{"id":51842,"date":"2011-06-16T14:00:00","date_gmt":"2011-06-16T14:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/06\/16\/homilia-do-bispo-de-aveiro-na-vigilia-de-pentecostes\/"},"modified":"2011-06-16T14:00:00","modified_gmt":"2011-06-16T14:00:00","slug":"homilia-do-bispo-de-aveiro-na-vigilia-de-pentecostes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-aveiro-na-vigilia-de-pentecostes\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Aveiro na vig\u00edlia de Pentecostes"},"content":{"rendered":"<p>1. Estamos nesta S&eacute; Catedral de Aveiro, Igreja M&atilde;e da nossa Diocese, vindos de todos os horizontes da Diocese.&nbsp; Viemos para rezar. Lembramos o Cen&aacute;culo de Jerusal&eacute;m, onde os ap&oacute;stolos e Maria, M&atilde;e de Jesus, se reuniram em ora&ccedil;&atilde;o. Est&aacute; connosco a Diocese neste seu caminhar ao longo desta terceira etapa do nosso Plano Diocesano de Pastoral, que agora se encerra. Unimo-nos &agrave; volta do lema: Igreja Diocesana orante &eacute; lugar de Esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Sabemo-nos convocados e reunidos em nome do Senhor, nosso Deus e nosso Pai, para escutar a sua Palavra, que em Jesus, seu Filho, se fez Boa Nova para todos os tempos e lugares. Estamos aqui para saborear o dom do Esp&iacute;rito Santo, que habita em n&oacute;s desde o nosso batismo.<\/p>\n<p>A hora &eacute; de vig&iacute;lia da noite a anunciar dias novos de miss&atilde;o, radicada na for&ccedil;a do Evangelho e voltada para o mundo a quem somos enviados.<\/p>\n<p>2. Somos Igreja orante. Esta Vig&iacute;lia quer ser disso express&atilde;o bela e verdadeira. Sentimos necessidade de rezar. Apercebemo-nos progressivamente da centralidade da ora&ccedil;&atilde;o na nossa vida e na vida das nossas comunidades. Procur&aacute;mos descobrir na dimens&atilde;o lit&uacute;rgica e celebrativa e na religiosidade popular o alimento espiritual para dinamizar a forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, fomentando tamb&eacute;m o empenho na caridade crist&atilde;.<\/p>\n<p>A ora&ccedil;&atilde;o &eacute; a alma do culto crist&atilde;o. &Eacute; parte constitutiva da vida, da celebra&ccedil;&atilde;o, da festa e do testemunho dos crentes. Na humildade, rezamos pedindo; na esperan&ccedil;a, rezamos agradecendo; na alegria, rezamos louvando; nas horas de fragilidade, rezamos implorando perd&atilde;o; na comunh&atilde;o de irm&atilde;os, rezamos construindo comunidade; no sil&ecirc;ncio da contempla&ccedil;&atilde;o, adoramos Deus fonte de vida.<\/p>\n<p>A ora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o nos retira da realidade. D&aacute;-nos uma consci&ecirc;ncia nova da realidade, vista com plena lucidez, &agrave; luz da f&eacute; e na perspetiva da salva&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A Igreja orante &eacute; lugar de esperan&ccedil;a para o mundo.<\/p>\n<p>Lembro a afirma&ccedil;&atilde;o de Bento XVI no n.&ordm; 32 da enc&iacute;clica Salvos na Esperan&ccedil;a. Diz o Santo Padre: &ldquo;A ora&ccedil;&atilde;o &eacute; o primeiro e essencial lugar de aprendizagem da esperan&ccedil;a&rdquo; (Spe Salvi, 32).<\/p>\n<p>Acompanha-me desde janeiro passado aquela inesperada, surpreendente e interpelativa pergunta de uma crian&ccedil;a de um Jardim de Inf&acirc;ncia na nossa diocese, que logo pela manh&atilde; quando visitava a sua Escola me dizia: &laquo; bispo j&aacute; rezaste?&raquo; E quando lhe devolvi a palavra: &laquo;porque me fazes esta pergunta?&raquo; Ele respondeu: &laquo;porque eu j&aacute; rezei.&raquo;<\/p>\n<p>Nesta resposta simples e singela de uma crian&ccedil;a sinto a voz de uma Igreja orante, verdadeiro povo de Deus em ora&ccedil;&atilde;o: sacerdotes, di&aacute;conos, consagrados e consagradas; crian&ccedil;as e jovens, fam&iacute;lias por inteiro, aqueles que sofrem pela doen&ccedil;a e pelas prova&ccedil;&otilde;es e aqueles que lutam por um mundo melhor.<\/p>\n<p>Tenho encontrado em muitos crist&atilde;os uma maior procura de ora&ccedil;&atilde;o e sinto que existe em muitas pessoas, mesmo aparentemente mais distanciadas da f&eacute;, uma grande nostalgia de Deus e uma progressiva, ainda que discreta, busca de Deus.<\/p>\n<p>3.Escutamos a Palavra de Deus. Sentimos como Ezequiel que &laquo;a m&atilde;o do Senhor paira sobre n&oacute;s&hellip;e que o Senhor nos conduz pelo seu Esp&iacute;rito&hellip;e nos convida a ser profetas&raquo;. Ezequiel ouviu a palavra imperativa de Deus e &laquo;profetizou como o Senhor lhe mandara&raquo; e &laquo;os ossos ressequidos ganharam carne, &hellip; o esp&iacute;rito entrou neles e eles receberam vida, &hellip; desta vida ressurgiu um povo com direito a uma terra de liberdade e de esperan&ccedil;a&hellip;a terra de Israel&raquo; (cf Ez.&nbsp; 37, 1-14)).<\/p>\n<p>&Eacute; deste mesmo Esp&iacute;rito de Deus que fala Joel: &laquo;derramarei o meu esp&iacute;rito sobre todo o ser vivo; vossos filhos e filhas profetizar&atilde;o&hellip;e realizarei prod&iacute;gios no c&eacute;u e na terra&raquo; (cf Joel 3, 1-6&nbsp; ).<\/p>\n<p>Ezequiel e Joel, profetas, falaram em nome de Deus e o cora&ccedil;&atilde;o e a intelig&ecirc;ncia do povo de Israel abriram caminho a tempos novos marcados pela esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>No texto do Evangelho, S. Jo&atilde;o, diz-nos que Jesus veio ao encontro dos disc&iacute;pulos. Eles estavam reunidos e ficaram cheios de alegria. E Jesus disse-lhes: &laquo;A paz esteja convosco. Recebei o Esp&iacute;rito Santo&raquo; (cf Jo, 20, 19-23).<\/p>\n<p>4. A Igreja, nascida do Pentecostes, fortalece-se com os dons do Esp&iacute;rito recebidos para a miss&atilde;o. Da&iacute; irrompe a for&ccedil;a da esperan&ccedil;a. A&iacute; vamos, em perman&ecirc;ncia, aprender a cultivar os frutos do Esp&iacute;rito. Somos chamados a ser luz, a lutar pela liberdade, a repartir o p&atilde;o da verdade, a anunciar a Boa Nova de Deus, a falar do Amor e a partilhar a vida. Esta &eacute; a pedagogia de Jesus e a escola da esperan&ccedil;a que o mundo procura na Igreja.<\/p>\n<p>&Eacute; de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e de a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as este momento de ora&ccedil;&atilde;o de toda a Igreja diocesana de Aveiro pelo bem realizado e por todos quantos nele se empenham.<\/p>\n<p>Esta Vig&iacute;lia, &eacute; tamb&eacute;m tempo de envio. E por isso &eacute; de f&eacute; e de confian&ccedil;a esta hora. Acreditamos que o Esp&iacute;rito Santo nos foi dado desde o nosso batismo; acreditamos que o Esp&iacute;rito Santo &eacute; a alma da Igreja, a anima e purifica; acreditamos que o Esp&iacute;rito Santo enche a terra inteira e por todos reparte os seus dons; acreditamos que o Esp&iacute;rito Santo &eacute; a nossa luz e for&ccedil;a e nos d&aacute; coragem para a profecia, aud&aacute;cia para crescer em santidade e ousadia renovada e criativa para a miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Cumpre-nos continuar o esp&iacute;rito de ora&ccedil;&atilde;o e a educa&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica em toda a Diocese, centrando-nos na eucaristia, memorial vivo do mist&eacute;rio pascal, valorizando a viv&ecirc;ncia dos sacramentos e revitalizando com criatividade outros momentos de ora&ccedil;&atilde;o e oportunidades de forma&ccedil;&atilde;o. O plano diocesano de pastoral lit&uacute;rgica ajudar-nos-&aacute; nesse prop&oacute;sito.<\/p>\n<p>O tempo avan&ccedil;a. Uma nova Etapa pastoral centrada na Fam&iacute;lia vai em breve come&ccedil;ar. O Jubileu da nossa Diocese est&aacute; pr&oacute;ximo. Esta Vig&iacute;lia convoca-nos para a ora&ccedil;&atilde;o, fortalece-nos na comunh&atilde;o e mobiliza-nos para a miss&atilde;o.<\/p>\n<p>5.Que Maria, presente no Cen&aacute;culo e sempre atenta e materna companheira do caminho da Igreja, modelo de ora&ccedil;&atilde;o e estrela da esperan&ccedil;a, nos aben&ccedil;oe nos nossos prop&oacute;sitos e compromissos de miss&atilde;o e nos ensine a revelar este rosto mission&aacute;rio da Igreja, pleno de beleza, de bondade e de alegria.<\/p>\n<p>Que a prote&ccedil;&atilde;o de Santa Joana Princesa, nossa Padroeira, nos inspire este santo e s&aacute;bio gosto de ora&ccedil;&atilde;o, de que ela nos deixou em Aveiro exemplar testemunho.<\/p>\n<p>S&eacute; de Aveiro, 11 de junho de 2011<\/p>\n<p><em>D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, bispo de Aveiro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Estamos nesta S&eacute; Catedral de Aveiro, Igreja M&atilde;e da nossa Diocese, vindos de todos os horizontes da Diocese.&nbsp; Viemos para rezar. Lembramos o Cen&aacute;culo de Jerusal&eacute;m, onde os ap&oacute;stolos e Maria, M&atilde;e de Jesus, se reuniram em ora&ccedil;&atilde;o. 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