{"id":51108,"date":"2011-04-28T12:11:34","date_gmt":"2011-04-28T12:11:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/04\/28\/karol-wojtyla-no-concilio-vaticano-ii\/"},"modified":"2011-04-28T12:11:34","modified_gmt":"2011-04-28T12:11:34","slug":"karol-wojtyla-no-concilio-vaticano-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/karol-wojtyla-no-concilio-vaticano-ii\/","title":{"rendered":"Karol Wojtyla no Conc\u00edlio Vaticano II"},"content":{"rendered":"<p><em>Antecedentes Romanos<\/em><\/p>\n<p>Karol <em>Wojtyla (18.05.1920 &ndash; 02.04.2005)<\/em> n&atilde;o se ausentava da Pol&oacute;nia, desde 1948, altura em que regressara de Roma, conclu&iacute;dos os seus estudos e o doutoramento na Pontif&iacute;cia Universidade de S&atilde;o Tom&aacute;s de Aquino, conhecida por <em>Ang&eacute;licum<\/em>. Durante a sua perman&ecirc;ncia como estudante em Roma, a figura principal da Faculdade de Teologia do <em>Ang&eacute;licum<\/em> era o padre Reginald Garrigou-Lagrange (OP) (1877&ndash;1964), indiscut&iacute;vel mestre do neo-escolasticismo tradicional, exigente na sua filosofa e na sua teologia dogm&aacute;tica, participando das acesas controv&eacute;rsias teol&oacute;gicas que deram origem &agrave; enc&iacute;clica <em>Humani Generis<\/em> (12.08.1950) de Pio XII (1939-1958).<\/p>\n<p>Garrigou-Lagrange interessava-se tamb&eacute;m pela m&iacute;stica, especialmente em S&atilde;o Jo&atilde;o da Cruz. Preocupado com a situa&ccedil;&atilde;o da Igreja no p&oacute;s-guerra, tentou desenvolver uma nova espiritualidade sacerdotal para uma Europa p&oacute;s-crist&atilde;. O padre Garrigou-Lagrange foi o orientador da tese de doutoramento de Karol <em>Wojtyla<\/em>, pela qual investigou o entendimento da F&eacute; em S&atilde;o Jo&atilde;o da Cruz, intitulando-se <em>Doctrina de fide apud S. Joannem a Cruce<\/em>, ou seja, <em>A Doutrina da F&eacute; segundo S&atilde;o Jo&atilde;o da Cruz<\/em>.<\/p>\n<p>Na sua perman&ecirc;ncia em Roma, Wojtyla tamb&eacute;m viveu dois anos no Col&eacute;gio Universit&aacute;rio Belga, onde o ambiente intelectual era ativo, repleto de argumentos sobre a &ldquo;nouvelle theologie&rdquo;, associada aos dominicanos Marie-Dominique Chenu (1895-1990) e Yves Congar (1904-1995) e aos Jesuitas Jean Danielou (1905&ndash;1974) e Henri de Lubac (1896-1991), os quais mais tarde deram um importante contributo ao Concilio Vaticano II.<\/p>\n<p>Durante o ver&atilde;o de 1947, com a ajuda financeira do Cardeal Sapieha, Wojtyla e o seu amigo Starowieysti viajaram pela Europa: Paris, onde contactaram com os padres oper&aacute;rios; Holanda, onde durante, dez dias, admiraram o vigor de comunidade eclesiais extremamente vivas e mission&aacute;rias; B&eacute;lgica, onde durante um m&ecirc;s Wojtyla assumiu uma miss&atilde;o junto dos mineiros cat&oacute;licos, nas proximidades de Charleroi. No regresso a Roma passaram por Ars, recordando a&iacute; a vida exemplar do Santo Cura Jo&atilde;o Maria Vianney.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>O Conc&iacute;lio, Experi&ecirc;ncia &Uacute;nica<\/em><\/p>\n<p>Quando o Papa Jo&atilde;o XXIII (1958-1963) surpreendeu a Igreja e o mundo, no dia 25 de janeiro de 1959, ao anunciar a sua inten&ccedil;&atilde;o de convocar um concilio ecum&eacute;nico, Karol J&oacute;zef <em>Wojtyla<\/em> era Bispo, titular de Ombi e Vig&aacute;rio Capitular de Crac&oacute;via. Tinha sido consagrado Bispo aos 38 anos, no dia 28 de setembro de 1959, festa de S&atilde;o Vencaslou, patrono da Pol&oacute;nia.<\/p>\n<p>Karol <em>Wojtyla<\/em> participou em todas as sess&otilde;es do Concilio Vaticano II e referindo-se posteriormente &agrave; sua participa&ccedil;&atilde;o conciliar, sublinhava a grande &laquo;d&iacute;vida&raquo; que tinha para com o Vaticano II, pois assumia um &laquo;significado &uacute;nico e irrepet&iacute;vel para aqueles que nela tomaram parte&raquo;.<\/p>\n<p>O Concilio Vaticano II proporcionou a Karol Wojtyla uma nova oportunidade de fazer a experiencia concreta da universalidade da Igreja.<\/p>\n<p>Vindo duma na&ccedil;&atilde;o eslava que se preparava para celebrar o mil&eacute;nio do seu batismo, viajava para Roma todos os Outonos para as sess&otilde;es do Conc&iacute;lio que duravam dois meses.<\/p>\n<p>A&iacute;, encontrava-se com Bispos de todo o mundo, alguns dos quais oriundos de Igrejas com apenas cem anos e que debatiam com vigor e perspic&aacute;cia o futuro do catolicismo.<\/p>\n<p>Karol Wojtyla, vinculado incondicionalmente ao Romano Pont&iacute;fice e &agrave; C&uacute;ria Romana, mantinha uma dist&acirc;ncia cr&iacute;tica face &agrave; tenta&ccedil;&atilde;o de ver s&oacute; &laquo;Roma&raquo; como a Igreja.<\/p>\n<p>A sua responsabilidade primordial mantinha-se em Crac&oacute;via, Igreja Local de que era pastor. Por isso aproveitou a sua presen&ccedil;a regular em Roma durante os quatro Outonos do Concilio para tratar de alguns assuntos referentes &agrave; Igreja da sua p&aacute;tria, como beatifica&ccedil;&atilde;o do Irm&atilde;o Alberto e da Irm&atilde; Faustina Kowalska.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><em>A sua prepara&ccedil;&atilde;o para o Conc&iacute;lio<\/em><\/em><\/p>\n<p>O bispo Wojtyla tinha respondido, em junho de 1959, &agrave; Comiss&atilde;o Pr&eacute;-Preparat&oacute;ria do Concilio. Na sua resposta, introduziu quest&otilde;es: Qual &eacute;, perguntou, a condi&ccedil;&atilde;o humana nos nosso dias? O que esperam da Igreja os homens e as mulheres desta era?<\/p>\n<p>A principal quest&atilde;o de todos os tempos, segundo ele, era a pessoa humana. Ao fim de dois mil anos de cristianismo, o mundo tinha uma pergunta a fazer &agrave; Igreja: &laquo;O que era o humanismo crist&atilde;o e o que o distinguia de todos os outros humanismo presentes na modernidade atual? Qual seria a resposta da Igreja ao crescente desespero da modernidade [face] a cada e a toda a exist&ecirc;ncia humana?&raquo;.<\/p>\n<p>Mais tarde, no Conc&iacute;lio, Wojtyla haveria de sugerir que sempre que o Padre se envolvia com o mundo da cultura ou do trabalho, teria de apresentar &laquo;o sagrado de modo adequado aos homens de hoje&raquo;. Por isso, se requeria que os semin&aacute;rios n&atilde;o fossem &laquo;simplesmente escolas profissionais, mas sim verdadeiras academias&raquo; que preparassem os Padres para a miss&atilde;o de trabalharem com um crescente e bem instru&iacute;do n&uacute;mero de leigos.<\/p>\n<p>Em outono de 1962, na primeira sess&atilde;o do Vaticano II, o Bispo Wojtyla veio a participar numa controv&eacute;rsia teol&oacute;gica sobre como deveria a Igreja entender a rela&ccedil;&atilde;o entre as fontes da revela&ccedil;&atilde;o divina, ou seja, as Escrituras e a Tradi&ccedil;&atilde;o. Tratava-se de um tema com repercuss&otilde;es ecum&eacute;nicas, pois segundo a reforma cl&aacute;ssica, somente a Escritura &eacute; lugar da revela&ccedil;&atilde;o de Deus. Wojtyla acentuou a autorrevela&ccedil;&atilde;o de Deus nas Escrituras e na Tradi&ccedil;&atilde;o, pois o pr&oacute;prio Deus &eacute; a &uacute;nica fonte de revela&ccedil;&atilde;o. Deste modo, aplicava-se o seu personalismo ao entendimento de Deus e &agrave; rela&ccedil;&atilde;o de Deus com o mundo.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em><em>Interven&ccedil;&atilde;o Conciliar<\/em><\/em><\/p>\n<p>No dia 11 de outubro de 1962, devido &agrave; sua juventude e ao minist&eacute;rio eclesi&aacute;stico que assumia, o Bispo titular de Ombi e Vig&aacute;rio Capitular de Crac&oacute;via participou na abertura do Concilio Vaticano II, presidido por Jo&atilde;o XXIII, num lugar pr&oacute;ximo da porta da Bas&iacute;lica de S&atilde;o Pedro, a 150 metros do altar-mor.<\/p>\n<p>Quando na primeira sess&atilde;o, os Padres Conciliares debateram a renova&ccedil;&atilde;o da liturgia, Wojtyla fez uma breve interven&ccedil;&atilde;o que refletia a sua pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia pastoral. Segundo ele, o Ritual do Batismo revisto, devia insistir na obriga&ccedil;&atilde;o dos pais e padrinhos instru&iacute;rem a crian&ccedil;a na f&eacute;.<\/p>\n<p>No debate sobre a natureza e miss&atilde;o da Igreja, Wojtyla fez uma interven&ccedil;&atilde;o escrita, no qual propunha tamb&eacute;m que fosse dada uma no&ccedil;&atilde;o de maior visibilidade &agrave; voca&ccedil;&atilde;o laical.<\/p>\n<p>Em conson&acirc;ncia com a proposta do episcopado polaco, pediu que houvesse um documento conciliar referindo explicitamente a Virgem Maria. O Concilio rejeitou a proposta polaca, devido a raz&otilde;es teol&oacute;gicas e ecum&eacute;nicas, incorporando a declara&ccedil;&atilde;o sobre a Virgem Maria na Constitui&ccedil;&atilde;o Dogm&aacute;tica sobre a Igreja.<\/p>\n<p>Na segunda sess&atilde;o do Concilio, outono de 1963, Wojtyla interveio no debate sobre a Igreja como &laquo;Povo de Deus&raquo;, sugerindo que esta imagem fosse descrita de forma sacramental, em analogia com a Encarna&ccedil;&atilde;o de Cristo.<\/p>\n<p>Defendeu tamb&eacute;m na segunda sess&atilde;o que a causa final da Igreja era a Santidade. Assim, todos os batizados tinham uma voca&ccedil;&atilde;o para a santidade, a qual n&atilde;o estava reservada aos religiosos e &agrave; hierarquia, mas a todos, a quem Cristo &laquo;santificou na verdade&raquo; para que pudessem ser &laquo;enviados &hellip; ao mundo&raquo; (Jo. 17, 18-19). Para Wojtyla, a santidade, &agrave; qual todos fomos chamados, &eacute; &laquo;uma partilha sublime na pr&oacute;pria Santidade da Sant&iacute;ssima Trindade&raquo;.<\/p>\n<p>Na terceira e na quarta sess&otilde;es, Karol Wojtyla participou n&atilde;o como Bispo Auxiliar jovem, mas como Arcebispo de Crac&oacute;via.<\/p>\n<p>Na terceira sess&atilde;o, em outono de 1964, Wojtyla fez uma interven&ccedil;&atilde;o escrita, em nome do Episcopado polaco, referindo-se ao lugar que a virgem Maria deveria assumir na Constitui&ccedil;&atilde;o Dogm&aacute;tica sobre a Igreja. N&atilde;o deveria figurar no &uacute;ltimo cap&iacute;tulo da Constitui&ccedil;&atilde;o, mas surgir de imediato ao primeiro cap&iacute;tulo, sobre &laquo;Mist&eacute;rio da Igreja&raquo;. Como a virgem Maria alimentou o seu filho, deveria agora alimentar o Corpo M&iacute;stico de Cristo.<\/p>\n<p>Ainda na terceira sess&atilde;o, o Arcebispo de Crac&oacute;via foi quase for&ccedil;ado a intervir no debate sobre uma proposta de Decreto acerca do Apostolado dos Leigos. Para ele, a dignidade de todos os crist&atilde;os tinha a sua origem no Batismo e n&atilde;o no facto da sua participa&ccedil;&atilde;o em movimentos apost&oacute;licos, associa&ccedil;&otilde;es, irmandades, confrarias, entre outras. Neste sentido, recomendou um di&aacute;logo dentro da Igreja, entre clero e leigos.<\/p>\n<p>Numa interven&ccedil;&atilde;o escrita, sobre a proposta do mesmo decreto, Wojtyla defendeu que a quest&atilde;o de um apostolado revalorizado para os leigos, n&atilde;o consistia em transforma-los em quase cl&eacute;rigos, mas em redescobrir a sua identidade&nbsp; mission&aacute;ria radicada nos sacramentos da inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, fazendo deles aut&ecirc;nticos e v&aacute;lidos ap&oacute;stolos na diversidade do mundo, como a cultura, a empresa, a escola, a pol&iacute;tica, a comunica&ccedil;&atilde;o social, o trabalho, pois a sua especificidade reside na secularidade,<\/p>\n<p>Wojtyla participou tamb&eacute;m no controverso debate sobre a liberdade religiosa, atrav&eacute;s de uma interven&ccedil;&atilde;o oral e duas interven&ccedil;&otilde;es escritas, contribuindo com a sua experi&ecirc;ncia polaca, de pa&iacute;s inserido no condicionalismo comunista.<\/p>\n<p>A contribui&ccedil;&atilde;o mais importante dada pelo Arcebispo de Crac&oacute;via ao Concilio Vaticano II foi a sua envolv&ecirc;ncia na elabora&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o Pastoral sobre a Igreja no Mundo Moderno, o esquema XIII como foi chamado durante as primeiras tr&ecirc;s sess&otilde;es do concilio. O referido esquema foi projetado pelo Papa Jo&atilde;o XXIII e por dois dos seus principais promotores, o Cardeal Leo-Josef Suenens (1904-1996), da B&eacute;lgica, um dos quatro moderadores do Concilio e o Cardeal Giovanni Battista Montini (26.09.1897-06.08.1978), de Mil&atilde;o, futuro Papa VI (1963-1978). O esquema surgiu entre a primeira e a segunda sess&atilde;o do Concilio, procurando demonstrar que a Igreja vivia no mundo e desejava ter no seu cora&ccedil;&atilde;o lugar para as alegrias e esperan&ccedil;as, dores e sofrimentos de toda a humanidade.<\/p>\n<p>Na altura em que a terceira sess&atilde;o do Concilio se encontrava na sua quarta semana, em outubro de 1964, alguns membros influentes da C&uacute;ria Romana tentavam que o esquema XIII fosse retirado por completo da agenda do Concilio. Era necess&aacute;rio aproximar a Igreja do mundo moderno e ultrapassar a mentalidade de alguns eclesi&aacute;sticos com as suas &laquo;lamenta&ccedil;&otilde;es sobre o estado miser&aacute;vel do mundo&raquo;. A Igreja tinha uma proposta a fazer ao mundo moderno e devia anuncia-la com racionalidade e n&atilde;o com moraliza&ccedil;&otilde;es e exorta&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Na quarta e &uacute;ltima sess&atilde;o do Concilio, iniciado no dia 14 de setembro de 1965, come&ccedil;ou a elabora&ccedil;&atilde;o de um outro projeto do esquema XIII. Este &uacute;ltimo projeto de trabalho constitui os alicerces da Gaudium et Spes e foi elaborado em tr&ecirc;s longas sess&otilde;es no inicio de 1965 por uma subcomiss&atilde;o. O Arcebispo Wojtyla participou ativamente em todas as tr&ecirc;s reuni&otilde;es, no subgrupo onde se encontravam o Arcebispo Gabriel-Marie Garrone (1901-1994), o te&oacute;logo dominicano Yves Congar e os jesu&iacute;tas Henri De Lubac e Jean Damielou.<\/p>\n<p>O debate sobre a Gaudium et Spes teve in&iacute;cio na quarta-feira, dia 22 de setembro de 1965. No dia 28 de setembro, ter&ccedil;a-feira, o Arcebispo de Carc&oacute;via proferiu o que alguns consideram o discurso mais memor&aacute;vel do Concilio, fazendo notar que a nova constitui&ccedil;&atilde;o pastoral era &laquo;mais uma medita&ccedil;&atilde;o&raquo; do que a declara&ccedil;&atilde;o de uma doutrina. A sua preocupa&ccedil;&atilde;o principal era a pessoa humana, considerada individualmente, na comunidade e no &laquo;plano de todas a cria&ccedil;&atilde;o&raquo;.<\/p>\n<p>O Concilio Vaticano II foi um amplo &ldquo;p&oacute;s-doutoramento&rdquo; que marcou indelevelmente toda a vida daquele que veio a ser o Bem-aventurado Jo&atilde;o Paulo II.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Senra Coelho (ISTE, CEHR-UCP)<\/em><em><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antecedentes Romanos Karol Wojtyla (18.05.1920 &ndash; 02.04.2005) n&atilde;o se ausentava da Pol&oacute;nia, desde 1948, altura em que regressara de Roma, conclu&iacute;dos os seus estudos e o doutoramento na Pontif&iacute;cia Universidade de S&atilde;o Tom&aacute;s de Aquino, conhecida por Ang&eacute;licum. 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