{"id":51805,"date":"2011-06-14T16:17:34","date_gmt":"2011-06-14T16:17:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/06\/14\/repensar-as-manifestacoes-religiosas-populares\/"},"modified":"2011-06-14T16:17:34","modified_gmt":"2011-06-14T16:17:34","slug":"repensar-as-manifestacoes-religiosas-populares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/repensar-as-manifestacoes-religiosas-populares\/","title":{"rendered":"Repensar as manifesta\u00e7\u00f5es religiosas populares"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Vitalino, bispo de Beja e presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana, fala \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA da import\u00e2ncia da piedade popular e do seu entendimento, \u00e0 luz da f\u00e9 e da necessidade de festa <!--more--> <\/p>\n<p>D. Ant&oacute;nio Vitalino, bispo de Beja e presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Mobilidade Humana, fala &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA da import&acirc;ncia da religiosidade popular e do seu entendimento, &agrave; luz da f&eacute; e da necessidade de &ldquo;festa&rdquo; que &eacute; sentida por todos os seres humanos. Para este respons&aacute;vel, &eacute; fundamental que as duas dimens&otilde;es se encontrem e se promova uma s&iacute;ntese que n&atilde;o deixe de lado a verdadeira motiva&ccedil;&atilde;o religiosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; Na esta&ccedil;&atilde;o do ver&atilde;o, as festas e prociss&otilde;es s&atilde;o uma constante nas par&oacute;quias portuguesas. Na linha do documento dos bispos &laquo;Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal&raquo; o cap&iacute;tulo da religiosidade popular tem sido estudado?<\/em><\/p>\n<p><em>D. Ant&oacute;nio Vitalino (AV) &ndash;<\/em> A religiosidade popular tem de ser repensada e renovada. Com o fluxo dos tempos inserem-se aspetos que n&atilde;o prov&ecirc;m da inspira&ccedil;&atilde;o evang&eacute;lica. No entanto, n&atilde;o se pode colocar de lado que o homem necessita de festas, romarias e peregrina&ccedil;&otilde;es. A religiosidade popular tem a particularidade de lhe dar esses s&iacute;mbolos concretos.<\/p>\n<p>Em Portugal realizam-se muitas festas, mas a principal prociss&atilde;o &eacute; a do &laquo;Corpo de Deus&raquo;. A Eucaristia &eacute; o centro de toda a religiosidade crist&atilde;. Depois, v&ecirc;m as festas de Nossa Senhora e em honra dos santos dos padroeiros. Todavia, nem sempre elas est&atilde;o, totalmente, sintonizadas com o objetivo de honrar o padroeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Muitas vezes, o lado l&uacute;dico prevalece em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vertente religiosa.<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> O lado l&uacute;dico e cultural s&atilde;o necess&aacute;rios, mas as motiva&ccedil;&otilde;es das festas nem sempre s&atilde;o as mais corretas. Nem sempre, as pessoas que se juntam para uma festa t&ecirc;m mesma f&eacute; e vis&atilde;o festiva. Mas h&aacute; uma coisa que as une: o desejo de conviver com os outros e de alegrar-se com as outras pessoas. Se repararmos, o Natal tem muita religiosidade popular &agrave; sua volta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Mas um Natal tem um momento preparat&oacute;rio &ndash; o Advento -, suponho que tal n&atilde;o acontece em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s festas em honra do padroeiro?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Antigamente havia&hellip;. Nalguns lados ainda existe o tr&iacute;duo preparat&oacute;rio, mas &eacute; concorrido por pouca gente. Noutros, a festa da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o &eacute; preparada por uma novena.<\/p>\n<p>Prepara-se a festa mais do lado exterior (arranjos dos andores e outras coisas) do que do lado interior. O aspeto econ&oacute;mico, cultural e l&uacute;dico prevalece.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Os p&aacute;rocos est&atilde;o sensibilizados para alterar a vertente preparat&oacute;ria da festa?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Alguns est&atilde;o. Outros menos. &Eacute; sempre altura de muito cansa&ccedil;o porque se acrescenta algo &agrave;quilo que &eacute; o dia a dia. Dada a escassez do clero, h&aacute; muita dificuldade em encontrar padres dispon&iacute;veis para ajudar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A diocese de Beja tem poucos padres. Como conseguem conciliar a vida pastoral do dia a dia com estes &laquo;extras&raquo;?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Alguns padres t&ecirc;m duas festas no mesmo dia. &Agrave;s vezes, os p&aacute;rocos vizinhos d&atilde;o uma ajuda, mas &eacute; imposs&iacute;vel estar em simult&acirc;neo em dois lados. Ap&oacute;s a P&aacute;scoa at&eacute; meados de setembro h&aacute; muitas festas em todo o Alentejo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; E os crist&atilde;os conhecem a hist&oacute;ria do santo\/a que celebram?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Alguns dos santos t&ecirc;m s&eacute;culos e nem sempre se sabe a vida deles. Mas h&aacute; aspetos que passaram para a mentalidade do povo e sabem, sobretudo, do que &eacute; que eles s&atilde;o padroeiros. Sabem que a Santa B&aacute;rbara &eacute; padroeira dos mineiros, S&atilde;o Sebasti&atilde;o &eacute; das pestes&hellip; &Agrave;s vezes, fazem-se serm&otilde;es &agrave; volta da vida do padroeiro, s&oacute; que no ambiente de festa exterior nem tudo se ouve e percebe&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; &Eacute; fundamental a renova&ccedil;&atilde;o pastoral para que os crist&atilde;os sejam mais adultos na f&eacute;.<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Neste repensar &eacute; preciso muito cuidado, sobretudo quando se mexe na religiosidade popular. Por vezes, as pessoas herdaram as tradi&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o est&atilde;o abertas &agrave; novidade. Dizem: &laquo;sempre foi assim e vai continuar assim&raquo;.<\/p>\n<p>Este processo exige muito di&aacute;logo e prepara&ccedil;&atilde;o. &Eacute; fundamental evitar tocar em aspetos sens&iacute;veis ou, ent&atilde;o, explicar e ver se a rea&ccedil;&atilde;o &eacute; positiva. Outras vezes deve-se permutar com outro aspeto que seja mais realista. N&atilde;o se deve entrar em choque.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &ndash; N&atilde;o considera que o evangelho, muitas vezes, &eacute; servido de &laquo;forma enlatada&raquo; e sem novidade?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Na pastoral temos de usar os meios todos, mesmo os meios interativos. Confesso que fa&ccedil;o muita coisa atrav&eacute;s do email porque &eacute; mais personalizado. Atrav&eacute;s deles fa&ccedil;o forma&ccedil;&atilde;o e catequiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; No entanto &eacute; urgente educar&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> &Agrave;s vezes acontecem problemas devido &agrave; educa&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida. Isto &eacute; um processo lento, visto que s&atilde;o tradi&ccedil;&otilde;es que cristalizaram durante s&eacute;culos. Muitas vezes, as raz&otilde;es dos padres ainda n&atilde;o se tornaram as raz&otilde;es das pessoas. Faz parte da sensibilidade profunda religiosa das pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A dimens&atilde;o sacrificial ainda existe no povo?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Basta ver F&aacute;tima.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Mas a realidade de F&aacute;tima &eacute; diferente<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Nas prociss&otilde;es tamb&eacute;m temos pessoas que fazem promessas. Ainda existe o aspeto de sacrif&iacute;cio, mas nota-se que, atualmente, a devo&ccedil;&atilde;o e religiosidade das pessoas n&atilde;o &eacute; t&atilde;o profunda. Quando entregam esmolas ou velas &eacute; porque acharam que foi por intercess&atilde;o do santo que se evitou tal mal ou curou-se tal doen&ccedil;a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Nos momentos de crises, como o vivido atualmente, as promessas aumentam?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Se a crise atinge a pessoa e a fam&iacute;lia, as promessas aumentam. Tentam superar a crise atrav&eacute;s de promessas ou novenas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A regi&atilde;o do Alentejo tem algum santo predileto?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> &Eacute; Nossa Senhora com os mais diferentes t&iacute;tulos: Concei&ccedil;&atilde;o, Guadalupe, Cola, Penha, Gra&ccedil;a e Carmo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Os alentejanos s&atilde;o mais marianos do que cristol&oacute;gicos?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Maria est&aacute; mais difundida no Alentejo, mas tamb&eacute;m existem muitas festas em honra do Sant&iacute;ssimo Sacramento. Na cidade de Beja, o &laquo;Corpo de Deus&raquo; &eacute; a festa por excel&ecirc;ncia. Nossa Senhora &eacute; aquela que tem mais festas nas par&oacute;quias. No entanto, no m&ecirc;s de maio e outubro introduziu-se muito a devo&ccedil;&atilde;o a Nossa Senhora de F&aacute;tima.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Quando se realizam as festas as igrejas est&atilde;o cheias e nos outros domingos?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> No Alentejo, as mulheres e crian&ccedil;as v&atilde;o &agrave; igreja. Os homens ficam c&aacute; fora &agrave; espera da prociss&atilde;o. Por isso, n&atilde;o diria que no dia da festa tem muito mais gente na igreja. Os homens, quando as festas t&ecirc;m a parte folcl&oacute;rica, est&atilde;o ocupados na organiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Essa &eacute; a dimens&atilde;o do voluntariado. A igreja tem sensibilizado para esta &aacute;rea?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> As festas trabalham muito com o voluntariado: limpar, organizar e adornar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A viv&ecirc;ncia da religiosidade popular n&atilde;o &eacute; o lado infantilizado da f&eacute;?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> N&atilde;o diria que &eacute; infantil, mas uma express&atilde;o &ndash; para alguns um pouco infantil ainda &ndash; adulta da f&eacute;. As pessoas saem do espa&ccedil;o lit&uacute;rgico (do templo) e v&atilde;o para a rua. Sabemos que em meios adversos as pessoas s&atilde;o apontadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Ainda existe esse estigma?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> No Alentejo sim. Em algumas partes criou-se a mentalidade que o homem n&atilde;o deve ir &agrave; igreja. Muitas vezes afirmo: &ldquo;o alentejano fora do Alentejo &eacute; um crist&atilde;o muito empenhado&rdquo;. Basta ver na grande Lisboa e nas migra&ccedil;&otilde;es, o empenho dos alentejanos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; T&ecirc;m medo de professar a sua f&eacute;?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> As pessoas agem por motiva&ccedil;&otilde;es e press&otilde;es sociais. Evitamos fazer determinadas coisas quando somos marginalizados. Mas aqueles que participam mostram que s&atilde;o adultos e n&atilde;o t&ecirc;m medo de enfrentar as cr&iacute;ticas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Quando se realiza a festa, as localidades recebem os &laquo;filhos da terra&raquo; que migraram.<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Normalmente, os conterr&acirc;neos voltam a terra natal. Muitos, fazem quest&atilde;o de marcar as f&eacute;rias na altura das festas da sua terra. Outros marcam casamentos e batismos para esse tempo. Como est&atilde;o ausentes muito tempo do ano, n&atilde;o recebem a catequiza&ccedil;&atilde;o. &Agrave;s vezes, &laquo;armam&raquo; conflitos porque n&atilde;o acompanharam o processo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Nesses casos, o bispo desempenha um papel moderador.<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Recebo cartas, telefonemas e delega&ccedil;&otilde;es. Em primeiro lugar, tenho de ouvir o padre e aconselh&aacute;-lo. Depois tento que as pessoas resolvam o problema em paz. &Agrave;s vezes, os padres t&ecirc;m de ceder para evitar conflitos de maior. &Eacute; um trabalho que temos de fazer ao longo do ano: formar e informar as pessoas sobre o evangelho.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>Repensar a Pastoral<\/em><\/p>\n<p><em>AE &ndash; O documento &laquo;Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal&raquo; foi publicado h&aacute; cerca de um ano. J&aacute; existem diretivas ap&oacute;s este tempo de reflex&atilde;o?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> As dioceses e grupos enviaram as respostas sobre as luzes e sombras pastorais at&eacute; ao final de mar&ccedil;o. Na diocese de Beja &ndash; apesar de ser dispersa &ndash; convid&aacute;mos os colaboradores de todas as par&oacute;quias (n&atilde;o apenas o conselho pastoral) para ouvir as suas propostas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O que retiraram desses trabalhos?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Em primeiro lugar, que a igreja tem de ouvir mais os leigos. N&atilde;o pode ser o bispo a ditar ou o seu conselho presbiteral, mas coordenar. Temos de ouvir e assumir muita coisa porque Deus fala por todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Essa &eacute; uma sombra que poder&aacute; tornar-se luz brevemente?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Poder&aacute; tornar-se luz se mudarmos a nossa pr&aacute;tica pastoral. Os leigos n&atilde;o est&atilde;o sempre dispon&iacute;veis para tudo, mas temos alguns que colaboram e est&atilde;o muito dispostos desde que sejam escutados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Que n&atilde;o sejam considerados crist&atilde;os de segunda?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> De segunda ou &laquo;paus mandados&raquo;. O padre n&atilde;o pode ser o &laquo;faz tudo&raquo;. Mais vale fazer pouco, mas com os outros do que ir sozinho. Quando as pessoas ficam para tr&aacute;s, n&atilde;o se constr&oacute;i igreja. A comunidade constr&oacute;i-se com as pessoas. A igreja tem de agir de maneira sinodal.<\/p>\n<p>Os m&eacute;todos de evangeliza&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m de mudar muito. N&atilde;o podem ser s&oacute; os tradicionais de debitar um catecismo ou uma homilia. Bento XVI falou-nos no &laquo;dinamismo dos movimentos&raquo;. Se calhar temos de apostar no dinamismo da fam&iacute;lia, dos pequenos grupos e dos servi&ccedil;os.<\/p>\n<p>Por outro lado, temos de ultrapassar o juridismo e burocracia geogr&aacute;fica paroquial porque, atualmente, existe uma grande mobilidade humana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Perante estes dados, conclui-se que a igreja tem mesmo de repensar a sua pastoral?<\/em><\/p>\n<p><em>AV &ndash;<\/em> Est&aacute; na &laquo;Hora H&raquo;. O II Conc&iacute;lio do Vaticano alertou-nos, mas essa renova&ccedil;&atilde;o ficou muito no aspeto lit&uacute;rgico. A vida crist&atilde; n&atilde;o &eacute; apenas o aspeto lit&uacute;rgico. No acompanhamento da f&eacute; dos adultos e da fam&iacute;lia fizemos pouco.<\/p>\n<p><em>LFS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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