{"id":52271,"date":"2011-07-19T12:32:57","date_gmt":"2011-07-19T12:32:57","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/07\/19\/migracoes-uma-decada-em-revista\/"},"modified":"2011-07-19T12:32:57","modified_gmt":"2011-07-19T12:32:57","slug":"migracoes-uma-decada-em-revista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/migracoes-uma-decada-em-revista\/","title":{"rendered":"Migra\u00e7\u00f5es, uma d\u00e9cada em revista"},"content":{"rendered":"<p>O antigo Comiss\u00e1rio Europeu Ant\u00f3nio Vitorino considera que se deve afastar cen\u00e1rio de regresso em massa dos imigrantes, em Portugal, e sublinha papel da Igreja Cat\u00f3lica, no terreno <!--more--> <\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE)&ndash; Olhando para esta d&eacute;cada do terceiro mil&eacute;nio os fluxos migrat&oacute;rios alteraram-se significativamente?<\/em><\/p>\n<p><em>Ant&oacute;nio Vitorino (AV) &ndash;<\/em> Eu penso que h&aacute; dados de continuidade e dados de mudan&ccedil;a. Os dados de continuidade s&atilde;o que a press&atilde;o migrat&oacute;ria se manteve mas, manifestamente a partir de 2008, a partir da crise financeira global, verifica-se uma diminui&ccedil;&atilde;o dessa press&atilde;o migrat&oacute;ria, quer dos fluxos legais quer dos fluxos ilegais. Isso corresponde ali&aacute;s a uma das caracter&iacute;sticas dos fluxos migrat&oacute;rios no mundo contempor&acirc;neo. Eles s&atilde;o extremamente sens&iacute;veis &agrave;s oportunidades de trabalho e quando h&aacute;, naturalmente, uma retra&ccedil;&atilde;o da oferta de trabalho nos pa&iacute;ses mais desenvolvidos os fluxos migrat&oacute;rios tamb&eacute;m tendem a compreender esses sinais e retra&iacute;rem-se.<\/p>\n<p>H&aacute; um elemento muito importante de compreens&atilde;o tamb&eacute;m. Embora haja essa retra&ccedil;&atilde;o, isso n&atilde;o significa que haja um retorno em massa, isto &eacute;, aqueles emigrantes que est&atilde;o nos pa&iacute;ses desenvolvidos, designadamente no caso do continente europeu, nos Estados Unidos da Am&eacute;rica e no Canad&aacute;, embora atingidos muitas vezes em primeira linha pelo impacto negativo pela crise financeira n&atilde;o retornam ao pa&iacute;s de origem. Isto &eacute;, tentam usar as suas reservas, a solidariedade familiar e da comunidade onde se inserem para passarem os per&iacute;odos de crise &agrave; espera de dias melhores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Tamb&eacute;m no caso portugu&ecirc;s?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Sim, tamb&eacute;m no caso portugu&ecirc;s. Houve uma retra&ccedil;&atilde;o nos fluxos migrat&oacute;rios, talvez aqui haja algumas destrin&ccedil;as a fazer, a comunidade brasileira continua a ser a mais importante, o ritmo de aumento manteve-se durante os primeiros tempos da crise e agora ter&aacute; abrandado um pouco mais. N&atilde;o houve contudo um retorno em massa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Que indexa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m estes fluxos migrat&oacute;rios &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas demogr&aacute;ficos?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> &Eacute; uma ilus&atilde;o pensar que a imigra&ccedil;&atilde;o &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o do envelhecimento demogr&aacute;fico que &eacute; um padr&atilde;o muito preocupante em todo o continente europeu, e nalguns pa&iacute;ses em particular, entre os quais o portugu&ecirc;s. &Eacute; um elemento que pode contribuir para o rejuvenescimento da popula&ccedil;&atilde;o mas n&atilde;o resolve&hellip;<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel criar essa ilus&atilde;o que esse rejuvenescimento se resume ao aumento de fluxos migrat&oacute;rios, se vir os censos, cujos n&uacute;meros preliminares foram agora divulgados, chega-se &agrave; conclus&atilde;o de que o aumento l&iacute;quido da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa &eacute;, em quase 90%, fruto da imigra&ccedil;&atilde;o. O que significa que h&aacute; um problema para al&eacute;m do fluxo migrat&oacute;rio que &eacute; o pr&oacute;prio comportamento da sociedade portuguesa, no que diz respeito &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da taxa de natalidade. E, portanto, uma pol&iacute;tica de rejuvenescimento da popula&ccedil;&atilde;o, primeiro n&atilde;o produz efeito &ldquo;ao virar da esquina&rdquo;, estamos sempre a trabalhar em ciclos longos; em segundo lugar, tem a ver com os incentivos que s&atilde;o dados para que as pessoas possam ter filhos e garantir condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas e sociais para a educa&ccedil;&atilde;o desses filhos; em terceiro lugar, tem a ver com o combate cultural, muito da quebra da natalidade resulta do aumento do ego&iacute;smo e do fechamento dos agregados familiares e da desagrega&ccedil;&atilde;o de alguns agregados.<\/p>\n<p>A quest&atilde;o do rejuvenescimento da popula&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m passa pela altera&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es culturais das pessoas: menos ego&iacute;smo, menos consumismo, maior realiza&ccedil;&atilde;o pessoal na cria&ccedil;&atilde;o de uma fam&iacute;lia e na exist&ecirc;ncia de crian&ccedil;as nas fam&iacute;lias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Voltemos a esse problema dos fluxos migrat&oacute;rios, mesmo do caso portugu&ecirc;s.&Eacute; assim t&atilde;o significativa a sa&iacute;da de portugueses, nomeadamente para a Europa, nos &uacute;ltimos anos?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Sim, tem-se verificado um aumento continuado. Eu tenho nesta mat&eacute;ria uma posi&ccedil;&atilde;o algo particular, na medida em que normalmente n&atilde;o tenho uma vis&atilde;o negativa desses movimentos, pelo contr&aacute;rio.<\/p>\n<p>Posso mesmo dar-lhe o meu pr&oacute;prio exemplo, eu incentivo os meus filhos a que parte da sua forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e profissional seja feita no estrangeiro porque esse &eacute; o mundo em que eles v&atilde;o viver. &Eacute; preciso distinguir muito claramente o que &eacute; a emigra&ccedil;&atilde;o derivada das condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas, que era a esmagadora maioria dos emigrantes das d&eacute;cada de 60 em Portugal, do que &eacute; hoje que, tendo uma base econ&oacute;mica, designadamente a falta de oportunidades de trabalho para jovens licenciados em Portugal, gera um movimento circular porque nos meus contatos com os emigrantes portugueses, designadamente os qualificados que saem, &eacute; de que eles saem e isso vai enriquecer-lhes a sua vida profissional mas eles mant&ecirc;m todos a firme convic&ccedil;&atilde;o de que na primeira oportunidade regressam.<\/p>\n<p>Portanto h&aacute; uma diferen&ccedil;a substancial no padr&atilde;o da emigra&ccedil;&atilde;o hoje com aquela que era h&aacute; 30 anos atr&aacute;s. Hoje a emigra&ccedil;&atilde;o &eacute; de quadros muito mais qualificados o que ajuda tamb&eacute;m a fazer uma ideia diferente e uma imagem diferente do pa&iacute;s no estrangeiro. S&atilde;o pessoas que v&atilde;o e que se valorizam a elas pr&oacute;prias e que valorizam os pa&iacute;ses onde v&atilde;o estar a trabalhar e que t&ecirc;m e mant&ecirc;m uma liga&ccedil;&atilde;o de retorno a Portugal.<\/p>\n<p>Em resumo, eu n&atilde;o creio que as pessoas devam emigrar porque sim, mas h&aacute; um aumento de emigra&ccedil;&atilde;o que temos de ver como uma oportunidade e n&atilde;o como uma fatalidade.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Em todo o caso tamb&eacute;m h&aacute; os que emigram porque precisam&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Certo. Continua a haver emigra&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica mas essa h&aacute; desde sempre&hellip; Repare que houve uma altura que se calculava que cerca de 120 mil portugueses estariam a trabalhar na constru&ccedil;&atilde;o civil em Espanha. &nbsp;Foi uma altura em que houve um grande <em>boom<\/em> em Espanha e uma retra&ccedil;&atilde;o do investimento em obras p&uacute;blicas e em constru&ccedil;&atilde;o civil em Portugal.<\/p>\n<p>Esses trabalhadores n&atilde;o eram qualificados e muitas vezes iam fazer trabalhos extremamente &aacute;rduos em Espanha, que n&atilde;o os fariam em Portugal, onde esses trabalhos s&atilde;o destinados aos imigrantes de pa&iacute;ses terceiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Agora cada vez menos, talvez&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash; <\/em>Creio que o que se est&aacute; a passar &eacute; o regresso dessas pessoas por raz&otilde;es da crise econ&oacute;mica tamb&eacute;m em Espanha.  Muitos deles hoje aceitam trabalhos em Portugal, particularmente duros, que h&aacute; uns anos n&atilde;o aceitariam&hellip;<\/p>\n<p>Nesse sentido, n&atilde;o nego que em certo setores da atividade econ&oacute;mica se gera uma concorr&ecirc;ncia aos mesmos postos de trabalho entre portugueses e imigrantes de pa&iacute;ses terceiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Gera tamb&eacute;m uma maior tens&atilde;o social?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> N&atilde;o gera no sentido de dizer que tenhamos um problema generalizado nessa mat&eacute;ria, mas um potencial desse tipo de conflitos existe. Portanto, maior &eacute; a responsabilidade das autoridades p&uacute;blicas, dos servi&ccedil;os sociais, mas tamb&eacute;m da sociedade civil e das pr&oacute;prias comunidades de emigrantes nas pol&iacute;ticas de integra&ccedil;&atilde;o da sociedade portuguesa nestes tempos de crise onde os fatores de atrito s&atilde;o potenciados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Os que j&aacute; c&aacute; est&atilde;o integrados e veem agora esta situa&ccedil;&atilde;o poder&atilde;o ver um fim antecipado e inesperado?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Eu espero que n&atilde;o, vamos ver. Sejamos extremamente claros, h&aacute; maior tens&atilde;o, pode haver concorr&ecirc;ncia direta aos postos de trabalho entre imigrantes e portugueses e isso tem de ser visto com muito cuidado e muita pondera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Conv&eacute;m recordar aos portugueses que esses imigrantes que estiveram a trabalhar em Portugal na &uacute;ltima d&eacute;cada contribu&iacute;ram com os seus impostos e se hoje est&atilde;o em risco social t&ecirc;m direito &agrave; prote&ccedil;&atilde;o social em condi&ccedil;&otilde;es equiparadas &agrave; dos cidad&atilde;os portugueses. Portanto, eu acho que o Governo anterior tomou uma decis&atilde;o acertada que foi de reduzir as exig&ecirc;ncias da prova de meios para efeitos de renova&ccedil;&atilde;o das autoriza&ccedil;&otilde;es de perman&ecirc;ncia no territ&oacute;rio nacional tendo em linha de conta os impactos da crise nas comunidades de emigrantes e o valor da solidariedade n&atilde;o se distingue nem em fun&ccedil;&atilde;o da territ&oacute;rio de origem, nem da nacionalidade nem cor da pele, &eacute; um valor de solidariedade humana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Pelo que se percebe ser&aacute; tamb&eacute;m uma tend&ecirc;ncia do atual Governo?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Ainda &eacute; cedo para julgar, mas eu acho que sim. Portugal &eacute; um pa&iacute;s que tem a felicidade, e sublinho bem esta express&atilde;o, a felicidade de n&atilde;o fazer da pol&iacute;tica de imigra&ccedil;&atilde;o uma arma de conflito pol&iacute;tico interno. E isso &eacute; um fator distintivo de Portugal em rela&ccedil;&atilde;o a muitos pa&iacute;ses europeus onde a imigra&ccedil;&atilde;o &eacute; um assunto de controv&eacute;rsia interna e mais, essa controv&eacute;rsia &eacute; um local de cultura onde medra a xenofobia, o racismo e a discrimina&ccedil;&atilde;o. Portanto eu espero que essa caracter&iacute;stica se mantenha no atual Governo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Qual &eacute; o papel que as associa&ccedil;&otilde;es e ordens religiosas t&ecirc;m na integra&ccedil;&atilde;o e no di&aacute;logo, seja pessoal com os imigrantes seja com as institui&ccedil;&otilde;es que determinam as pol&iacute;ticas de imigra&ccedil;&atilde;o?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> N&oacute;s temos tamb&eacute;m a felicidade de ter uma sociedade civil no seu conjunto e com especial destaque para a Igreja Cat&oacute;lica e &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es ligada a ela, que atribui uma relev&acirc;ncia &agrave; quest&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o dos imigrantes, n&atilde;o s&oacute; te&oacute;rica ou ret&oacute;rica, mas estando presente no terreno.<\/p>\n<p>Isso &eacute; referenciado &agrave;s associa&ccedil;&otilde;es patronais, aos sindicatos que t&ecirc;m um papel muito importante, &agrave;s autarquias locais e toda a sua rede e &agrave; pr&oacute;pria Igreja Cat&oacute;lica, na plataforma de integra&ccedil;&atilde;o aos imigrantes que eu coordeno na Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian e que congrega todas as funda&ccedil;&otilde;es portuguesas.<\/p>\n<p>O papel desempenhado pela Obra Cat&oacute;lica tem sido muito importante, n&atilde;o apenas do ponto de vista de prote&ccedil;&atilde;o social mas tamb&eacute;m do ponto de vista cultural, do ponto de vista do di&aacute;logo pela toler&acirc;ncia, diversidade e di&aacute;logo inter-religioso, porque &eacute; um elemento de integra&ccedil;&atilde;o dos imigrantes. Reconhecemos que muitos deles n&atilde;o t&ecirc;m a mesma religi&atilde;o que a maioria dos portugueses professa.<\/p>\n<p>Este di&aacute;logo tem encontrado sempre na Obra Cat&oacute;lica das Migra&ccedil;&otilde;es n&atilde;o apenas um defensor mas tamb&eacute;m um ator ativo de promo&ccedil;&atilde;o dessa toler&acirc;ncia, desse di&aacute;logo e dessa pluralidade.<\/p>\n<p><em>PTE\/SN\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O antigo Comiss\u00e1rio Europeu Ant\u00f3nio Vitorino considera que se deve afastar cen\u00e1rio de regresso em massa dos imigrantes, em Portugal, e sublinha papel da Igreja Cat\u00f3lica, no terreno<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[122,203,258,267,314],"class_list":["post-52271","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-brasil","tag-europa","tag-migracoes","tag-natal","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52271","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52271"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52271\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52271"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52271"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52271"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}