{"id":51986,"date":"2011-06-28T13:14:51","date_gmt":"2011-06-28T13:14:51","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/06\/28\/mutualidades-e-atualidade\/"},"modified":"2011-06-28T13:14:51","modified_gmt":"2011-06-28T13:14:51","slug":"mutualidades-e-atualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mutualidades-e-atualidade\/","title":{"rendered":"Mutualidades e atualidade"},"content":{"rendered":"<p>Pedro Bleck da Silva <!--more--> <\/p>\n<p>1.As Associa&ccedil;&otilde;es Mutualistas nasceram essencialmente com fins de Previd&ecirc;ncia em sentido lato, procurando dar resposta aos chamados riscos sociais. Por riscos sociais entenda-se aqui as hoje normais car&ecirc;ncias financeiras determinadas por acidente, invalidez, doen&ccedil;a e morte, essencialmente. Mas tamb&eacute;m as situa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a propriamente dita, com a necessidade de assist&ecirc;ncia medica ou medicamentosa.<\/p>\n<p>Esse foi o principio. Hoje, as Mutualidades, n&atilde;o deixando de desenvolver, essencialmente, sistemas de previd&ecirc;ncia, os chamados sistemas complementares de previd&ecirc;ncia e sistemas complementares de sa&uacute;de, estenderam a sua a&ccedil;&atilde;o aos chamados fins de prote&ccedil;&atilde;o social e de promo&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida, organizando e gerindo equipamentos e servi&ccedil;os de apoio social ou prosseguindo atividades que promovam o desenvolvimento moral, intelectual e f&iacute;sico dos seus associados.<\/p>\n<p>2.Todavia, as mutualidades assumem e incorporam aspetos espec&iacute;ficos de organiza&ccedil;&atilde;o, funcionamento e gest&atilde;o, que s&atilde;o elementos definidores da sua pr&oacute;pria natureza e especificidade.<\/p>\n<p>S&atilde;o organiza&ccedil;&otilde;es <strong>livres<\/strong>, a ades&atilde;o &eacute; livre, <strong>democr&aacute;ticas<\/strong>, regem-se pela elei&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica dos seus &oacute;rg&atilde;os e <strong>solid&aacute;rias,<\/strong> querendo isto significar que funcionam na base da solidariedade entre os seus membros. Esta solidariedade mutualista traduz a obrigatoriedade de todos contribu&iacute;rem para um Fundo Comum, fundo esse que &eacute; o suporte financeiro essencial da atividade, dos benef&iacute;cios, que a mutualidade atribui aos seus associados ou familiares. E da&iacute; que as mutualidades funcionem tendo por base essa contribui&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios associados, o que d&aacute; origem a que elas sejam financeiramente aut&oacute;nomas, n&atilde;o devendo depender de terceiros.<\/p>\n<p>3. Em Portugal, hoje , as Mutualidades representam mais de 1 Milh&atilde;o de Associados, cerca de 2 Milh&otilde;es de benefici&aacute;rios e as 101 Mutualidades que existem d&atilde;o trabalho a mais de 1500 pessoas.<\/p>\n<p>O desafio das Mutualidades, hoje, para al&eacute;m da reafirma&ccedil;&atilde;o do seu modelo&nbsp; &eacute; contribuir com a sua a&ccedil;&atilde;o para a resolu&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o criada pelas graves car&ecirc;ncias sociais de que muitos Portugueses hoje sofrem.<\/p>\n<p>&Eacute; evidente que as mutualidades s&atilde;o institui&ccedil;&otilde;es que funcionam <strong>preventivamente<\/strong>. Hoje h&aacute; mais de 1 Milh&atilde;o de Portugueses que t&ecirc;m parte dos seus riscos cobertos. Est&atilde;o menos expostos &agrave; crise. O ideal seria que todos os Portugueses tivessem a oportunidade de ver os seus riscos cobertos, pelo que, antes de mais, o primeiro grande contributo que refor&ccedil;adamente as mutualidades hoje podem dar &eacute;, justamente, incentivarem o desenvolvimento do seu pr&oacute;prio modelo. Seja na previd&ecirc;ncia complementar plena, seja no campo da sa&uacute;de.<\/p>\n<p>Mas podem e devem abrir-se &agrave; comunidade.<\/p>\n<p>Existem hoje 101 mutualidades. Algumas dotadas de elevados recursos, outras com excelentes equipamentos. Quase todas com alguma estrutura de organiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>As mutualidades, devem, pois, disponibilizar os seus recursos (n&atilde;o especialmente afetos a responsabilidades) e a sua capacidade instalada, para ajudar a cobrir verdadeiras necessidades b&aacute;sicas: alimenta&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de.<\/p>\n<p>N&atilde;o seria dif&iacute;cil, com o concurso de outras organiza&ccedil;&otilde;es, Bancos alimentares por exemplo, criar algumas respostas em termos alimentares para os mais carenciados. H&aacute; mutualidades que j&aacute; o fazem&hellip;.. H&aacute; mutualidades que t&ecirc;m essa capacidade.<\/p>\n<p>N&atilde;o seria dif&iacute;cil disponibilizar servi&ccedil;os de sa&uacute;de, protocolando com o Estado, como outras organiza&ccedil;&otilde;es fazem, e utilizar a capacidade instalada de algumas mutualidades.<\/p>\n<p>N&atilde;o ser&aacute; o principio de autonomia e sufici&ecirc;ncia financeira o obst&aacute;culo.<\/p>\n<p>Mas h&aacute; mais hip&oacute;teses de concorrer para a Atualidade.<\/p>\n<p>Reparemos que as Mutualidades s&atilde;o dos primeiros casos daquilo que hoje chamamos empreendedorismo. S&atilde;o verdadeiros exemplos de empreendedorismo social.<\/p>\n<p>Hoje fala-se muito de empreendedorismo como formula para ajudar muitos cidad&atilde;os a voltar a encontrar um trabalho e fonte de sustento.<\/p>\n<p>As Mutualidades, se n&atilde;o podem elas pr&oacute;prias financiar f&oacute;rmulas de empreendedorismo, podem todavia disponibilizar as suas organiza&ccedil;&otilde;es e a sua rela&ccedil;&atilde;o de proximidade com a popula&ccedil;&atilde;o e os carenciados, para ajudar a encontrar solu&ccedil;&otilde;es de trabalho, e de cria&ccedil;&atilde;o de riqueza, no &acirc;mbito de micro ou pequenas empresas.<\/p>\n<p>As mutualidades, muitas, t&ecirc;m a organiza&ccedil;&atilde;o, h&aacute; que aproveit&aacute;-la. Do empreendedorismo social que s&atilde;o, podem ajudar a replicar o exemplo criando riqueza e emprego.<\/p>\n<p>No fundo estar&atilde;o a ser fieis a si pr&oacute;prias. Ajudar a prevenir os riscos das pessoas: &eacute; por isso e para isso que elas existem.&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Pedro Bleck da Silva, vice-presidente Uni&atilde;o das Mutualidades Portuguesas<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Bleck da Silva<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[314],"class_list":["post-51986","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51986","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51986"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51986\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51986"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51986"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51986"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}