{"id":51708,"date":"2011-06-07T12:23:51","date_gmt":"2011-06-07T12:23:51","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/06\/07\/anuncio-testemunho-e-denuncia\/"},"modified":"2011-06-07T12:23:51","modified_gmt":"2011-06-07T12:23:51","slug":"anuncio-testemunho-e-denuncia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/anuncio-testemunho-e-denuncia\/","title":{"rendered":"An\u00fancio, testemunho e den\u00fancia"},"content":{"rendered":"<p>Ac\u00e1cio Catarino <!--more--> <\/p>\n<p>A den&uacute;ncia perante a injusti&ccedil;a faz parte da responsabilidade social e pol&iacute;tica de todos os cidad&atilde;os. Para os cat&oacute;licos, &eacute; particularmente significativo, a este prop&oacute;sito, o que Jo&atilde;o Paulo II referiu no n&ordm;. 41 da enc&iacute;clica &laquo;Sollicitudo Rei Socialis&raquo;: &laquo;o exerc&iacute;cio do minist&eacute;rio de evangeliza&ccedil;&atilde;o (&#8230;) compreende tamb&eacute;m a den&uacute;ncia dos males e injusti&ccedil;as. Mas conv&eacute;m esclarecer que o an&uacute;ncio &eacute; sempre mais importante do que a den&uacute;ncia, e esta n&atilde;o pode prescindir daquele (&#8230;)&raquo;. O an&uacute;ncio inclui especialmente &laquo;o ensino e a difus&atilde;o da doutrina social da Igreja&raquo; (DSI), enquanto parte da &laquo;miss&atilde;o evangelizadora&raquo;, bem como o &laquo;empenhamento pela justi&ccedil;a&raquo; (ibidem). Mais precisamente, no que se refere aos leigos: &eacute; sua &laquo;tarefa pr&oacute;pria anunciar o Evangelho com um exemplar testemunho de vida (&#8230;) nas realidades temporais (&#8230;)&raquo; (Comp&ecirc;ndio da DSI, n&ordm;. 543). Na verdade, &laquo;o estar e agir no mundo s&atilde;o, para os fieis leigos, uma realidade, n&atilde;o s&oacute; antropol&oacute;gica e sociol&oacute;gica, mas tamb&eacute;m e especificamente teol&oacute;gica e eclesial&raquo; (Jo&atilde;o Paulo II, &laquo;Christifideles Laici&raquo;, n&ordm;. 15). <strong>A den&uacute;ncia perde credibilidade quando se dissocia do an&uacute;ncio e quando este se dissocia do testemunho.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Requisitos da den&uacute;ncia <\/strong><\/p>\n<p>Com base nestas orienta&ccedil;&otilde;es, a den&uacute;ncia implica v&aacute;rios requisitos. O primeiro &eacute;, naturalmente, o conhecimento da <strong>doutrina<\/strong> em que se baseia, em particular a doutrina social da Igreja; sem este conhecimento, acha-se empobrecido o quadro de valores defendidos. O segundo requisito &eacute; a <strong>inser&ccedil;&atilde;o<\/strong> nas realidades terrestres; sem esta inser&ccedil;&atilde;o, fica prejudicada a correspond&ecirc;ncia &agrave; realidade. O terceiro requisito &eacute; o esp&iacute;rito de <strong>coopera&ccedil;&atilde;o<\/strong> na procura de solu&ccedil;&otilde;es para os diferentes problemas, evitando a sobranceria moral; sem esta coopera&ccedil;&atilde;o, fica esvaziado o compromisso na luta pela justi&ccedil;a. O quarto requisito &eacute; o respeito pelo <strong>pluralismo,<\/strong> na interpreta&ccedil;&atilde;o da doutrina, bem como na leitura da realidade e no tipo de coopera&ccedil;&atilde;o a prestar; sem o respeito pelo pluralismo, a suposta den&uacute;ncia da injusti&ccedil;a pode saldar-se pela defesa de interesses pr&oacute;prios, de natureza partid&aacute;ria ou outra. O &uacute;ltimo requisito &eacute; o <strong>testemunho,<\/strong> pessoal e coletivo, daquilo que se defende nas palavras; sem o testemunho, fica desacreditada a den&uacute;ncia, e o seu efeito pode ser contraproducente.<\/p>\n<p>No atual per&iacute;odo de crise profunda, <strong>est&aacute; muito em voga<\/strong> os crist&atilde;os sentirem-se no direito-dever de denunciarem sistematicamente os males que v&ecirc;m acontecendo no mundo pol&iacute;tico-social. Alguns misturam de tal maneira a orienta&ccedil;&atilde;o religiosa com as suas op&ccedil;&otilde;es pol&iacute;tico-partid&aacute;rias que chegam a considerar estas como prolongamento da pr&oacute;pria doutrina da Igreja. Da&iacute; at&eacute; &agrave; contesta&ccedil;&atilde;o do pluralismo, em nome de uma orienta&ccedil;&atilde;o &uacute;nica, monol&iacute;tica &#8211; a sua &#8211; vai apenas um passo, que chega a entrar na esfera da teocracia (cf. &laquo;Gaudium et Spes&raquo;, n&ordm;s. 43 e 76).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Testemunho crist&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p>Justifica-se perguntar: os crist&atilde;os, particularmente os leigos, s&atilde;o um testemunho vivo de coer&ecirc;ncia? &#8211; <strong>A resposta dificilmente poder&aacute; ser afirmativa,<\/strong> se tivermos em conta os requisitos acima delineados. Mesmo admitindo a retid&atilde;o exemplar dos crist&atilde;os na sua vida pessoal, familiar, profissional, c&iacute;vica e nas restantes dimens&otilde;es, subsistem, pelo menos, <strong>tr&ecirc;s insufici&ecirc;ncias<\/strong> que reduzem seriamente a sua credibilidade sociopol&iacute;tica: uma insufici&ecirc;ncia respeita &agrave; a&ccedil;&atilde;o social de servi&ccedil;o, a favor das pessoas mais necessitadas; a outra ao pluralismo, dentro e fora da Igreja; e a terceira ao desenvolvimento local.<\/p>\n<p>No que respeita &agrave; <strong>a&ccedil;&atilde;o social de servi&ccedil;o,<\/strong> baseada em in&uacute;meras institui&ccedil;&otilde;es eclesiais de alto m&eacute;rito, verifica-se que: na maior parte das par&oacute;quias, n&atilde;o se criaram grupos de a&ccedil;&atilde;o social, tamb&eacute;m chamados sociocarita-tivos; a maior parte dos que foram criados n&atilde;o integra representantes das v&aacute;rias zonas da par&oacute;quia, lesando, em simult&acirc;neo, o princ&iacute;pio da proximidade (cf. a Par&aacute;bola do &laquo;Bom Samaritano&raquo;) e o da universalidade; n&atilde;o se elaboram estat&iacute;sticas dos casos sociais atendidos; e, consequentemente, n&atilde;o se procede &agrave; an&aacute;lise consistente do conjunto de casos atendidos no pa&iacute;s, em ordem &agrave; interven&ccedil;&atilde;o sociopol&iacute;tica, ou outra, na procura das respetivas solu&ccedil;&otilde;es. A C&aacute;ritas Portuguesa e a Sociedade de S. Vicente de Paulo v&ecirc;m desenvolvendo um trabalho sistem&aacute;tico neste dom&iacute;nio que, por enquanto, ainda n&atilde;o teve o acolhimento necess&aacute;rio.<\/p>\n<p>No que respeita ao <strong>pluralismo,<\/strong> chega a ser chocante o nosso contratestemunho. Contestamos os partidos pol&iacute;ticos e os parceiros sociais (sindicais e patronais), por n&atilde;o se entenderem uns aos outros, n&atilde;o saberem dialogar, viverem sempre em luta; por outro lado, recusamo-nos a esse mesmo di&aacute;logo, no interior da Igreja, como se fosse impr&oacute;prio e como se nos bastasse defender os bons princ&iacute;pios, deixando para outrem a sua aplica&ccedil;&atilde;o, mais ou menos tutelada eticamente por n&oacute;s. Invocam-se v&aacute;rios argumentos a favor desta demiss&atilde;o coletiva: invoca-se, em especial, que n&atilde;o compete &agrave; Igreja a realiza&ccedil;&atilde;o, nem sequer a proposta, de &laquo;solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas&raquo;, ou concretas; invoca-se, paradoxalmente, o pluralismo entre os crist&atilde;os, como se o pluralismo implicasse a ren&uacute;ncia ao di&aacute;logo e &agrave; procura das converg&ecirc;ncias poss&iacute;veis; e tamb&eacute;m se invoca o risco de retorno &agrave; ideia de &laquo;partido cat&oacute;lico&raquo;. Ora, ao contr&aacute;rio destes receios, o di&aacute;logo social e pol&iacute;tico, no interior da Igreja, n&atilde;o visaria a elabora&ccedil;&atilde;o de programas pol&iacute;ticos, mas sim: o refor&ccedil;o e aprofundamento da nossa identidade comum; <strong>a comunh&atilde;o fraterna de diferen&ccedil;as e de diverg&ecirc;ncias;<\/strong> o apoio de retaguarda aos crist&atilde;os mais comprometidos nas rela&ccedil;&otilde;es laborais e pol&iacute;ticas; o respeito m&uacute;tuo; e a procura dos entendimentos poss&iacute;veis, n&atilde;o pondo sequer a hip&oacute;tese de eles serem conseguidos em todos os dom&iacute;nios. Enquanto n&atilde;o desenvolvermos, entre n&oacute;s, o di&aacute;logo social e pol&iacute;tico, n&atilde;o testemunhamos a nossa fraternidade e comunh&atilde;o. Pelo contr&aacute;rio, deixamos bem vis&iacute;vel que nos encontramos t&atilde;o divididos como os outros cidad&atilde;os, e n&atilde;o fazemos o que, melhor ou pior, eles v&atilde;o fazendo, no Parlamento, na concerta&ccedil;&atilde;o social, na negocia&ccedil;&atilde;o coletiva; para c&uacute;mulo, cada uma das nossas correntes sociopol&iacute;ticas vai-se apresentando como express&atilde;o genu&iacute;na, e tendencialmente &uacute;nica, da doutrina social da Igreja (cf., os referidos n&ordm;s. 43 e 76 da &laquo;Gaudium et Spes&raquo;). Esta &uacute;ltima pretens&atilde;o &eacute; tanto mais grave quanto muitos crist&atilde;os, que a protagonizam, nem sequer disp&otilde;em de um conhecimento m&iacute;nimo daquela doutrina.<\/p>\n<p>No que respeita ao <strong>desenvolvimento local, <\/strong>verifica-se uma quase omiss&atilde;o sistem&aacute;tica, da parte da generalidade dos crist&atilde;os e das respetivas comunidades. Ocorreram, nos anos sessenta do s&eacute;culo passado, algumas experi&ecirc;ncias significativas de desenvolvimento comunt&aacute;rio e ocorrem, atualmente, algumas participa&ccedil;&otilde;es relevantes em processos de desenvolvimento local. No entanto, &eacute; baix&iacute;ssimo o n&uacute;mero de par&oacute;quias envolvidas e, por isso, desperdi&ccedil;a-se, quase por todo a parte, este meio fundamental, e indispens&aacute;vel, de atua&ccedil;&atilde;o nas causas dos problemas sociais e econ&oacute;micos. A lacuna configura-se mais negativa porque, a partir da enc&iacute;clica de Paulo VI, &laquo;Populorum Progressio&raquo;, 1967, existem orienta&ccedil;&otilde;es claras neste dom&iacute;nio; paradoxalmente atrofi&aacute;mos, a partir da enc&iacute;clica, uma linha de orienta&ccedil;&atilde;o experimentada anteriormente, entre n&oacute;s e noutros pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Autojustifica&ccedil;&atilde;o infundada<\/strong><\/p>\n<p>Alguns crist&atilde;os leigos v&ecirc;m desculpando estas omiss&otilde;es coletivas, com base na falta de orienta&ccedil;&otilde;es da Hierarquia. Seja qual for o ju&iacute;zo que fa&ccedil;amos acerca de tal desculpa, imp&otilde;e-se reconhecer que ela pr&oacute;pria denota uma <strong>grave demiss&atilde;o do laicado.<\/strong> Na verdade, a responsabilidade pr&oacute;pria dos leigos, na sociedade e na economia, foi claramente defendida no Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II (cf., especialmente a &laquo;Gaudium et Spes&raquo;, n&ordm;. 43, e o Decreto &laquo;Apostolicam Actuositatem&raquo;, n&ordm;s. 7, 13 e 24); e foi refor&ccedil;ada por Paulo VI, na &laquo;Populorum Progressio&raquo;. Nesta enc&iacute;clica, afirma-se com alguma veem&ecirc;ncia, no n&ordm;. 81: &laquo;pertence aos leigos, pelas suas livres iniciativas e sem esperar passivamente ordens e diretrizes, imbuir do esp&iacute;rito crist&atilde;o a mentalidade e os costumes, as leis e as estruturas da sua comunidade de vida&raquo;<\/p>\n<p><strong>Em suma, e a concluir:<\/strong> n&atilde;o nos dispensemos de fazer as den&uacute;ncias necess&aacute;rias. Mas saibamos tamb&eacute;m denunciar-nos a n&oacute;s pr&oacute;prios, saibamos fazer o an&uacute;ncio adequado e dar um testemunho convincente; incluindo o testemunho da fraternidade na diverg&ecirc;ncia, na procura das converg&ecirc;ncias poss&iacute;veis, e na aceita&ccedil;&atilde;o singela de que estas, muitas vezes, n&atilde;o s&atilde;o poss&iacute;veis. Da&iacute; n&atilde;o decorre qualquer des&acirc;nimo na constru&ccedil;&atilde;o de um mundo melhor; decorre, sim, a consci&ecirc;ncia de que ele se constr&oacute;i no pluralismo e de que s&oacute; atinge a sua plenitude na bem-aventuran&ccedil;a eterna (cf. &laquo;Gaudium et Spes&raquo;, n&ordm;s. 39-40 e 45).<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Ac&aacute;cio F. Catarino, vogal da Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ac\u00e1cio Catarino<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[168,191],"class_list":["post-51708","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-diocese-da-guarda","tag-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51708","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51708"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51708\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51708"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51708"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51708"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}