{"id":5220,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/d-armindo-lopes-coelho-bispo-ha-25-anos\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"d-armindo-lopes-coelho-bispo-ha-25-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/d-armindo-lopes-coelho-bispo-ha-25-anos\/","title":{"rendered":"D. Armindo Lopes Coelho: Bispo h\u00e1 25 anos"},"content":{"rendered":"<p>Homilia da Eucaristia de Bodas de Prata Episcopais <!--more--> Quando Deus mandou o seu Anjo anunciar a Maria que a destinava para M\u00e3e do Salvador-Jesus Cristo, a Senhora assim manifestou a sua obedi\u00eancia livre e f\u00e9 exemplar: \u201cEis a serva do Senhor, fa\u00e7a-se em mim segundo a vossa palavra\u201d (Lc. 1,38). Obedecendo e realizando a palavra de Deus, Maria consagrou-se totalmente, como M\u00e3e da Encarna\u00e7\u00e3o, ao Filho e \u00e0 sua Obra, \u201ctornou-se causa da salva\u00e7\u00e3o, para si e para todo o g\u00e9nero humano\u201d, como dizia Santo Ireneu (Adv. Haer. III, 22,4. cf. L.G. 53). Servo de Deus \u00e9 o t\u00edtulo que o profeta Isa\u00edas atribuiu ao Messias: \u201cEis o meu servo&#8230; sobre Ele derramarei o meu esp\u00edrito; Ele espalhar\u00e1 a justi\u00e7a entre as na\u00e7\u00f5es\u201d (Is. 42,1). A Carta de S. Paulo aos Filipenses fala da Encarna\u00e7\u00e3o do Filho de Deus em termos semelhantes: \u201cAniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo\u201d (Filip. 2,7). Foi por este processo de aniquilamento (kenose) que se iniciou o sacrif\u00edcio redentor de Cristo. E o mesmo S. Paulo, lembrando aos Cor\u00edntios os direitos de um ap\u00f3stolo e pregador do Evangelho, preferiu a liberdade como condi\u00e7\u00e3o ideal para o Apostolado: \u201cTendo-me libertado de tudo, fiz-me servo de todos\u201d (I Cor. 9,19). Faz hoje vinte e cinco anos que nesta S\u00e9 Catedral fui ordenado Bispo, como titular de Elvas e auxiliar do Porto. Adoptei como lema e como sinal de liberdade e disponibilidade o prop\u00f3sito e lema de S. Paulo: \u201cOmnium me servum feci \u2013 fiz-me servo, servidor de todos\u201d. Evocando a figura veneranda e venerada do Bispo sagrante (Senhor D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes) e as figuras dos Bispos consagrantes, Sr. D. Domingos de Pinho Brand\u00e3o e Sr. D. Manuel da Silva Martins, nesta S\u00e9 que se encheu de Bispos, Sacerdotes e uma multid\u00e3o do laicado diocesano, tenho presente neste momento que, sem rigor de contabilidade, fui Bispo da Diocese de Viana do Castelo durante quinze anos e que estou a completar dez anos de servi\u00e7o \u00e0 Diocese do Porto, tr\u00eas como auxiliar e sete como titular. Devo dizer que considero este jubileu episcopal como uma gra\u00e7a de Deus, como dom de vida e como minist\u00e9rio episcopal, mas sobretudo entendo que esta oportunidade \u00e9 motivo para balan\u00e7o, reflex\u00e3o, exame de consci\u00eancia. A consci\u00eancia diz-me que devo dar contas a Deus, e tamb\u00e9m dar contas ao povo de Deus que me foi confiado. Logo no dia da ordena\u00e7\u00e3o episcopal, n\u00e3o tendo obviamente programa pastoral pr\u00f3prio para a Diocese do Porto tive a ousadia de manifestar a preocupa\u00e7\u00e3o com a vida e minist\u00e9rio dos sacerdotes, com a sua forma\u00e7\u00e3o permanente e actualiza\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica; o desejo de continuar a dedicar-me ao Semin\u00e1rio, a cujo servi\u00e7o estivera durante vinte anos; e dirigi palavras de apelo \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o dos Religiosos e Religiosas, sem deixar de me afirmar aberto e atento \u00e0s justas aspira\u00e7\u00f5es e exig\u00eancias do laicado diocesano. Na tomada de posse como Bispo de Viana do Castelo, em 8 de Dezembro de 1982, preveni: \u201cN\u00e3o tenho outro programa que n\u00e3o seja a miss\u00e3o da Igreja universal que est\u00e1 e se concretiza em todas as igrejas particulares ou dioceses nossas irm\u00e3s, que olham para Roma como sendo \u201caquela que preside \u00e0 caridade\u201d (Santo In\u00e1cio de Antioquia), considerando no entanto que \u201ca tarefa de evangelizar todos os homens constitui a miss\u00e3o essencial da Igreja\u201d (Ev. Nunt. 14) e que \u201centre os principais encargos dos Bispos ocupa lugar preeminente a prega\u00e7\u00e3o do Evangelho\u201d (L.G. 25). Ainda assim, e dadas as peculiares circunst\u00e2ncias da Diocese, referia a necessidade de a dotar com um Semin\u00e1rio que fosse \u201ccentro de forma\u00e7\u00e3o para o seu Clero e n\u00facleo de irradia\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e da cultura religiosa para todo o Povo de Deus\u201d. E conclu\u00eda deste modo: \u201c\u00c0 mensagem de Amor de Deus que a nossa F\u00e9 aprende na Revela\u00e7\u00e3o e que \u00e9 a raz\u00e3o da nossa Esperan\u00e7a, procuremos responder em coro de disponibilidade geradora de optimismo e de solidariedade redentora, a exemplo de Maria: sejamos servos do Senhor, instrumentos para a realiza\u00e7\u00e3o da Sua vontade\u201d. Tendo tomado posse desta Diocese do Porto em 29 de Julho de 1997, aqui me apresentei e fui recebido em 21 de Setembro seguinte com a solenidade que me confundiu sobremaneira. Eu mesmo me interroguei deste modo: Que programa proponho? Que prioridades sinto? Que preocupa\u00e7\u00f5es me acompanham? Experimentava como nunca a raz\u00e3o e o sentido das palavras de S. Martinho de Dume: \u201cSejam as tuas opini\u00f5es ju\u00edzos formados. Cogita\u00e7\u00f5es vagas, e in\u00fateis, e semelhantes a sonhos, n\u00e3o as abraces\u201d (Formula Vitae Honestae). E por isso continuava: \u201cn\u00e3o trago programa pastoral&#8230; Tentaremos, a partir de hoje como antes, levar \u00e0 pr\u00e1tica aquilo que o Mestre ensina, o Esp\u00edrito sugere, o Povo de Deus pede e exige, a sociedade precisa e espera\u201d. Prepar\u00e1vamos ent\u00e3o as Celebra\u00e7\u00f5es Jubilares do ano 2000, que foram a afirma\u00e7\u00e3o e express\u00e3o da vida, miss\u00e3o, actualidade,  esperan\u00e7a e futuro da Igreja. Iniciado o terceiro mil\u00e9nio da era crist\u00e3, mantemos viva igual Esperan\u00e7a (mesmo que assinalada pelos abalos que a afectam), transportamos connosco o programa anunciado e ainda premente \u2013 \u201ca nova evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d, programa robustecido pelo alento evang\u00e9lico que o Papa nos faz sentir \u2013 \u201cduc in altum\u201d (tenta ainda de novo, mais forte, mais ao largo, com confian\u00e7a&#8230;). Neste momento apraz-me, como naquele dia 21 de Setembro, n\u00e3o tentar responder \u00e0 pergunta que ficou sem resposta, mas afirmar em repeti\u00e7\u00e3o o esp\u00edrito que me tem animado. Mantenho como op\u00e7\u00e3o fundamental o lema do meu episcopado: \u201cFiz-me servo (servidor) de todos, para todos, para tudo\u201d. N\u00e3o est\u00e1 em causa a independ\u00eancia e a liberdade. Mas est\u00e1 em causa a n\u00e3o exclus\u00e3o: nem de pessoas, nem de ideias, nem de problemas, nem de ideologias, credos ou partidos pol\u00edticos. \u00c9 que n\u00f3s temos um Mestre que se sentou (e continua sentado) \u00e0 mesa do p\u00e3o e do di\u00e1logo, com todos. Pese embora o esc\u00e2ndalo dos puritanos e fariseus. O Deus que anunciamos ensina e lembra-nos que \u201cprefere a miseric\u00f3rdia ao sacrif\u00edcio\u201d. A Igreja, nossa M\u00e3e, \u00e9 caminho e meio de salva\u00e7\u00e3o para todos, mas sabemos que ela n\u00e3o faz o Esp\u00edrito de Deus prisioneiro das suas dimens\u00f5es. E convida-nos a ser arautos e construtores da paz, mas adverte que n\u00e3o pode haver paz sem perd\u00e3o. Passados vinte e cinco anos de minist\u00e9rio episcopal, n\u00e3o vou inventariar o que foi feito, o que foi esquecido ou omitido, mas apenas dizer como vejo o futuro da Igreja do Porto, em preocupa\u00e7\u00e3o e em projecto. Enquanto prepar\u00e1vamos o in\u00edcio do terceiro mil\u00e9nio e celebr\u00e1vamos o Grande Jubileu do ano 2000, reflect\u00edamos sobre o conceito de \u201cnova evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d e os modos de a implementar, em resposta ao apelo do Santo Padre (cf. Christif. Laici, n.\u00bas 34ss). Entretanto o pr\u00f3prio Papa se e nos interrogava sobre a necessidade de uma primeira evangeliza\u00e7\u00e3o. De facto, nos v\u00e1rios n\u00edveis ou \u00e1reas de incultura\u00e7\u00e3o do Evangelho ou de evangeliza\u00e7\u00e3o de povos, culturas, estruturas ou indiv\u00edduos, surgiram e perduram apelos naturais e sinais significativos de que, sendo imperioso promover uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m em n\u00e3o poucos casos \u00e9 necess\u00e1rio fazer o primeiro an\u00fancio do Evangelho. Assim, a indiscut\u00edvel prioridade pastoral desta Diocese do Porto \u00e9 a Evangeliza\u00e7\u00e3o, como an\u00fancio, como retoma e como educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o, tendo como base os valores humanos, individuais e sociais, e formando a personalidade crist\u00e3 mediante a leitura e medita\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus. Como escreveu o Papa, \u201c\u00e9 necess\u00e1rio que a escuta da Palavra se torne um encontro vital, segundo a antiga e sempre v\u00e1lida tradi\u00e7\u00e3o da lectio divina: esta permite ler o texto b\u00edblico como palavra viva que interpela, orienta e plasma a exist\u00eancia\u201d (cf. Pastores gregis, n.\u00ba 15). Esta prioridade n\u00e3o \u00e9 exclusiva ou excludente nem \u00e9 restritiva, mas abrangente, nomeadamente em rela\u00e7\u00e3o a outras \u00e1reas ou prioridade implicadas e supostas no enunciado program\u00e1tico para o futuro que j\u00e1 come\u00e7ou. Concretamente, ocupar-nos-emos da vasta problem\u00e1tica da Fam\u00edlia, \u201cjustamente chamada \u2018igreja dom\u00e9stica\u2019, espa\u00e7o aberto \u00e0 presen\u00e7a do Senhor Jesus, santu\u00e1rio da vida\u201d (Past. greg. n.\u00ba 25). Fundada sobre o Sacramento do Matrim\u00f3nio, a fam\u00edlia crist\u00e3 \u00e9 para n\u00f3s s\u00edmbolo e refer\u00eancia de valores a defender e promover no ambiente da sociedade civil. Para isso continuaremos a fomentar e apoiar uma Pastoral familiar eficiente em todo o espa\u00e7o da Diocese.  Dedicaremos especial cuidado \u00e0 \u201cevangeliza\u00e7\u00e3o e acompanhamento espiritual dos jovens\u201d (id. 53). Conhecemos os seus problemas, atitudes e at\u00e9 objec\u00e7\u00f5es contra a Igreja, e \u00e9 por isso que poremos em pr\u00e1tica, ainda mais, \u201cum minist\u00e9rio de esperan\u00e7a\u201d, j\u00e1 que consideramos os jovens como \u201csentinelas da manh\u00e3\u201d no mundo novo que n\u00e3o construiremos sem eles. Reconhecemos que \u201ch\u00e1 necessidade de educar os jovens para descobrirem a pr\u00f3pria vida como voca\u00e7\u00e3o\u201d e que importa \u201crefor\u00e7ar a dimens\u00e3o vocacional de toda a ac\u00e7\u00e3o pastoral\u201d (id. 54). A voca\u00e7\u00e3o baptismal est\u00e1 na primeira linha da evangeliza\u00e7\u00e3o e da vida crist\u00e3, mas as voca\u00e7\u00f5es de consagra\u00e7\u00e3o (sacerdotais, religiosas e mission\u00e1rias) pertencem ao n\u00facleo essencial da Igreja e s\u00e3o essenciais para a evangeliza\u00e7\u00e3o, dinamismo e o crescimento da mesma Igreja. Nestas preocupa\u00e7\u00f5es pastorais que cabem no t\u00edtulo e \u00e2mbito da evangeliza\u00e7\u00e3o conta-se tamb\u00e9m e ainda a dimens\u00e3o social que, perante a globaliza\u00e7\u00e3o que caracteriza o mundo actual, entendemos como \u201cglobaliza\u00e7\u00e3o na caridade, sem marginaliza\u00e7\u00e3o\u201d (id. 69), na defesa da dignidade da pessoa humana e da solidariedade, e no respeito pelo princ\u00edpio de subsidiariedade. Justi\u00e7a social, solidariedade e caridade s\u00e3o dimens\u00f5es da evangeliza\u00e7\u00e3o e garantes da sua credibilidade e efic\u00e1cia. N\u00e3o se trata de ideias e projectos pessoais do Bispo. Estas s\u00e3o preocupa\u00e7\u00f5es e dimens\u00f5es partilhadas e vividas em corresponsabilidade e comunh\u00e3o: Corresponsabilidade e comunh\u00e3o dos Senhores Bispos auxiliares, do Conselho Presbiteral, do Conselho Pastoral Diocesano e quantos se v\u00eam empenhando no estudo, em sugest\u00f5es oportunas e em ac\u00e7\u00e3o pastoral sobre os temas agora apontados, e at\u00e9 na programa\u00e7\u00e3o j\u00e1 vis\u00edvel na Diocese. Porque todos queremos viver e que se viva um Cristianismo em que seja poss\u00edvel a experi\u00eancia de Deus. Um Cristianismo de solidariedade e comunh\u00e3o, de paz, partilha e perd\u00e3o. De liberdade e justi\u00e7a. Um Cristianismo esclarecido e cr\u00edtico, que recusa a intoler\u00e2ncia religiosa e n\u00e3o pactua com fundamentalismos. Um Cristianismo de ac\u00e7\u00e3o numa Igreja de todos os baptizados, na qual a hierarquia e o laicado conhe\u00e7am o seu lugar e fun\u00e7\u00e3o para realizarem com harmonia a tarefa comum que \u00e9 estar no mundo para ser sinal e caminho de salva\u00e7\u00e3o, partilhando \u201cas alegrias e as esperan\u00e7as, as tristezas e as ang\u00fastias dos homens de hoje\u201d (G. S. 1). Este \u00e9 o momento de mais uma vez dar gra\u00e7as a Deus pelo dom do minist\u00e9rio episcopal exercido ao longo de vinte e cinco anos com a sua gra\u00e7a e as b\u00ean\u00e7\u00e3os maternais de Maria, M\u00e3e da Igreja e padroeira desta cidade e diocese. Para agradecer ao Santo Padre a confian\u00e7a que depositou em mim e a gentileza paternal e fraterna de me enviar a Sua B\u00ean\u00e7\u00e3o como express\u00e3o da Caridade que une e preside. Para agradecer ao Senhor N\u00fancio Apost\u00f3lico, impossibilitado de estar presente, a mensagem de amizade que se dignou enviar-me. Para agradecer \u00e0s Ex.mas autoridades a sua grata presen\u00e7a nesta Celebra\u00e7\u00e3o. Os meus cumprimentos de muito respeito e dos melhores votos. Aos meus diocesanos, de ontem, e de hoje, aqui presentes em dimens\u00e3o hier\u00e1rquica ou laical, ou em uni\u00e3o connosco na ora\u00e7\u00e3o e comunh\u00e3o de que toda a Diocese \u00e9 testemunha. Ao pensar nos Sacerdotes e Leigos desta Diocese, no Povo de Deus e na sociedade que aqui est\u00e1 e sinto confiada \u00e0 minha solicitude pastoral, recordo o meu lema de ac\u00e7\u00e3o-servo, ao servi\u00e7o de todos, e percebo que a reflex\u00e3o silenciosa deveria sobrepor-se a quaisquer palavras e celebra\u00e7\u00f5es. Finalmente, devo palavras de especial amizade e gratid\u00e3o aos Senhores Arcebispos e Bispos de Portugal, aqui reunidos comigo e todos em uni\u00e3o com o Bispo de Roma. O Pontifical da Ordena\u00e7\u00e3o lembra esta condi\u00e7\u00e3o e dever de colegialidade episcopal. \u201cEsta uni\u00e3o colegial entre os Bispos funda-se conjuntamente sobre a ordena\u00e7\u00e3o episcopal e a comunh\u00e3o hier\u00e1rquica com a Cabe\u00e7a do Col\u00e9gio e com os membros\u201d que pertencem ao Col\u00e9gio Episcopal. Acreditamos que as fun\u00e7\u00f5es recebidas na ordena\u00e7\u00e3o episcopal devem ser exercidas em comunh\u00e3o hier\u00e1rquica, embora de modo distinto pela diversidade de situa\u00e7\u00f5es imediatas. Se nem sempre a colegialidade efectiva \u00e9 poss\u00edvel ou perfeita e total, a nossa colegialidade afectiva mant\u00e9m-se sempre como marca de comunh\u00e3o e express\u00e3o de amizade (cf. Past. greg. n.\u00ba 8). Ao fim de vinte e cinco anos de minist\u00e9rio episcopal, apraz-me confessar, perante esta multid\u00e3o de testemunhas, que o meu minist\u00e9rio episcopal nunca foi t\u00e3o feliz e conseguido como quando experimentei a gra\u00e7a desta amizade, colegialidade e comunh\u00e3o com o Col\u00e9gio Episcopal na pessoas da Cabe\u00e7a (o Bispo de Roma) e de todos os membros do Col\u00e9gio Episcopal, aqui presentes em cada um de V. Ex.cias, Senhor Presidente e Senhores Membros da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa. E \u00e9 por este testemunho que desejo sintetizar toda a minha gratid\u00e3o neste dia.  Porto, 25 de Mar\u00e7o de 2004  D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia da Eucaristia de Bodas de Prata Episcopais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[147,160,182,187,193,206,268,314],"class_list":["post-5220","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-d-armindo-lopes-coelho","tag-diocese-de-viana-do-castelo","tag-diocese-do-porto","tag-educacao","tag-familia","tag-nova-evangelizacao","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5220","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5220"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5220\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5220"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5220"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}