{"id":51449,"date":"2011-05-18T18:52:57","date_gmt":"2011-05-18T18:52:57","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/05\/18\/vila-real-saudacao-de-d-amandio-tomas-aos-seus-fieis\/"},"modified":"2011-05-18T18:52:57","modified_gmt":"2011-05-18T18:52:57","slug":"vila-real-saudacao-de-d-amandio-tomas-aos-seus-fieis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vila-real-saudacao-de-d-amandio-tomas-aos-seus-fieis\/","title":{"rendered":"Vila Real: Sauda\u00e7\u00e3o de D. Am\u00e2ndio Tom\u00e1s aos seus fi\u00e9is"},"content":{"rendered":"<p>Em nome do Senhor, sa&uacute;do, com amizade, todos os Fi&eacute;is da Diocese de Vila Real, os caros irm&atilde;os e irm&atilde;s, na f&eacute;, os Religiosos e as Religiosas e os Presb&iacute;teros, amigos e dedicados colaboradores, na causa do an&uacute;ncio do Evangelho de Jesus Cristo.<strong><\/strong><\/p>\n<p>1.- Neste tempo de alegria pascal, na semana da vida, ap&oacute;s a semana de ora&ccedil;&atilde;o pelas voca&ccedil;&otilde;es e ouvida a alegoria do Bom Pastor e do rebanho, apascentado por Jesus que &eacute; a porta, o caminho, a verdade e a vida e que ama, conhece e chama a cada uma das ovelhas, pelo nome, dando a vida, por elas, tamb&eacute;m eu, pobre ovelhinha, disc&iacute;pulo, seguidor e testemunha do Ressuscitado, e animado, pelo Seu amor, palavra e gra&ccedil;a, em nome do Senhor, ouso lan&ccedil;ar as redes, abra&ccedil;ar o arado e a cruz, exultando de alegria, em Deus, meu Salvador, dando gra&ccedil;as ao Pai, por Cristo, no Esp&iacute;rito.<\/p>\n<p>Cristo, Bom Pastor, diz na alegoria: &ldquo;<em>Eu vim<\/em> <em>para que todos tenham vida e a tenham em abund&acirc;ncia<\/em>&rdquo;(Jo 10,10). O lema episcopal de D. Joaquim &eacute; &ldquo;<em>para que todos tenham vida<\/em>&rdquo; e o meu &eacute; &ldquo;<em>Cristo Fonte de Vida e Esperan&ccedil;a&rdquo;.<\/em> A Igreja n&atilde;o se anuncia a si, mas a Cristo, Filho de Deus, morto e ressuscitado. N&atilde;o h&aacute; salva&ccedil;&atilde;o noutro nome. Cristo &eacute; o alicerce da Igreja. Guiado pelo exemplo da minha m&atilde;e, Esperan&ccedil;a Maria, aprendi dela e com ela a amar Jesus, a Lhe consagrar a vida, com o lema de Santa Teresinha, que escolhi, j&aacute;, como presb&iacute;tero: &ldquo; <em>Deus e as almas, o resto n&atilde;o conta <\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>2.- Ap&oacute;s uma peregrina&ccedil;&atilde;o pelo mundo, Deus trouxe-me &agrave; minha terra, para aqui dar testemunho do Ressuscitado, que ordenou ao Ap&oacute;stolo: &ldquo; <em>Coragem! Assim como deste testemunho de mim em Jerusal&eacute;m, assim &eacute; necess&aacute;rio que o d&ecirc;s tamb&eacute;m em Roma &rdquo;&nbsp;&nbsp; <\/em>&nbsp;( Act. 23,11 ).<\/p>\n<p>Paulo foi enviado a Roma e a mim levou-me l&aacute; e trouxe-me, de novo, aqui, depois de 27 anos passados, em Roma, 7 noutras partes e 6, em &Eacute;vora. Pede-me, agora, para continuar a testemunhar Cristo, na diocese, onde nasci e estudei e para onde, h&aacute; tr&ecirc;s anos, fui enviado pelo Santo Padre Bento XVI. Estou ciente da minha fraqueza, sei e acredito, profundamente, que, como Paulo, &ldquo;<em>tudo posso n&rsquo;Aquele que me conforta&rdquo;<\/em> e que foi o Senhor que me escolheu para ir e dar fruto, certo da minha pobreza e de que levo, como o Ap&oacute;stolo, o precioso tesouro da f&eacute;, do amor e da alegria pascal, num pobre, fr&aacute;gil e fraco vaso de barro.<\/p>\n<p>A minha gratid&atilde;o vai para Deus Nosso Senhor, que tudo disp&otilde;e para o bem daqueles que ama. N&atilde;o escolhemos a terra, os pais, a vida e os amigos que nos foram dados. Tudo &eacute; dom, tudo &eacute; gra&ccedil;a. Louvado seja o nome do Senhor. Agrade&ccedil;o aos meus pais, &agrave; minha m&atilde;e velhinha, com 94 anos, que me trouxe, no seio, me ensinou, no seu rega&ccedil;o a amar Jesus, a viver para Ele, a consagrar-me, no testemunho do Seu nome.<\/p>\n<p>Agrade&ccedil;o aos que me ajudaram e, antes de mais, agrade&ccedil;o ao Santo Padre Bento XVI, g&eacute;nio humilde, de grande sabedoria e bondade, que, em 2008, me colocou, aqui, como bispo coadjutor e ao qual prometo obedi&ecirc;ncia e fidelidade, disposto, da minha parte, a agir sempre &lsquo;<em>com Pedro e sob Pedro&rsquo;<\/em>, grato pela amizade, ensinamentos e aten&ccedil;&otilde;es recebidas e disposto a suavizar, ajudar e a fazer-me eco da sua solicitude de Pastor da Igreja Universal, por todas as igrejas, nesta pobre e pequenina parcela, &iacute;cone e sacramento da Igreja de Cristo, que subsiste na Igreja Cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>Pe&ccedil;o a intercess&atilde;o celeste do Bem-Aventurado Papa Jo&atilde;o Paulo II, que me imp&ocirc;s as m&atilde;os, me ordenou bispo, na Bas&iacute;lica de S. Pedro do Vaticano, no dia 6 de Janeiro de 2002 e me enviou para &Eacute;vora, como bispo auxiliar, cireneu de D. Maur&iacute;lio de Gouveia, que foi, para mim, um irm&atilde;o e um pai.<\/p>\n<p>Felicito, cordialmente, D. Joaquim Gon&ccedil;alves pelo seu 75&ordm;. anivers&aacute;rio natal&iacute;cio, como seu pobre cireneu, bispo coadjutor, ao longo de tr&ecirc;s anos. Aproveito para, em nome da Diocese, agradecer a sua dedica&ccedil;&atilde;o ao longo de 24 anos, 4 como coadjutor e 20 como bispo diocesano e para Lhe desejar muitos anos de vida, merecido repouso e boa sa&uacute;de, assegurando-lhe apre&ccedil;o e disponibilidade em ajud&aacute;-lo, no que for poss&iacute;vel, como se fez, na sua doen&ccedil;a e feliz restabelecimento. A Diocese de Vila Real &eacute; grata, a Diocese &eacute; boa, os Padres e os Fi&eacute;is agradecem a Deus o longo pontificado do Bispo que os conduziu pelos caminhos do amor e da fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Sa&uacute;do os meus Irm&atilde;os Bispos da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, o Seu Presidente e Vice-Presidente, h&aacute; pouco eleitos, o caro amigo Metropolita, D. Jorge Ortiga, e, na sua pessoa, os Irm&atilde;os Bispos desta Prov&iacute;ncia Eclesi&aacute;stica de Braga. Com eles todos, quero dar testemunho concorde de comunh&atilde;o e fraternidade sacramental. &nbsp;<\/p>\n<p>Agrade&ccedil;o ao Senhor N&uacute;ncio Apost&oacute;lico, D. Rino Passigato, pedindo o favor de se fazer int&eacute;rprete da minha gratid&atilde;o e inteira fidelidade, junto do Santo Padre Bento XVI, pelo qual nutro profunda admira&ccedil;&atilde;o e apre&ccedil;o e um reconhecimento nunca desmentido.<\/p>\n<p>3. &#8211; A Igreja comunica e entrega o tesouro da f&eacute; crist&atilde;. A hist&oacute;ria n&atilde;o come&ccedil;a hoje. Devemos muito aos que nos precederam, aos quais nos ligam os la&ccedil;os da f&eacute; recebida e da gratid&atilde;o. Recordo o D. Jo&atilde;o Evangelista de Lima Vidal, primeiro bispo da Diocese, D. Ant&oacute;nio Valente da Fonseca, o bispo do meu tempo de Semin&aacute;rio que me ordenou de Di&aacute;cono, D. Ant&oacute;nio Cardoso Cunha que me ordenou de Presb&iacute;tero e me enviou por duas vezes para Roma estudar e D. Joaquim Gon&ccedil;alves a quem me foi dado servir, durante tr&ecirc;s anos, como coadjutor, e ao qual reitero a minha amizade.<\/p>\n<p>4. &ndash; H&aacute; quem pe&ccedil;a programa, linhas de orienta&ccedil;&atilde;o e o plano pastoral, que &eacute; o da Igreja Universal, comprometida na prepara&ccedil;&atilde;o do S&iacute;nodo sobre a transmiss&atilde;o da f&eacute; e a nova evangeliza&ccedil;&atilde;o, nova nos m&eacute;todos, na mudan&ccedil;a de estruturas, na linguagem, no ardor apost&oacute;lico, para instaurar tudo em Cristo, partindo de Cristo e orientados para Ele. De contr&aacute;rio o que fizermos assenta em palha. Ningu&eacute;m deve impor a Deus a maneira como Ele quer salvar o mundo. &Eacute; o Esp&iacute;rito de Cristo que nos move a crer, a aceitar e a compreender o esc&acirc;ndalo da cruz.<\/p>\n<p>&ldquo;<em>A Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o para a Transmiss&atilde;o da F&eacute; Crist&atilde; <\/em>&rdquo;, &eacute; o objectivo do pr&oacute;ximo S&iacute;nodo dos Bispos, o desejo do Papa, a tarefa da Igreja e ser&aacute; a nossa, nos pr&oacute;ximos anos. Em data oportuna, ter&atilde;o lugar assembleias do clero e dos fi&eacute;is, para ver o que fazer e como fazer, para tornar Cristo conhecido e amado, sabendo que Cristo conta com todos e que todos somos poucos para anunciar o Senhor ressuscitado.<\/p>\n<p>A todos, generosamente, confirmo, nos cargos, desde o querido e t&atilde;o dedicado Vig&aacute;rio Geral at&eacute; ao mais humilde dos P&aacute;rocos e servidores do Evangelho. Com a ajuda de Deus e de todos, veremos, depois, como fazer as mudan&ccedil;as necess&aacute;rias, pedindo a vossa solidariedade, empenho e compreens&atilde;o, garantindo-vos, da minha parte, o meu afecto, apre&ccedil;o e desejo de acertar.<\/p>\n<p>O bispo nada consegue, sem os Padres, Religiosos e Fi&eacute;is. Da&iacute; a necessidade imperiosa de formar agentes de pastoral, numa Escola de Minist&eacute;rios. O bispo precisa amizade e solicitude de Fi&eacute;is, Religiosos e Presb&iacute;teros. A Igreja &eacute;, em si, mist&eacute;rio, lugar e escola de comunh&atilde;o e deve apostar no caminho sinodal, na co-responsabilidade, no trabalho em rede, na pastoral de conjunto, na solidariedade e fraternidade vivida e experimentada.<\/p>\n<p>Consci&ecirc;ncia, renova&ccedil;&atilde;o e di&aacute;logo. &ldquo;N<em>o di&aacute;logo n&atilde;o h&aacute; vencedores nem vencidos, mas enriquecidos<\/em>&rdquo;. Procedamos como diz Santo Agostinho e o Conc&iacute;lio Vaticano II prop&ocirc;s: &ldquo;<em>unidade nas coisas necess&aacute;rias, liberdade nas duvidosas e caridade em tudo<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>Somos servos in&uacute;teis e n&atilde;o fazemos mais que a nossa obriga&ccedil;&atilde;o, cientes de que &ldquo;<em>h&aacute; mais alegria em dar que em receber<\/em>&rdquo; (Act. 20,35), como disse Jesus. Procuremos com ardor &ldquo;<em>fazer o bem onde deve ser feito<\/em>&rdquo;, como dizia a M&atilde;e Maria Clara, fundadora das Irm&atilde;s Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o, que agora ser&aacute; beatificada. Associo-me &agrave; alegria da Congrega&ccedil;&atilde;o e da Igreja portuguesa e a ela recorro, pedindo a sua intercess&atilde;o, no desempenho da miss&atilde;o que a V&oacute;s e a mim me &eacute; pedida.<\/p>\n<p>Em comunh&atilde;o de ora&ccedil;&otilde;es, a todos sa&uacute;do e pe&ccedil;o ajuda, colabora&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o, na miss&atilde;o, com o afecto do Vosso muito dedicado e amigo Bispo da Diocese.<\/p>\n<p>Vila Real, 17 de Maio de 2011<\/p>\n<p>+ Am&acirc;ndio Jos&eacute; Tom&aacute;s<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em nome do Senhor, sa&uacute;do, com amizade, todos os Fi&eacute;is da Diocese de Vila Real, os caros irm&atilde;os e irm&atilde;s, na f&eacute;, os Religiosos e as Religiosas e os Presb&iacute;teros, amigos e dedicados colaboradores, na causa do an&uacute;ncio do Evangelho de Jesus Cristo. 1.- Neste tempo de alegria pascal, na semana da vida, ap&oacute;s a 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