{"id":51503,"date":"2011-05-21T16:25:08","date_gmt":"2011-05-21T16:25:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/05\/21\/conclusoes-do-congresso-da-cnis-sobre-rumo-solidario-para-portugal\/"},"modified":"2011-05-21T16:25:08","modified_gmt":"2011-05-21T16:25:08","slug":"conclusoes-do-congresso-da-cnis-sobre-rumo-solidario-para-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/conclusoes-do-congresso-da-cnis-sobre-rumo-solidario-para-portugal\/","title":{"rendered":"Conclus\u00f5es do congresso da CNIS sobre \u00abRumo solid\u00e1rio para Portugal\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Nos dias 20 e 21 de maio de 2011 em Santar&eacute;m, realizou-se o I Congresso Tem&aacute;tico do Setor Solid&aacute;rio, promovido pela CNIS, com a participa&ccedil;&atilde;o de representantes de mais de tr&ecirc;s centenas de Institui&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Tendo em conta as comunica&ccedil;&otilde;es dos conferencistas convidados e de todos os congressistas que se inscreveram para falar, do debate que estas suscitaram e da reflex&atilde;o realizada, salientam-se as seguintes conclus&otilde;es e desafios:<\/p>\n<p>I &#8211; A pessoa humana tem que ser encarada como a raz&atilde;o de ser de todas as iniciativas sociais. A economia e a pr&oacute;pria sociedade perdem todo o sentido se a pessoa humana n&atilde;o ocupar o primeiro lugar.<\/p>\n<p>II -Vivemos tempos de profunda crise para a sociedade humana. Crise que obriga a fazer escolhas e a tomar decis&otilde;es. Crise que &eacute; tamb&eacute;m geradora de responsabilidade e de oportunidade para mais solidariedade, mais efici&ecirc;ncia, mais iniciativa social, mais voluntariado e mais participa&ccedil;&atilde;o da comunidade.<\/p>\n<p>III &#8211; O Estado provid&ecirc;ncia nas sociedades mais desenvolvidas est&aacute; num tempo dif&iacute;cil e numa situa&ccedil;&atilde;o de incerteza. O Estado provid&ecirc;ncia &eacute; indispens&aacute;vel na cobertura dos riscos sociais considerados na sua diversidade e heterogeneidade, implicando uma diferencia&ccedil;&atilde;o positiva na cobertura daqueles riscos.<\/p>\n<p>IV &#8211; A sociedade provid&ecirc;ncia exige mais equil&iacute;brio entre as iniciativas p&uacute;blicas e sociais. Prop&otilde;e uma real partilha das responsabilidades c&iacute;vicas e o refor&ccedil;o das sinergias sociais numa din&acirc;mica em rede. Sugere a solidariedade volunt&aacute;ria e a melhor distribui&ccedil;&atilde;o dos recursos.<\/p>\n<p>V &#8211; Sem mais iniciativa social, numa l&oacute;gica de subsidiariedade, as situa&ccedil;&otilde;es de crise tendem a agravar-se social e economicamente. &Eacute;, por isso, urgente um novo Contrato Social com mais capacidade de antecipa&ccedil;&atilde;o dos riscos, mais descentraliza&ccedil;&atilde;o e que afete de uma forma diferenciada os recursos. &Eacute; necess&aacute;ria uma rede de servi&ccedil;os que produzam bens p&uacute;blicos. Uma rede na qual participem todos os que possam contribuir para a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas humanos da sociedade.<\/p>\n<p>VI &#8211; Perante as m&uacute;ltiplas regras e exig&ecirc;ncias colocadas &agrave;s Institui&ccedil;&otilde;es, algumas delas exageradas e desajustadas &eacute; essencial que seja respeitado o princ&iacute;pio do bom senso. O eventual fim da isen&ccedil;&atilde;o do IVA e do IRC enquadra-se neste princ&iacute;pio. Deve haver mais Estado parceiro e motivador e menos Estado patr&atilde;o.<\/p>\n<p>VII &#8211; As parcerias entre o Estado e o Setor Solid&aacute;rio devem ter natureza p&uacute;blica, assentar numa confian&ccedil;a rec&iacute;proca, visar poupar recursos s&oacute; poss&iacute;vel se forem respeitadas as experi&ecirc;ncias e atua&ccedil;&otilde;es de proximidade. Proximidade de quem conhece todos os pormenores do terreno social.<\/p>\n<p>VIII &#8211; A excessiva depend&ecirc;ncia em termos de financiamento do Setor Solid&aacute;rio n&atilde;o facilita a autonomia das Institui&ccedil;&otilde;es. &Eacute; necess&aacute;rio encontrar, num quadro de inova&ccedil;&atilde;o, novas formas de financiamento, nomeadamente atrav&eacute;s de iniciativas de economia social e de renegocia&ccedil;&atilde;o do QCA &ndash; Quadro Comunit&aacute;rio de Apoio.<\/p>\n<p>IX &#8211; &Eacute; essencial o di&aacute;logo e a coopera&ccedil;&atilde;o dentro do Setor Solid&aacute;rio e das suas Institui&ccedil;&otilde;es que em conjunto s&atilde;o o motor da a&ccedil;&atilde;o social, numa l&oacute;gica de confian&ccedil;a, de novas solu&ccedil;&otilde;es e de esperan&ccedil;a no futuro.<\/p>\n<p>X &#8211; O rumo solid&aacute;rio para Portugal passa pelo aprofundamento do di&aacute;logo no seio do Setor Solid&aacute;rio, pelo estabelecimento de compromissos e parcerias, pela cria&ccedil;&atilde;o de redes e por uma vis&atilde;o e confian&ccedil;a constru&iacute;das nas a&ccedil;&otilde;es com as comunidades e as pessoas mais necessitadas.<\/p>\n<p><strong>Principais desafios do Setor Solid&aacute;rio<br \/>Das v&aacute;rias interven&ccedil;&otilde;es no Congresso salientam-se os seguintes desafios:<\/strong><\/p>\n<p>1 &#8211; As Institui&ccedil;&otilde;es do Setor Solid&aacute;rio assumem-se como polos de desenvolvimento humano em cada comunidade onde se inserem e interagem. Assumem a educa&ccedil;&atilde;o, a a&ccedil;&atilde;o social, a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de e o desenvolvimento local, numa l&oacute;gica de respeito absoluto pelos direitos humanos, pela inclus&atilde;o social e pelo bem-estar comum;<\/p>\n<p>2 &#8211; A Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional das Institui&ccedil;&otilde;es de Solidariedade (CNIS) na qualidade de representante das Institui&ccedil;&otilde;es e do Setor Solid&aacute;rio:<\/p>\n<p>a) Promove e defende os interesses comuns e a identidade das Institui&ccedil;&otilde;es e do Setor Solid&aacute;rio, face ao Estado aut&aacute;rquico e central e face aos setores privados da economia;<\/p>\n<p>b) Exige ser reconhecida pelo Estado como representante das Institui&ccedil;&otilde;es de Solidariedade e do pr&oacute;prio Setor Solid&aacute;rio e como tal ser membro de pleno direito do Conselho de Concerta&ccedil;&atilde;o Social;<\/p>\n<p>c) Defende o princ&iacute;pio da subsidiariedade, encarando-o como princ&iacute;pio fundador da exist&ecirc;ncia, identidade, autonomia, e liberdade das Institui&ccedil;&otilde;es;<\/p>\n<p>3. Na atualidade, o papel das Institui&ccedil;&otilde;es do Setor Solid&aacute;rio &eacute; determinante numa l&oacute;gica mobilizadora do voluntariado, das a&ccedil;&otilde;es de solidariedade e da luta concreta pela inclus&atilde;o social e pelo bem-estar comum. Para um desempenho eficiente deste papel, imp&otilde;e-se uma aposta permanente nos grandes desafios da inova&ccedil;&atilde;o e da qualidade enquanto condi&ccedil;&atilde;o de sobreviv&ecirc;ncia para fazer bem.<\/p>\n<p>4. A sensibiliza&ccedil;&atilde;o de toda a sociedade para os objetivos e a&ccedil;&otilde;es das Institui&ccedil;&otilde;es do Setor Solid&aacute;rio &eacute; determinante. &Eacute; preciso que a sociedade em geral e as organiza&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, sociais, culturais e econ&oacute;micas tenham conhecimento daquilo que somos, daquilo que defendemos e daquilo que fazemos. Este conhecimento passa por processos de comunica&ccedil;&atilde;o e de marketing, atrav&eacute;s de meios pr&oacute;prios, com destaque para o instrumento poderoso que &eacute; Internet, e atrav&eacute;s do sistema medi&aacute;tico nos n&iacute;veis local, regional e nacional, onde devemos ter uma presen&ccedil;a ativa e estrat&eacute;gica.<\/p>\n<p>5. Grande parte da a&ccedil;&atilde;o das Institui&ccedil;&otilde;es do Setor Solid&aacute;rio &eacute; de assist&ecirc;ncia e de resposta aos problemas humanos. Contudo, apesar desta atua&ccedil;&atilde;o ser naturalmente reativa, o desafio que se coloca &eacute; de sermos capazes de procurar uma atua&ccedil;&atilde;o proativa, inovadora e que combata as causas dos problemas, em vez de nos ficarmos pela resposta &agrave;s suas consequ&ecirc;ncias ou efeitos.<\/p>\n<p>6. A CNIS e o Setor Solid&aacute;rio n&atilde;o se resignam perante as enormes dificuldades do presente. Antes reafirmam o seu compromisso e determina&ccedil;&atilde;o de trabalho intenso por um mundo solid&aacute;rio, mais justo e mais fraterno. Um mundo onde a liberdade e o respeito pela diversidade humana sejam pilares do bem-estar comum numa sociedade sem exclu&iacute;dos.<\/p>\n<p><em>Santar&eacute;m, 20 e 21 de maio de 2011<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dias 20 e 21 de maio de 2011 em Santar&eacute;m, realizou-se o I Congresso Tem&aacute;tico do Setor Solid&aacute;rio, promovido pela CNIS, com a participa&ccedil;&atilde;o de representantes de mais de tr&ecirc;s centenas de Institui&ccedil;&otilde;es. 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