{"id":52,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/o-mundo-da-saude-e-o-maior-campo-de-evangelizacao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"o-mundo-da-saude-e-o-maior-campo-de-evangelizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-mundo-da-saude-e-o-maior-campo-de-evangelizacao\/","title":{"rendered":"O mundo da sa\u00fade \u00e9 o maior campo de evangeliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Feytor Pinto, Coordenador da Comiss\u00e3o Nacional da Pastoral da Sa\u00fade <!--more--> Ag\u00eancia ECCLESIA &#8211; A mensagem de Jo\u00e3o Paulo II para o Dia Mundial do Doente fala de \u201ccentros de vida e de esperan\u00e7a\u201d como resposta aos problemas do sofrimento e da morte. H\u00e1 mesmo resposta para esses problemas? Pe. Feytor Pinto \u2013 Hoje, uma grande preocupa\u00e7\u00e3o que n\u00f3s temos, \u00e9 ajudar as pessoas na fase terminal da vida. No nosso tempo h\u00e1 a tend\u00eancia eutan\u00e1sica, eliminar a pessoa que est\u00e1 a sofrer e continuarmos n\u00f3s \u201cno cantinho da vida\u201d, sem nos preocuparmos muito. \u00c9 assim que se eliminam as crian\u00e7as antes de nascer, que se deixam cair os deficientes, que se abandonam os doentes em fase terminal. Alguns falam mesmo de \u201ceutan\u00e1sia social\u201d, em que a pessoa \u00e9 atirada para unidades em que se encontra totalmente sozinha. Contrariando tudo isto, a Pastoral da Sa\u00fade tem o dever de criar centros \u201cde vida e de esperan\u00e7a\u201d, que sirvam de apoio aos doentes.  AE \u2013 Que outros pontos destacaria na mensagem do Papa? FP \u2013 \u00c9 fundamental sublinhar a vis\u00e3o que o Papa tem do mundo em sofrimento. Logo no n.\u00ba 2 ele fala de uma sociedade em que dominam os poderosos, marginalizando e eliminando os mais fracos; podemos colocar os problemas \u201ctradicionais\u201d do aborto e da eutan\u00e1sia, mas podemos colocar o problema da guerra, que \u00e9 tamb\u00e9m isto. O Papa fala ainda da pena de morte e, a concluir, defende que a nossa cultura deve ser a da vida e n\u00e3o a da morte, que \u00e9 brutal no mundo de hoje.  Jo\u00e3o Paulo II fala para o continente americano, n\u00e3o para um pa\u00eds: o espectro de reflex\u00e3o do Papa ultrapassa largamente os EUA. Perante o sofrimento, a solid\u00e3o, a ang\u00fastia, a Igreja tem de ter uma palavra muito especial, pelas capelanias, pelas comiss\u00f5es de \u00e9tica, pelo pessoal sanit\u00e1rio laical.  AE \u2013 As comunidades paroquiais s\u00e3o muito responsabilizadas nesta mensagem. Como tem sido entendido esse apelo em Portugal? FP \u2013 O que \u00e9 dito no n.\u00ba 5 da mensagem do Papa vem ao encontro da nossa preocupa\u00e7\u00e3o por ultrapassar a mera perspectiva hospitalar: quando se fala em Pastoral da Sa\u00fade pensa-se imediatamente em hospitais, mas as comunidades paroquiais t\u00eam muito mais responsabilidades. Como diz o Papa, hoje est\u00e1-se cada vez menos tempo nos hospitais, os doentes est\u00e3o em casa e isto implica que as par\u00f3quias t\u00eam de organizar rapidamente uma estrutura pastoral que apoie os doentes que est\u00e3o domiciliados.  \u00c9 importante reflectir na nossa actividade, percebendo at\u00e9 que ponto somos capazes de dar apoio a todos os doentes, n\u00e3o apenas aos doentes terminais. A presen\u00e7a junto deles tem de ser muito mais do que a administra\u00e7\u00e3o dos Sacramentos, que s\u00e3o importantes, n\u00e3o deixando faltar aos doentes a consola\u00e7\u00e3o do Senhor.  AE &#8211; Aos p\u00e1rocos ser\u00e1 exigida sensibilidade no campo dessa pastoral? FP &#8211; O Papa faz refer\u00eancia \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do Clero. H\u00e1 pa\u00edses em que os seminaristas t\u00eam cursos especiais na \u00e1rea da sa\u00fade, nos \u00faltimos anos, mas n\u00f3s em Portugal ainda estamos no princ\u00edpio.  Eu fa\u00e7o um apelo a todos os respons\u00e1veis dos semin\u00e1rios para que introduzam o estudo da pastoral da sa\u00fade, porque os hospitais e os espa\u00e7os onde est\u00e3o os doentes s\u00e3o as novas catedrais dos nossos tempos.  As pessoas j\u00e1 n\u00e3o v\u00e3o muito \u00e0 Igreja, mas toda a gente adoece! Importa perceber como \u00e9 que utilizamos este fen\u00f3meno como um espa\u00e7o de amor, de humaniza\u00e7\u00e3o, de presen\u00e7a que abra a porta a uma evangeliza\u00e7\u00e3o. Por isso, fico contente por termos escolhido, para a reflex\u00e3o nacional, o tema \u201cDoentes na par\u00f3quia, uma prioridade\u201d. Para mim, este \u00e9 o grande slogan do Dia Mundial do Doente.   AE &#8211; Que iniciativas tomou a Comiss\u00e3o Nacional da Pastoral da Sa\u00fade? FP &#8211; N\u00f3s lan\u00e7amos uma catequese para os que trabalham nesta \u00e1rea, damos orienta\u00e7\u00f5es para as par\u00f3quias saberem o que fazer face aos seus doentes e, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preven\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as, o trabalho que \u00e9 feito na catequese e nas escolas cat\u00f3licas tem de ser um trabalho de preven\u00e7\u00e3o.  Repare-se que os comportamentos sexuais no mundo contempor\u00e2neo s\u00e3o b\u00e1rbaros e trazem consequ\u00eancias brutais para a sa\u00fade das pessoas: as doen\u00e7as ven\u00e9reas s\u00e3o 42, n\u00e3o \u00e9 apenas a Sida. Al\u00e9m da educa\u00e7\u00e3o da sexualidade h\u00e1 problemas como o stress, que lembram a necessidade de educar as pessoas para viverem num mundo diferente. Quem me dera que todas as par\u00f3quias acordassem para estas realidades!  AE \u2013 Mesmo fomentando novas formas de presen\u00e7a na pastoral dos doentes, h\u00e1 uma presen\u00e7a tradicional nos hospitais que se traduz nas capelanias. Esta presen\u00e7a tradicional est\u00e1 amea\u00e7ada face ao surgimento de gest\u00f5es privadas nos nossos hospitais? FP \u2013 Eu n\u00e3o diria que \u00e9 uma amea\u00e7a, mas \u00e9 um problema que obriga o Estado a garantir um dos aspectos mais importantes na recupera\u00e7\u00e3o dos doentes, que \u00e9 a parte espiritual. O ser humano \u00e9 um ser integral, que precisa de um bem-estar que inclui uma dimens\u00e3o sobrenatural, religiosa, n\u00e3o podemos dispensar a assist\u00eancia religiosa. As novas gest\u00f5es podem dizer que n\u00e3o s\u00e3o obrigadas a cumprir o decreto regulamentar 55\/80. J\u00e1 come\u00e7amos as conversa\u00e7\u00f5es com o Minist\u00e9rio, em Julho, de modo a assegurar, que o respeito pela liberdade religiosa, seja garantido a todos os doentes, o apoio an\u00edmico que vem do apoio espiritual, religioso, indispens\u00e1vel para a cura total. Estou convencido que se vai encontrar uma f\u00f3rmula jur\u00eddica que salvaguarde esse direito dos doentes porque n\u00e3o se trata aqui de um direito da Igreja: \u00e9 um direito dos doentes que tem de ser garantido mediante uma estrutura legal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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