{"id":51039,"date":"2011-04-25T23:46:21","date_gmt":"2011-04-25T23:46:21","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/04\/25\/homilia-do-bispo-de-aveiro-na-vigilia-pascal-3\/"},"modified":"2011-04-25T23:46:21","modified_gmt":"2011-04-25T23:46:21","slug":"homilia-do-bispo-de-aveiro-na-vigilia-pascal-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-aveiro-na-vigilia-pascal-3\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Aveiro na Vig\u00edlia Pascal"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>&laquo;Sei que procurais Jesus. N&atilde;o est&aacute; aqui: ressuscitou&raquo; (Mt. 28, 5-6)<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong>Esta certeza est&aacute; no centro da festa mais solene do ano lit&uacute;rgico e faz brotar na Igreja um hino de louvor e um c&acirc;ntico de a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as. &Eacute; certeza que d&aacute; origem &agrave; f&eacute; que somos convidados a afirmar pessoalmente e a viver em comunidade. &Eacute; apoio dos nossos passos firmes, alicer&ccedil;ados em Cristo ressuscitado, nossa esperan&ccedil;a inabal&aacute;vel e segura (Heb 6, 19).<\/p>\n<p>Desejo sinceramente que em cada fam&iacute;lia e comunidade da nossa diocese se possa celebrar e viver esta P&aacute;scoa com os sentimentos que brilham nas apari&ccedil;&otilde;es de Cristo ressuscitado.<\/p>\n<p>A hora que vivemos,&nbsp; marcada por acrescidas dificuldades para Portugal, exige de todos n&oacute;s crist&atilde;os, &agrave; luz da P&aacute;scoa, um compromisso maior e uma disponibilidade efetiva para firmarmos os nossos passos no que &eacute; verdadeiramente essencial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong>A festa da P&aacute;scoa do Senhor &eacute; a nossa festa. Nesta solene Vig&iacute;lia Pascal, &agrave; medida que a noite cai, irrompe do cora&ccedil;&atilde;o das trevas um grito de luz, jorra do rochedo est&eacute;ril uma nascente da &aacute;gua pura e ouve-se a partir do sil&ecirc;ncio, pela palavra de Deus proclamada, a voz da cria&ccedil;&atilde;o, da liberta&ccedil;&atilde;o, da profecia e da vida nova.<\/p>\n<p>O batismo introduz-nos nesta vida nova que Jesus nos oferece, que a Igreja celebra e alimenta, que a fam&iacute;lia crist&atilde; faz desabrochar e cultiva, que o esfor&ccedil;o de cada um e o apoio da comunidade tornam poss&iacute;vel. Sa&uacute;do com particular alegria os catec&uacute;menos, nossos irm&atilde;os adultos, que hoje v&atilde;o ser batizados. Fa&ccedil;o extensiva esta sauda&ccedil;&atilde;o, envolvida de alegria e de gratid&atilde;o, &agrave;s suas fam&iacute;lias, padrinhos e a quantos os acompanharam na descoberta da f&eacute; e na prepara&ccedil;&atilde;o para este momento.<\/p>\n<p>O encontro com a pessoa de Jesus &eacute; fundamental gerando um modo novo de ser humano, de estar na sociedade e de servir o bem comum. A vida n&atilde;o acaba, transforma-se; a cruz do condenado converte-se em cruz florida da P&aacute;scoa; o futuro pertence a quem ama e n&atilde;o a quem apenas pensa em si; o caos cede lugar &agrave; harmonia e o medo abre caminho &agrave; esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>A partir da ressurrei&ccedil;&atilde;o do Senhor, o valor dos sinais adquire uma dimens&atilde;o nova &ndash; a de indicarem a presen&ccedil;a discreta e eficaz d&rsquo;Aquele que faz alian&ccedil;a definitiva connosco e n&atilde;o desiste de estar na vida onde nos esperam vest&iacute;gios da sua presen&ccedil;a.<\/p>\n<p>Esta mais-valia dos sinais brilha, de modo especial, na vida da Igreja, na ora&ccedil;&atilde;o e na celebra&ccedil;&atilde;o dos sacramentos. &Eacute;, sobretudo, na eucaristia que se verifica esta presen&ccedil;a admir&aacute;vel. O nosso encontro com o Ressuscitado faz-se em comunidade que cresce na f&eacute;, na esperan&ccedil;a e no amor, que celebra e reza, que se reanima e revitaliza, que refor&ccedil;a os la&ccedil;os de fraternidade, que se abre &agrave; sociedade e aceita ser enviada em miss&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong>A certeza da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus manifesta-nos o poder de Deus e chama-nos a um ato de f&eacute; quotidiano, vivido no contexto concreto da fam&iacute;lia, do trabalho e da realidade complexa do nosso tempo.<\/p>\n<p>Todos sentimos que neste tempo confuso e fragmentado por tantas e desnecess&aacute;rias divis&otilde;es, diminuem as esperan&ccedil;as de prosperidade e aumentam as inquieta&ccedil;&otilde;es perante o futuro e isso gera ansiedade nas fam&iacute;lias a bra&ccedil;os com acrescidas dificuldades e provoca perplexidade sobretudo nos jovens para quem o futuro &eacute; mais inseguro.<\/p>\n<p>Esta ansiedade pode conduzir-nos a sobressaltos e conflitos sociais que coloquem em quest&atilde;o um pac&iacute;fico e sereno viver comum. Precisamos neste momento da sabedoria, da lucidez e da determina&ccedil;&atilde;o de todos para que deem ao di&aacute;logo a chave da harmonia e da concerta&ccedil;&atilde;o entre todos os cidad&atilde;os e para que um futuro de consenso, de justi&ccedil;a e de progresso seja poss&iacute;vel.<\/p>\n<p>A f&eacute;, a esperan&ccedil;a e a caridade crist&atilde;s, radicadas na P&aacute;scoa de Jesus, t&ecirc;m uma palavra a dizer na vida da Igreja de todos os dias mas tamb&eacute;m no rumo do nosso viver como Pa&iacute;s.<\/p>\n<p>A festa da P&aacute;scoa comporta uma riqueza inesgot&aacute;vel. Estamos convocados para, &agrave; luz da P&aacute;scoa, estarmos presentes e ativos em todos os dom&iacute;nios da vida social, para que, tamb&eacute;m, a&iacute; brilhe a alegria, a paz e a vida nova do Ressuscitado.<\/p>\n<p>Os crist&atilde;os n&atilde;o se podem contentar em serem simples servidores de causas generosas. Somos defensores de uma aut&ecirc;ntica conce&ccedil;&atilde;o da vida e da dignidade humana em todas as suas dimens&otilde;es; devemos participar nos esfor&ccedil;os comuns para que haja equidade e justi&ccedil;a na nossa sociedade e para que o ser impere sobre o ter; temos responsabilidades na consci&ecirc;ncia coletiva a criar para que se eduquem as novas gera&ccedil;&otilde;es para uma vida s&oacute;bria, para uma partilha solid&aacute;ria, para uma responsabilidade universal na constru&ccedil;&atilde;o de um mundo melhor.<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong>A nossa Caminhada diocesana nesta etapa pastoral, em que nos propomos ser <strong><em>Igreja orante, lugar de esperan&ccedil;a para o mundo, <\/em><\/strong>entra agora na segunda fase. <em>Firmar os nossos passos e afirmar a f&eacute;<\/em> n&rsquo;O Ressuscitado &eacute; vencer a tenta&ccedil;&atilde;o do individualismo e viver para o amor; &eacute; percorrer o caminho da luz; &eacute; assumir atitudes coerentes com a novidade que o Senhor Ressuscitado nos oferece; &eacute; ouvir a voz do Anjo junto do Sepulcro vazio que diz: &laquo;<em>N&atilde;o tenhais medo; sei que procurais Jesus, o Crucificado. N&atilde;o est&aacute; aqui: ressuscitou como tinha dito. Vinde ver o lugar onde jazia. E ide depressa dizer aos disc&iacute;pulos: Ele ressuscitou&raquo; (cf Mt 28. 1-10).<\/em><\/p>\n<p>Esta &eacute; a bela e necess&aacute;ria certeza que aqui vivemos e celebramos nesta Vig&iacute;lia pascal e que a partir daqui anunciamos como miss&atilde;o a assumir e a viver com renovado entusiasmo e ardor.<\/p>\n<p>Uma Santa e Feliz P&aacute;scoa para todos. Aleluia.<\/p>\n<p>S&eacute; de Aveiro, 23 de abril de 2011<\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&laquo;Sei que procurais Jesus. 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