{"id":51438,"date":"2011-05-18T11:40:19","date_gmt":"2011-05-18T11:40:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/05\/18\/maria-clara-mundo-ganha-uma-figura-exemplar\/"},"modified":"2011-05-18T11:40:19","modified_gmt":"2011-05-18T11:40:19","slug":"maria-clara-mundo-ganha-uma-figura-exemplar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/maria-clara-mundo-ganha-uma-figura-exemplar\/","title":{"rendered":"Maria Clara: Mundo ganha uma \u00abfigura exemplar\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Irm\u00e3 Rosa Helena Moura acompanhou processo da futura beata, enquanto colaboradora externa da Congrega\u00e7\u00e3o para a Causa dos Santos <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 18 mai 2011 (Ecclesia) &ndash; Com a beatifica&ccedil;&atilde;o da M&atilde;e Clara, este s&aacute;bado, as Irm&atilde;s Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o (CONFHIC) ganham um &ldquo;ponto de refer&ecirc;ncia&rdquo; e o mundo uma &ldquo;figura exemplar&rdquo;, diz a Irm&atilde; Rosa Helena Moura.<\/p>\n<p>&ldquo;O segredo da Irm&atilde; Clara est&aacute; exatamente nas pequenas coisas, fazer aquilo que se pode e se &eacute; capaz de fazer, e isso para o mundo de hoje traria muitas consequ&ecirc;ncias&rdquo; destacou a religiosa, em declara&ccedil;&otilde;es ao Programa ECCLESIA, na RTP2.<\/p>\n<p>Esta franciscana hospitaleira teve a oportunidade de acompanhar todo o processo de canoniza&ccedil;&atilde;o da Irm&atilde; Maria Clara, enquanto colaboradora externa da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Causa dos Santos.<\/p>\n<p>Apresenta a fundadora da CONFHIC como um mulher &ldquo;muito otimista&rdquo;, cuja &ldquo;educa&ccedil;&atilde;o crist&atilde; profunda&rdquo; lhe ter&aacute; permitido &ldquo;ver os &nbsp;aspetos positivos&rdquo; de uma vida marcada pelas dificuldades.<\/p>\n<p>Apesar de ter nascido no meio de uma fam&iacute;lia nobre, em meados do s&eacute;culo XIX, Lib&acirc;nia do Carmo Galv&atilde;o Mexia de Moura Teles e Albuquerque, a Irm&atilde; Maria Clara, desde cedo viu-se privada das comodidades que o seu estatuto social lhe conferia.<\/p>\n<p>[[v,d,2094,]]<\/p>\n<p>A persegui&ccedil;&atilde;o &agrave; sua fam&iacute;lia, por parte do regime liberal, o empobrecimento e a perda dos pais, e mais tarde a experi&ecirc;ncia de educa&ccedil;&atilde;o no Asilo Real da Ajuda retiram-na do seu &ldquo;mundo conhecido&rdquo; para outro feito de mis&eacute;ria e orfandade.<\/p>\n<p>&ldquo;Tudo isso vai forjando uma personalidade&rdquo; explica a Irm&atilde; Rosa Helena Moura, para quem estes acontecimentos tiveram import&acirc;ncia decisiva na &ldquo;escolha de uma vida religiosa&rdquo;, por parte de Maria Clara, e&nbsp;no crescimento de &ldquo;um desejo de se dedicar aos mais necessitados&rdquo;.<\/p>\n<p>O seu &ldquo; car&aacute;ter forte&rdquo; deu-lhe a capacidade para transformar, juntamente com o padre Raimundo Beir&atilde;o, &ldquo;um grupo de senhoras das servas seculares numa congrega&ccedil;&atilde;o regular&rdquo;, numa altura em que o regime liberal procurava desmantelar as Ordens Religiosas e tinha proibido a admiss&atilde;o de novos membros para as Congrega&ccedil;&otilde;es femininas.<\/p>\n<p>Logo no in&iacute;cio da sua atividade, a partir de 1871, a CONFHIC destacou-se pela assist&ecirc;ncia prestada aos mais desfavorecidos que enchiam as ruas de Lisboa e as col&oacute;nias do Ultramar, depois de anos de guerra liberal que esvaziaram os cofres portugueses.<\/p>\n<p>Sob a &eacute;gide da fundadora, sublinha a Irm&atilde; Rosa Helena Moura, foram&nbsp;criadas em Portugal e no exterior &ldquo;mais de 140 obras de &acirc;mbito social&rdquo;, e a CONFHIC foi &ldquo;pioneira&rdquo; no desenvolvimento de servi&ccedil;os de enfermagem, quer ao domicilio quer junto dos hospitais.<\/p>\n<p>No entanto, n&atilde;o se restringiu &agrave;s obras tradicionais, abrindo um novo &ldquo;caminho novo de servi&ccedil;o aos pobres&rdquo;, como por exemplo com a cria&ccedil;&atilde;o das &ldquo;cozinhas econ&oacute;micas&rdquo;, para a classe oper&aacute;ria ou para estudantes pobres.<\/p>\n<p>A Irm&atilde; Rosa Helena Moura acredita que a beatifica&ccedil;&atilde;o da M&atilde;e Clara funcionar&aacute; como um refor&ccedil;o de todo este legado, que hoje perdura na hist&oacute;ria da CONFHIC atrav&eacute;s de dezenas de casas espalhadas por Portugal e pelo mundo.<\/p>\n<p>&ldquo;Todo o fundador aparece como ponto de refer&ecirc;ncia, como uma mem&oacute;ria do carisma que Deus deu a essa congrega&ccedil;&atilde;o, por isso, perdida a liga&ccedil;&atilde;o com as primeiras irm&atilde;s, precisamos de retomar esse contacto mais &nbsp;diretamente&rdquo; conclui.<\/p>\n<p><em>PTE\/JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Irm\u00e3 Rosa Helena Moura acompanhou processo da futura beata, enquanto colaboradora externa da Congrega\u00e7\u00e3o para a Causa dos Santos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-51438","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51438","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51438"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51438\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}