{"id":51189,"date":"2011-05-02T17:10:44","date_gmt":"2011-05-02T17:10:44","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/05\/02\/cep-de-maio-de-1967-ate-aos-dias-de-hoje\/"},"modified":"2011-05-02T17:10:44","modified_gmt":"2011-05-02T17:10:44","slug":"cep-de-maio-de-1967-ate-aos-dias-de-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cep-de-maio-de-1967-ate-aos-dias-de-hoje\/","title":{"rendered":"CEP: De maio de 1967 at\u00e9 aos dias de hoje"},"content":{"rendered":"<p>Lisboa, 02 mai 2011 (Ecclesia) &#8211; No II Conc&iacute;lio do Vaticano, um dos temas debatidos com mais vivo interesse foi a &ldquo;colegialidade episcopal&rdquo;, ou seja, a possibilidade de todos os bispos, com o Papa e sob a sua jurisdi&ccedil;&atilde;o (sub Petro), constitu&iacute;rem um corpo ou um col&eacute;gio e n&atilde;o uma &laquo;federa&ccedil;&atilde;o&raquo;, em que cada Estado (ou Igreja) seria uma entidade aut&oacute;noma.<\/p>\n<p>Em Portugal, essa &ldquo;colegialidade&rdquo; remonta aos anos da instaura&ccedil;&atilde;o da primeira rep&uacute;blica, quando todo o episcopado, atrav&eacute;s de documentos assinados por todos os bispos &#8211; as &ldquo;pastorais coletivas&rdquo; &#8211; tomou posi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica sobre os acontecimentos que marcaram as primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;c. XX.<\/p>\n<p>Segundo o livro &laquo;Mem&oacute;rias de um bispo&raquo;, da autoria de D. Manuel de Almeida Trindade, &eacute; sobretudo a partir da &ldquo;elei&ccedil;&atilde;o de D. Manuel Gon&ccedil;alves Cerejeira como Patriarca de Lisboa que os bispos passaram a reunir-se mais assiduamente para fazer o seu retiro anual e, naturalmente, aproveitando essa oportunidade, para tratar de assuntos que diziam respeito &agrave; Igreja em Portugal&rdquo;.<\/p>\n<p>Como D. Manuel Gon&ccedil;alves Cerejeira foi nomeado Patriarca de Lisboa a 18 de novembro de 1929 e elevado ao cardinalato a 6 de novembro desse mesmo ano, o episcopado portugu&ecirc;s ter-se-&aacute; reunido, na d&eacute;cada de trinta, pelo menos uma vez por ano.<\/p>\n<p>O Hotel Lusitano, no Luso (diocese de Coimbra) foi o local escolhido para o retiro e respetiva reuni&atilde;o, ficando o local &ldquo;a ser conhecido dos bispos desse tempo&rdquo;, afirma D. Manuel de Almeida Trindade nas suas &laquo;Mem&oacute;rias&raquo;.<\/p>\n<p>N&atilde;o se tratava ainda de uma confer&ecirc;ncia episcopal, no sentido rigoroso do termo, porque a sua origem jur&iacute;dica data da aprova&ccedil;&atilde;o do decreto &laquo;Christus Dominus&raquo;, do II Conc&iacute;lio do Vaticano, sobre o m&uacute;nus pastoral dos bispos.<\/p>\n<p>Sem impor a cria&ccedil;&atilde;o das Confer&ecirc;ncias Episcopais, o documento fala de uma &ldquo;santa colabora&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os para o bem comum das Igrejas&rdquo;, que pode resultada da troca de opini&otilde;es, e informa que as v&aacute;rias confer&ecirc;ncias devem redigir os seus estatutos, sujeitos &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o da Santa S&eacute;.<\/p>\n<p>Os primeiros estatutos da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) foram aprovados pela assembleia plen&aacute;ria de 16 de maio de 1967 e ratificados pelo Papa Paulo VI, &laquo;Ad Experimentum&raquo; e por um tri&eacute;nio, em audi&ecirc;ncia de 10 de julho de 1967.<\/p>\n<p>A not&iacute;cia da constitui&ccedil;&atilde;o do primeiro Conselho Permanente ap&oacute;s a &ldquo;apresenta&ccedil;&atilde;o &agrave; Santa S&eacute; do projeto de estatutos foi dada &agrave; imprensa em maio de 1967&rdquo; &ndash; l&ecirc;-se na obra de D. Manuel de Almeida Trindade (falecido a 5 de agosto de 2008).<\/p>\n<p>No comunicado da assembleia de novembro de 1968 informa-se sobre a &ldquo;estrutura&ccedil;&atilde;o definitiva dos outros &oacute;rg&atilde;os da Confer&ecirc;ncia, as Comiss&otilde;es Episcopais: Doutrina da F&eacute;, Liturgia, Pastoral, Clero e Religiosos, Semin&aacute;rios, Apostolado dos Leigos e Fam&iacute;lia, Miss&otilde;es, Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde;, A&ccedil;&atilde;o Social e Caritativa, Meios de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, Universidade Cat&oacute;lica&rdquo;.<\/p>\n<p>Nos primeiros estatutos &ndash; segundo a obra citada anteriormente &ndash; ficou assente que o presidente da Confer&ecirc;ncia seria, de futuro, eleito; todavia, enquanto D. Manuel Gon&ccedil;alves Cerejeira continuasse a exercer as fun&ccedil;&otilde;es de Cardeal Patriarca, seria ele o presidente da Confer&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Na reuni&atilde;o de maio de 1967, o Conselho Permanente ficou assim constitu&iacute;do: Presidente, D: Manuel Gon&ccedil;alves Cerejeira; Vice-Presidente, D. Francisco Maria da Silva, Arcebispo de Braga e Secret&aacute;rio, D. Manuel Falc&atilde;o, Bispo auxiliar de Lisboa.<\/p>\n<p>A Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa disp&otilde;e de duas publica&ccedil;&otilde;es onde divulga a atividade pastoral e os documentos que redige: a s&eacute;rie de volumes &ldquo;Documentos Pastorais&rdquo; e a revista &ldquo;Lumen&rdquo;.<\/p>\n<p><em>LFS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, 02 mai 2011 (Ecclesia) &#8211; No II Conc&iacute;lio do Vaticano, um dos temas debatidos com mais vivo interesse foi a &ldquo;colegialidade episcopal&rdquo;, ou seja, a possibilidade de todos os bispos, com o Papa e sob a sua jurisdi&ccedil;&atilde;o (sub Petro), constitu&iacute;rem um corpo ou um col&eacute;gio e n&atilde;o uma &laquo;federa&ccedil;&atilde;o&raquo;, em que cada Estado 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