{"id":51907,"date":"2011-06-23T00:01:00","date_gmt":"2011-06-23T00:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/06\/23\/corpo-de-deus-a-ousadia-de-acreditar-que-cristo-esta-vivo-e-de-o-levar-pelas-ruas\/"},"modified":"2011-06-23T00:01:00","modified_gmt":"2011-06-23T00:01:00","slug":"corpo-de-deus-a-ousadia-de-acreditar-que-cristo-esta-vivo-e-de-o-levar-pelas-ruas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/corpo-de-deus-a-ousadia-de-acreditar-que-cristo-esta-vivo-e-de-o-levar-pelas-ruas\/","title":{"rendered":"Corpo de Deus: \u00abA ousadia de acreditar que Cristo est\u00e1 vivo e de o levar pelas ruas\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Padre M\u00e1rio Rui Pedras destaca a import\u00e2ncia hist\u00f3rica e religiosa da prociss\u00e3o \u00abmais antiga e participada\u00bb da cidade de Lisboa <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 23 jun 2011 (Ecclesia) &ndash; O padre M&aacute;rio Rui Pedras considera que a prociss&atilde;o do Corpo de Deus, que a Igreja Cat&oacute;lica realiza hoje, mostra &ldquo;a ousadia de acreditar que Cristo est&aacute; vivo e de o levar pelas ruas&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Aquilo que de melhor a Igreja tem para oferecer a cada homem e mulher &eacute; esta afirma&ccedil;&atilde;o simples, de que Cristo est&aacute; connosco at&eacute; ao fim dos tempos, e que a forma concreta de nos encontrarmos com ele &eacute; comungando-o, adorando-o e seguindo-o no concreto desta manifesta&ccedil;&atilde;o t&atilde;o singular e t&atilde;o bela&rdquo; sublinha o p&aacute;roco de S&atilde;o Nicolau, em declara&ccedil;&otilde;es ao programa da Igreja Cat&oacute;lica, na Antena 1.<\/p>\n<p>Numa entrevista que poder&aacute; ser acompanhada esta noite, a partir das 22h45, o sacerdote aborda a forma como esta tradi&ccedil;&atilde;o religiosa, incorporada na Solenidade do Sant&iacute;ssimo Corpo e Sangue de Cristo, tem marcado a hist&oacute;ria da cidade de Lisboa, desde h&aacute; quase 8 s&eacute;culos.<\/p>\n<p>Se no tempo da ocupa&ccedil;&atilde;o espanhola, no s&eacute;culo XVI, o rei Filipe I considerou a celebra&ccedil;&atilde;o lisboeta como a &ldquo;mais concorrida e solene&rdquo;, durante a reg&ecirc;ncia de D. Jo&atilde;o V ela &ldquo;ganhou uma tal dimens&atilde;o que os estrangeiros registavam em 1730 uma pompa que ultrapassava tudo o que se pratica em outros lugares da cristandade&rdquo; real&ccedil;a M&aacute;rio Rui Pedras.<\/p>\n<p>Este exemplo de adora&ccedil;&atilde;o e fervor popular sobreviveu mesmo &agrave;s primeiras d&eacute;cadas de implanta&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica em Portugal, a partir de 1910, altura em que &ldquo;se proibiram todos os dias santos da Igreja e se interrompeu o culto p&uacute;blico&rdquo;.<\/p>\n<p>Retomada nos anos 50 do s&eacute;culo XX, &ldquo;ainda que muitas vezes s&oacute; nos claustros da S&eacute;&rdquo; e restaurada publicamente pelo cardeal Ant&oacute;nio Ribeiro, nos anos 70, a prociss&atilde;o do Corpo de Deus assume-se hoje como a &ldquo;mais antiga e participada&rdquo; de todas as manifesta&ccedil;&otilde;es religiosas deste g&eacute;nero.<\/p>\n<p>Esta quinta-feira, segundo o sacerdote, dever&atilde;o marcar presen&ccedil;a nesta &ldquo;caminhada&rdquo; cerca de 10 mil pessoas, crentes e n&atilde;o crentes, que acompanhar&atilde;o &ldquo;Cristo Ressuscitado&rdquo; pelas ruas da baixa lisboeta.<\/p>\n<p>&ldquo;Muitas t&ecirc;m a primeira experi&ecirc;ncia de contacto com esta realidade&rdquo; aponta o p&aacute;roco de S&atilde;o Nicolau, para quem o segredo desta ades&atilde;o est&aacute; sobretudo na forma &ldquo;digna e bela&rdquo; como este ato de culto &eacute; realizado.<\/p>\n<p>A Solenidade do Sant&iacute;ssimo Corpo e Sangue de Cristo &eacute; celebrada todos os anos pela Igreja Cat&oacute;lica, sempre na quinta-feira imediatamente a seguir ao domingo da Sant&iacute;ssima Trindade.<\/p>\n<p>Conhecida popularmente como &ldquo;Corpo de Deus&rdquo;, come&ccedil;ou por ser assinalada em 1246, na cidade de Li&egrave;ge, na atual B&eacute;lgica, tendo sido alargada &agrave; Igreja latina pelo Papa Urbano IV atrav&eacute;s da bula &#8220;Transiturus&#8221;, em 1264.<\/p>\n<p>A &#8220;comemora&ccedil;&atilde;o mais c&eacute;lebre e solene do Sacramento memorial da Missa&#8221;, nas palavras de Urbano IV, recebeu v&aacute;rias denomina&ccedil;&otilde;es ao longo dos s&eacute;culos: festa do Sant&iacute;ssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo.<\/p>\n<p>Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo praticamente desaparecido a festa lit&uacute;rgica do &#8220;Precios&iacute;ssimo Sangue&#8221;, a 1 de julho.<\/p>\n<p>A prociss&atilde;o com o Sant&iacute;ssimo Sacramento &eacute; recomendada pelo C&oacute;digo de Direito Can&oacute;nico, no qual se refere que &#8220;onde, a ju&iacute;zo do Bispo diocesano, for poss&iacute;vel, para testemunhar publicamente a venera&ccedil;&atilde;o para com a sant&iacute;ssima Eucaristia fa&ccedil;a-se uma prociss&atilde;o pelas vias p&uacute;blicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo&#8221; (c&acirc;n. 944, &sect;1).<\/p>\n<p><em>PRE\/JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre M\u00e1rio Rui Pedras destaca a import\u00e2ncia hist\u00f3rica e religiosa da prociss\u00e3o \u00abmais antiga e participada\u00bb da cidade de 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