{"id":52278,"date":"2011-07-19T13:32:38","date_gmt":"2011-07-19T13:32:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/07\/19\/cinquentenario-da-obra-catolica-portuguesa-de-migracoes\/"},"modified":"2011-07-19T13:32:38","modified_gmt":"2011-07-19T13:32:38","slug":"cinquentenario-da-obra-catolica-portuguesa-de-migracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cinquentenario-da-obra-catolica-portuguesa-de-migracoes\/","title":{"rendered":"Cinquenten\u00e1rio da Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Frei Francisco Sales Diniz <!--more--> <\/p>\n<p>O ano de 2012, no contexto da Igreja, ser&aacute; marcado pelas celebra&ccedil;&otilde;es dos 50 anos da Obra Cat&oacute;lica Portuguesa de Migra&ccedil;&otilde;es (OCPM).<\/p>\n<p>O acompanhamento da di&aacute;spora portuguesa por parte da Igreja, com o envio de sacerdotes aconteceu desde o in&iacute;cio da expans&atilde;o portuguesa. Esta presen&ccedil;a acentua-se a partir de finais do s&eacute;culo XIX, prolongando-se por todo o s&eacute;culo XX, encontrando-se em algumas partes do mundo comunidades de emigrantes portugueses que contam com a presen&ccedil;a de sacerdotes que os acompanham espiritualmente. O fortalecimento da pastoral das migra&ccedil;&otilde;es nessa altura surge dentro do contexto das orienta&ccedil;&otilde;es do Papa Le&atilde;o XIII, o qual pediu um acompanhamento sistem&aacute;tico dos emigrantes e a promo&ccedil;&atilde;o das par&oacute;quias nacionais nos pa&iacute;ses de acolhimento.<\/p>\n<p>Devido ao grande &ecirc;xodo dos portugueses para a Europa, particularmente para Fran&ccedil;a e Am&eacute;ricas, em 1962 a Igreja sentiu necessidade de criar uma estrutura para o trabalho da pastoral das migra&ccedil;&otilde;es que j&aacute; vinha sendo feito. Trata-se de uma estrutura para garantir o apoio espiritual a todos os emigrantes, para promover rela&ccedil;&otilde;es de proximidade entre Igreja de origem e de acolhimento, e para acorrer &agrave;s necessidades pastorais que fossem surgindo nas comunidades. Por iniciativa do Patriarcado de Lisboa surge, assim, a Obra Cat&oacute;lica Portuguesa de Migra&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Pode dizer-se que o trabalho promovido pela OCPM, ao longo dos anos, foi uma aut&ecirc;ntica epopeia. Em tempos dif&iacute;ceis, onde n&atilde;o existiam outras respostas para apoiar e defender os direitos dos nossos compatriotas nos pa&iacute;ses de acolhimento, foram as miss&otilde;es portuguesas que desenvolveram este papel. Neste trabalho destacaram-se in&uacute;meros sacerdotes e agentes pastorais que, em situa&ccedil;&otilde;es muitas vezes dram&aacute;ticas, se mantiveram firmes junto dos emigrantes, sendo um ponto de refer&ecirc;ncia para mesmos.<\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos anos a OCPM teve tamb&eacute;m de voltar o seu olhar para tantos homens e mulheres, que chegaram a Portugal a partir das mais diversas proveni&ecirc;ncias. Portugal, de pa&iacute;s de emigra&ccedil;&atilde;o tornou-se muito rapidamente tamb&eacute;m em pa&iacute;s de acolhimento de imigrantes. A Igreja tem tido, e continua a ter, um papel fundamental neste acolhimento e no acompanhamento de tantas fragilidades e dramas humanos protagonizados pelos imigrantes, procurando, desta forma, ser manifesta&ccedil;&atilde;o da caridade de Cristo que sempre acolheu os mais pobres e fragilizados na sociedade do seu tempo.<\/p>\n<p>A celebra&ccedil;&atilde;o dos 50 anos da OCPM &eacute; o momento de celebrar a mem&oacute;ria do trabalho realizado e, sobretudo, de evocar e homenagear aqueles que foram os seus protagonistas, que souberam estar lado a lado com os emigrantes, como sinais de esperan&ccedil;a e defensores dos seus direitos inalien&aacute;veis, escrevendo, com a pr&oacute;pria vida, a hist&oacute;ria da identidade crist&atilde; lusa, tornando-a presente nos mais diversos recantos do mundo.<\/p>\n<p>O programa das celebra&ccedil;&otilde;es est&aacute; a ser delineado, contudo, podemos adiantar que a abertura solene acontecer&aacute; em janeiro de 2012, em F&aacute;tima, durante o encontro de forma&ccedil;&atilde;o de agentes s&oacute;cio-pastorais das migra&ccedil;&otilde;es e ter&aacute; o seu encerramento em dezembro, possivelmente em Lisboa.<\/p>\n<p>Dos diversos eventos j&aacute; programados, salientamos dois momentos centrais: a celebra&ccedil;&atilde;o de um encontro internacional que abranger&aacute; a Igreja em Portugal e a da di&aacute;spora portuguesa. Este encontro acontecer&aacute; em Lisboa, no m&ecirc;s de julho e juntar&aacute; em partilha, reflex&atilde;o e celebra&ccedil;&atilde;o, os Secretariados Diocesanos de Migra&ccedil;&otilde;es, as Capelanias de Imigrantes que est&atilde;o em Portugal e as Miss&otilde;es Cat&oacute;licas de L&iacute;ngua Portuguesa espalhadas pelo mundo. O Encontro ser&aacute; aberto a outros setores da Igreja e convidaremos, de forma particular, as Igrejas de acolhimento dos nossos emigrantes e as Igrejas dos pa&iacute;ses de origem dos imigrantes que est&atilde;o em Portugal.<\/p>\n<p>As celebra&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o marcadas por diversas publica&ccedil;&otilde;es comemorativas, de todas as que est&atilde;o projetadas, salientamos a publica&ccedil;&atilde;o da Hist&oacute;ria do cinquenten&aacute;rio, que est&aacute; a ser elaborada pela Doutora Maria Beatriz Rocha Trindade e Dra. Eug&eacute;nia Costa Quaresma, a qual pensamos que ser&aacute; um excelente contributo para perseverar a mem&oacute;ria e divulgar o trabalho da Igreja em prol dos migrantes, e que continua desconhecido em muitos setores da pr&oacute;pria Igreja.<\/p>\n<p>A celebra&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria s&oacute; tem sentido se for celebrada numa perspetiva de futuro, por isso, o olhar que queremos lan&ccedil;ar ao passado pretende reavivar a mem&oacute;ria da Igreja perante os enormes sucessos de evangeliza&ccedil;&atilde;o nas comunidades emigrantes, a fim de a desafiar, no contexto do mundo da mobilidade atual, a promover um novo vigor na pastoral das migra&ccedil;&otilde;es do presente e do futuro.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Frei Francisco Sales Diniz, diretor da OCPM<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Francisco Sales Diniz<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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