{"id":51640,"date":"2011-06-01T17:41:53","date_gmt":"2011-06-01T17:41:53","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/06\/01\/igreja-nao-tem-medo-da-era-digital\/"},"modified":"2011-06-01T17:41:53","modified_gmt":"2011-06-01T17:41:53","slug":"igreja-nao-tem-medo-da-era-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-nao-tem-medo-da-era-digital\/","title":{"rendered":"\u00abIgreja n\u00e3o tem medo da era digital\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Assim como a revolu\u00e7\u00e3o industrial produziu uma mudan\u00e7a profunda, tamb\u00e9m a revolu\u00e7\u00e3o digital est\u00e1 a transformar n\u00e3o s\u00f3 a comunica\u00e7\u00e3o mas a pr\u00f3pria antropologia. O diretor do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, c\u00f3nego Ant\u00f3nio Rego, apresenta a mensagem escrita pelo Papa para esta ocasi\u00e3o e reflete sobre o \u00abcarro em andamento\u00bb que a Igreja Cat\u00f3lica apanhou, com o pr\u00f3prio Bento XVI a conduzir. <!--more--> <\/p>\n<p><em>A mensagem que o Papa lan&ccedil;a para o 45&ordm; dia mundial das comunica&ccedil;&otilde;es sociais refere-se &agrave; &laquo;Verdade, an&uacute;ncio e autenticidade de vida, na era digital&raquo;. Estes tr&ecirc;s desafios &ndash; verdade, an&uacute;ncio e autenticidade &ndash; s&atilde;o diferentes na era digital?<\/em><\/p>\n<p>A Igreja celebra este dia h&aacute; 45 anos e tem uma mensagem especial para ele. Este acontecimento nasce do II Concilio do Vaticano, no documento &laquo;Inter Mirifica &#8211; Sobre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social&raquo; (1966, ndr.). Ao longo destes 45 anos deu-se uma evolu&ccedil;&atilde;o imensa no campo tecnol&oacute;gico. O que &eacute; que se passa nesta nova era digital?<\/p>\n<p>O Papa escreve na mensagem para este ano &ndash; &ldquo;assim como a revolu&ccedil;&atilde;o industrial produziu uma mudan&ccedil;a profunda&rdquo;, que guiou os fluxos das mudan&ccedil;as sociais, tamb&eacute;m hoje isso acontece com as mudan&ccedil;as na &aacute;rea digital. Quer isto dizer que est&aacute; a surgir uma nova forma de comunica&ccedil;&atilde;o, uma nova maneira de aprender e ensinar e isso imp&otilde;e uma reflex&atilde;o. Essa comunica&ccedil;&atilde;o implica necessariamente a verdade.<\/p>\n<p>A verdade, mesmo na era digital, &eacute; s&oacute; uma e &eacute; sempre a verdade. Todavia, h&aacute; formas diferentes dela se explicitar. A era digital p&otilde;e as pessoas em comunica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de um mundo onde h&aacute; dist&acirc;ncia, imagens, onde h&aacute; sentimentos de pessoas conhecidas. &Eacute; muito f&aacute;cil criar-se, nos media, uma falsa imagem de cada um.<\/p>\n<p>O Papa diz que nesta era digital h&aacute; uma oportunidade formid&aacute;vel de termos a nossa verdade. Pod&iacute;amos chamar tamb&eacute;m a autenticidade, de n&atilde;o estarmos a vender um produto &ndash; a nossa imagem, o nosso interesse, o nosso prest&iacute;gio, o nosso saber &#8211; mas passarmos n&oacute;s pr&oacute;prios por aquilo que comunicamos.<\/p>\n<p>Imp&otilde;e-se reflex&atilde;o sobre o caminho da comunica&ccedil;&atilde;o digital, diz o Papa, porque ela pode responder ao desejo de sentido, de verdade e de unidade. O Papa interliga estes elementos na comunica&ccedil;&atilde;o digital, sabemos que acontecem tamb&eacute;m nos media, mas sobretudo nos novos media que est&atilde;o em toda a for&ccedil;a presente na casa das pessoas, na ponta dos dedos dos jovens, nos amigos que se criam no outro lado do mundo nas redes sociais. E &eacute; esse fluxo de comunica&ccedil;&atilde;o que &eacute; uma revolu&ccedil;&atilde;o e que apela a cada vez maior transpar&ecirc;ncia na comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><em>O Papa diz na mensagem que &laquo;a verdade do evangelho n&atilde;o &eacute; algo que possa ser de consumo ou de frui&ccedil;&atilde;o superficial&raquo;. No entanto, as redes sociais s&atilde;o um espa&ccedil;o instant&acirc;neo e superficial. Estamos perante uma contradi&ccedil;&atilde;o ou uma postura que se pede a quem partilha as redes sociais?<\/em><\/p>\n<p>A instantaneidade e capacidade sint&eacute;tica que os media t&ecirc;m n&atilde;o est&aacute; em conflito com o evangelho. Jesus tinha uma grande hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o e foi contando essa hist&oacute;ria de forma pr&oacute;xima, amiga e vivencial &ndash; eu diria, quase como n&oacute;s fazemos hoje nos novos media e nas novas redes. Ele apontava a grandeza do reino dos c&eacute;us atrav&eacute;s da hist&oacute;ria, de par&aacute;bolas ou pequenos acontecimentos que ele ia notificando.<\/p>\n<p>O Papa refere, de facto, que a verdade n&atilde;o deve ser distorcida ou compactada para caber na estreiteza comunicativa de muitos media &ndash; e &eacute; preciso ter algum cuidado pois a verdade &eacute; a verdade, a pessoa &eacute; a pessoa &ndash; mas h&aacute; que ter em conta que este meios podem ser, e a palavra &eacute; dirigida sobretudo aos jovens, um meio extraordin&aacute;rio para transmitir a sua f&eacute;.<\/p>\n<p>N&atilde;o apenas na transmiss&atilde;o direta da f&eacute;, ou seja, no nosso credo naquilo em que n&oacute;s acreditamos, professamos e vivemos, mas no nosso olhar sobre as coisas, sobre a vida, sobre as pessoas, sobre a amizade, sobre as rela&ccedil;&otilde;es que se estabelecem, sobre a capacidade que hoje temos de estar no grande are&oacute;pago do mundo contempor&acirc;neo, que s&atilde;o estes instrumentos e meios, e que, mais ou menos intensamente, vamos utilizando como meio de partilha.<\/p>\n<p>A pessoalidade &eacute; um elemento importante. Eu n&atilde;o partilho o evangelho como uma doutrina, mas como algo que eu percebo, vivo e estou empenhado em comunicar &#8211; n&atilde;o vendo teorias, mas comunico algo que integra a minha pr&oacute;pria vida.<\/p>\n<p><em>Podemos estar numa participa&ccedil;&atilde;o nas redes sociais a dois tempos? O Papa dirige-se sobretudo aos jovens e s&atilde;o eles que protagonizam as redes sociais, mas estar&atilde;o menos preparados para um testemunho aut&ecirc;ntico? As pessoas mais velhas, por outro lado estranham a imediatez das redes sociais? &Eacute; um desafio a dois tempos, a dois p&uacute;blicos diferentes?<\/em><\/p>\n<p>Eu penso que as pessoas mais velhas n&atilde;o entram mais nas redes sociais porque n&atilde;o t&ecirc;m treino, tamb&eacute;m tecnol&oacute;gico. N&atilde;o foram habituadas a escrever cartas atrav&eacute;s de email, n&atilde;o foram habituadas &agrave; era digital &ndash; isto aparece nos anos 90. N&atilde;o se trata de um meio ser pior ou melhor.<\/p>\n<p>Mas tamb&eacute;m &eacute; verdade que h&aacute; muitos idosos presentes no mundo digital. T&ecirc;m os seus emails, os seus chats, as suas comunica&ccedil;&otilde;es com os filhos e netos que est&atilde;o do outro lado do mundo e, assim como aprenderam a transmitir a simplicidade da fam&iacute;lia, da proximidade dos afetos, podem tamb&eacute;m fazer passar o todo.<\/p>\n<p>Eu pr&oacute;prio me defronto com esta situa&ccedil;&atilde;o. Mas cada vez mais os meios digitais est&atilde;o a ultrapassar os convencionais. N&atilde;o nos esque&ccedil;amos que a internet ultrapassa, em muitos casos, a televis&atilde;o, que &eacute; o prot&oacute;tipo de um meio comunicativo aberto e de grande consumo.<\/p>\n<p>Que estejam atentas as pessoas que julgam que isto &eacute; uma quest&atilde;o menor, meio arrumada, condenada a desaparecer. Isto &eacute; um carro que entrou na nossa estrada, que nos transporta, que faz parte da nossa cultura e civiliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Tal como a revolu&ccedil;&atilde;o industrial efetivamente deu uma volta na sociedade, tamb&eacute;m esta revolu&ccedil;&atilde;o digital est&aacute; a provocar uma aut&ecirc;ntica volta na sociedade. Isso relaciona-se com a evangeliza&ccedil;&atilde;o, com a comunica&ccedil;&atilde;o entre as pessoas, entre as comunidades, n&atilde;o apenas entre as intranets mas no que as comunidades se podem enriquecer na comunica&ccedil;&atilde;o, aqui e longe.<\/p>\n<p>H&aacute; tantos mission&aacute;rios que est&atilde;o longe e me escrevem pequenas frases, no Facebook (rede social na internet, ndr.). N&atilde;o fazemos tratados mas o cora&ccedil;&atilde;o cabe por inteiro nesta comunica&ccedil;&atilde;o. Est&aacute; aqui uma fonte inesgot&aacute;vel de comunica&ccedil;&atilde;o, um dom de Deus. Tal como um avi&atilde;o &eacute; um dom de Deus e cai, e um carro &eacute; um dom de Deus e tamb&eacute;m podemos ter acidentes. Aqui, podemos de facto ter acontecimentos que nos podem fazer desanimar sobre a efic&aacute;cia destes meios mas creio que s&atilde;o uma ben&ccedil;&atilde;o de Deus e nesta &eacute;poca devem ser transportadores do que sentimos sobre a nossa f&eacute; e a nossa vida.<\/p>\n<p><em>O Papa vem alertando para o facto de n&atilde;o s&oacute; a comunica&ccedil;&atilde;o estar a mudar, mas tamb&eacute;m o modo como se comunica. A seu ver, onde se sentem estas mudan&ccedil;as?<\/em><\/p>\n<p>O modo como se comunica e como se ensina. Eu diria que o nosso circuito mental se alterou &ndash; o processo de aprendizagem, de apreens&atilde;o, de memoriza&ccedil;&atilde;o, o relacionamento que estabelecemos com as realidades, com o pensamento &ndash; tudo isso se alterou porque estamos colocados noutro par&acirc;metro.<\/p>\n<p>&Eacute; a&iacute; que, sem sentir muito porque as mudan&ccedil;as n&atilde;o s&atilde;o instant&acirc;neas mas acontecem rapidamente, d&aacute;-nos outra aproxima&ccedil;&atilde;o mental &agrave;s coisas.<\/p>\n<p>O Papa diz, e bem, que n&atilde;o estamos apenas numa mudan&ccedil;a tecnol&oacute;gica, de meios ou instrumentos, mas estamos perante uma mudan&ccedil;a antropol&oacute;gica &#8211; faz parte do pr&oacute;prio homem, com reflexos na estrutura de aprendizagem e de ensino.<\/p>\n<p>As pr&oacute;prias Universidades, na abordagem dos temas, reconhecem que os alunos nas encontram fontes de pesquisa e conhecimento e as pr&oacute;prias crian&ccedil;as, que nascem como Mozart direto &agrave;s teclas do piano e ai desenha melodias, descobrem coisas que espantam os adultos.<\/p>\n<p>&Eacute; este todo que vai mudando e que, obviamente, vai tendo consequ&ecirc;ncias na cria&ccedil;&atilde;o de imagens, nas pedagogias porque n&atilde;o vale a pena pregar no deserto as novas linguagens, mas perceber que algo novo nos est&aacute; a chegar e que n&oacute;s fazemos acelerar com a nossa participa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><em>A Igreja est&aacute; a acompanhar estas mudan&ccedil;as, na comunica&ccedil;&atilde;o e na forma de comunicar?<\/em><\/p>\n<p>&Eacute; interessante porque muitas vezes se pensou que a Igreja tem medo destas novidades e avisa mais os riscos que as potencialidades.<\/p>\n<p>Tenho sentido neste Papa, e tenho acompanhado de muito perto em atividades e no Conselho Pontif&iacute;cio para as Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais, a vis&atilde;o extremamente aberta que tem em rela&ccedil;&atilde;o a estes meios. N&atilde;o apenas na proclama&ccedil;&atilde;o das mensagens, mas na utiliza&ccedil;&atilde;o que &eacute; feita. Podemos ver hoje o que se passa no site do Vaticano, ou nas dioceses, nas p&aacute;ginas que cada vez mais se v&atilde;o criando, mesmo no nosso pa&iacute;s. Hoje quase n&atilde;o h&aacute; par&oacute;quia ou movimento que n&atilde;o passe pelas redes sociais.<\/p>\n<p>Obviamente que a Igreja poderia organizar-se melhor, mas esta n&atilde;o &eacute; apenas uma quest&atilde;o de organiza&ccedil;&atilde;o, &eacute; tamb&eacute;m de criatividade por comunidades, at&eacute; por pessoas.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; uma &aacute;rea em que uma doutrina se imp&otilde;e de cima, mas antes um assumir aquilo em que se cr&ecirc;, mas onde cada um pode partilhar.<\/p>\n<p>A Igreja n&atilde;o tem medo destes novos media que se v&atilde;o desenhando cada vez mais nas express&otilde;es de crist&atilde;os e n&atilde;o crist&atilde;os e deve sempre sentir-se estimulada a investir na qualidade, nas imagens, no grafismo e na atualidade que sempre se exige, n&atilde;o abrindo p&aacute;ginas muito bonitas mas sem renova&ccedil;&atilde;o. Deve refresc&aacute;-las com a vida.<\/p>\n<p>H&aacute; uma correla&ccedil;&atilde;o com a pr&oacute;pria vida e esta presen&ccedil;a no digital deve ser sempre potenciada, para que a vida n&atilde;o corra mais depressa e n&oacute;s nos percamos ou para que n&oacute;s n&atilde;o corramos ao lado da pr&oacute;pria vida.<\/p>\n<p><em>O Papa tem estado muito atento aos novos desafios digitais &ndash; recentemente encontrou-se com bloguitas, conversou com astronautas em miss&atilde;o espacial, em 2010 dirigiu-se aos sacerdotes que est&atilde;o presentes no mundo digital. &Eacute; um sinal de que a Igreja tem um Papa atento aos desafios desta &aacute;rea, mas que n&atilde;o tem medo de pedir o essencial da f&eacute; nos desafios que lan&ccedil;a e nas reflex&otilde;es que escreve?<\/em><\/p>\n<p>Eu fiquei surpreendido porque desconhecia em Ratzinger esta apet&ecirc;ncia, este gosto e abertura a estes meios de comunica&ccedil;&atilde;o social. Mas notei logo, um dia ap&oacute;s a sua elei&ccedil;&atilde;o, porque ele quis falar aos jornalistas &ndash; foram quase as primeiras pessoas a quem ele se dirigiu.<\/p>\n<p>Ele percebeu no &ldquo;espet&aacute;culo&rdquo; que decorreu no funeral do Papa Jo&atilde;o Paulo II, na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, que o mundo tinha formas celebrativas mais extensas que a pr&oacute;pria pra&ccedil;a, que chegavam pelo som e imagem a todo o mundo.<\/p>\n<p>Da&iacute; para c&aacute;, com uma aten&ccedil;&atilde;o extraordin&aacute;ria aos novos media que n&atilde;o param de surgir, ele tem, nas suas mensagens, de forma progressiva, insistido neste elemento como um instrumento humano de comunica&ccedil;&atilde;o e crist&atilde;o de evangeliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assim como a revolu\u00e7\u00e3o industrial produziu uma mudan\u00e7a profunda, tamb\u00e9m a revolu\u00e7\u00e3o digital est\u00e1 a transformar n\u00e3o s\u00f3 a comunica\u00e7\u00e3o mas a pr\u00f3pria antropologia. 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