{"id":52135,"date":"2011-07-08T11:43:28","date_gmt":"2011-07-08T11:43:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/07\/08\/conclusoes-do-encontro-nacional-dos-secretariados-diocesanos-de-migracoes-e-capelanias-de-imigrantes\/"},"modified":"2011-07-08T11:43:28","modified_gmt":"2011-07-08T11:43:28","slug":"conclusoes-do-encontro-nacional-dos-secretariados-diocesanos-de-migracoes-e-capelanias-de-imigrantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/conclusoes-do-encontro-nacional-dos-secretariados-diocesanos-de-migracoes-e-capelanias-de-imigrantes\/","title":{"rendered":"Conclus\u00f5es do Encontro Nacional dos Secretariados Diocesanos de Migra\u00e7\u00f5es e Capelanias de Imigrantes"},"content":{"rendered":"<p>De 4 a 8 de julho na Casa Diocesana da Diocese de Aveiro, em Albergaria-a-Velha, estiveram reunidos no seu encontro nacional anual, os Secretariados Diocesanos de Migra&ccedil;&otilde;es e Capelanias de Imigrantes, refletindo sobre o tema: &ldquo;Migra&ccedil;&otilde;es. Presente e Futuro&rdquo;. O encontro contou com a participa&ccedil;&atilde;o de D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro, D. Ant&oacute;nio Vitalino Dantas, Bispo de Beja e Presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Mobilidade Humana, D. Ant&oacute;nio Braga, Bispo de Angra, D. Manuel Quintas, Bispo do Algarve e D. Ant&oacute;nio Rafael, Bispo Em&eacute;rito de Bragan&ccedil;a-Miranda, Vogais da referida Comiss&atilde;o, Fr. Francisco Sales Diniz, ofm., Secret&aacute;rio da Comiss&atilde;o e Diretor da Obra Cat&oacute;lica Portuguesa de Migra&ccedil;&otilde;es, representantes da maioria das Dioceses do Pa&iacute;s e das Capelanias de imigrantes Africanos, Brasileiros e Ucranianos.<\/p>\n<p>Da reflex&atilde;o realizada nestes dias, os participantes chegaram &agrave;s seguintes conclus&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1 &ndash; A realidade das migra&ccedil;&otilde;es em Portugal alterou-se muito rapidamente nos &uacute;ltimos tempos. A Imigra&ccedil;&atilde;o praticamente estagnou e muitos imigrantes regressaram ou est&atilde;o a regressar aos pa&iacute;ses de origem ou a partir para outros pa&iacute;ses de acolhimento; por&eacute;m, s&atilde;o muitos os que ainda permanecem e continuar&atilde;o entre n&oacute;s Por outro lado, a emigra&ccedil;&atilde;o portuguesa cresce rapidamente, mas em moldes diversos do passado, o que manifesta que a pastoral das migra&ccedil;&otilde;es, neste contexto, continua a ser de import&acirc;ncia fundamental.<\/p>\n<p>Recomendamos que a Igreja em Portugal, na linha do repensar juntos a Pastoral, tenha em conta a Pastoral da Mobilidade, por esta ser uma realidade incontorn&aacute;vel que caracteriza o nosso tempo, e, por isso, deve continuar a ser objeto privilegiado da sua solicitude pastoral.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2 &ndash; Dos estudos feitos na &aacute;rea das migra&ccedil;&otilde;es, alegramo-nos por na sociedade portuguesa n&atilde;o existirem manifesta&ccedil;&otilde;es significativas de xenofobia e racismo, a n&atilde;o ser em rela&ccedil;&atilde;o a uma minoria &eacute;tnica, os ciganos, que n&atilde;o se incluem no fen&oacute;meno migrat&oacute;rio.<\/p>\n<p>Contudo, recomendamos aos agentes pastorais uma permanente aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es de racismo e xenofobia que promovem a exclus&atilde;o e marginaliza&ccedil;&atilde;o das suas v&iacute;timas e recordamos que todas as manifesta&ccedil;&otilde;es de racismo e de xenofobia s&atilde;o um crime punido por lei.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3 &ndash; Alegramo-nos com a partilha da viv&ecirc;ncia nas Capelanias de Imigrantes, quer na sua diversidade cultural, quer na sua experi&ecirc;ncia religiosa.<\/p>\n<p>Recomendamos uma maior aten&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o com os cat&oacute;licos de outros ritos, em ordem &agrave; comunh&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da interculturalidade, assim como a partilha das diversas experi&ecirc;ncias espirituais nas nossas comunidades. Recomendamos &agrave;s Capelanias que promovam rela&ccedil;&otilde;es de proximidade e de participa&ccedil;&atilde;o nas comunidades de acolhimento, como meio de evitar a cria&ccedil;&atilde;o de guetos que podem levar a uma identifica&ccedil;&atilde;o com Igrejas n&atilde;o cat&oacute;licas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4 &ndash; Reconhecemos a import&acirc;ncia do voluntariado nos diversos setores da a&ccedil;&atilde;o social da sociedade e tamb&eacute;m em diversas &aacute;reas da pastoral da Igreja, mas salientamos que, mais do que voluntariado, o servi&ccedil;o na Igreja &eacute; essencialmente compromisso crist&atilde;o.<\/p>\n<p>Recomendamos que se potencie a participa&ccedil;&atilde;o de crist&atilde;os, devidamente preparados, para colaborarem no trabalho da pastoral das migra&ccedil;&otilde;es, quer em rela&ccedil;&atilde;o com a OCPM, quer a n&iacute;vel das Dioceses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5 &ndash; Sentimos haver alguma desarticula&ccedil;&atilde;o entre os diversos organismos da Igreja que trabalham, direta ou indiretamente, no apoio social e pastoral das migra&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Recomendamos que se promova, nas Dioceses, uma melhor articula&ccedil;&atilde;o entre os diversos servi&ccedil;os, criando novos canais de comunica&ccedil;&atilde;o que facilitem e permitam que a mensagem passe e contribuam para um maior envolvimento e empenho dos que t&ecirc;m responsabilidade neste setor da pastoral.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>6 &ndash; Conclu&iacute;mos que a maioria dos Secretariados Diocesanos luta com falta de meios humanos e materiais que lhes permitam desenvolver o trabalho de qualidade que a dignidade dos migrantes merece.<\/p>\n<p>Recomendamos que sejam fornecidos aos Secretariados os meios de que necessitam, a fim de que possam desenvolver o trabalho para que foram nomeados e se evite o desalento e a exist&ecirc;ncia de secretariados nomeados mas que na pr&aacute;tica n&atilde;o t&ecirc;m nenhuma a&ccedil;&atilde;o. Recomendamos que o fruto do ofert&oacute;rio nacional realizado no Domingo que encerra a Semana Nacional de Migra&ccedil;&otilde;es, seja distribu&iacute;do, nas Dioceses, como est&aacute; estabelecido pela Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>7 &ndash; Sentimos que nos falta um maior conhecimento sobre a realidade religiosa existente no pa&iacute;s, que conta com uma multiplicidade de igrejas crist&atilde;s de rito oriental, o que tem levado &agrave; confus&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o das Igrejas Cat&oacute;licas de Rito Oriental com as Igrejas Ortodoxas. Este desconhecimento estende-se tamb&eacute;m a outras Igrejas Crist&atilde;s, o que dificulta, muitas vezes, o relacionamento ecum&eacute;nico e o di&aacute;logo inter-religioso..<\/p>\n<p>Recomendamos que se promovam, a n&iacute;vel nacional e local, a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o para os cat&oacute;licos e agentes pastorais, com vista a dar a conhecer estas realidades, particularmente a multiplicidade de ritos na Igreja Cat&oacute;lica, as diferen&ccedil;as entre os mesmos, assim como as quest&otilde;es relacionadas com a celebra&ccedil;&atilde;o dos sacramentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>8 &ndash; Olhamos com alegria para a caminhada de reestrutura&ccedil;&atilde;o da Pastoral da Mobilidade Humana na Diocese de Aveiro, na linha das orienta&ccedil;&otilde;es do Conselho Pontif&iacute;cio e da Comiss&atilde;o Episcopal da Mobilidade Humana.<\/p>\n<p>Respeitando a autonomia e a realidade de cada Diocese, recomendamos, como forma de renova&ccedil;&atilde;o da pastoral da mobilidade na Igreja em Portugal, que se v&aacute; estruturando os Secretariados e servi&ccedil;os pastorais da mobilidade nesta linha, a fim de poderem abranger todas as dimens&otilde;es da mobilidade humana presentes em cada Diocese.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O ano de 2012 &eacute; o ano das celebra&ccedil;&otilde;es dos 50 anos da OCPM. Neste encontro foi ainda refletida a proposta de programa para as celebra&ccedil;&otilde;es. Em tempo oportuno, o programa das celebra&ccedil;&otilde;es ser&aacute; divulgado &agrave; Igreja e &agrave; Sociedade.<\/p>\n<p>Agradecemos &agrave; Diocese de Aveiro, na pessoa do seu Bispo, D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos e ao seu Departamento Diocesano da Mobilidade Humana, na pessoa do Secret&aacute;rio Diocesano, Pe. Ab&iacute;lio Ara&uacute;jo, o acolhimento fraterno e a colabora&ccedil;&atilde;o na organiza&ccedil;&atilde;o do encontro<\/p>\n<p>&nbsp;O pr&oacute;ximo encontro realizar-se-&aacute; em Lisboa e integrar-se-&aacute; no programa das celebra&ccedil;&otilde;es dos 50 anos da OCPM. Este ser&aacute; alargado &agrave;s Miss&otilde;es Cat&oacute;licas de L&iacute;ngua Portuguesa e outros respons&aacute;veis da pastoral migrat&oacute;ria dos pa&iacute;ses de acolhimento dos emigrantes portugueses, assim como dos pa&iacute;ses de origem dos imigrantes que residem em Portugal.<\/p>\n<p>Albergaria-a-Velha, 8 de julho de 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 4 a 8 de julho na Casa Diocesana da Diocese de Aveiro, em Albergaria-a-Velha, estiveram reunidos no seu encontro nacional anual, os Secretariados Diocesanos de Migra&ccedil;&otilde;es e Capelanias de Imigrantes, refletindo sobre o tema: &ldquo;Migra&ccedil;&otilde;es. Presente e Futuro&rdquo;. O encontro contou com a participa&ccedil;&atilde;o de D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro, D. 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