{"id":5266,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/centenario-do-nascimento-da-veneravel-alexandrina-de-balasar\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"centenario-do-nascimento-da-veneravel-alexandrina-de-balasar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/centenario-do-nascimento-da-veneravel-alexandrina-de-balasar\/","title":{"rendered":"Centen\u00e1rio do Nascimento da Vener\u00e1vel Alexandrina de Balasar"},"content":{"rendered":"<p>Sauda\u00e7\u00e3o de D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga  <!--more--> Gratid\u00e3o a Deus e compromisso eclesial no centen\u00e1rio do nascimento da Beata Alexandrina de Balasar \u00c9-me grato, neste momento, saudar Sua Ex.cia Rev.ma D. Alfio Rapisarda, Digno N\u00fancio Apost\u00f3lico. Saudando-o expresso a alegria da comunidade Diocesana em o receber, pela primeira vez \u2013 que n\u00e3o ser\u00e1 a \u00faltima -, e aproveito o ensejo de expressar a mais profunda comunh\u00e3o eclesial a Sua Santidade o Papa. Somos uma Arquidiocese com uma longa hist\u00f3ria de fidelidade. Queremos continuar a crescer nesta comunh\u00e3o \u00abafectiva e efectiva\u00bb. A presen\u00e7a de V. Ex.cia Rev.ma vai tornar mais expressiva a alegria da Igreja \u2013 e agora j\u00e1 n\u00e3o me refiro s\u00f3 \u00e0 Arquidiocese de Braga \u2013 em poder celebrar o centen\u00e1rio do nascimento da Vener\u00e1vel Alexandrina que o Santo Padre beatificar\u00e1, na Pra\u00e7a de S. Pedro, no dia 25 de Abril. Impressiona esta coincid\u00eancia do Centen\u00e1rio com a Beatifica\u00e7\u00e3o. As m\u00e3os de Deus continuam presentes na hist\u00f3ria da Sua Igreja. A Eucaristia ser\u00e1 de ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pelo dom da Vida da Vener\u00e1vel Alexandrina mas, sobretudo, gostaria que se tornasse numa proposta e num apelo. A Igreja \u00e9 Santa na sua din\u00e2mica interna. Deve-o ser em todos os seus membros e o que temos para oferecer, a um mundo que parece saciado de tudo, \u00e9 este testemunho duma vida marcada pelo divino. Este convite universal \u00e0 Santidade, que emanar\u00e1 daqui, deve recentralizar a sua ess\u00eancia. Na verdade, o passado ofereceu-nos um tipo ou modelo de santidade moralizante alicer\u00e7ada no \u201ctemos de\u201d fazer ou evitar um c\u00f3digo de normas e preceitos numa alian\u00e7a exigente com um ascetismo rigoroso. Tudo conduzia a ver a santidade como privil\u00e9gio de poucos e caminho de duro acesso. \u00c9 chegada a hora de passar a conceber a santidade na linha do ser crist\u00e3o como disc\u00edpulo de Deus Amor. Trata-se de redescobrir a alegria dum caminho aberto a todos, centralizado na experi\u00eancia de Deus e onde Ele toma a iniciativa. \u00c9 Ele que me chama. N\u00e3o imp\u00f5e. \u00c9 Ele que me faz Santo se encontra disponibilidade e do\u00e7ura \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es do Esp\u00edrito. O Santo n\u00e3o \u00e9 o \u201cespecial\u201d. \u00c9 homem ou mulher, em qualquer estado ou tipo de vida, que, no quotidiano, adere \u00e0 vontade de Deus. Vive-se aqui e agora, nas alegrias e dramas do mundo contempor\u00e2neo, deixando-se agir no Esp\u00edrito e protagonizando uma Santa Viagem de quem recome\u00e7a, sempre, na aventura de responder a Quem o amou e ama em primeiro lugar. Que esta celebra\u00e7\u00e3o ecoe na Arquidiocese e na Igreja como uma proclama\u00e7\u00e3o solene da Santidade como dever e quase estatuto normal do crist\u00e3o. Que aconte\u00e7a uma \u00abSantidade de Povo\u00bb que nos leva a pensar na sua \u00abordinaridade\u00bb ou seja numa coer\u00eancia com o Evangelho no quotidiano: nas fam\u00edlias, nas ocupa\u00e7\u00f5es de trabalho, nas rela\u00e7\u00f5es com os outros. \u00ab\u00c9 no ordin\u00e1rio que se deve viver o extraordin\u00e1rio\u00bb de tal maneira que a medida da vida se situe no \u00abalto\u00bb, ou seja, na alegria de atingir \u00aba plena maturidade de Cristo\u00bb (cf. Ef. 4, 13). Por outro lado, teremos de, a partir de agora, aceitar algo de novo. A Alexandrina Maria da Costa j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de Balasar ou da Arquidiocese de Braga. Ela pertence \u00e0 Igreja universal e a n\u00f3s \u2013 Par\u00f3quia e Arquidiocese \u2013 compete-nos a obriga\u00e7\u00e3o de a conhecer para a tornar conhecida. A minha ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, como Arcebispo, torna-se uma prece para que a sua intercess\u00e3o, junto de Deus, nos d\u00ea for\u00e7a e coragem para aqui testemunhar: 1. Uma centralidade da Eucaristia, como fonte de vida nova e capacidade renovadora da sociedade, imitando-a no amor que ela lhe dedicou; 2. Se ela soube acolher milhares de pessoas a quem transmitia um aconselhamento sapiencial, ousemos manifestar uma Igreja mais contemplativa e sedenta da Palavra, criando espa\u00e7os de acolhimento e forma\u00e7\u00e3o para quem nos procura; 3. Se a sua experi\u00eancia m\u00edstica passou pelo sofrimento abra\u00e7ado e amado, sejamos um sinal duma Igreja que se apaixona pelos doentes e a todos oferece uma presen\u00e7a e um consolo, como continua\u00e7\u00e3o do amor de Cristo a quem sofre. A Par\u00f3quia e a Arquidiocese n\u00e3o podem defraudar quem nos procurar\u00e1 e isto exige compromisso de todos para oferecer a espiritualidade que a Beata Alexandrina viveu, para proporcionar condi\u00e7\u00f5es duma acolhimento \u2013 Humano e crist\u00e3o \u2013 condigno e para permitir um acesso rodovi\u00e1rio mais f\u00e1cil. Vivamos esta Eucaristia com a alegria das grandes festas e com a responsabilidade dos eventos hist\u00f3ricos  Balasar, 30.03.2004  + Jorge Ortiga,             <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sauda\u00e7\u00e3o de D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[92,103,172,199,206],"class_list":["post-5266","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-25-de-abril","tag-alexandrina-de-balasar","tag-diocese-de-braga","tag-espiritualidade","tag-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5266","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5266"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5266\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5266"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5266"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5266"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}