{"id":5144,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/mil-anos-de-historia-em-leca-do-balio\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"mil-anos-de-historia-em-leca-do-balio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mil-anos-de-historia-em-leca-do-balio\/","title":{"rendered":"Mil anos de hist\u00f3ria em Le\u00e7a do Balio"},"content":{"rendered":"<p>Um templo milenar que teve o encerramento das comemora\u00e7\u00f5es respectivas no passado dia 14 de Mar\u00e7o. <!--more--> Na proximidade do Rio Le\u00e7a, no lugar de Recarei, diocese do Porto, houve um &#8220;modesto cen\u00f3bio, de car\u00e1cter familiar, documentado desde 1003&#8221; onde actualmente se situa o Mosteiro de Le\u00e7a do Balio. Ainda Portugal estava para nascer e j\u00e1 se escrevia sobre este mosteiro, situado no concelho de Matosinhos. Um templo milenar que teve o encerramento das comemora\u00e7\u00f5es respectivas no passado dia 14 de Mar\u00e7o. Na celebra\u00e7\u00e3o de encerramento, o bispo do Porto, D. Armindo Lopes Coelho, sublinhou que &#8220;o Mosteiro de Le\u00e7a \u00e9 hoje, com raz\u00e3o, express\u00e3o do orgulho, admira\u00e7\u00e3o e amor&#8221; daquele povo. A primeira refer\u00eancia documental ao Mosteiro de Le\u00e7a do Balio \u00e9 de 18 de Mar\u00e7o de 1003 na qual D. Flamula Vig\u00edlia \u00abdeixa em testamento uma herdade aos presb\u00edteros, frades e freiras\u00bb.  Dedicado a Nossa Senhora da Encarna\u00e7\u00e3o, a Hist\u00f3ria identifica-o como &#8220;Mosteiro de Santa Maria de Le\u00e7a&#8221; ou &#8220;Mosteiro de Nossa Senhora Santa Maria de Le\u00e7a&#8221;.  De cen\u00f3bio sucedeu-lhe uma constru\u00e7\u00e3o rom\u00e2nica do s\u00e9culo XII, a qual ter\u00e1 recebido os primeiros Hospital\u00e1rios portugueses. S\u00e3o pouco consistentes as datas e vagas as circunst\u00e2ncias da sua chegada e implanta\u00e7\u00e3o no nosso pa\u00eds mas admite-se que no tempo de D. Afonso Henriques os Hospital\u00e1rios se integravam na vida do Reino. O prelado do Porto acentua na celebra\u00e7\u00e3o que devemos &#8220;ter presente que a implanta\u00e7\u00e3o dos Hospital\u00e1rios em Portugal coincide, com suficiente contemporaneidade, com o in\u00edcio da nossa nacionalidade e com o centro de peregrina\u00e7\u00e3o e respectivo caminho de S. Tiago de Compostela, na sequ\u00eancia da Reconquista Crist\u00e3&#8221;.  Le\u00e7a do Balio chegou a ser a Casa &#8211; m\u00e3e ou Gr\u00e3o-Priorado, em Portugal, da Ordem Militar dos Hospital\u00e1rios. Esta hist\u00f3ria, &#8220;de esplendor ou decad\u00eancia, merece ser recordada e celebrada, sem anacronismos e sem aprecia\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas desajustadas&#8221; &#8211; afirma D. Armindo Lopes Coelho. Instalada num local privilegiado, a Ordem dos Religiosos Cavaleiros do Hospital de S. Jo\u00e3o de Jerusal\u00e9m (Ordem de Malta a partir do s\u00e9culo XVI) contribuiu para &#8220;o desenvolvimento e enriquecimento destas terras&#8221;. O pr\u00f3prio &#8220;desenvolvimento agr\u00edcola constituiu a base de progresso industrial e social que hoje caracteriza Le\u00e7a do Balio&#8221; &#8211; frisou o prelado do Porto. Foi neste per\u00edodo de &#8220;industrializa\u00e7\u00e3o e de progresso fundamentado&#8221; que nasceu e se concretizou &#8220;a ideia de olhar para o passado e recuperar os monumentos e a monumentalidade deste complexo do Mosteiro, enquadrado em t\u00e3o agrad\u00e1vel urbaniza\u00e7\u00e3o ambiental&#8221; &#8211; disse D. Armindo Lopes Coelho. Numa das iniciativas promovidas aos longo do ano, L\u00facia Rosas, professora universit\u00e1ria, fez uma descri\u00e7\u00e3o pormenorizada sobre a arquitectura do Mosteiro. Se \u00e9 verdade que &#8220;come\u00e7ou por ser um pequeno Mosteiro, n\u00e3o \u00e9 menos verdade que o monumento \u00e9, hoje, grandioso&#8221;. A obra come\u00e7ou a &#8220;fazer-se no s\u00e9culo XIV, mas h\u00e1 ainda algumas pe\u00e7as correspondentes ao s\u00e9culo XII, de base rom\u00e2nica&#8221;. Na pequena Capela que fica do lado esquerdo, de quem entra, ao lado do altar, &#8220;encontram-se mais pe\u00e7as valiosas do ponto de vista hist\u00f3rico&#8221;. Desde logo, uma placa na parede mandada colocar em 1336, por altura da morte do Frei Estev\u00e3o Vasques Pimentel. Uma &#8220;placa importada da Flandres&#8221; e que a professora universit\u00e1ria qualificou de &#8220;grande qualidade&#8221;, contendo um texto em que s\u00e3o exaltadas as qualidade de Frei Estev\u00e3o Vasques Pimentel. Ainda no mesmo local, destaca-se outra pe\u00e7a de grande qualidade que \u00e9 o t\u00famulo de Frei Jo\u00e3o Coelho, um prior que est\u00e1 &#8220;sepultado num t\u00famulo riqu\u00edssimo. Uma pe\u00e7a de grande qualidade&#8221; real\u00e7ou L\u00facia Rosas. Ainda no interior do mosteiro destaca-se a pia baptismal encomendada por Frei Jo\u00e3o Coelho que tem na &#8220;parte superior alcachofras&#8221; que representa a ressurrei\u00e7\u00e3o, uma vez que mesmo com o fogo a alcachofra n\u00e3o morre. Depois da visita guiada ao Mosteiro de Le\u00e7a do Balio e ainda integrada nas comemora\u00e7\u00f5es  seguiu-se a apresenta\u00e7\u00e3o do livro &#8220;Le\u00e7a do Balio &#8211; No Tempo dos Cavaleiros do Hospital&#8221;, de Paula Pinto Costa e L\u00facia Rosas. Para a mem\u00f3ria ficam as palavras de Narciso de Miranda, Presidente da C\u00e2mara de Matosinhos, que real\u00e7ou o mosteiro como &#8220;um ancoradouro seguro&#8221;.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um templo milenar que teve o encerramento das comemora\u00e7\u00f5es respectivas no passado dia 14 de Mar\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[160,187],"class_list":["post-5144","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-d-armindo-lopes-coelho","tag-diocese-do-porto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5144","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5144"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5144\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5144"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5144"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5144"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}