{"id":52269,"date":"2011-07-19T12:03:57","date_gmt":"2011-07-19T12:03:57","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/07\/19\/sao-tome-e-principe-um-pais-a-procura-de-futuro\/"},"modified":"2011-07-19T12:03:57","modified_gmt":"2011-07-19T12:03:57","slug":"sao-tome-e-principe-um-pais-a-procura-de-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sao-tome-e-principe-um-pais-a-procura-de-futuro\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, um pa\u00eds \u00e0 procura de futuro"},"content":{"rendered":"<p>No passado dia 12 de julho, S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe celebrou o 36.&ordm; anivers&aacute;rio da sua independ&ecirc;ncia. Foram 36 anos de um caminho em que se foi falando muito que, depois de alcan&ccedil;ada a independ&ecirc;ncia pol&iacute;tica, se tornava necess&aacute;rio alcan&ccedil;ar a independ&ecirc;ncia econ&oacute;mica. Mas esta independ&ecirc;ncia tarda. A verdade &eacute; que S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe &eacute; hoje um dos pa&iacute;ses mais pobres de &Aacute;frica, embora sem as manifesta&ccedil;&otilde;es dram&aacute;ticas de mis&eacute;ria e pobreza que, de vez em quando, vemos aparecer nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social. A verdade &eacute; que h&aacute; uma situa&ccedil;&atilde;o de pobreza generalizada, o desemprego afeta uma grande parte da popula&ccedil;&atilde;o, os ordenados s&atilde;o extremamente baixos, as pessoas t&ecirc;m um fraco poder de compra, e os produtos s&atilde;o quase ao pre&ccedil;o que se pratica na Europa e, &agrave;s vezes, mais caros ainda.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>A Igreja na luta contra a pobreza<\/em><\/p>\n<p>Desde sempre a Igreja uniu a sua tarefa evangelizadora &agrave; tarefa do cuidado dos mais pobres. S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe n&atilde;o &eacute; exce&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m aqui a Igreja procurou ser mensageira do Evangelho atrav&eacute;s da Palavra e da caridade. Aqui se instalaram diversas Institui&ccedil;&otilde;es Religiosas com a preocupa&ccedil;&atilde;o de evangelizar o povo, mas tamb&eacute;m de ajudar a popula&ccedil;&atilde;o a construir futuro.<\/p>\n<p>Referimos apenas os &uacute;ltimos exemplos. Os mission&aacute;rios claretianos chegaram a S&atilde;o Tom&eacute; em 1927. Para al&eacute;m do trabalho pastoral, assumiram a dire&ccedil;&atilde;o da Escola de Artes e Of&iacute;cios, com t&atilde;o boas recorda&ccedil;&otilde;es para muitas pessoas pela forma&ccedil;&atilde;o a&iacute; recebida; fundaram uma Livraria e uma Tipografia ainda a funcionar; espalharam escolas por v&aacute;rios lugares; colaboraram na funda&ccedil;&atilde;o do Liceu Nacional&hellip;<\/p>\n<p>Em 1958, chegaram as Irm&atilde;s Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o distinguindo-se pela sua dedica&ccedil;&atilde;o aos enfermos. Em 1959, aportaram a este pa&iacute;s as Filhas da Caridade Canossianas as quais, a partir do Patronato, desenvolveram uma grande atividade de servi&ccedil;o aos mais pobres.<\/p>\n<p>Hoje, podemos continuar a testemunhar este papel da Igreja no campo social. H&aacute; que reconhecer o extraordin&aacute;rio trabalho social realizado pela Igreja no <strong>Pr&iacute;ncipe<\/strong>. A&iacute;, a Igreja, atrav&eacute;s das Irm&atilde;s Servas da Sagrada Fam&iacute;lia em colabora&ccedil;&atilde;o com os Mission&aacute;rios Eudistas e contando com a preciosa ajuda da par&oacute;quia da Ramada em Portugal e da CARITAS portuguesa, orienta um Lar de Terceira Idade, uma Fisioterapia, tr&ecirc;s Jardins de Inf&acirc;ncia e est&aacute; a construir um quarto, um ATL, apoio domicili&aacute;rio a carenciados, servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es a idosos necessitados, etc. A Santa Casa da Miseric&oacute;rdia, por sua vez, construiu e assumiu a dire&ccedil;&atilde;o de um Centro de Dia, bem como a distribui&ccedil;&atilde;o de alimentos em colabora&ccedil;&atilde;o com o PAM.<\/p>\n<p>Por sua vez em <strong>S&atilde;o Tom&eacute; <\/strong>o trabalho social &eacute; variado, trabalho que tem contado com a colabora&ccedil;&atilde;o da coopera&ccedil;&atilde;o portuguesa, da coopera&ccedil;&atilde;o francesa, do apoio de algumas par&oacute;quias de Portugal e de pessoas e Institui&ccedil;&otilde;es de boa vontade.<\/p>\n<p>No <strong>campo educativo,<\/strong> podemos referir o IDF, a Escola de Santa Madalena Canossa, a escola Prim&aacute;ria M&atilde;e Clara e os v&aacute;rios Lares de meninas e rapazes espalhados desde os Angolares at&eacute; Guadalupe, as bibliotecas, jardins infantis, etc.<\/p>\n<p>No <strong>apoio a carenciados<\/strong> refira-se o trabalho levado a cabo pela Santa Casa, a CARITAS, as v&aacute;rias Congrega&ccedil;&otilde;es Religiosas, os grupos caritativos paroquiais, a a&ccedil;&atilde;o dos Leigos para o Desenvolvimento&hellip; Todos conhecemos os Lares de Idosos D. Simoa Godinho e de S&atilde;o Francisco, o Orfanato da CARITAS, as cantinas sociais de &Aacute;gua Iz&eacute; e da Trindade, o Centro de Dia Pe. Silva em Ribeira Afonso, os bairros sociais das Neves e de Ribeira Afonso, a distribui&ccedil;&atilde;o de roupas e alimentos aos mais pobres, etc.<\/p>\n<p>Na <strong>forma&ccedil;&atilde;o profissional<\/strong> refiram-se centros de costura (Neves, Guadalupe, Santana), escolas de Inform&aacute;tica (Neves, Guadalupe), carpintarias, cursos de culin&aacute;ria (Bom-bom, Trindade), etc.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, ainda h&aacute; colabora&ccedil;&atilde;o com outras entidades, como com a ARCAR, um centro de acolhimento de crian&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o de risco.<\/p>\n<p>A Igreja est&aacute; pois muito presente nas estruturas de desenvolvimento social deste pa&iacute;s e esperamos continuar a ser cada vez mais uma Institui&ccedil;&atilde;o ao servi&ccedil;o da popula&ccedil;&atilde;o em geral, mas sobretudo dos mais carenciados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Futuro de S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe<\/em><\/p>\n<p>O crist&atilde;o &eacute; o homem da esperan&ccedil;a. Por isso eu acredito no futuro deste pa&iacute;s. Para isso h&aacute; necessidade de nos empenharmos em dar educa&ccedil;&atilde;o e perspetivas de futuro &agrave; juventude deste pa&iacute;s, h&aacute; que pensar como possibilitar aos jovens emprego, casa, possibilidade de constru&iacute;rem um amanh&atilde; de esperan&ccedil;a. Necessitamos de estabilidade governativa e de termos governos que pensem um projeto para o pa&iacute;s a longo prazo, de modo a desenvolver as potencialidades desta na&ccedil;&atilde;o. Necessitamos de dar condi&ccedil;&otilde;es de vida digna a todos, a come&ccedil;ar pelas crian&ccedil;as. O governo e outras entidades t&ecirc;m de lutar pela defesa da vida das nossas crian&ccedil;as, tantas vezes geradas no &aacute;lcool e criadas ao <em>Deus dar&aacute;<\/em>. N&atilde;o podemos continuar a tolerar o abandono dos nossos idosos acusando-os de serem feiticeiros (infelizmente esta cren&ccedil;a est&aacute; entranhada na sociedade santomense, encontrando-se presente em todas as categorias sociais: desde os mais pobres aos mais ricos, dos mais ignorantes aos mais cultos, com consequ&ecirc;ncias dram&aacute;ticas). H&aacute; que apostar na fam&iacute;lia, numa educa&ccedil;&atilde;o para os valores, desenvolver e apoiar iniciativas de desenvolvimento sem estarmos &agrave; espera de contra partidas. H&aacute; que acreditar no amanh&atilde;.<\/p>\n<p>Deus nos ajude a todos.<\/p>\n<p><em>D. Manuel Ant&oacute;nio dos Santos, bispo de S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No passado dia 12 de julho, S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe celebrou o 36.&ordm; anivers&aacute;rio da sua independ&ecirc;ncia. 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