{"id":52279,"date":"2011-07-19T13:33:37","date_gmt":"2011-07-19T13:33:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/07\/19\/a-obra-catolica-portuguesa-de-migracoes\/"},"modified":"2011-07-19T13:33:37","modified_gmt":"2011-07-19T13:33:37","slug":"a-obra-catolica-portuguesa-de-migracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-obra-catolica-portuguesa-de-migracoes\/","title":{"rendered":"A Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>A Obra Cat&oacute;lica Portuguesa de Migra&ccedil;&otilde;es (OCPM) foi oficialmente criada por portaria patriarcal de 1 de julho de 1962, ao abrigo da alinea c) do &sect; 1&ordm;, art. 2&ordm; dos primeiros estatutos da &ldquo;Caritas&rdquo; &ndash; Uni&atilde;o de Caridade Portuguesa, na qual at&eacute; ent&atilde;o estava inserida, por raz&otilde;es log&iacute;sticas, embora salvaguardasse a sua individualidade e independ&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Trata-se de um organismo de &acirc;mbito religioso, com personalidade jur&iacute;dica, can&oacute;nica e civil, sem fins lucrativos, que depende da Comiss&atilde;o Episcopal da Mobilidade Humana (CEMH), sendo simultaneamente secretariado da mesma Comiss&atilde;o.<\/p>\n<p>Nesta fun&ccedil;&atilde;o executiva da CEMH, a OCPM rege-se pelas Orienta&ccedil;&otilde;es Gerais da Igreja para os Secretariados Nacionais das Comiss&otilde;es<strong> <\/strong>Episcopais, que integram a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa.<\/p>\n<p>Nas &aacute;reas das atribui&ccedil;&otilde;es da Comiss&atilde;o Episcopal da Mobilidade Humana, a sua a&ccedil;&atilde;o estende-se &agrave;s equipas da Pastoral dos Ciganos, dos Mar&iacute;timos, do Turismo e Peregrina&ccedil;&otilde;es, das Capelanias de Imigrantes e de outras Organiza&ccedil;&otilde;es Cat&oacute;licas, o que revela uma grande abrang&ecirc;ncia. A complexifica&ccedil;&atilde;o de toda a problem&aacute;tica social que subjaz &agrave;s migra&ccedil;&otilde;es obrigou a intensifica&ccedil;&atilde;o e diversificou as formas pelas quais o trabalho se tem desenvolvido.<\/p>\n<p>Tendo como objeto as migra&ccedil;&otilde;es e os migrantes tem-lhe cabido desenvolver a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o destinadas a agentes pastorais (religiosos e leigos) a n&iacute;vel nacional e internacional e promover a coloca&ccedil;&atilde;o de mission&aacute;rios, no espa&ccedil;o dos pa&iacute;ses recetores.<\/p>\n<p>Em Portugal, com uma regularidade anual e realizado ininterruptamente desde 1967, o Encontro Nacional de Secretariados Diocesanos da Pastoral da Mobilidade Humana e Capelanias de Imigrantes, tem promovido um melhor conhecimento e atualiza&ccedil;&atilde;o da dupla vertente que apresenta o fen&oacute;meno migrat&oacute;rio no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>O acompanhamento espiritual e cultural das Comunidades de L&iacute;ngua Portuguesa, manifesta-se de diversas formas, entre as quais merecem particular relevo o enquadramento e presen&ccedil;a prestados pela Igreja Portuguesa em celebra&ccedil;&otilde;es, as visitas pastorais e a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o nos jornais da emigra&ccedil;&atilde;o portuguesa, programas de r&aacute;dio internacional, transmiss&atilde;o da missa dominical ao Domingo na RTP Internacional, manuten&ccedil;&atilde;o de intensa correspond&ecirc;ncia com emigrantes.<\/p>\n<p>O conjunto de assuntos que constituem sua compet&ecirc;ncia tem vindo a ser tratado em regime de parceria, recorrendo a assessorias consideradas necess&aacute;rias ou prestando, ela pr&oacute;pria, o papel de consultora a institui&ccedil;&otilde;es que requeiram a sua colabora&ccedil;&atilde;o. De entre elas, em Portugal, citam-se: o Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigra&ccedil;&atilde;o do Alto Comissariado para a Imigra&ccedil;&atilde;o e Di&aacute;logo Intercultural\/ACIDI; o Conselho Municipal para a Interculturalidade e Cidadania\/CMIC; o Forum de Organiza&ccedil;&otilde;es Cat&oacute;licas para os Assuntos da Imigra&ccedil;&atilde;o\/ FORCIM. No estrangeiro: o Conselho das Confer&ecirc;ncias Episcopais Europeias\/CCEE; Conselho Pontif&iacute;cio para os Migrantes e Itinerantes.<\/p>\n<p>A Obra Cat&oacute;lica Portuguesa de Migra&ccedil;&otilde;es procura conhecer os diversos aspetos que constituem o fen&oacute;meno migrat&oacute;rio, que incluem todas as etapas do itiner&aacute;rio percorrido pelos migrantes tanto ao n&iacute;vel dos insucessos como dos sucessos que lhe est&atilde;o associados, dando &ecirc;nfase &agrave; riqueza dos valores humanos e crist&atilde;os que encerra.<\/p>\n<p>A diversidade que caracteriza a popula&ccedil;&atilde;o migrante, em g&eacute;nero, idade e situa&ccedil;&atilde;o particular em que se encontra cada um dos seus elementos, que podem ser agrupados em categorias sociais espec&iacute;ficas (por ex: v&iacute;timas de tr&aacute;fico, menores desacompanhados, refugiados, estudantes estrangeiros e outras) coloca &agrave; OCPM, verdadeiros desafios. Muitas das respostas que pronta e oportunamente t&ecirc;m vindo a ser dadas resultaram da emerg&ecirc;ncia social que se colocava, tendo revestido qualquer delas um papel pioneiro.<\/p>\n<p>Do contacto direto com os migrantes e com as associa&ccedil;&otilde;es que os representam adveio um conhecimento das dificuldades que ocorriam no viver quotidiano e que desejavelmente deveriam ser ultrapassadas. Em alguns casos, por si s&oacute;, ou em muitos outros como mediadora que conduziu ao di&aacute;logo com personalidades e institui&ccedil;&otilde;es conseguiu a alert&aacute;-las no sentido de resolver impasses jur&iacute;dicos e rep&ocirc;r a justi&ccedil;a devida.<\/p>\n<p>Dando continuidade ao acompanhamento pastoral desenvolvido em cada ano durante o per&iacute;odo de ver&atilde;o realiza-se de 7 a 14 de agosto a 39&ordm; Semana Nacional de Migra&ccedil;&otilde;es, subordinada ao tema: &ldquo;Uma s&oacute; Fam&iacute;lia Humana&rdquo;. Ter&atilde;o ainda lugar em F&aacute;tima, nos dias 12 e 13, a Peregrina&ccedil;&atilde;o Internacional do Migrante e do Refugiado, sendo tamb&eacute;m evocada a A&ccedil;&atilde;o de Solidariedade com a Pastoral da Mobilidade Humana em 14 de agosto. (<a href=\"http:\/\/www.ecclesia.pt\/ocpm\">www.ecclesia.pt\/ocpm<\/a>&nbsp; <a href=\"mailto:ocpm@ecclesia.pt\">ocpm@ecclesia.pt<\/a><\/p>\n<p align=\"right\"><em>M. B. Rocha-Trindade,<\/em><\/p>\n<p align=\"right\"><em>Eug&eacute;nia Costa Quaresma<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Obra Cat&oacute;lica Portuguesa de Migra&ccedil;&otilde;es (OCPM) foi oficialmente criada por portaria patriarcal de 1 de julho de 1962, ao abrigo da alinea c) do &sect; 1&ordm;, art. 2&ordm; dos primeiros estatutos da &ldquo;Caritas&rdquo; &ndash; Uni&atilde;o de Caridade Portuguesa, na qual at&eacute; ent&atilde;o estava inserida, por raz&otilde;es log&iacute;sticas, embora salvaguardasse a sua individualidade e independ&ecirc;ncia. 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