{"id":51416,"date":"2011-05-17T11:39:36","date_gmt":"2011-05-17T11:39:36","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/05\/17\/coracao-sem-fronteiras-a-presenca-da-confhic-no-mundo\/"},"modified":"2011-05-17T11:39:36","modified_gmt":"2011-05-17T11:39:36","slug":"coracao-sem-fronteiras-a-presenca-da-confhic-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/coracao-sem-fronteiras-a-presenca-da-confhic-no-mundo\/","title":{"rendered":"Cora\u00e7\u00e3o sem fronteiras: a presen\u00e7a da CONFHIC no mundo"},"content":{"rendered":"<p>Maria Am\u00e9lia Carreira das Neves, FHIC <!--more--> <\/p>\n<p><em>Que felicidade cooperar na salva&ccedil;&atilde;o dos outros! <\/em>A Beata Maria Clara, Fundadora da CONFHIC, envia Irm&atilde;s a outros climas e culturas para, na gratuidade, tornar Deus conhecido e amado. Libertada por Deus das seguran&ccedil;as humanas, irrompe na Igreja para construir um mundo mais justo, mais humano, segundo palavras do Beato Jo&atilde;o Paulo II: <em>Na segunda metade do s&eacute;culo XIX, os ventos da hist&oacute;ria sopravam contr&aacute;rios e borrascosos, com naufr&aacute;gio de esperan&ccedil;as sem conta e o bom Deus a fazer dos pr&oacute;prios n&aacute;ufragos salva-vidas, como no caso da Irm&atilde; Maria Clara.<\/em> Agarrada por Cristo, esvaziada de si mesma, aparece como uma clara luz a erguer-se na hist&oacute;ria mission&aacute;ria da Igreja em Portugal, para iluminar, os de perto e os de longe.<\/p>\n<p>A <em>Hospitalidade, <\/em>carisma da CONFHIC, &eacute; identificada desde o in&iacute;cio como total abertura a Deus e aos irm&atilde;os, pois a comunh&atilde;o &eacute; mission&aacute;ria e a miss&atilde;o &eacute; para a comunh&atilde;o. O ardor da caridade divina incendeia a vida da Beata Maria Clara que, desde 1871, continua a curar, a libertar a Humanidade, no abra&ccedil;o acolhedor das Irm&atilde;s Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o. Na igreja peregrina, a Mulher tamb&eacute;m &eacute; chamada a alargar o seu convento para os confins da terra, entrando ativamente na realiza&ccedil;&atilde;o universal do mandato mission&aacute;rio. O envio das Franciscanas Hospitaleiras para terras de al&eacute;m-mar, em 1883, faz delas as primeiras mulheres mission&aacute;rias portuguesas.<\/p>\n<p>Abrir caminhos de fraternidade para que os ricos se convertam aos mais desfavorecidos &eacute; a l&oacute;gica do amor em toda a a&ccedil;&atilde;o e decis&atilde;o da CONFHIC, abrindo-se ao servi&ccedil;o do pr&oacute;ximo em toda a terra habitada, mesmo quando esse servi&ccedil;o conduz ao sofrimento e &agrave; morte. Relatam os jornais: As Franciscanas Hospitaleiras <em>v&atilde;o, aproximam-se, arriscam-se, caem, imolam-se, e n&atilde;o pedem ao mundo nenhum pr&eacute;mio, nem louvor. <\/em>A sua aspira&ccedil;&atilde;o &eacute; contr&aacute;ria ao esp&iacute;rito mundano de competi&ccedil;&atilde;o e poder, causando impacto sobre os valores do mundo.<\/p>\n<p>A M&atilde;e Clara capta e lega &agrave; CONFHIC o sentido da natureza mission&aacute;ria da Igreja na sua trilogia: mist&eacute;rio (sacramentalidade), comunh&atilde;o (catolicidade) e miss&atilde;o (apostolicidade). Hoje, como ontem, por entre cruzes e mart&iacute;rio, resplandece a luz da evangeliza&ccedil;&atilde;o Franciscana Hospitaleira a todas as classes de pobres, de Lisboa ao Minho e ao Algarve, cruzando os mares at&eacute; &agrave; &Aacute;frica, &Aacute;sia e Am&eacute;ricas. A miss&atilde;o, indo ao encontro dos pobres a todas as latitudes, vai ao encontro do sofrimento, da injusti&ccedil;a social, para <em>iluminar <\/em>os povos com <em>o rosto de Jesus de Nazar&eacute;, aquecendo <\/em>cora&ccedil;&otilde;es sem esperan&ccedil;a.<em><\/em><\/p>\n<p><em>Lucere et Fovere<\/em>, tornar o amor de Deus presente num mundo ego&iacute;sta, secularizado, ate&iacute;sta, exige &agrave;s Irm&atilde;s Franciscanas Hospitaleiras a viv&ecirc;ncia integral do Serm&atilde;o da Montanha e das Obras de Miseric&oacute;rdia, em Fraternidade, levando a humanidade a reconhecer que o Pai enviou o seu Filho ao mundo para salva&ccedil;&atilde;o de todos. Cada Irm&atilde; &eacute; mission&aacute;ria mais por<em> aquilo que &eacute;<\/em> do que por <em>aquilo que diz ou faz<\/em>, encarnando a vontade do Pai. A miss&atilde;o <em>Ad Gentes <\/em>&eacute; uma atividade prim&aacute;ria e essencial da Igreja, jamais conclu&iacute;da na evangeliza&ccedil;&atilde;o de<em> <\/em>doentes, marginalizados, refugiados e deslocados, carentes de educa&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o da mulher, direitos humanos, are&oacute;pagos do saber, etc.<\/p>\n<p>A Miss&atilde;o &eacute; uma consequ&ecirc;ncia da pr&oacute;pria convers&atilde;o a Cristo, colocando a CONFHIC ao servi&ccedil;o da CARIDADE desde a <em>Rerum Novarum <\/em>&agrave; <em>Caritas in Veritate. <\/em>As Franciscanas Hospitaleiras s&atilde;o sinais vivos de Cristo Ressuscitado no mundo global, concretizando as palavras de Paulo VI: <em>Entre evangeliza&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o humana, desenvolvimento e liberta&ccedil;&atilde;o h&aacute; la&ccedil;os profundos<\/em> para que a Luz da Ressurrei&ccedil;&atilde;o brilhe a todos os povos. A vida consagrada em comunidade &eacute; meio privilegiado de evangeliza&ccedil;&atilde;o e o carisma das Franciscanas Hospitaleiras aparece marcado <em>por uma originalidade e por uma fei&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria, que lhes atrai admira&ccedil;&atilde;o.<\/em> O cl&aacute;ssico <strong><em>&aacute;trio dos gentios, <\/em><\/strong>de novo atual na pastoral de Bento XVI, aparece j&aacute; na criatividade das primeiras Irm&atilde;s enviadas para a &Iacute;ndia: <em>Na <strong>enfermaria dos gentios<\/strong>, as Irm&atilde;s colocam o quadro de S&atilde;o Francisco Xavier e alegram-se com gra&ccedil;as de convers&atilde;o. Para os doentes n&atilde;o acamados evitarem a ociosidade, as Irm&atilde;s organizam leituras morais feitas em grupo.<\/em><\/p>\n<p>O carisma da CONFHIC<em> atravessa s&eacute;culos e continentes com a exclama&ccedil;&atilde;o da Beata M&atilde;e Clara: <strong>Minha alma glorifica ao Senhor porque opera milagres sobre o nosso calv&aacute;rio. <\/strong><\/em>A nota oficial da Igreja, em dezembro de 1899, anuncia ao mundo a sua morte:<em> Todos, dentro e fora do Convento, lhe recordam os m&eacute;ritos para com a Igreja e a sociedade e lhe exaltam as virtudes<\/em>. Hoje, em maio de 2011, <em>a<\/em><em> Igreja exalta as suas virtudes, apresentando-a ao mundo como Beata Maria Clara.<\/em><\/p>\n<p align=\"right\"><em>Maria Am&eacute;lia Carreira das Neves, FHIC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Am\u00e9lia Carreira das Neves, FHIC<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[120,185,189,291,326],"class_list":["post-51416","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-bento-xvi","tag-diocese-do-algarve","tag-direitos-humanos","tag-refugiados","tag-vida-consagrada"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51416","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51416"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51416\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}