{"id":52838,"date":"2011-09-06T11:40:26","date_gmt":"2011-09-06T11:40:26","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/09\/06\/algarve-silves-apresentou-trabalho-de-recuperacao-do-arquivo-paroquial\/"},"modified":"2011-09-06T11:40:26","modified_gmt":"2011-09-06T11:40:26","slug":"algarve-silves-apresentou-trabalho-de-recuperacao-do-arquivo-paroquial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/algarve-silves-apresentou-trabalho-de-recuperacao-do-arquivo-paroquial\/","title":{"rendered":"Algarve: Silves apresentou trabalho de recupera\u00e7\u00e3o do arquivo paroquial"},"content":{"rendered":"<p>Faro, 06 set 2011 (Ecclesia) &#8211; A par&oacute;quia de Silves, diocese do Algarve, apresentou este s&aacute;bado, o trabalho de recupera&ccedil;&atilde;o do seu arquivo hist&oacute;rico-documental desenvolvido ao abrigo de um protocolo estabelecido em setembro de 2009 com a C&acirc;mara Municipal.<\/p>\n<p>A a&ccedil;&atilde;o de apresenta&ccedil;&atilde;o, que teve lugar na S&eacute;, inseriu-se no ciclo &laquo;Mem&oacute;rias Escondidas&raquo;, no &acirc;mbito do projeto &ldquo;Rota das Catedrais&rdquo; que visa a recupera&ccedil;&atilde;o patrimonial daqueles monumentos mas tamb&eacute;m a sua promo&ccedil;&atilde;o como verdadeiros polos de cultura.<\/p>\n<p>O p&aacute;roco de Silves lembrou que o arquivo constitui um &ldquo;instrumento imprescind&iacute;vel na vida da Igreja pois respeita &agrave; atividade pastoral e evangelizadora desenvolvida nestes espa&ccedil;os, d&aacute; const&acirc;ncia aos c&acirc;nones que lhe est&atilde;o vinculados e &eacute; verdadeiro testemunho da hist&oacute;ria e da vida de uma comunidade&rdquo; e salientou a refer&ecirc;ncia do C&oacute;digo de Direito Can&oacute;nico que &ldquo;anota o cuidado com os livros, o patrim&oacute;nio e o arquivo&rdquo;.<\/p>\n<p>O padre Carlos de Aquino lamentou que a comunidade crist&atilde; de Silves &ldquo;n&atilde;o seja ainda uma comunidade aberta &agrave; cultura como &eacute; &agrave; f&eacute;&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Sei que, a este n&iacute;vel do patrim&oacute;nio, h&aacute; algumas pessoas particulares que, indevidamente, t&ecirc;m parte do esp&oacute;lio e do patrim&oacute;nio que, por direito, pertenceria &agrave; comunidade paroquial&rdquo; &#8211; disse<\/p>\n<p>O diretor geral do Arquivo Nacional &ndash; Torre do Tombo e representante da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa da sec&ccedil;&atilde;o de arquivos do Concelho Nacional da Cultura, considerou uma &ldquo;boa estrat&eacute;gia&rdquo; o trabalho desenvolvido em parceria pela par&oacute;quia e autarquia no quadro da desej&aacute;vel colabora&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua entre as entidades religiosas e civis.<\/p>\n<p>Pedro Penteado destacou que o trabalho agora apresentado &eacute; apenas o in&iacute;cio de um caminho a percorrer e aconselhou a par&oacute;quia ao estabelecimento de uma &ldquo;pol&iacute;tica de arquivos&rdquo;, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de uma &ldquo;estrat&eacute;gia de gest&atilde;o integrada dos seus arquivos&rdquo;, e &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de um &ldquo;regulamento&rdquo; para o arquivo paroquial, agora dispon&iacute;vel para consulta, que permita &ldquo;definir as regras&rdquo; do seu funcionamento.<\/p>\n<p>&ldquo;Que a comunidade n&atilde;o pense s&oacute; no arquivo hist&oacute;rico mas tamb&eacute;m no que est&aacute; a produzir hoje e que amanh&atilde; ser&aacute; a sua mem&oacute;ria&rdquo;, pediu.<\/p>\n<p>O diretor do Arquivo Distrital de Faro, assegurou que &ldquo;a Igreja tem demonstrado, ao longo dos anos, preocupa&ccedil;&atilde;o pela seguran&ccedil;a e prote&ccedil;&atilde;o dos seus documentos&rdquo; e lembrou que o invent&aacute;rio publicado &eacute; &ldquo;defesa muito importante contra a perda de documentos da pr&oacute;pria par&oacute;quia&rdquo;, manifestando desejo que &ldquo;as colabora&ccedil;&otilde;es entre a Igreja e as entidades civis continuem porque o Algarve necessita bastante que os seus documentos sejam disponibilizados, recuperados e defendidos&rdquo;.<\/p>\n<p>Jo&atilde;o Saboia adiantou que, no Algarve, j&aacute; se encontram &ldquo;organizados, com inventariados publicados de acordo com as normas arquivistas&rdquo;, os arquivos das par&oacute;quias de S&atilde;o Clemente e S&atilde;o Sebasti&atilde;o de Loul&eacute;, Salir, Alte, Queren&ccedil;a e S&atilde;o Pedro de Faro, assim como o arquivo da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo de Faro, acrescentando que o Arquivo da Diocese do Algarve &ldquo;tem uma sala pr&oacute;pria onde est&aacute; a organizar-se e tem um invent&aacute;rio que devia ser melhor trabalhado&rdquo;.<\/p>\n<p>Lu&iacute;s Oliveira, investigador e professor da Universidade do Algarve, que lamentou que este n&atilde;o seja o desaparecido Arquivo Medieval da S&eacute; de Silves, lembrou por sua vez que, &ldquo;para os arquivos poderem ser lugar de mem&oacute;ria, &eacute; necess&aacute;rio, n&atilde;o apenas conserv&aacute;-los, inventari&aacute;-los e divulgar os invent&aacute;rios respetivos, mas tamb&eacute;m assegurar, n&atilde;o apenas aos investigadores mas tamb&eacute;m aos cidad&atilde;os, condi&ccedil;&otilde;es para a consulta&rdquo;.<\/p>\n<p>Maria Lu&iacute;sa Pereira e Vera Gon&ccedil;alves, t&eacute;cnicas superiores do Arquivo Municipal de Silves respons&aacute;veis pelo trabalho, explicaram que o mesmo consistiu na &ldquo;identifica&ccedil;&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o e inventaria&ccedil;&atilde;o do arquivo paroquial&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Realizou-se o diagn&oacute;stico preliminar que constatou que existiam situa&ccedil;&otilde;es de perigo de conserva&ccedil;&atilde;o do arquivo, car&ecirc;ncias de condi&ccedil;&otilde;es de guarda e acondicionamento e inexist&ecirc;ncia de instrumentos de controlo documental&rdquo;, constataram, evidenciando haver &ldquo;documentos em vis&iacute;vel deteriora&ccedil;&atilde;o causada por humidades excessivas, fungos e insetos bibli&oacute;fagos resultante do seu deficiente acondicionamento&rdquo;.<\/p>\n<p>Feita a higieniza&ccedil;&atilde;o dos documentos, passou-se ao tratamento arquiv&iacute;stico propriamente dito, tendo sido identificadas e organizadas todas as s&eacute;ries documentais existentes, produzido o invent&aacute;rio dispon&iacute;vel atrav&eacute;s de aplica&ccedil;&atilde;o inform&aacute;tica digital e de uma publica&ccedil;&atilde;o (apresentada igualmente no s&aacute;bado) e feito o acondicionamento do arquivo, cuja data&ccedil;&atilde;o se compreende entre 1638 e 2006.<\/p>\n<p>SM\/LFS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faro, 06 set 2011 (Ecclesia) &#8211; 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