{"id":51792,"date":"2011-06-14T14:27:02","date_gmt":"2011-06-14T14:27:02","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/06\/14\/santo-antonio-hoje\/"},"modified":"2011-06-14T14:27:02","modified_gmt":"2011-06-14T14:27:02","slug":"santo-antonio-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/santo-antonio-hoje\/","title":{"rendered":"Santo Ant\u00f3nio hoje"},"content":{"rendered":"<p>Frei Fabrizio Bordin <!--more--> <\/p>\n<p>Santo Ant&oacute;nio &eacute; um santo de proje&ccedil;&atilde;o universal, sendo, muito provavelmente, o mais popular de todos os santos. Igrejas e capelas dedicadas a Santo Ant&oacute;nio, imagens em grande parte das igrejas e nas casas particulares, azulejos e pinturas, c&acirc;nticos, festas e peregrina&ccedil;&otilde;es d&atilde;o ideia da grande devo&ccedil;&atilde;o popular a Santo Ant&oacute;nio, que hoje atravessa todas as idades e todas as classes sociais, em todo o mundo.<\/p>\n<p>Ant&oacute;nio &eacute; um intelectual do seu tempo e o Primeiro Doutor da Ordem Franciscana. Mas esta qualidade &eacute; pouco conhecida pelo povo, apesar de ter sido declarado Doutor da Igreja, em 1946, mediante a bula <em>Exulta, Lusitania felix, <\/em>de Pio XII.<\/p>\n<p>Contudo Ant&oacute;nio &eacute; amado por todo o mundo por ser um santo acess&iacute;vel a todos: intelectuais e iletrados, crentes e n&atilde;o crentes, crist&atilde;os e mu&ccedil;ulmanos.<\/p>\n<p>A Bas&iacute;lica de S. Ant&oacute;nio na cidade de P&aacute;dua, onde desde junho de 1231 se encontra o corpo do Santo, &eacute; testemunha vis&iacute;vel da devo&ccedil;&atilde;o que cada vez mais cresceu nas regi&otilde;es italianas e no mundo inteiro.<\/p>\n<p>Todos os anos passam por P&aacute;dua acerca 4 milh&otilde;es de peregrinos para visitar e rezar ao p&eacute; do t&uacute;mulo de Santo Ant&oacute;nio. S&oacute; no m&ecirc;s de junho chamado &laquo;junho Anto-niano&raquo; com todos os seus eventos e celebra&ccedil;&otilde;es re&uacute;ne mais de 300 mil peregrinos. As Diocese da regi&atilde;o de Veneza, organizam peregrina&ccedil;&otilde;es todos os dias de 1 a 12 de junho, participando na ora&ccedil;&atilde;o da &laquo;Trezena de Santo Ant&oacute;nio&raquo;, ora&ccedil;&atilde;o popular em que os fi&eacute;is apresentam as suas necessidades ligadas &agrave; sa&uacute;de, aos filhos, a f&eacute;&hellip;<\/p>\n<p>No dia 13 de junho, desde o ano de 1237, realiza-se em P&aacute;dua, a grande prociss&atilde;o com as rel&iacute;quias e a imagem de Santo Ant&oacute;nio, que leva &agrave; rua 150 mil devotos. Toda a cidade &eacute; representada com as suas autoridades religiosas e civis. Nestes &uacute;ltimos anos este momento de devo&ccedil;&atilde;o &eacute; enriquecido com representa&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas. &Eacute; preciso lembrar que a diferen&ccedil;a do que acontece em Lisboa, a tradi&ccedil;&atilde;o em P&aacute;dua acentuou o car&aacute;ter religioso da festa, mais do que folcl&oacute;rico (marchas, noivas, bailes, etc).<\/p>\n<p>Na noite do dia 12 quando &eacute; reevocada a morte de Santo Ant&oacute;nio, &agrave;s portas da cidade com um carro puxado por um par de boi, acorre a cidade e os sinos de toda a cidade tocam lembrando o que aconteceu em 1231 quando os sinos da cidade de P&aacute;dua anunciaram a morte do frade de origem portugu&ecirc;s que com grande carinho foi adotado pelos paduanos e aclamado &laquo;santo s&uacute;bito&raquo;.<\/p>\n<p>Os frades de P&aacute;dua s&atilde;o chamados em todo o mundo para levar as rel&iacute;quias do Santo e para apresentar o perfil espiritual de Ant&oacute;nio, que pode ser condensado no lema &laquo;Ant&oacute;nio, homem do Evangelho e da Caridade&raquo;. De facto foi o Santo que mais levou para fora do Mosteiro a Palavra de Deus, anunciando-a numa l&iacute;ngua compreens&iacute;vel ao povo. Foi o Santo que lutou contra a usura, defendendo os direitos das classes mais indigentes.<\/p>\n<p>Atrav&eacute;s do Mensageiro de Santo Ant&oacute;nio que sai em v&aacute;rias l&iacute;nguas (italiano, ingl&ecirc;s, franc&ecirc;s, portugu&ecirc;s, espanhol, romeno, polaco, etc.), os frades procuram difundir a devo&ccedil;&atilde;o antoniana e sobretudo evangelizar com esp&iacute;rito franciscano e antoniano. A editora antoniana em P&aacute;dua, neste momento est&aacute; presente no panorama cultural do Pa&iacute;s e na feira internacional do livro em Turim. &Eacute; uma refer&ecirc;ncia entre as editoras cat&oacute;licas.<\/p>\n<p>Ao lado da imprensa e da difus&atilde;o radiof&oacute;nica e digital, desenvolveu notavelmente a dimens&atilde;o da caridade. No fim do s&eacute;culo XIX surgiu a Associa&ccedil;&atilde;o &laquo;o P&atilde;o de S. Ant&oacute;nio&raquo;, hoje mudou de nome, &eacute; a &laquo;Caritas Antoniana&raquo; que lan&ccedil;a todos os anos centenas de projetos de desenvolvimento e de forma&ccedil;&atilde;o nos cinco Continentes. Este ano o projeto mais consistente &eacute; a Constru&ccedil;&atilde;o de um Centro de Sa&uacute;de no Vietname para crian&ccedil;as doentes de lepra. S&oacute; no ano 2010 a &laquo;campanha de solidariedade antoniana&raquo; financiou mais de 142 projetos em 40 Pa&iacute;ses, por um total de 2 milh&otilde;es e 306 mil euros, 540 mil, mais do que em 2009. &Eacute; o milagre econ&oacute;mico da solidariedade em nome de Ant&oacute;nio e atrav&eacute;s dos devotos de Santo Ant&oacute;nio.<\/p>\n<p>&Eacute; interessante saber que o primeiro financiamento de um pa&iacute;s estrangeiro foi a ajuda econ&oacute;mica depois das cheias sofridas pela cidade de Lisboa em 1967. Outro contributo significativo foi o financiamento das estruturas paroquiais e sociais que nos anos &lsquo;80 e &lsquo;90, a Caritas Antoniana de P&aacute;dua, promoveu nos bairros de Chelas, logo ap&oacute;s da chegada da primeira comunidade de franciscanos conventuais, que desde 1983 trabalham nas par&oacute;quias franciscanas de Marvila.<\/p>\n<p>E &eacute; em homenagem e em esp&iacute;rito de agradecimento, que os frades menores conventuais regressaram em 1974, ap&oacute;s mais de 400 anos da supress&atilde;o, a Portugal, na cidade de Coimbra, onde o jovem monge Fernando de Lisboa se tornou frei Ant&oacute;nio ingressando na rec&eacute;m-nascida Ordem Franciscana.<\/p>\n<p>&Eacute; a partir de Coimbra, Lisboa e mais tarde Viseu, que estas pequenas comunidades, procuram difundir a mensagem evang&eacute;lica com o mesmo ardor e paix&atilde;o mission&aacute;ria deste filho de S. Francisco e testemunhar a caridade e o servi&ccedil;o aos pobres com a mesma dedica&ccedil;&atilde;o do Santo de todos.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Frei Fabrizio Bordin, Delegado Provincial, ofmconv.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Fabrizio Bordin<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[174,184,213,245,314],"class_list":["post-51792","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-de-viseu","tag-franciscanos","tag-lepra","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51792","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51792"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51792\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51792"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51792"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51792"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}