{"id":51051,"date":"2011-04-26T13:01:33","date_gmt":"2011-04-26T13:01:33","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/04\/26\/caritas-seis-medidas-para-atenuar-pobreza\/"},"modified":"2011-04-26T13:01:33","modified_gmt":"2011-04-26T13:01:33","slug":"caritas-seis-medidas-para-atenuar-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/caritas-seis-medidas-para-atenuar-pobreza\/","title":{"rendered":"Caritas: Seis medidas para atenuar pobreza"},"content":{"rendered":"<p>Estado, for\u00e7as pol\u00edticas e sociedade abandonam \u00abmilhares de pessoas\u00bb e ainda \u00abhumilham as entidades que procuram minorar os seus males\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 26 abr 2011 (Ecclesia) &ndash; A Caritas Portuguesa endere&ccedil;ou a 16 partidos pol&iacute;ticos uma carta com seis medidas, &ldquo;modestas&rdquo; e &ldquo;pouco dispendiosas&rdquo;, &ldquo;indispens&aacute;veis para que a pol&iacute;tica esteja ao servi&ccedil;o de todas as pessoas&rdquo;.<\/p>\n<p>A primeira das &ldquo;linhas de a&ccedil;&atilde;o&rdquo; de &ldquo;alta prioridade&rdquo; inclu&iacute;da na missiva a que a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA teve hoje acesso consiste na &ldquo;defesa do Estado Social&rdquo;, mesmo que essa op&ccedil;&atilde;o implique a diminui&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria dos apoios aos mais ricos.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o nos repugna que os detentores de rendimentos mais altos vejam reduzidos os seus n&iacute;veis de prote&ccedil;&atilde;o, durante algum tempo; mas n&atilde;o podemos admitir que sejam sacrificadas as pessoas de mais baixos rendimentos&rdquo;, refere o documento assinado por Eug&eacute;nio Fonseca, presidente da institui&ccedil;&atilde;o de apoio social pertencente &agrave; Igreja Cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>O texto, com data de 20 de abril, refere que apesar de todos os partidos representados na Assembleia da Rep&uacute;blica serem favor&aacute;veis ao Estado Social, &ldquo;digladiam-se&rdquo; acerca da sua natureza, o que &ldquo;afeta perigosamente o pa&iacute;s, com maior incid&ecirc;ncia nos estratos mais pobres e exclu&iacute;dos&rdquo;.<\/p>\n<p>A organiza&ccedil;&atilde;o de uma &ldquo;rede b&aacute;sica de prote&ccedil;&atilde;o social&rdquo;, assente nas pessoas &ldquo;marginalizadas pelo quadro de direitos em vigor&rdquo; e pelas que &ldquo;cooperam diariamente na procura de solu&ccedil;&otilde;es diretas e imediatas&rdquo;, constitui a segunda medida preconizada pela Caritas.<\/p>\n<p>Os cooperantes, &ldquo;mais ou menos&rdquo; organizados em &ldquo;grupos de voluntariado social de proximidade&rdquo;, deveriam dispor de &ldquo;acesso regular a institui&ccedil;&otilde;es particulares e aos diferentes organismos p&uacute;blicos especializados&rdquo;, que remeteriam os &ldquo;problemas sem solu&ccedil;&atilde;o&rdquo; para &oacute;rg&atilde;os do poder aut&aacute;rquico, regional e central, com vista &agrave; &ldquo;obten&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es r&aacute;pidas&rdquo;, ainda que provis&oacute;rias, e a prepara&ccedil;&atilde;o das mais definitivas.<\/p>\n<p>A missiva defende que a Assembleia da Rep&uacute;blica deve dar &ldquo;execu&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas resolu&ccedil;&otilde;es sobre a pobreza, adotadas em 2008&rdquo;, e reativar o &lsquo;Pacto de Coopera&ccedil;&atilde;o para a Solidariedade&rsquo;.<\/p>\n<p>A carta advoga a cria&ccedil;&atilde;o do &lsquo;Criemprego&rsquo;, sistema de cria&ccedil;&atilde;o de trabalho &ldquo;sobretudo por cooperativas e empresas privadas de pequena dimens&atilde;o&rdquo;, mediante a &ldquo;difus&atilde;o sistem&aacute;tica de oportunidades de neg&oacute;cio&rdquo; e a forma&ccedil;&atilde;o de &ldquo;uma ou v&aacute;rias cadeias de comercializa&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>A Caritas recomenda a constitui&ccedil;&atilde;o de &ldquo;parcerias de corresponsabilidade&rdquo;, nomeadamente na habita&ccedil;&atilde;o, tendo em conta &ldquo;as amortiza&ccedil;&otilde;es em d&iacute;vida por in&uacute;meras fam&iacute;lias&rdquo;, e no &acirc;mbito da educa&ccedil;&atilde;o, relativamente ao pagamento de despesas escolares.<\/p>\n<p>O texto sugere a recolha e tratamento estat&iacute;stico dos &ldquo;milhares de casos sociais&rdquo; atendidos &ldquo;todos os dias&rdquo; por servi&ccedil;os profissionais e de voluntariado, &ldquo;meio indispens&aacute;vel de consci&ecirc;ncia e de corresponsabiliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Os respons&aacute;veis real&ccedil;am ainda a import&acirc;ncia do &ldquo;desenvolvimento sociolocal&rdquo; a partir de um normativo de 1995, nunca &ldquo;levado &agrave; pr&aacute;tica&rdquo;.<\/p>\n<p>A institui&ccedil;&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica assinala que a resposta &agrave;s propostas que tem apresentado ao Estado &eacute; &ldquo;praticamente nula&rdquo;, verificando-se uma propens&atilde;o &ldquo;para o abandono das situa&ccedil;&otilde;es&rdquo; n&atilde;o previstas na lei, &ldquo;fen&oacute;meno grav&iacute;ssimo&rdquo; que refor&ccedil;a a &ldquo;pobreza e exclus&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Cinicamente, o Estado, as for&ccedil;as pol&iacute;ticas e a sociedade abandonam &lsquo;&agrave; sua sorte&rsquo; milhares de pessoas e, para c&uacute;mulo, ainda humilham as entidades que procuram minorar os seus males&rdquo;, denuncia a Caritas.<\/p>\n<p>O documento foi redigido a cerca de um m&ecirc;s e meio das elei&ccedil;&otilde;es legislativas, marcadas para 5 de junho.<\/p>\n<p><em>RM<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estado, for\u00e7as pol\u00edticas e sociedade abandonam \u00abmilhares de pessoas\u00bb e ainda \u00abhumilham as entidades que procuram minorar os seus 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