{"id":51841,"date":"2011-06-16T14:55:54","date_gmt":"2011-06-16T14:55:54","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/06\/16\/homilia-do-bispo-de-aveiro-na-peregrinacao-anual-ao-santuario-de-nossa-senhora-de-vagos\/"},"modified":"2011-06-16T14:55:54","modified_gmt":"2011-06-16T14:55:54","slug":"homilia-do-bispo-de-aveiro-na-peregrinacao-anual-ao-santuario-de-nossa-senhora-de-vagos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-aveiro-na-peregrinacao-anual-ao-santuario-de-nossa-senhora-de-vagos\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Aveiro na peregrina\u00e7\u00e3o anual ao Santu\u00e1rio de Nossa Senhora de Vagos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><strong><em>Isa&iacute;as 9, 1-6<\/em><\/strong><\/p>\n<p>1.Nesta segunda &#8211; feira depois de Pentecostes, vimos como peregrinos ao Santu&aacute;rio de Nossa Senhora de Vagos. Cumprimos e renovamos uma antiga, bela e j&aacute; habitual tradi&ccedil;&atilde;o, mem&oacute;ria sagrada das promessas feitas pelos nossos antepassados.<\/p>\n<p>&nbsp;Sa&uacute;do-vos, irm&atilde;os e irm&atilde;s peregrinos, desta Igreja de Aveiro e da Igreja irm&atilde; de Coimbra. Sa&uacute;do os irm&atilde;os sacerdotes e di&aacute;conos, na comunh&atilde;o do minist&eacute;rio a que Deus nos chamou. Sa&uacute;do as Autoridades locais presentes do nosso concelho de Vagos e de Cantanhede. Trazemos os mesmos sentimentos que ao longo dos s&eacute;culos firmaram os passos e afirmaram a f&eacute; de tantos que nos precederam na vida e se fizeram peregrinos deste belo Santu&aacute;rio da M&atilde;e de Deus e M&atilde;e da Igreja, Senhora da alegria e da esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Viemos para rezar, para conviver e para fazer festa. Unimo-nos &agrave; volta do lema da terceira etapa do Plano Diocesano de Pastoral: Igreja Diocesana orante &eacute; lugar de Esperan&ccedil;a, que anteontem na Vig&iacute;lia do Pentecostes congregou, na S&eacute; de Aveiro, toda a Diocese, numa intensa e criativa experi&ecirc;ncia de f&eacute; e de comunh&atilde;o.<\/p>\n<p>Centramo-nos na Eucaristia, memorial vivo do mist&eacute;rio pascal. Sabemo-nos convocados e reunidos em nome do Senhor, nosso Deus e nosso Pai, para escutar a sua Palavra, que em Jesus, seu Filho, se fez Boa Nova para todos os tempos e lugares. Estamos aqui para saborear o dom do Esp&iacute;rito Santo, que habita em n&oacute;s desde o nosso batismo.<\/p>\n<p>A hora &eacute; de peregrina&ccedil;&atilde;o a anunciar caminhos de miss&atilde;o, radicada na for&ccedil;a do Evangelho e voltada para o mundo a quem somos enviados como comunicadores da f&eacute;, da esperan&ccedil;a e do amor.<\/p>\n<p>2. Somos Igreja orante, reunida &agrave; volta de Maria, M&atilde;e de Jesus e nossa M&atilde;e. Esta Peregrina&ccedil;&atilde;o &eacute; disso uma express&atilde;o bela e verdadeira. Sentimos necessidade de rezar. Apercebemo-nos progressivamente da centralidade da ora&ccedil;&atilde;o na nossa vida e na vida das nossas comunidades. Procur&aacute;mos descobrir na dimens&atilde;o lit&uacute;rgica e celebrativa e na religiosidade popular o nosso alimento espiritual.<\/p>\n<p>A ora&ccedil;&atilde;o &eacute; a alma do culto crist&atilde;o. &Eacute; parte constitutiva da vida, da celebra&ccedil;&atilde;o, da festa e do testemunho dos crentes. Na humildade, rezamos pedindo; na esperan&ccedil;a, rezamos agradecendo; na alegria, rezamos louvando; nas horas de fragilidade, rezamos implorando perd&atilde;o; na comunh&atilde;o de irm&atilde;os, rezamos construindo comunidade; no sil&ecirc;ncio da contempla&ccedil;&atilde;o, adoramos Deus fonte de vida.<\/p>\n<p>3. Vivemos numa sociedade em mudan&ccedil;a, numa cultura a exigir presen&ccedil;a atenta de todos e empenhamento l&uacute;cido dos crist&atilde;os, num momento de dificuldades sociais e de priva&ccedil;&otilde;es graves no seio de muitas fam&iacute;lias, a impor respostas urgentes, solid&aacute;rias e criativas.<\/p>\n<p>Caminhamos para o Santu&aacute;rio de Nossa Senhora de Vagos, aben&ccedil;oado Solar da M&atilde;e de Deus. Trazemos connosco as cores pr&oacute;prias dos carismas da vida, da f&eacute;, do trabalho, dos sonhos, projetos e prova&ccedil;&otilde;es, tristezas, das dores e dos sofrimentos de todos n&oacute;s<\/p>\n<p>4.Escutamos a Palavra de Deus. O profeta Isa&iacute;as consola um povo sem coragem, apesar da liberdade de novo conquistada, ap&oacute;s o duro cativeiro da Babil&oacute;nia, e relan&ccedil;a este povo no caminho da esperan&ccedil;a. Um povo livre e peregrino, para quem as casas s&atilde;o tendas instaladas em campo aberto. Este j&uacute;bilo toca a nossa vida, convidando-nos a colocarmo-nos ao servi&ccedil;o da Boa Nova.<\/p>\n<p>A alegria jubilosa a que Isa&iacute;as nos convida &eacute; uma alegria fundada em Deus. Um Deus que nos oferece como des&iacute;gnio uma sociedade nova. Este Deus &eacute; no olhar confiante do profeta como um pai atento que lhe d&aacute; vida abundante; &eacute; como uma m&atilde;e terna que consola, afaga e acaricia.<\/p>\n<p>&Eacute; esta mesma alegria que Paulo recomenda ao disc&iacute;pulo Tim&oacute;teo ao enaltecer a import&acirc;ncia da ora&ccedil;&atilde;o essencial ao minist&eacute;rio do an&uacute;ncio do Evangelho.<\/p>\n<p>A alegria a que Deus nos chama e a for&ccedil;a da ora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deixam que o medo e a ang&uacute;stia sejam nossos companheiros de viagem.<\/p>\n<p>Aqueles que a vida feriu e aqueles a quem o desemprego, a doen&ccedil;a, as priva&ccedil;&otilde;es e as prova&ccedil;&otilde;es fragilizam t&ecirc;m de encontrar em cada um de n&oacute;s e nas nossas comunidades um testemunho, um rosto e um cora&ccedil;&atilde;o deste Deus que nos consola, anima e fortalece neste caminhar na esperan&ccedil;a e na alegria.<\/p>\n<p>5. &Eacute; de f&eacute; e de confian&ccedil;a esta Peregrina&ccedil;&atilde;o. Acreditamos que o Esp&iacute;rito Santo, que ontem celebr&aacute;vamos na Solenidade do Pentecostes nos foi dado desde o nosso batismo; acreditamos que o Esp&iacute;rito Santo &eacute; a alma da Igreja, a anima e purifica; acreditamos que o Esp&iacute;rito Santo enche a terra inteira e por todos reparte os seus dons; acreditamos que o Esp&iacute;rito Santo &eacute; a nossa luz e for&ccedil;a e nos d&aacute; coragem para a profecia, aud&aacute;cia para crescer em santidade e ousadia renovada e criativa para a miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Nascido no cora&ccedil;&atilde;o de Deus, o projeto de salvar a humanidade continua a realizar-se na hist&oacute;ria, necessitando de homens e mulheres que nele acreditem e colaborem com o jeito terno e materno de Maria, M&atilde;e de Jesus.<\/p>\n<p>Hoje celebramos a festa lit&uacute;rgica de Santo Ant&oacute;nio de Lisboa, glorioso e exemplar testemunho de quem ouviu a voz de Deus e se tornou mensageiro cred&iacute;vel e pregador corajoso da Palavra de Deus.<\/p>\n<p>Esta &eacute; uma hora de gratid&atilde;o ao Senhor pelo trabalho realizado por tantos homens e mulheres, a exemplo de Santo Ant&oacute;nio, em prol da miss&atilde;o. &Eacute; tempo de reavivar o ardor, o zelo e o entusiasmo pela miss&atilde;o ao servi&ccedil;o do an&uacute;ncio corajoso do Evangelho. &Eacute; o momento de olharmos a partir daqui o futuro com confian&ccedil;a e abrirmos horizontes novos de miss&atilde;o &agrave;s nossas &laquo;Igrejas locais, sujeito primeiro da miss&atilde;o&raquo;.<\/p>\n<p>Demos visibilidade ao bem realizado nas nossas comunidades crist&atilde;s e movimentos apost&oacute;licos, intensifiquemos o nosso esfor&ccedil;o de forma&ccedil;&atilde;o e de educa&ccedil;&atilde;o da f&eacute;, abramos caminhos &agrave; evangeliza&ccedil;&atilde;o para l&aacute; das fronteiras do quotidiano, fa&ccedil;amos pontes de di&aacute;logo com os que n&atilde;o creem e saibamos ir em gestos e sinais, em caminhos novos n&atilde;o andados e em &aacute;trios ainda desconhecidos, ao encontro dos que agora chegam &agrave;s nossas terras ou daqueles que h&aacute; muito j&aacute; vieram e de quem ainda ningu&eacute;m se apercebeu.<\/p>\n<p>&Eacute; urgente encontrar mensageiros e trabalhadores que se disponibilizem para serem enviados. Que sejam testemunhas de docilidade, de fidelidade e de generoso servi&ccedil;o e deixem nos trilhos da miss&atilde;o as marcas vivas de gestos de amor, de doa&ccedil;&atilde;o, de partilha e de entrega e os sinais redentores da cruz de Cristo que nos d&aacute; for&ccedil;a para lutar pela paz, pela caridade, pela justi&ccedil;a e pela verdade.<\/p>\n<p>&Eacute; urgente a miss&atilde;o vivida em simplicidade, oportunidade, sabedoria. Todos temos consci&ecirc;ncia de que &ldquo;<em>a seara &eacute; grande e os trabalhadores s&atilde;o poucos&rdquo; ( Lc10, 2). <\/em><\/p>\n<p>Se assumirmos a miss&atilde;o como an&uacute;ncio e testemunho do amor de Deus pelo seu Povo, que em Cristo nos deixou o modelo mais belo deste servi&ccedil;o evangelizador ao mundo, veremos nascer &agrave; nossa volta, perto e longe de n&oacute;s, &laquo;uma Igreja bela, verdadeira casa de fam&iacute;lia, sens&iacute;vel, fraterna, acolhedora e sempre apressadamente a caminho (Lc 1, 39), m&atilde;e comovida com as dores e alegrias de filhos e filhas, cada vez menos em casa, cada vez mais fora de casa, a quem deve fazer chegar e saber envolver na mais simples e comovente not&iacute;cia do amor de Deus&raquo;.( Carta Pastoral sobre o Rosto Mission&aacute;rio da Igreja, n.&ordm; 8).<\/p>\n<p>O Jubileu da nossa Diocese est&aacute; pr&oacute;ximo. Esta Peregrina&ccedil;&atilde;o convoca-nos para a ora&ccedil;&atilde;o, fortalece-nos na comunh&atilde;o e projeta o horizonte da nossa esperan&ccedil;a e da nossa miss&atilde;o neste tempo jubilar que estamos a preparar. Confio a Nossa Senhora de Vagos este prop&oacute;sito de miss&atilde;o rumo ao Jubileu Diocesano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>6. Neste caminho a percorrer em ordem ao Jubileu e neste arco da vida crist&atilde; que em cada peregrina&ccedil;&atilde;o anualmente aqui renovamos n&atilde;o vamos s&oacute;s. Acompanha-nos, com a serenidade terna e com a presen&ccedil;a discreta da M&atilde;e, Santa Maria, a Senhora de Vagos, que hoje solenemente celebramos.<\/p>\n<p>Encontramos em Maria, M&atilde;e de Deus e nossa M&atilde;e, a sabedoria maternal e a profecia evangelizadora, que se fazem escola a moldar em n&oacute;s um cora&ccedil;&atilde;o que v&ecirc; e sonha caminhos novos para o an&uacute;ncio e testemunho da Boa Nova do Reino.<\/p>\n<p>Santu&aacute;rio de Nossa Senhora de Vagos, 13 de junho de 2011<\/p>\n<p><em>D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, bispo de Aveiro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Isa&iacute;as 9, 1-6 1.Nesta segunda &#8211; feira depois de Pentecostes, vimos como peregrinos ao Santu&aacute;rio de Nossa Senhora de Vagos. Cumprimos e renovamos uma antiga, bela e j&aacute; habitual tradi&ccedil;&atilde;o, mem&oacute;ria sagrada das promessas feitas pelos nossos antepassados. &nbsp;Sa&uacute;do-vos, irm&atilde;os e irm&atilde;s peregrinos, desta Igreja de Aveiro e da Igreja irm&atilde; de Coimbra. Sa&uacute;do os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[170,174,292],"class_list":["post-51841","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-aveiro","tag-diocese-de-coimbra","tag-religiosidade-popular"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51841","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51841"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51841\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51841"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51841"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51841"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}