{"id":51631,"date":"2011-06-01T12:59:31","date_gmt":"2011-06-01T12:59:31","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/06\/01\/na-linha-da-frente\/"},"modified":"2011-06-01T12:59:31","modified_gmt":"2011-06-01T12:59:31","slug":"na-linha-da-frente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/na-linha-da-frente\/","title":{"rendered":"Na linha da Frente"},"content":{"rendered":"<p>Para que os sacerdotes, unidos ao Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, sejam sempre verdadeiras testemunhas do amor providente e misericordioso de Deus. [Inten\u00e7\u00e3o do Santo Padre para JUNHO] <!--more--> <\/p>\n<p><strong><em>Um minist&eacute;rio sempre no fio da navalha<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Ao terminar o Ano Sacerdotal (2009-2010), o Papa Bento XVI afirmava: &laquo;Precisamente neste ano de alegria pelo sacramento do sacerd&oacute;cio, vieram &agrave; luz os pecados dos sacerdotes &ndash;sobretudo o abuso contra crian&ccedil;as, no qual o sacerd&oacute;cio, enquanto servi&ccedil;o da solicitude de Deus em benef&iacute;cio do homem, se transforma no contr&aacute;rio&raquo; (Homilia, 11 de junho de 2010). As acusa&ccedil;&otilde;es de pedofilia &ndash;quer correspondendo a factos, quer n&atilde;o &ndash;lan&ccedil;aram um manto de suspei&ccedil;&atilde;o sobre todos os sacerdotes cat&oacute;licos, prejudicaram seriamente a miss&atilde;o de todos e permitiram um ataque sem precedentes ao Santo Padre e &agrave; Igreja. Isso, por&eacute;m, &eacute; insignificante, se comparado com o sofrimento infligido &agrave;s v&iacute;timas dos sacerdotes abusadores, sobretudo por vir de onde menos seria de esperar: de homens a quem foram confiadas as realidades mais santas da vida da Igreja, a quem o pr&oacute;prio Cristo Se confiou e confia, todos os dias, nos sacramentos e, de modo especial&iacute;ssimo, no sacramento da Eucaristia. &Eacute; imposs&iacute;vel, a partir da f&eacute; eclesial, n&atilde;o descobrir nestes factos muito mais do que uma patologia comportamental ou trat&aacute;-los apenas como uma quest&atilde;o criminal a pedir a justa puni&ccedil;&atilde;o dos culpados. &Eacute; necess&aacute;rio ir mais fundo e perceber aqui a a&ccedil;&atilde;o do maligno, que n&atilde;o desiste de investir contra a Igreja de Cristo, tentando destruir o sacerd&oacute;cio, &laquo;para que, em definitivo, Deus seja posto fora do mundo&raquo; (Bento XVI, Homilia citada).<\/p>\n<p><strong><em>A virtude da ora&ccedil;&atilde;o<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A infidelidade de alguns sacerdotes n&atilde;o &eacute; motivo para ficar paralisado ou para descrer da gra&ccedil;a de Deus. Sem que tal sirva de justifica&ccedil;&atilde;o para nada, &eacute; poss&iacute;vel olhar o sucedido, &agrave; luz da f&eacute;, &laquo;como um servi&ccedil;o de purifica&ccedil;&atilde;o, um servi&ccedil;o que nos lan&ccedil;a para o futuro e faz agradecer e amar muito mais o grande dom de Deus&raquo; (Bento XVI, Homilia citada). Juntamente com este dom &ndash;o sacerd&oacute;cio &ndash; Deus d&aacute; sempre as virtudes necess&aacute;rias para o levar adiante. De entre tais virtudes, cabe destacar a da ora&ccedil;&atilde;o. Esta deve ser um &laquo;modo de vida&raquo; para qualquer crist&atilde;o, mas ainda mais para os sacerdotes &ndash;precisamente porque, gra&ccedil;as ao minist&eacute;rio que lhes foi confiado, est&atilde;o sempre na linha da frente na luta da Igreja contra o maligno. E n&atilde;o uma ora&ccedil;&atilde;o qualquer, antes a grande ora&ccedil;&atilde;o de intercess&atilde;o, a ora&ccedil;&atilde;o oficial da Igreja, na qual o sacerdote se une de modo expressivo ao pr&oacute;prio Cristo, &laquo;sempre pronto a interceder&raquo; por cada um dos seus irm&atilde;os e por toda a humanidade. Ao mesmo tempo, uma ora&ccedil;&atilde;o humilde e perseverante, de quem sabe n&atilde;o ser capaz de levar por diante, apenas com as pr&oacute;prias for&ccedil;as, o dom recebido e o combate a que foi chamado.<\/p>\n<p><em><strong>Unidos ao Cora&ccedil;&atilde;o de Cristo<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Ao encerrar o Ano Sacerdotal, Bento XVI colocou a vida do sacerdote sob o signo do Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus, cuja linguagem &laquo;fala sobretudo de Deus como pastor dos homens e, deste modo, manifesta-nos o sacerd&oacute;cio de Jesus, que est&aacute; radicado no &iacute;ntimo do seu Cora&ccedil;&atilde;o; indica-nos assim o perene fundamento e tamb&eacute;m o crit&eacute;rio v&aacute;lido de todo o minist&eacute;rio sacerdotal, que deve estar sempre ancorado no Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus e ser vivido a partir dele&raquo; (Homilia citada). Porqu&ecirc;? Porque &laquo;Deus quer que n&oacute;s, como sacerdotes, num pequenino ponto da hist&oacute;ria, compartilhemos as suas preocupa&ccedil;&otilde;es pelos homens. Como sacerdotes, queremos ser pessoas que, em comunh&atilde;o com a sua solicitude pelos homens, cuidamos deles e lhes fazemos experimentar concretamente esta solicitude de Deus&raquo; (Homilia citada). Ora, tal s&oacute; pode acontecer a partir da fonte da qual brota esta solicitude de Deus, como &aacute;gua viva: &laquo;Do lado trespassado do Senhor, do seu Cora&ccedil;&atilde;o aberto brota a fonte viva que corre atrav&eacute;s dos s&eacute;culos e faz a Igreja&raquo;. E &eacute; a esta fonte que o sacerdote deve acorrer, se deseja comunicar vida aos outros, se deseja dar a &aacute;gua da vida a um mundo sedento de Deus, mesmo quando o ignora.<\/p>\n<p>O Papa Bento XVI pede-nos ora&ccedil;&otilde;es para que os sacerdotes sejam testemunhas do amor providente e misericordioso de Deus. Sejamos generosos nesta ora&ccedil;&atilde;o, tendo diante de n&oacute;s o Cora&ccedil;&atilde;o de Cristo, s&iacute;mbolo do Amor que Deus &eacute; e que, em Jesus, se manifesta &agrave; medida daquilo que cada ser humano est&aacute; chamado a ser. Rezemos sobretudo para que os sacerdotes sintam o desejo de realizar na sua vida este amor, a santidade, que &eacute; a &laquo;medida alta da vida crist&atilde; comum&raquo; (Jo&atilde;o Paulo II, Novo millennio ineunte, 31).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para que os sacerdotes, unidos ao Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, sejam sempre verdadeiras testemunhas do amor providente e misericordioso de Deus. 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