{"id":51041,"date":"2011-04-25T23:53:45","date_gmt":"2011-04-25T23:53:45","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/04\/25\/homilia-do-bispo-do-porto-na-vigilia-pascal-4\/"},"modified":"2011-04-25T23:53:45","modified_gmt":"2011-04-25T23:53:45","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-vigilia-pascal-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-vigilia-pascal-4\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo do Porto na Vig\u00edlia Pascal"},"content":{"rendered":"<p><strong>A P&aacute;scoa de Jesus, dispon&iacute;vel primavera do mundo!<\/strong><\/p>\n<p>Amados irm&atilde;os, especialmente v&oacute;s os catec&uacute;menos; e tamb&eacute;m v&oacute;s, os primeiros que no Porto conclu&iacute;s nesta Vig&iacute;lia um longo e exigente neocatecumenado. Mas o que digo &eacute; para todos, os que renovamos as promessas batismais:<\/p>\n<p>Renovamos ou, melhor dizendo, renovamo-nos, num Batismo que jamais termina, porque de filia&ccedil;&atilde;o divina se trata.<\/p>\n<p>Todos sabemos que assim &eacute;, pois o nosso Pai &eacute; o do &ldquo;filho pr&oacute;digo&rdquo;, que n&atilde;o descansa sen&atilde;o quando regressamos (cf <em>Lc<\/em> 15, 11 ss); ou melhor, progredimos, se nunca nos afastarmos da intimidade paterna, em aut&ecirc;ntica vida crist&atilde;, isto &eacute;, filial.<\/p>\n<p>Depois do solene Prec&oacute;nio, convidei-vos a escutar atentamente as sucessivas Leituras b&iacute;blicas que nos evocaram etapas fundamentais da hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o. Relembro as palavras admonit&oacute;rias que vos dirigi, uma vez que j&aacute; prometiam tudo o que ouvimos depois e certamente guardamos no cora&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Irm&atilde;os car&iacute;ssimos: Ou&ccedil;amos agora, de cora&ccedil;&atilde;o tranquilo, a palavra de Deus. Meditemos como Deus outrora salvou o seu povo e como, na plenitude dos tempos, enviou Jesus Cristo, nosso Salvador. Oremos para que Deus realize esta obra pascal de salva&ccedil;&atilde;o e seja consumada a reden&ccedil;&atilde;o do mundo&rdquo;.<\/p>\n<p>Grande tesouro &eacute; a Palavra de Deus, que O diz a Ele e nos diz a n&oacute;s, no alegre encontro da nossa vida com a vida divina, finalmente poss&iacute;vel. Alegria que sentiu certo homem, ao descobrir um tesouro escondido num campo. &ndash; E o que fez de seguida? Voltou a escond&ecirc;-lo e, cheio de alegria, foi, vendou tudo o que possu&iacute;a e comprou o campo (cf. <em>Mt<\/em> 13, 44).<\/p>\n<p>Por isso aqui viemos e assim permanecemos nesta luminosa vig&iacute;lia, atra&iacute;dos por um Deus cuja palavra anima e realiza em n&oacute;s o que havemos de ser, e sempre mais: filhos de Deus, finalmente assimilados por Jesus Cristo, Palavra do Pai, plena de Esp&iacute;rito.<\/p>\n<p>Dizia-vos atr&aacute;s, na admoni&ccedil;&atilde;o retomada: &ldquo;Ou&ccedil;amos agora, de cora&ccedil;&atilde;o tranquilo, a palavra de Deus&rdquo;. E assim sucedeu nesta catedral, como noutras igrejas da cidade e do mundo, em impressionante contraste com as &ldquo;anima&ccedil;&otilde;es&rdquo; e ru&iacute;dos de tantos outros lugares.<\/p>\n<p>&ndash; N&atilde;o vos impressiona isto mesmo, car&iacute;ssimos irm&atilde;os? H&aacute; de impressionar decerto, por tamb&eacute;m comprovar a novidade de Jesus e a sua ressurrei&ccedil;&atilde;o. Pois &eacute; not&aacute;vel, prodigioso at&eacute;, que, n&atilde;o faltando ofertas e possibilidades de passar esta noite de modo mais ligeiro e distra&iacute;do, a preferistes passar aqui e desta maneira.<\/p>\n<p>Em aut&ecirc;ntica vig&iacute;lia, porque despertos e atentos &agrave; Palavra ouvida e aos sinais do Ressuscitado. Sinais, repito, por Ele mesmo emitidos, na comunica&ccedil;&atilde;o certa da sua vida oferecida, tudo qualidades exclusivas de quem est&aacute; vivo e muito mais difusivo do que n&oacute;s o conseguimos ser. Na verdade, falou-nos aqui, ecoando a Palavra pelas naves desta igreja; e ao mesmo tempo falou, em centenas de l&iacute;nguas por esse mudo al&eacute;m, em inumer&aacute;veis vig&iacute;lias desta noite singular.<\/p>\n<p>Mas convidei-vos a escutar &ldquo;de cora&ccedil;&atilde;o tranquilo&rdquo;. E de novo pergunto: &#8211; Como podia tal acontecer, como realmente aconteceu, se a nossa aten&ccedil;&atilde;o &eacute; fugidia e a inquieta&ccedil;&atilde;o mais que prov&aacute;vel? Aconteceu, porque, como a disc&iacute;pula de Bet&acirc;nia &#8211;&nbsp; e ao contr&aacute;rio da sua &ldquo;inquieta&rdquo; irm&atilde; -, j&aacute; sabemos que nada importa tanto como escutar a Palavra, sentados aos p&eacute;s de Jesus. &Eacute; essa a &ldquo;melhor parte&rdquo;, que n&atilde;o nos ser&aacute; tirada e nesta vig&iacute;lia nos foi abundantemente oferecida (cf. <em>Lc <\/em>10, 38 ss).<\/p>\n<p>Escutar a Palavra, rememorando nela a presen&ccedil;a do Deus vivo e vivificante, &eacute; experi&ecirc;ncia certa de ressurrei&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m. Pronunciada ultimamente em Cristo, a Palavra est&aacute; plena de vida inextingu&iacute;vel: &ldquo;as palavras que vos disse s&atilde;o esp&iacute;rito e vida&rdquo; (<em>Jo<\/em> 6, 63). &Eacute; esta Palavra que nos levanta e ressurge, em experi&ecirc;ncia atual que muito mais indicia.<\/p>\n<p>&#8211; Muito mais? Sim, car&iacute;ssimos irm&atilde;os, e muit&iacute;ssimo mais. Como prometia a referida admoni&ccedil;&atilde;o, a Palavra que escut&aacute;mos lembrava momentos marcantes da vida do povo antigo, e como Deus o salvara. Mas tudo apontava para a &ldquo;plenitude dos tempos&rdquo; e a &uacute;ltima palavra divina, em Jesus pronunciada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sabemo-lo desde a primeira gera&ccedil;&atilde;o crist&atilde;. Escreveu-o um primeir&iacute;ssimo crist&atilde;o, em dois vers&iacute;culos que quase resumem a B&iacute;blia toda: &ldquo;Muitas vezes e de muitos modos falou Deus aos nossos pais, nos tempos antigos, por meio dos profetas. Nestes dias, que s&atilde;o os &uacute;ltimos, Deus falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por meio de quem fez o mundo&rdquo; (<em>Heb<\/em> 1, 1- 2).<\/p>\n<p>&#8211; Compreendeis isto, car&iacute;ssimos catec&uacute;menos? Compreendemo-lo n&oacute;s todos, amados irm&atilde;os e irm&atilde;s? Deus &ldquo;diz-se&rdquo; e cria o mundo; e no mesmo dizer-se nos recria e conclui, na Palavra viva e vivificante que em Jesus tem som, gesto e figura. Toda a hist&oacute;ria b&iacute;blica que fomos ouvindo esta noite se define em rela&ccedil;&atilde;o, progressivamente definida na profecia e agora plenamente oferecida, na realidade divina e humana de Jesus de Nazar&eacute;, Cristo para sempre.<\/p>\n<p>Que a comunica&ccedil;&atilde;o divina se conclua assim, d&aacute; realmente muito que pensar&hellip; Mas n&atilde;o pensemos abstratamente, antes agradecidamente, pois s&oacute; por isso estamos aqui. &Agrave; beira do batismo ou j&aacute; dele revivendo, quantos aqui estamos seguimos o caminho do primeiro Ap&oacute;stolo, no cap&iacute;tulo sexto do Evangelho de Jo&atilde;o:<\/p>\n<p>Da multiplica&ccedil;&atilde;o dos p&atilde;es, ao discurso do &ldquo;p&atilde;o vivo&rdquo;na sinagoga de Cafarna&uacute;m, percebemos enfim que o alimento &eacute; o pr&oacute;prio Cristo, penhor seguro da ressurrei&ccedil;&atilde;o final: &ldquo;Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu hei de ressuscit&aacute;-lo no &uacute;ltimo dia&rdquo; (<em>Jo<\/em> 6, 54). Absolutamente ao contr&aacute;rio de tanta palavra oca que nos esvazia a alma, Jesus &eacute; t&atilde;o substancial que nos garante a vida. Mais adiante, ouvimos a exclama&ccedil;&atilde;o de Pedro, que aqui inteiramente compartimos: &ldquo;A quem iremos n&oacute;s, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna!&rdquo; (<em>Jo<\/em> 6, 68).<\/p>\n<p>Tanto acontecimento vivido e lembrado, da cria&ccedil;&atilde;o do mundo &agrave; cria&ccedil;&atilde;o do povo, da liberta&ccedil;&atilde;o do Egito &agrave; profecia de Cristo&#8230; E na sua presen&ccedil;a ressuscitada O acolhemos n&oacute;s agora, para que seja vida das nossas vidas, eternamente sustentadas: &ldquo;Assim como Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, tamb&eacute;m quem de verdade me come viver&aacute; por mim&rdquo; (<em>Jo<\/em> 6, 57).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas a admoni&ccedil;&atilde;o que retomei terminava assim: &ldquo;Oremos, para que Deus realize esta obra pascal de salva&ccedil;&atilde;o e seja consumada a reden&ccedil;&atilde;o do mundo&rdquo;. S&atilde;o palavras belas e muito consistentes. Trata-se de efetivar a P&aacute;scoa nas nossas vidas, permitindo a Cristo que nos realize em Deus.<\/p>\n<p>Ora, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, entreveis o que isso mesmo significa: nada menos do que passar duma exist&ecirc;ncia nossa, demasiado nossa, para a exist&ecirc;ncia de Cristo em n&oacute;s, morrendo para quanto n&atilde;o seja seu e a&iacute; mesmo renascendo com Ele para o Pai e para todos, no impulso nov&iacute;ssimo do Esp&iacute;rito. Disse-o S&atilde;o Paulo, na Ep&iacute;stola: &ldquo;Todos n&oacute;s que fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte. Fomos sepultados com Ele pelo Batismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela gl&oacute;ria do Pai, tamb&eacute;m n&oacute;s vivamos uma vida nova&rdquo;.<\/p>\n<p>E assim ser&aacute; &ldquo;consumada a reden&ccedil;&atilde;o do mundo&rdquo;. Deixai-me acentu&aacute;-lo, para concluir do modo mais exigente e oportuno. Exigente, porque contraria em absoluto a nossa pat&eacute;tica autossufici&ecirc;ncia; oportuno, no presente acr&eacute;scimo de tantas expectativas frustradas.<\/p>\n<p>Aceitar a &ldquo;reden&ccedil;&atilde;o&rdquo; de Cristo &eacute; confessar a nossa incapacidade de sermos bastantes. &Eacute; tamb&eacute;m deixarmos de olhar Deus e os outros como concorrentes, sobretudo quando Deus &eacute; Pai e, em Cristo, &eacute; um outro para n&oacute;s e a nosso favor. Ele mesmo que, &ldquo;por n&oacute;s homens, e para nossa salva&ccedil;&atilde;o desceu dos C&eacute;us&rdquo;. &Eacute; aceitar viver de Cristo e da vida que nos recuperou, anulando a dist&acirc;ncia que nos separara de Deus. &Eacute; aceitarmos a sua presen&ccedil;a em n&oacute;s, na uni&atilde;o do Esp&iacute;rito, como Ele aceitou a nossa humanidade, sofrendo-a e salvando-a, na reconcilia&ccedil;&atilde;o com o Pai.<\/p>\n<p>Oportun&iacute;ssimo &eacute;, por fim, tudo isto, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e catec&uacute;menos, pela certeza que temos da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo, abrindo caminhos de recome&ccedil;o e vit&oacute;ria. Mas unicamente a seu modo, continuando ainda que outros desistam, acreditando ainda que outros desconhe&ccedil;am ou descreiam. Continuaremos e acreditaremos n&oacute;s, no &acirc;nimo redobrado do Esp&iacute;rito. Continuaremos, por n&oacute;s e por eles. Ao modo de Deus e da P&aacute;scoa de Jesus, dispon&iacute;vel primavera do mundo!<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 23-24 de abril de 2011&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Manuel Clemente, Bispo do Porto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A P&aacute;scoa de Jesus, dispon&iacute;vel primavera do mundo! Amados irm&atilde;os, especialmente v&oacute;s os catec&uacute;menos; e tamb&eacute;m v&oacute;s, os primeiros que no Porto conclu&iacute;s nesta Vig&iacute;lia um longo e exigente neocatecumenado. 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