{"id":52806,"date":"2011-09-01T17:31:23","date_gmt":"2011-09-01T17:31:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/09\/01\/estado-e-insubstituivel-no-sns\/"},"modified":"2011-09-01T17:31:23","modified_gmt":"2011-09-01T17:31:23","slug":"estado-e-insubstituivel-no-sns","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/estado-e-insubstituivel-no-sns\/","title":{"rendered":"Estado \u00e9 \u00abinsubstitu\u00edvel\u00bb no SNS"},"content":{"rendered":"<p>Falta de \u00abdelimita\u00e7\u00e3o rigorosa de fronteiras entre o p\u00fablico e o privado\u00bb amea\u00e7a Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 01 set 2011 (Ecclesia) &ndash; A Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz considera que a presen&ccedil;a do setor p&uacute;blico no Sistema Nacional de Sa&uacute;de (SNS) &eacute; indispens&aacute;vel&nbsp;e salienta que os cuidados m&eacute;dicos n&atilde;o podem estar sujeitos &agrave;s regras do mercado.<\/p>\n<p>&ldquo;Um princ&iacute;pio que defendemos na reforma no S.N.S. &eacute; o papel insubstitu&iacute;vel do Estado: os cuidados de sa&uacute;de n&atilde;o podem, por v&aacute;rias raz&otilde;es, ser objeto de com&eacute;rcio, como se de um qualquer bem se tratasse&rdquo;, sublinha um documento da Comiss&atilde;o integrada na estrutura da Igreja Cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>O texto <a href=\"http:\/\/areiadosdias.blogspot.com\/p\/servico-nacional-de-saude-um-modelo.html\" target=\"_blank\">&ldquo;Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de &ndash; Um Modelo a Preservar&rdquo;<\/a>, redigido em maio pelo Grupo Economia e Sociedade, recusa a exig&ecirc;ncia de um pagamento por parte dos doentes &ldquo;se os tratamentos de que necessitam s&atilde;o particularmente onerosos e n&atilde;o existe alternativa para eles&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;&Agrave; iniciativa privada caber&aacute; um papel complementar na presta&ccedil;&atilde;o de alguns cuidados de sa&uacute;de, mas n&atilde;o s&atilde;o os mecanismos de mercado&rdquo; que podem determinar o SNS, refere o estudo, acrescentando que &ldquo;a aus&ecirc;ncia de uma delimita&ccedil;&atilde;o rigorosa de fronteiras entre o p&uacute;blico e o privado amea&ccedil;a o sistema no seu conjunto&rdquo;.<\/p>\n<p>O recurso generalizado a seguros privados de sa&uacute;de &eacute; tamb&eacute;m alvo de cr&iacute;tica por ser &ldquo;bem mais dispendioso e menos capaz de responder &agrave;s necessidades&rdquo;, dado que as empresas &ldquo;defendem o seu lucro, selecionando as popula&ccedil;&otilde;es de menor risco, reduzindo ao m&aacute;ximo as presta&ccedil;&otilde;es daqueles cuidados&rdquo;.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que os privados t&ecirc;m &ldquo;elevados lucros&rdquo; com os cuidados m&eacute;dicos, o servi&ccedil;o p&uacute;blico enfrenta &ldquo;cortes or&ccedil;amentais&rdquo;, que podem conduzir &ldquo;&agrave; perda ou ao enfraquecimento de valores t&atilde;o fundamentais como o da coes&atilde;o social&rdquo;, denuncia a Comiss&atilde;o.<\/p>\n<p>O documento acrescenta que &ldquo;est&atilde;o em risco princ&iacute;pios b&aacute;sicos&rdquo; como a &ldquo;equidade, solidariedade e inclusividade&rdquo; e destaca que o SNS tem de debater-se com um &ldquo;duplo desafio&rdquo;, num tempo em que o &ldquo;maior desemprego, pobreza e inseguran&ccedil;a quanto ao futuro&rdquo; induzem &ldquo;maior procura de cuidados&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Por um lado, ser&aacute; obrigado a adotar medidas de conten&ccedil;&atilde;o de custos; por outro, ter&aacute; que preparar-se para uma procura crescente, visto que, para muitas pessoas, a possibilidade de pagar cuidados privados de sa&uacute;de deixar&aacute; de existir&rdquo;, explica o relat&oacute;rio.<\/p>\n<p>O aumento da efici&ecirc;ncia do SNS constitui &ldquo;uma das vias poss&iacute;veis para minimizar o impacto e a dimens&atilde;o das restri&ccedil;&otilde;es or&ccedil;amentais e evitar que se tomem op&ccedil;&otilde;es erradas, ditadas por pol&iacute;ticas cegas de conten&ccedil;&atilde;o de custos&rdquo;.<\/p>\n<p>As parecias p&uacute;blico-privadas, &ldquo;op&ccedil;&atilde;o insuficientemente ponderada&rdquo;, e os preju&iacute;zos decorrentes das conven&ccedil;&otilde;es entre o servi&ccedil;o de sa&uacute;de e os operadores particulares s&atilde;o alguns dos dom&iacute;nios que &ldquo;carecem de revis&atilde;o urgente&rdquo;, o mesmo acontecendo quanto &agrave; prescri&ccedil;&atilde;o de gen&eacute;ricos.<\/p>\n<p>&ldquo;Mal se compreender&aacute;&rdquo; que a redu&ccedil;&atilde;o dos custos com medicamentos &ldquo;possa ser entravado por interesses corporativos, mesmo que estes se apresentem sob a capa de s&eacute;rias raz&otilde;es de natureza cient&iacute;fica que, verdadeiramente, n&atilde;o existem&rdquo;, aponta a Comiss&atilde;o.<\/p>\n<p>O Grupo Economia e Sociedade sublinha tamb&eacute;m que &ldquo;deveriam ser incentivadas propostas de iniciativas locais&rdquo;, dado que &ldquo;os cuidados de proximidade podem contribuir, de forma significativa, para reduzir a press&atilde;o sobre estruturas pesadas como s&atilde;o as hospitalares&rdquo;.<\/p>\n<p><em>RM<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falta de \u00abdelimita\u00e7\u00e3o rigorosa de fronteiras entre o p\u00fablico e o privado\u00bb amea\u00e7a Servi\u00e7o Nacional de 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