{"id":5128,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/iraque-um-ano-depois-a-guerra-nao-acabou\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"iraque-um-ano-depois-a-guerra-nao-acabou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/iraque-um-ano-depois-a-guerra-nao-acabou\/","title":{"rendered":"Iraque: um ano depois, a guerra n\u00e3o acabou"},"content":{"rendered":"<p>Sacerdote portugu\u00eas que acompanhou militares da GNR fala do perigo permanente e da pobreza extrema <!--more--> O dia 20 de Mar\u00e7o de 2003 ficou na hist\u00f3ria recente da humanidade como o primeiro da II Guerra do Golfo. Em v\u00e9speras do primeiro anivers\u00e1rio do in\u00edcio da guerra no Iraque, os atentados sucedem-se no pa\u00eds, matando indiscriminadamente soldados e civis, para um balan\u00e7o tr\u00e1gico da ocupa\u00e7\u00e3o militar. O Pe. Agostinho Rodrigues de Freitas \u00e9 um relator autorizado da situa\u00e7\u00e3o iraquiana, que \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA descreve como de \u201cextrema pobreza\u201d.  O sacerdote respons\u00e1vel pela Capelania-Chefe da Guarda Nacional Republicana partiu para o Iraque uns dias antes do Natal, para acompanhar os militares portugueses, e recorda o que viu dos iraquianos: \u201caquela gente vive de uma forma paup\u00e9rrima, com express\u00f5es de bastante indiferen\u00e7a\u201d.  \u00c0 pergunta se a primeira impress\u00e3o sobre este \u201cnovo\u201d pa\u00eds \u00e9 de choque, o sacerdote n\u00e3o hesita: \u201ca pessoa fica chocada com a pobreza da popula\u00e7\u00e3o e com a tens\u00e3o que est\u00e1 patente\u201d. Com uma taxa de desemprego que ronda os 60% e uma crescente falta de alimentos, o povo iraquiano tem de ainda fazer face \u00e0 falta de electricidade, \u00e1gua, comunica\u00e7\u00f5es, etc. Poucos ousam negar que a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 pior do que estava antes. A este abatimento generalizado, junta-se a sensa\u00e7\u00e3o de \u201cperigo permanente\u201d, que o sacerdote portugu\u00eas viveu na pele. \u201cTodos t\u00eam consci\u00eancia de que aquele \u00e9 um territ\u00f3rio de conflito, onde todo o cuidado \u00e9 pouco\u201d, recorda. A presen\u00e7a de tropas estrangeiras \u00e9 acolhida com pouco interesse por parte da popula\u00e7\u00e3o, embora a este respeito os portugueses tenham maior capacidade para cativar os iraquianos, por conseguirem \u201ccriar uma empatia muito especial com as pessoas de outras culturas\u201d, segundo o Pe. Agostinho. Os l\u00edderes crist\u00e3os presentes no Iraque t\u00eam manifestado o receio de que o pa\u00eds se torne incontrol\u00e1vel no futuro. &#8220;N\u00e3o queremos que o Iraque se transforme numa nova Palestina, sem um Estado, Na\u00e7\u00e3o abandonada a si mesma e \u00e0 merc\u00ea de grupos terroristas&#8221;, chegaram a afirmar. As minorias crist\u00e3s no Iraque est\u00e3o preocupadas com o aumento do Islamismo radical e tentam agora assegurar que o novo regime reconhe\u00e7a o seu estatuto, num clima de respeito e di\u00e1logo inter-religioso. Jo\u00e3o Paulo II, um dos grandes opositores a esta guerra, lembrava, no in\u00edcio de 2004, aos embaixadores no Vaticano que o passado de divis\u00f5es a este respeito j\u00e1 n\u00e3o interessa.  A sua palavra, passado um ano da Guerra que n\u00e3o acabou, permanece t\u00e3o acutilante como sempre: \u201co que hoje importa \u00e9 que a comunidade internacional ajude os iraquianos, que se libertaram de um regime que os oprimia, para que estejam em condi\u00e7\u00f5es de retomar as r\u00e9deas do seu pa\u00eds, de consolidar a sua soberania, de determinar democraticamente um sistema pol\u00edtico e econ\u00f3mico segundo as suas aspira\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sacerdote portugu\u00eas que acompanhou militares da GNR fala do perigo permanente e da pobreza extrema<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[167,168,237,267],"class_list":["post-5128","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-dialogo-inter-religioso","tag-diocese-da-guarda","tag-joao-paulo-ii","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5128","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5128"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5128\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5128"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5128"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5128"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}