{"id":51529,"date":"2011-05-24T11:20:55","date_gmt":"2011-05-24T11:20:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/05\/24\/nada-a-declarar\/"},"modified":"2011-05-24T11:20:55","modified_gmt":"2011-05-24T11:20:55","slug":"nada-a-declarar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nada-a-declarar\/","title":{"rendered":"Nada a Declarar"},"content":{"rendered":"<p>O regresso da com&eacute;dia francesa aos nossos ecr&atilde;s tem sido dif&iacute;cil e raramente com as escolhas acertadas capazes de garantir um &ecirc;xito que permita a continua&ccedil;&atilde;o do caminho encetado. Mas &laquo;Bem-Vindo ao Norte&raquo;, estreado h&aacute; dois anos, foi uma das raras exce&ccedil;&otilde;es tendo conseguido um n&uacute;mero de espectadores capaz de justificar, agora, outro filme do mesmo autor.<\/p>\n<p>Dany Boon, com uma longa carreira de ator, em boa hora passou &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o e, ao seu terceiro filme, consolida a inspira&ccedil;&atilde;o j&aacute; revelada, retomando a com&eacute;dia baseada em contraste de culturas. No caso anterior t&iacute;nhamos o conhecido choque entre o Norte e o Sul de um mesmo pa&iacute;s; agora temos o confronto entre dois estados diferentes na regi&atilde;o fronteiri&ccedil;a.<\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; guerra nem discord&acirc;ncia entre estados, mas na fronteira entre a B&eacute;lgica e a Fran&ccedil;a, em torno do momento da aboli&ccedil;&atilde;o de fronteiras, s&oacute; os respetivos guardas se sentem ainda separados pela linha amarela tra&ccedil;ada no ch&atilde;o, que marca com muito impacto onde come&ccedil;a a autoridade de uns e termina a de outros.<\/p>\n<p>Com argumento inteligente e com excelentes ocasi&otilde;es de humor, Dany Boon vai provocando a progressiva aproxima&ccedil;&atilde;o humana entre as duas nacionalidades, diluindo<\/p>\n<p>rivalidades e abrindo caminho a uma colabora&ccedil;&atilde;o humana que acaba por se manifes- tar muito para al&eacute;m da pequena &aacute;rea geogr&aacute;fica em que a a&ccedil;&atilde;o decorre.<\/p>\n<p>O melhor do filme &eacute; o ritmo narrativo, capaz de manter o espetador interessado e divertido com um humor muito bem constru&iacute;do, sem necessidade do recurso a sequ&ecirc;ncias disparatadas ou com tons de farsa. Os dois atores principais &ndash; o pr&oacute;prio Dany Boon e Beno&icirc;t Poelvoorde &#8211; formam uma parelha muito equilibrada no seu contraste e que d&aacute; perspetivas positivas quanto a trabalhos futuros, que mais facilitados ser&atilde;o com a experi&ecirc;ncia do primeiro como argumentista e realizador.<\/p>\n<p>Os pontos comuns com o filme anterior, &laquo;Bem-Vindo ao Norte&raquo;, &eacute; evidente em muitas vertentes, nomeadamente no tratamento dado a dois diferentes sotaques de uma mesma l&iacute;ngua, que aqui se verifica entre pontos bem pr&oacute;ximos, numa mesma povoa- &ccedil;&atilde;o at&eacute; ent&atilde;o cortada pela linha fronteiri&ccedil;a.<\/p>\n<p><em>Francisco Perestrello<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O regresso da com&eacute;dia francesa aos nossos ecr&atilde;s tem sido dif&iacute;cil e raramente com as escolhas acertadas capazes de garantir um &ecirc;xito que permita a continua&ccedil;&atilde;o do caminho encetado. 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