndash; continuam a ser insubstitu&iacute;veis e indispens&aacute;veis para a vida e a miss&atilde;o dos sacerdotes e a organiza&ccedil;&atilde;o pastoral. Temos organismos que devem ajudar nos diversos &acirc;mbitos: Secretariado Diocesano do Clero, Fundo Diocesano do Clero, Fraternidade Sacerdotal. Talvez possa estudar-se uma mais perfeita comunh&atilde;o entre eles. Temos oportunidades e encontros, j&aacute; consagrados, para criar a conveniente e necess&aacute;ria rela&ccedil;&atilde;o e comunh&atilde;o entre todos. Ainda que com objetivos espec&iacute;ficos, todos s&atilde;o igualmente necess&aacute;rios: Quinta-feira Santa, Retiro Espiritual, Forma&ccedil;&atilde;o Permanente. Temos, tamb&eacute;m, os Encontros de Advento e de Quaresma&hellip;<\/p>\n<p>&#8211; Como s&atilde;o aproveitados todos estes meios, como reestrutur&aacute;-los e como valoriz&aacute;-los mais? Que outros poss&iacute;veis organismos e\/ou outras oportunidades de diversos encontros podem instituir-se?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.&nbsp;<\/strong><strong>S&iacute;nodo Diocesano<\/strong><\/p>\n<p>Este &eacute; um Projeto que constitui o grande desafio para a nossa Diocese para os pr&oacute;ximos anos e para todo o seu pr&oacute;ximo futuro. Projeto de fazermos da nossa Igreja uma Casa e uma Escola de Comunh&atilde;o, cumprindo o desejo de S. Paulo: &laquo;Como recebestes o Senhor Jesus Cristo, vivei nele, enraizados e edificados nele, inabal&aacute;veis na f&eacute; em que fostes instru&iacute;dos, com o cora&ccedil;&atilde;o a transbordar de gratid&atilde;o!&raquo;. Foi este o desafio que Bento XVI fez aos jovens e a todos os crist&atilde;os, nesta experi&ecirc;ncia mundial de festa da juventude que foi a JMJ2011, realizada em Madrid.<\/p>\n<p>Sim, &eacute; enraizados e revestidos em Cristo, pelo Batismo e &eacute; edificados e alimentados n&rsquo;Ele, pela Eucaristia que, todos unidos, faremos com que cada Comunidade se torne espa&ccedil;o, casa e escola de acolhimento a todos, para vivermos a comunh&atilde;o com todos, anunciando a Boa Nova e construindo o Reino de Deus. Cristo &eacute; a &ldquo;pedra angular&rdquo; do edif&iacute;cio que todos somos chamados a edificar, firmes na f&eacute; e dispon&iacute;veis para a miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Procurando inspirar-nos no Conc&iacute;lio e lendo as linhas fundamentais dos seus grandes documentos &ndash; estruturantes da vida e da miss&atilde;o da Igreja &ndash; n&oacute;s queremos renovar e reestruturar a nossa Diocese, tornando-a capaz de realizar a vontade de Deus, nos tempos e nas circunst&acirc;ncias atuais. Inspirando-nos a&iacute;, mas lendo as diretrizes da Igreja ao longo destes quase 50 anos, concretamente a sua Mensagem social, deveremos ser ousados e criativos no apontar metas e no propor desafios. Os tempos s&atilde;o dif&iacute;ceis &ndash; &eacute; um mundo novo que surge, com caracter&iacute;sticas e marcas ainda n&atilde;o identificadas e menos ainda assumidas, a questionar a verdade e a &eacute;tica nos &acirc;mbitos mais diversos e fundamentais: familiar, cultural, social, pol&iacute;tico, econ&oacute;mico e religioso. A capacidade de, como crist&atilde;os, entendermos estas mudan&ccedil;as e sermos, nelas e apesar delas, agentes de reflex&atilde;o, de forma&ccedil;&atilde;o, de di&aacute;logo e de cr&iacute;tica construtiva para operar a necess&aacute;ria transforma&ccedil;&atilde;o &ndash; originando um mundo novo enraizado na f&eacute; &ndash; &eacute; muito dif&iacute;cil na hora atual.<\/p>\n<p>Precisamos de apostar fortemente numa forma&ccedil;&atilde;o &ndash; s&eacute;ria, profunda, alargada e estruturada &ndash; que n&atilde;o fique nas generalidades da f&eacute;, da doutrina e das pr&aacute;ticas, mas que seja luz para, n&atilde;o s&oacute; interpretar mas intervir e agir no mundo, nos mais diversos &acirc;mbitos da vida social e cultural. A fam&iacute;lia e a escola s&atilde;o espa&ccedil;os decisivos e estruturantes, onde os crist&atilde;os devem estar e atuar. Mas os direitos humanos fundamentais, a justi&ccedil;a social, a paz, o uso e a distribui&ccedil;&atilde;o dos bens (&hellip;), numa palavra, a realiza&ccedil;&atilde;o do Reino de Deus &eacute; obra dos crist&atilde;os leigos e &eacute; urgente que a&iacute; intervenham com lucidez, criatividade, ousadia e muita determina&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O S&iacute;nodo &eacute; a convocat&oacute;ria de todos &ndash; bispo, padres, religiosos, outros consagrados e leigos &ndash; e &eacute; o kair&oacute;s de Deus para chamar a todos a conhecer a realidade, a estud&aacute;-la &agrave; luz da Palavra de Deus e dos sinais dos tempos, a fazer propostas, a estabelecer planos e estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o e a sugerir caminhos de miss&atilde;o. S&atilde;o alguns milhares as pessoas que se reuniram para estudar o op&uacute;sculo &ldquo;Para uma Igreja Comunh&atilde;o&rdquo;. Precisamos que sejam muitas mais a dar o seu contributo para que a Palavra de Deus se torne a&ccedil;&atilde;o e miss&atilde;o, inspiradas pela Dei Verbum e pela Gaudium et Spes &ndash; base do conte&uacute;do dos trabalhos para este pr&oacute;ximo Ano Pastoral 2011-2012.<\/p>\n<p>Ningu&eacute;m deve ficar parado, indiferente ou a assistir passivamente ao desenvolvimento deste Projeto. Muito mais dispensamos os que s&oacute; fazem cr&iacute;tica negativa, n&atilde;o dando qualquer contributo &agrave; sua melhoria e realiza&ccedil;&atilde;o. Cabe aos Sacerdotes, aos Religiosos, aos Leigos crist&atilde;os &ndash; membros dos Grupos de Corresponsabilidade &ndash; serem os primeiros agentes, os naturais animadores e motivadores para o entusiasmo e compromisso, alegre e generoso de todos. Passa pelo S&iacute;nodo a nossa participa&ccedil;&atilde;o ativa e qualificada no &ldquo;Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal&rdquo; &ndash; iniciativa da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa para todas as dioceses do pa&iacute;s. Passa pelo nosso S&iacute;nodo o caminho da Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o, essencial para recome&ccedil;armos a partir de Cristo e, com propostas de Inicia&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; e outros meios, fazermos um novo an&uacute;ncio do Evangelho. Assim, daremos um bom contributo para que a realiza&ccedil;&atilde;o do Reino de Deus e a implementa&ccedil;&atilde;o dos seus valores seja o &ldquo;hoje&rdquo; da miss&atilde;o da Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3. <\/strong><strong>Grupos Sinodais <\/strong><\/p>\n<p>Quem s&atilde;o as pessoas que constituem os cerca de 500 grupos que foram formados no 1&ordm; ano do projeto sinodal e deram j&aacute; o seu alegre e entusiasmado contributo?<\/p>\n<p>S&atilde;o, certamente, crist&atilde;os das comunidades e pessoas de boa vontade que, com abertura aos apelos feitos, sentiram ser esta uma hora prop&iacute;cia para a participa&ccedil;&atilde;o e, com o sentido de corresponsabilidade, responderam &ldquo;sim&rdquo; ao interessante desafio.<\/p>\n<p>Importa dizer que todos s&atilde;o chamados a participar. Tem-se perguntado &ndash; como? Quais os crit&eacute;rios para haver um grupo sinodal e qual o seu perfil? Vou apresentar 4 crit&eacute;rios fundamentais, partindo e supondo sempre, como adquiridas, a liberdade e a vontade da pessoa concreta e sem quaisquer outros condicionalismos que impe&ccedil;am ou dificultem. Assim, os crit&eacute;rios aqui apontados t&ecirc;m a ver com a constitui&ccedil;&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o e funcionamento de cada grupo:<\/p>\n<p>a) Cada grupo dever&aacute; ter entre 5 e 15 pessoas. Menos ou mais do que estes m&aacute;ximos condiciona bastante e empobrece o di&aacute;logo e a participa&ccedil;&atilde;o de todos e de cada um dos seus elementos. Um grupo com mais de 15 elementos dever&aacute; subdividir-se em 2 ou mais, consoante o n&uacute;mero.<\/p>\n<p>b) Fundamentalmente &ndash; onde, se e quando poss&iacute;vel &ndash; cada grupo de trabalho dever&aacute; ser o grupo-base que constitui o grupo eleitoral para a constitui&ccedil;&atilde;o do Conselho Pastoral Paroquial. Porqu&ecirc;? Porque &eacute; um setor da pastoral da par&oacute;quia com afinidade, organiza&ccedil;&atilde;o, programa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o pr&oacute;prias. Exemplos: evangeliza&ccedil;&atilde;o (catequistas, grupos b&iacute;blicos, grupos de lectio divina, etc.); liturgia (ministros extraordin&aacute;rios da comunh&atilde;o, grupos corais, ac&oacute;litos, leitores, organistas, salmistas, etc.); a&ccedil;&atilde;o social (centro social &ndash; dire&ccedil;&atilde;o e funcion&aacute;rios, visitadores de doentes, grupo C&aacute;ritas, Confer&ecirc;ncia de S. Vicente de Paulo ou outro, etc.); movimentos (a&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica, CNE, apostolado da ora&ccedil;&atilde;o, mensagem de F&aacute;tima, etc.); jovens (grupo paroquial, membros de Movimentos de jovens e outros); Conselho Paroquial para os assuntos econ&oacute;micos, com as Comiss&otilde;es de Culto das aldeias e, possivelmente, as mordomias&hellip;<\/p>\n<p>&#8211; Tendo em conta as par&oacute;quias com v&aacute;rias aldeias, pode facilitar que esta metodologia funcione em cada uma delas, facilitando a proximidade. Sendo uma aldeia (ou par&oacute;quia) pequena, pode(m) formar-se somente o(s) grupo(s), tendo em conta o n&uacute;mero das pessoas e n&atilde;o os setores pastorais.<\/p>\n<p>&#8211; O Conselho Pastoral Paroquial n&atilde;o &eacute; um grupo de base mas &eacute; o grupo coordenador da pastoral de toda a Comunidade paroquial, formado com representantes de todos os grupos de base existentes. Se, por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel organizar outro tipo de grupos, &eacute; prefer&iacute;vel trabalhar com o Conselho Pastoral a n&atilde;o trabalhar.<\/p>\n<p>c) Cada grupo dever&aacute; reunir periodicamente &ndash; mais frequentemente por causa do S&iacute;nodo &ndash; para se preparar em ordem &agrave;s atividades principais que assume na par&oacute;quia. As reuni&otilde;es habituais (15 em 15 dias, por exemplo) devem ter algum tempo de reflex&atilde;o e de forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde; e espec&iacute;fica, tendo em conta as suas responsabilidades na Igreja e na par&oacute;quia. Durante o S&iacute;nodo, ser&aacute; bom que este tempo de forma&ccedil;&atilde;o se prolongue pelo m&iacute;nimo de 60 minutos. Haver&aacute; 1 Animador que, tanto quanto poss&iacute;vel, dever&aacute; ser o Animador habitual do grupo de trabalho pastoral e paroquial, sem preju&iacute;zo de poder ser outro.<\/p>\n<p>d) O S&iacute;nodo convoca a todos e ser&aacute; bom ouvir outras pessoas, nos mais diversos temas, mesmo as que t&ecirc;m pouca ou nenhuma rela&ccedil;&atilde;o com a Igreja e Comunidade, concretamente aquelas pessoas que se classificam de &ldquo;n&atilde;o-praticantes&rdquo;. Pode acontecer que, em cada par&oacute;quia, e eventualmente (pode n&atilde;o ser poss&iacute;vel uma continuidade regular) haja um grupo assim constitu&iacute;do.<\/p>\n<p><em>Notas<\/em><\/p>\n<ol>\n<li>Seria bom &ndash; e onde fosse poss&iacute;vel deveria ser o normal &ndash; que o Conselho Pastoral Paroquial fizesse a s&iacute;ntese dos trabalhos de todos os grupos da par&oacute;quia e, depois, a s&iacute;ntese paroquial fosse apresentada e refletida na Assembleia Arciprestal. Esta faria a s&iacute;ntese e, atrav&eacute;s dos membros do Conselho Pastoral Diocesano, envi&aacute;-la-iam para o Secretariado-geral do S&iacute;nodo. As mesmas s&iacute;nteses, vindas dos Arciprestados, seriam partilhadas e estudadas no Conselho Pastoral Diocesano.&nbsp;&nbsp; <\/li>\n<li>Nunca se devem considerar fechados os grupos de trabalho. Em qualquer altura dos pr&oacute;ximos 4 anos devem poder criar-se novos grupos para as pessoas interessadas que chegam nas diferentes &ldquo;horas&rdquo; do trabalho. Em qualquer m&ecirc;s e ano podem integrar-se, nos grupos existentes, as pessoas que se sentirem chamadas e que adiram ao Projeto sinodal que, como &eacute; pr&oacute;prio da atitude e do procedimento pastoral da Igreja, est&aacute; sempre aberto ao acolhimento e integra&ccedil;&atilde;o de novos membros. <\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4. <\/strong><strong>2011-2012 &ndash; Em Comunh&atilde;o para a Miss&atilde;o: da Palavra &agrave; A&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>O pr&oacute;ximo ano ter&aacute; em conta 2 Documentos importantes das 4 Constitui&ccedil;&otilde;es Conciliares que nos propusemos estudar, como base program&aacute;tica e de conte&uacute;do para o nosso S&iacute;nodo. S&atilde;o eles a Dei Verbum &ndash; que tem por tema a Revela&ccedil;&atilde;o Divina e fundamentalmente a Palavra de Deus &ndash; e a Gaudium et Spes, documento que estabelece os crit&eacute;rios e d&aacute; as linhas essenciais para a rela&ccedil;&atilde;o entre a Igreja e a Sociedade, nos diversos &acirc;mbitos da vida humana.<\/p>\n<p>Come&ccedil;aremos pela Dei Verbum, a Palavra de Deus, lida, refletida, interpretada e concretizada por tantos outros documentos importantes, que tem na Exorta&ccedil;&atilde;o Pastoral do &uacute;ltimo S&iacute;nodo &ndash; Verbum Domini &ndash; uma refer&ecirc;ncia imprescind&iacute;vel. Ter&aacute; como tempo central de reflex&atilde;o o pr&oacute;ximo Advento. Por&eacute;m, ser&aacute; bom que se comece a ler e a estudar no in&iacute;cio do m&ecirc;s de outubro, podendo fazer-se as reuni&otilde;es de s&iacute;ntese &ndash; Conselho Pastoral Paroquial, Assembleia Arciprestal e Conselho Pastoral Diocesano &ndash; durante o m&ecirc;s de janeiro de 2012. O gui&atilde;o para o estudo da Dei Verbum ajudar&aacute;, sem preju&iacute;zo de se usarem outras refer&ecirc;ncias, nomeadamente e em primeiro lugar, os pr&oacute;prios documentos (Dei Verbum, Verbum Domini, etc.).<\/p>\n<p>Iremos, de seguida, ao estudo da Gaudium et Spes. Est&aacute; previsto que se fa&ccedil;a no per&iacute;odo Quaresma-P&aacute;scoa de 2012. Ser&atilde;o os meses de mar&ccedil;o, abril e maio. O m&ecirc;s de junho ser&aacute; para as reuni&otilde;es de s&iacute;ntese &ndash; Conselho Pastoral, Assembleia Arciprestal e Conselho Pastoral Diocesano<\/p>\n<p>&ldquo;Da Palavra &agrave; A&ccedil;&atilde;o&rdquo; &ndash; diz-nos o Plano Pastoral para este segundo ano do S&iacute;nodo, acrescentando-se ao lema geral, b&aacute;sico e comum para todo o Projeto sinodal &ndash; &ldquo;Da Comunh&atilde;o para a Miss&atilde;o&rdquo;. Na verdade, &agrave; semelhan&ccedil;a da miss&atilde;o dos Ap&oacute;stolos que Jesus enviou 2 a 2, com o mandato de concretizarem a Palavra, anunciando o Reino de Deus, tamb&eacute;m a Gaudium et Spes nos pede que vamos aos problemas e setores concretos da vida das pessoas e da sociedade. Percorrendo o &iacute;ndice da Gaudium et Spes, somos alertados para a import&acirc;ncia e a atualidade dos temas que desenvolve. Depois de uma Introdu&ccedil;&atilde;o sobre a Condi&ccedil;&atilde;o do homem no mundo atual, trata os seguintes 9 cap&iacute;tulos: A dignidade da pessoa humana; A comunidade humana; A atividade humana no mundo; A fun&ccedil;&atilde;o da Igreja no Mundo atual; A promo&ccedil;&atilde;o da dignidade do matrim&oacute;nio e da fam&iacute;lia; A conveniente promo&ccedil;&atilde;o do progresso cultural; A vida econ&oacute;mico-social; A vida da comunidade pol&iacute;tica; A promo&ccedil;&atilde;o da paz e a comunidade internacional.<\/p>\n<p>O Reino de Deus passa, certamente, pela pessoa e pela comunidade humana, nos seus diversos &acirc;mbitos e setores. A urg&ecirc;ncia destes temas &eacute; pedida pelas diversas crises atuais nos diversos setores da vida humana (algumas destas crises s&atilde;o muito fraturantes). Desde o respeito pela dignidade da vida humana, os valores no matrim&oacute;nio e na fam&iacute;lia, a promo&ccedil;&atilde;o e defesa da solidariedade e da justi&ccedil;a social nas rela&ccedil;&otilde;es humanas, as consequ&ecirc;ncias da globaliza&ccedil;&atilde;o, a nobreza da voca&ccedil;&atilde;o e da miss&atilde;o pol&iacute;tica e de servi&ccedil;o ao bem comum, a organiza&ccedil;&atilde;o da vida econ&oacute;mica e a distribui&ccedil;&atilde;o dos bens&hellip; Todos estes s&atilde;o temas para os quais a Igreja deve olhar com a sua voca&ccedil;&atilde;o materna, acrescentando a mais valia que lhe &eacute; espec&iacute;fica: an&uacute;ncio de Jesus Cristo e da Sua Palavra, procurando realizar a miss&atilde;o libertadora e evangelizadora que constituem os fundamentos para a sua identidade, a sua voca&ccedil;&atilde;o e a sua miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Tudo isto a Igreja &eacute; chamada a viver na realiza&ccedil;&atilde;o atenta e cr&iacute;tica aos sinais dos tempos e &agrave;s circunst&acirc;ncias atuais e concretas para a realiza&ccedil;&atilde;o da sua miss&atilde;o. Esta passa pelo an&uacute;ncio e pela den&uacute;ncia, sempre de acordo com o bem integral das pessoas, nunca se apresentando como solu&ccedil;&atilde;o alternativa ou nova via, mas inspirando-se e iluminando a sua a&ccedil;&atilde;o com os crit&eacute;rios que procedem da verdade, do bem, da retid&atilde;o e da justi&ccedil;a, numa aten&ccedil;&atilde;o fiel &agrave; vontade de Deus que quer a implementa&ccedil;&atilde;o do Seu Reino para a salva&ccedil;&atilde;o de todos.<\/p>\n<p>A inspira&ccedil;&atilde;o na Gaudium et Spes pode ajudar-nos a sentir a necessidade e a conveni&ecirc;ncia de criarmos um Departamento que tenha em aten&ccedil;&atilde;o o estudo da Doutrina Social da Igreja, com a prepara&ccedil;&atilde;o de Leigos para os diversos minist&eacute;rios e servi&ccedil;os da vida e a&ccedil;&atilde;o concreta nesta Igreja Particular que &eacute; a nossa Diocese de Viseu. A Comunica&ccedil;&atilde;o Social na Diocese; a A&ccedil;&atilde;o Social Crist&atilde;, com maior aten&ccedil;&atilde;o a idosos e doentes, a casais e fam&iacute;lias em situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis, aos desempregados e aos jovens; o Patrim&oacute;nio religioso e a sua recupera&ccedil;&atilde;o, conserva&ccedil;&atilde;o, classifica&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o; a gest&atilde;o e a administra&ccedil;&atilde;o dos bens da Comunidade; a promo&ccedil;&atilde;o da cultura e a ocupa&ccedil;&atilde;o dos tempos livres ao servi&ccedil;o dos valores e da forma&ccedil;&atilde;o integral, etc., s&atilde;o alguns destes servi&ccedil;os que devem criar-se ou melhorar-se, de imediato, na nossa Igreja.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>5. <\/strong><strong>Na\/da Palavra &agrave; A&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Este item da Carta Pastoral pretende chamar a aten&ccedil;&atilde;o para 2 pontos importantes: a necessidade da forma&ccedil;&atilde;o para a qualifica&ccedil;&atilde;o da vida e da a&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os e a necessidade da passagem &agrave; a&ccedil;&atilde;o para que todos se sintam empenhados na realiza&ccedil;&atilde;o e concretiza&ccedil;&atilde;o do Projeto de Deus na instaura&ccedil;&atilde;o do Seu Reino. Exige estarmos enraizados e edificados &ldquo;Na Palavra&rdquo; para aprofundarmos a forma&ccedil;&atilde;o e partirmos da Sua for&ccedil;a. Sup&otilde;e que &ldquo;Da Palavra&rdquo; partamos para a a&ccedil;&atilde;o, para que a vida seja consequente e transformada pela Sua for&ccedil;a. A Sociedade atual enfrenta mudan&ccedil;as r&aacute;pidas e ruturas profundas nas institui&ccedil;&otilde;es mais fundamentais &agrave; pessoa, &agrave; fam&iacute;lia e &agrave; vida em geral; &eacute; marcada por altera&ccedil;&otilde;es radicais e estruturantes e por crises de valores que se julgavam perenes e consistentes; passa por uma perda do sentido da vida e por uma desvaloriza&ccedil;&atilde;o de culturas e de tradi&ccedil;&otilde;es que davam seguran&ccedil;a e estabilidade &agrave;s pessoas; vive experi&ecirc;ncias de laicismo e de relativismo que p&otilde;em em quest&atilde;o a pr&oacute;pria f&eacute; e a pr&oacute;pria esperan&ccedil;a dos crentes&hellip;<\/p>\n<p>Face a tudo isto, torna-se decisivo preparar os crist&atilde;os atuais e as futuras gera&ccedil;&otilde;es para viverem os valores da Boa Nova de Jesus com alegria e convic&ccedil;&atilde;o e para saberem dar raz&otilde;es da sua f&eacute; e da sua esperan&ccedil;a, sem medo nem hesita&ccedil;&otilde;es, a todos os seus contempor&acirc;neos. Precisamos de passar das palavras &agrave; vida e &agrave; a&ccedil;&atilde;o, sendo testemunhas felizes dos valores em que acreditamos. Para que se torne poss&iacute;vel uma renova&ccedil;&atilde;o coerente e sustentada da nossa Igreja diocesana, precisamos de exercitar algumas pr&aacute;ticas e de ter em conta algumas estrat&eacute;gias. Assim, apenas como sugest&otilde;es a equacionar e para que toda a nossa a&ccedil;&atilde;o tenha a coer&ecirc;ncia que nos vem da viv&ecirc;ncia da Palavra:<\/p>\n<p>&#8211; Ter um hor&aacute;rio semanal de acolhimento e de atendimento em toda e qualquer Comunidade crist&atilde;, mesmo a mais pequena;<\/p>\n<p>&#8211; Acolher bem &ndash; tendo em conta o amor crist&atilde;o e abertos a um s&atilde;o, inteligente e l&uacute;cido pluralismo &ndash; toda e qualquer pessoa que venha bater &agrave; porta da Igreja a pedir algum bem ou servi&ccedil;o, mesmo que sem condi&ccedil;&otilde;es para o receber;<\/p>\n<p>&#8211; Preparar algumas propostas de Inicia&ccedil;&atilde;o Crist&atilde;, de Evangeliza&ccedil;&atilde;o e de Catequese para as diversas situa&ccedil;&otilde;es em que se encontrem as pessoas que nos visitam e solicitam, de acordo com os pedidos e as circunst&acirc;ncias;<\/p>\n<p>&#8211; Ter informa&ccedil;&atilde;o clara, acess&iacute;vel e esclarecedora sobre os diversos servi&ccedil;os da Par&oacute;quia e as op&ccedil;&otilde;es de vida crist&atilde;, bem como orienta&ccedil;&otilde;es e impressos simples e claros para os pedidos e solicita&ccedil;&otilde;es mais frequentes;<\/p>\n<p>&#8211; Utilizar, na medida do poss&iacute;vel e da conveni&ecirc;ncia, as capacidades t&eacute;cnicas e inform&aacute;ticas, tornando mais pr&aacute;tica, f&aacute;cil e acess&iacute;vel aos mais jovens, todas as possibilidades de informa&ccedil;&atilde;o e de forma&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>&#8211; Pedir colabora&ccedil;&atilde;o, para todos estes e outros diversos servi&ccedil;os, a leigos mais capazes, mais dispon&iacute;veis e mais generosos, sabendo que esta colabora&ccedil;&atilde;o pode ser oportunidade de aproxima&ccedil;&atilde;o e de forma&ccedil;&atilde;o, nomeadamente de jovens;<\/p>\n<p>&#8211; Pensar que estes servi&ccedil;os de apoio pastoral podem e devem ser oportunidades para ajudar pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de desemprego.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>6. <\/strong><strong>2011-2012: As a&ccedil;&otilde;es e as datas<\/strong><\/p>\n<p>Cada Secretariado Diocesano, Movimento Apost&oacute;lico, Comunidade Religiosa ou Institui&ccedil;&atilde;o concreta dever&aacute; preparar o seu plano anual e o seu programa. A base e a refer&ecirc;ncia devem ser o plano, as a&ccedil;&otilde;es e as datas da Diocese. &Eacute; importante, tamb&eacute;m, que uns respeitem todos os outros, para que a comunh&atilde;o n&atilde;o seja palavra v&atilde; mas um princ&iacute;pio posto em pr&aacute;tica na organiza&ccedil;&atilde;o da vida e da a&ccedil;&atilde;o de todos. Sobretudo, importa que todos acolham, se integrem e participem nas a&ccedil;&otilde;es da Diocese, de acordo com o espec&iacute;fico e o particular de cada um.<\/p>\n<p>As a&ccedil;&otilde;es que a Diocese se prop&otilde;e realizar, mobilizando todas as for&ccedil;as, meios e pessoas e pedindo o empenho e a dedica&ccedil;&atilde;o de todos s&atilde;o:<\/p>\n<p>&#8211; Estudar os documentos propostos: Dei Verbum e Gaudium et Spes;<br \/>&#8211; Promover o estudo s&oacute;cio-religioso da Diocese;<br \/>&#8211; Continuar a dinamiza&ccedil;&atilde;o e prepara&ccedil;&atilde;o dos grupos pr&eacute;-sinodais;<br \/>&#8211; Realizar o recenseamento da pr&aacute;tica dominical.<\/p>\n<p>As datas para as a&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter geral e para as quais se convida toda a Diocese s&atilde;o:<\/p>\n<p>&#8211; 17 \/ 09 \/ 2011 &ndash; Jubileu dos 500 anos da aprova&ccedil;&atilde;o da Regra de Santa Beatriz da Silva;<br \/>&#8211; 05 \/ 10 \/ 2011 &ndash; Assembleia do Clero;<br \/>&#8211; 09 \/ 10 \/ 2011 &ndash; 3&ordf; Assembleia pr&eacute;-sinodal;<br \/>&#8211; 14-16\/10\/2011 &ndash; Congresso Internacional do Jubileu dos 500 anos da aprova&ccedil;&atilde;o da Regra de Santa Beatriz da Silva, em F&aacute;tima;<br \/>&#8211; 12 \/ 11 \/ 2011 &ndash; Forma&ccedil;&atilde;o de Animadores dos Grupos Sinodais;<br \/>&#8211; 05 \/ 02 \/ 2012 &ndash; Recenseamento diocesano da pr&aacute;tica dominical;<br \/>&#8211; 18 \/ 02 \/ 2012 &ndash; Solenidade jubilar de S. Teot&oacute;nio (900 anos da vinda para Viseu e 850 anos da morte);<br \/>&#8211; 25 \/ 02 \/ 2012 &ndash; Forma&ccedil;&atilde;o de Animadores dos Grupos Sinodais;<br \/>&#8211; 01 \/ 07 \/ 2012 &ndash; Dia da Diocese e Assembleia de Animadores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Conclus&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Porque a vida &ndash; ainda que se tente prever, se deva preparar e se procure programar &ndash; n&atilde;o se controla nem corresponde totalmente aos nossos sonhos e desejos, &eacute; importante que a vivamos intensa e dedicadamente, sempre abertos &agrave;s novidades e acolhendo e integrando as surpresas.<\/p>\n<p>O pr&oacute;ximo ano pastoral ser&aacute; uma boa experi&ecirc;ncia sinodal e uma bela e nova surpresa eclesial se o vivermos &ldquo;em comunh&atilde;o para a miss&atilde;o&rdquo; e passemos &ldquo;da Palavra &agrave; A&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Como a Lumen Gentium nos pediu, importa que sejamos uma Igreja em comunh&atilde;o, bem organizada, trabalhando em corresponsabilidade e em interessada participa&ccedil;&atilde;o, dando a nossa pessoal e poss&iacute;vel colabora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Como guias de vida, de plano, de estudo e de a&ccedil;&atilde;o, teremos a Dei Verbum que nos convida a estar atentos e acolhedores &agrave; Palavra e a todos os sinais pelos quais Deus Se vai revelando e a Gaudium et Spes que nos vai desafiando a olhar o mundo e a sociedade como espa&ccedil;os de vida e de salva&ccedil;&atilde;o. O Reino de Deus &eacute; tarefa poss&iacute;vel, necess&aacute;ria e urgente para todos n&oacute;s, dependendo da nossa participa&ccedil;&atilde;o a viv&ecirc;ncia da paz, da justi&ccedil;a, da verdade e do amor.<\/p>\n<p>Lembramos a reflex&atilde;o de S. Tiago: &laquo;A f&eacute;, se n&atilde;o tiver obras, est&aacute; morta em si mesma&raquo; (Tg 2, 17). Pode servir de inspira&ccedil;&atilde;o e de motiva&ccedil;&atilde;o para a nossa aplica&ccedil;&atilde;o empenhada, entusiasta e dedicada deste ano. Se o tema nos diz &ndash; &ldquo;Em Comunh&atilde;o para a Miss&atilde;o&hellip; da Palavra &agrave; A&ccedil;&atilde;o&rdquo; e se &ldquo;Na\/Da Palavra &agrave; A&ccedil;&atilde;o&rdquo;, &eacute; mesmo isso: nada de palavras ocas e vazias&hellip; N&atilde;o podemos ficar nas palavras. S&oacute; com palavras n&atilde;o transformamos o mundo e o mundo precisa de ser transformado pela vida, pela a&ccedil;&atilde;o e pelo amor. &Eacute; a grande Miss&atilde;o da Igreja e de todos os crentes. O amor n&atilde;o se pratica com palavras ocas e vazias, embora n&atilde;o dispense a a&ccedil;&atilde;o e a participa&ccedil;&atilde;o da Palavra que, em Jesus Cristo, &eacute; o Verbo Divino e a mais fecunda A&ccedil;&atilde;o que transforma toda a realidade em Reino de Deus.<\/p>\n<p>Para todos os crist&atilde;os da Diocese e todas as pessoas de boa vontade que nela vivem e trabalham, um feliz Ano Pastoral 2011-2012!&nbsp;<\/p>\n<p>VISEU \/ Santa Maria do Altar-Mor \/ 2011<\/p>\n<p>Vosso Irm&atilde;o e Amigo Bispo<\/p>\n<p>Il&iacute;dio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Il\u00eddio Leandro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[100,120,127,184,189,246,91,314],"class_list":["post-52844","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-advento","tag-bento-xvi","tag-catequese","tag-diocese-de-viseu","tag-direitos-humanos","tag-liturgia","tag-quaresma","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52844","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52844"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52844\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52844"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52844"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52844"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}