{"id":5164,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/vidas-reconstruidas\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"vidas-reconstruidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vidas-reconstruidas\/","title":{"rendered":"Vidas (re)constru\u00eddas"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Jos\u00e9 Agostinho de Figueiredo Sousa, scj, Director da Obra ABC <!--more--> O Papa Jo\u00e3o Paulo II alerta-nos para a situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria e extrema debilidade em que se encontram milh\u00f5es de crian\u00e7as, a viver gritantes situa\u00e7\u00f5es de fome, abandono, marginaliza\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o. S\u00e3o crian\u00e7as que n\u00e3o t\u00eam direito \u00e0 inf\u00e2ncia, porque convocadas para guerras e ex\u00e9rcitos, porque obrigadas a trabalhar, porque s\u00f3s e abandonadas, \u00f3rf\u00e3s da guerra, da fome, da SIDA\u2026  Situa\u00e7\u00e3o irrevers\u00edvel? Perante esta reflex\u00e3o que o Papa nos apresenta, podemos ser tentados a concluir que nada h\u00e1 a fazer, porque sempre assim foi e sempre assim ser\u00e1; por outro lado, podemos ser levados a pensar que \u00e9 de facto uma situa\u00e7\u00e3o muito triste, mas \u00e9 algo que se passa bem longe de n\u00f3s e que at\u00e9 nem podemos fazer muito para inverter este estado de coisas\u2026 Puro engano! Nem s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es que aconte\u00e7am apenas l\u00e1 longe, nem \u00e9 verdade que nada possamos ou devamos fazer para as transformar. Felizmente, algo se vai fazendo j\u00e1, do muito que h\u00e1 ainda para fazer.  (Re)construir vidas! A Obra ABC (Amici Boni Consilii), como tantas outras por este pa\u00eds e por esse mundo al\u00e9m, procura responder a estas necessidades, tratando de acolher, proteger e preparar crian\u00e7as com dificuldades familiares para um amanh\u00e3 melhor. O nosso dia-a-dia \u00e9 vivido no sonho, \u00e0s vezes na ilus\u00e3o e outras na desilus\u00e3o, de proporcionar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida \u00e0s crian\u00e7as e jovens que aqui acolhemos. S\u00e3o cerca de 50. V\u00eam de meios degradados do Grande Porto, provenientes de meios familiares com graves car\u00eancias materiais, sociais e afectivas. Chegam-nos por indica\u00e7\u00e3o dos Tribunais de Fam\u00edlia e Menores, a pedido das Comiss\u00f5es Municipais de Protec\u00e7\u00e3o de Crian\u00e7as e Jovens, dos Servi\u00e7os Sociais das Autarquias, das Escolas, a pedido da pr\u00f3pria fam\u00edlia ou de algu\u00e9m que se preocupou com a situa\u00e7\u00e3o de perigo social em que se encontrava a crian\u00e7a em quest\u00e3o. V\u00eam e procuramos que aqui encontrem o ambiente familiar que habitualmente n\u00e3o t\u00eam em suas \u201ccasas\u201d. A estas crian\u00e7as, muito cedo marcadas pelo estigma da viol\u00eancia, da marginaliza\u00e7\u00e3o, dos maus-tratos ou do abandono, tentamos fazer crer que o futuro n\u00e3o tem que ser necessariamente igual ao passado, que n\u00e3o est\u00e3o condenadas a viver eternamente sem carinhos nem afectos, sem amor nem amparo. Objectivo priorit\u00e1rio \u00e9 motiv\u00e1-las para a escola, mostrando-lhes que, sem a devida prepara\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica, dificilmente poder\u00e3o inverter a situa\u00e7\u00e3o que herdaram, a muito custo poder\u00e3o singrar na vida. A escolaridade \u00e9 muitas vezes completada ou complementada com cursos profissionais, para que possam assim daqui sair j\u00e1 com alguma orienta\u00e7\u00e3o profissional. A par da actividade escolar, que \u00e9 cumprida nas escolas oficiais da \u00e1rea, promovemos muitas ac\u00e7\u00f5es na \u00e1rea do desporto, da m\u00fasica, das artes pl\u00e1sticas e dram\u00e1ticas, da inform\u00e1tica, etc. Para o desenvolvimento de todas estas actividades, \u00e9 importante n\u00e3o s\u00f3 o trabalho desempenhado pelos nossos t\u00e9cnicos e funcion\u00e1rios, mas tamb\u00e9m a preciosa ajuda de volunt\u00e1rios e de estagi\u00e1rios de diversas Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior e de Escolas Profissionais. Uma \u00e1rea fundamental no nosso trabalho \u00e9 o contacto frequente com as fam\u00edlias, que podem ser as nucleares ou, na sua falta, a fam\u00edlia alargada (tios, padrinhos, av\u00f3s\u2026) ou ainda fam\u00edlias de acolhimento ou fam\u00edlias amigas da Institui\u00e7\u00e3o que acolhem as crian\u00e7as e adolescente ao fim-de-semana ou nos per\u00edodos de f\u00e9rias lectivas. O objectivo deste trabalho em proximidade \u00e9 tentar ajudar as fam\u00edlias a sair da situa\u00e7\u00e3o de dificuldade em que se encontram e prepar\u00e1-las para poder voltar a acolher estes seus membros que um dia precisaram de deixar o seu meio natural de vida. Ser\u00e1 talvez o trabalho mais dif\u00edcil que temos em m\u00e3os, mas os resultados positivos obtidos em diversas situa\u00e7\u00f5es permitem-nos acalentar esperan\u00e7a no futuro. Pela nossa experi\u00eancia e a de tantas outras Institui\u00e7\u00f5es similares, acreditamos firmemente que a situa\u00e7\u00e3o de fragilidade e de extrema car\u00eancia em que se encontram tantas crian\u00e7as da nossa sociedade n\u00e3o \u00e9 irremedi\u00e1vel nem irrevers\u00edvel. Para isso, \u00e9 importante que ningu\u00e9m fique INDIFERENTE e que todos se sintam RESPONS\u00c1VEIS na constru\u00e7\u00e3o de um mundo melhor, de uma sociedade mais justa, em que os ideais de Amor e Fraternidade que Cristo nos deixou ven\u00e7am as l\u00f3gicas da explora\u00e7\u00e3o e dos infindos atentados \u00e0 dignidade e aos mais elementares Direitos da Pessoa Humana.  Pe. Jos\u00e9 Agostinho de Figueiredo Sousa, scj, Director da Obra ABC <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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