{"id":51024,"date":"2011-04-22T18:33:12","date_gmt":"2011-04-22T18:33:12","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/04\/22\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-da-ceia-do-senhor-4\/"},"modified":"2011-04-22T18:33:12","modified_gmt":"2011-04-22T18:33:12","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-da-ceia-do-senhor-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-da-ceia-do-senhor-4\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo do Porto na Missa da Ceia do Senhor"},"content":{"rendered":"<p><strong>At&eacute; ao fim, &agrave; caridade completa<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Irm&atilde;os car&iacute;ssimos,<\/p>\n<p>Estamos na Ceia do Senhor, estamos no cora&ccedil;&atilde;o da Igreja e do mundo; do cora&ccedil;&atilde;o que o mundo deve reconhecer e agradecer, pois que o ganhou em Cristo. Podemos diz&ecirc;-lo, porque sabemos que aqui o Senhor Jesus significou e partilhou tudo quanto o Pai lhe deu para nos oferecer a n&oacute;s; como aqui retribuiremos em infinda a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as tudo quanto Jesus tomou de n&oacute;s para oferecer ao Pai, no divino movimento do Esp&iacute;rito.<\/p>\n<p>Disse &ldquo;porque sabemos&rdquo;, mas talvez me apressasse um tanto. Melhor ser&aacute; dizer que vamos sabendo, como quem saboreia um gosto sempre novo e insuspeitado; ainda que por vezes &ldquo;amargue nas entranhas&rdquo;, por mais nos assimilar a n&oacute;s do que alguma vez o possamos assimilar totalmente a ele, como &agrave;quele livro derradeiro (cf. Ap 10, 9-10).<\/p>\n<p>Assinala-se a paix&atilde;o de Jesus, como corpo entregue e sangue derramado. Alimenta-se a vida e a prolongada medita&ccedil;&atilde;o da Igreja, com subst&acirc;ncia a pouco e pouco assimilada. Podemos at&eacute; dizer que a vida eclesial &#8211; no conjunto e em cada comunidade, em cada crente &ndash; se qualifica pela assimila&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica que for fazendo. Para inteiramente correspondermos &agrave; miseric&oacute;rdia divina e &agrave; oferta de Cristo por n&oacute;s e para n&oacute;s, cumprindo a exorta&ccedil;&atilde;o paulina, que resume tudo. &ldquo;Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos bem amados, e procedei com amor, como tamb&eacute;m Cristo nos amou e se entregou a Deus [Pai] por n&oacute;s como oferta e sacrif&iacute;cio de agrad&aacute;vel odor&rdquo; (Ef 5, 1-29).&nbsp;<\/p>\n<p>Esta Ceia de Jesus &eacute; singular, porque &ldquo;foi de vez&rdquo; e para o tempo todo. Por isso dizia t&atilde;o bem Teresa de Calcut&aacute; aos sacerdotes: &ldquo;Celebra esta Missa como se fosse a primeira, celebra esta Missa como se fosse a &uacute;ltima, celebra esta Missa como se fosse a &uacute;nica&rdquo;.<\/p>\n<p>Da parte de Deus, tudo est&aacute; oferecido no sacramento eucar&iacute;stico. Os dias ou anos que ainda tivermos, h&atilde;o de tomar-se, sempre e s&oacute;, como oportunidade para colher o seu fruto, em adora&ccedil;&atilde;o e compromisso, para uma vida que seja eucar&iacute;stica tamb&eacute;m, grata e oferecida. Para gl&oacute;ria do Pai e salva&ccedil;&atilde;o do mundo, para gl&oacute;ria do Pai na salva&ccedil;&atilde;o do mundo. Lembrando ativamente as palavras de Jesus: &ldquo;Eu sou o p&atilde;o vivo, o que desceu do C&eacute;u: se algu&eacute;m comer deste p&atilde;o, viver&aacute; eternamente; e o p&atilde;o que Eu hei de dar &eacute; a minha carne, pela vida do mundo&rdquo; (Jo 6, 51).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ouv&iacute;amos o magn&iacute;fico p&oacute;rtico com que S&atilde;o Jo&atilde;o abriu a narra&ccedil;&atilde;o da Ceia e os discursos de despedida de Jesus. Fixemo-nos neste trecho: &ldquo;Antes da festa da P&aacute;scoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os at&eacute; ao fim&rdquo;. Fixemo-nos, mais precisamente, na &uacute;ltima parte: &ldquo;Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os at&eacute; ao fim&rdquo;.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Jesus prov&eacute;m do cora&ccedil;&atilde;o de Deus &ndash; &ldquo;desceu do C&eacute;u&rdquo; -, como oferta ao mundo; filho de Maria e adotado por Jos&eacute;, Jesus est&aacute; tamb&eacute;m no cora&ccedil;&atilde;o do mundo, como devolu&ccedil;&atilde;o ao Pai. S&atilde;o Lucas indica-o claramente e desde os primeiros dias: &ldquo;Quando se cumpriu o tempo da sua purifica&ccedil;&atilde;o, segundo a Lei de Mois&eacute;s, [Maria e Jos&eacute;] levaram-no a Jerusal&eacute;m para o apresentarem ao Senhor, conforme est&aacute; escrito na Lei do Senhor: &lsquo;Todo o primog&eacute;nito var&atilde;o ser&aacute; consagrado ao Senhor&rsquo;&rdquo; (Lc 2, 22-23).<\/p>\n<p>Doze anos depois, estar&aacute; de novo no templo, respondendo a seus pais: &ldquo;Por que me procur&aacute;veis? N&atilde;o sab&iacute;eis que devia estar em casa de meu Pai?&rdquo; (Lc 2, 49). O evangelista comenta que eles n&atilde;o perceberam ent&atilde;o todo o alcance das suas palavras. Com o tempo, Maria percebeu-as inteiramente e, aos p&eacute;s da Cruz, ofereceu-se tamb&eacute;m com o seu Filho crucificado. A&iacute; lhe ouviria as &uacute;ltimas palavras de retribui&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Pai, nas tuas m&atilde;os entrego o meu esp&iacute;rito&rdquo; (Lc 23, 46). Ao que o mesmo evangelista acrescenta: &ldquo;Dito isto, expirou&rdquo;. Expirou, derramando sobre n&oacute;s o mesmo Esp&iacute;rito em que se entrega ao Pai, para participarmos da sua oferta, vivendo da sua vida.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Amou-nos at&eacute; ao fim&hellip; Tal foi o fim da sua exist&ecirc;ncia terrena, enquanto finalidade atingida. Da&iacute; que S&atilde;o Jo&atilde;o a remate deste modo: &ldquo;Quando tomou o vinagre &ndash; o vinagre com que os soldados &ldquo;corresponderam&rdquo; &agrave; sua sede -, Jesus disse: &lsquo;Tudo est&aacute; consumado&rsquo;. E, inclinando a cabe&ccedil;a, entregou o esp&iacute;rito&rdquo; (Jo 19, 30).<\/p>\n<p>At&eacute; ao fim&hellip; Totalidade da entrega, ao Pai e a todos, em absoluta eucaristia. Nada sobra ou destoa desta entrega de si. Correlativamente, nada pode destoar em n&oacute;s, se nos quisermos &ldquo;eucar&iacute;sticos&rdquo;, pelo Esp&iacute;rito que connosco compartilhou.<\/p>\n<p>Os autores do Novo Testamento n&atilde;o t&ecirc;m d&uacute;vidas quanto a este ponto. Como Jo&atilde;o, tamb&eacute;m nos discursos de despedida: &ldquo;&Eacute; este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei. Ningu&eacute;m tem maior amor do que quem d&aacute; a vida pelos amigos&rdquo; (Jo 15, 12-13). Ou na sua primeira carta: &ldquo;Foi com isto que fic&aacute;mos a conhecer o amor: Ele, Jesus, deu a sua vida por n&oacute;s; assim tamb&eacute;m n&oacute;s devemos dar a vida pelos nossos irm&atilde;os&rdquo; (1 Jo 3, 16).<\/p>\n<p>Ainda antes de ser uma obriga&ccedil;&atilde;o &ldquo;moral&rdquo;, a correspond&ecirc;ncia de cada um de n&oacute;s aos sentimentos de Cristo &#8211; de que somos benefici&aacute;rios sem m&eacute;rito pr&oacute;prio e havemos de ser transmissores sem distra&ccedil;&atilde;o nem demora -, &eacute; a verdade nova das nossas vidas resgatadas. Como exclamava S&atilde;o Paulo, verificando-a em si mesmo: &ldquo;Estou crucificado com Cristo. J&aacute; n&atilde;o sou eu que vivo, mas &eacute; Cristo que vive em  mim. E a vida que agora tenho na carne, vivo-a na f&eacute; do Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim&rdquo; (Gl 2, 19-20). E, mais ativamente ainda, em eucaristia sempre: &ldquo;&hellip; completo na minha carne o que falta &agrave;s tribula&ccedil;&otilde;es de Cristo, pelo seu Corpo, que &eacute; a Igreja&rdquo; (Cl 1, 24). (S&oacute; assim posso compreender o que ouvi um dia a um sacerdote, que ao proferir as palavras da consagra&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Isto &eacute; o meu corpo, entregue por v&oacute;s&rdquo;, sentia que tamb&eacute;m ele se entregava &agrave;queles e por aqueles que eclesialmente servia.)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Car&iacute;ssimos irm&atilde;os, esta verdade certa da Eucaristia plena &eacute; de grande exig&ecirc;ncia para todos. N&atilde;o a podemos comungar sacramentalmente sem a praticar consequentemente na vida. De modo crescente, decerto, pois o &ldquo;at&eacute; ao fim&rdquo; que Jesus cumpriu, s&oacute; a sua gra&ccedil;a vai realizando em cada um n&oacute;s. Com a miseric&oacute;rdia divina e a persist&ecirc;ncia de todos. N&atilde;o haja d&uacute;vida aqui: para crescermos como comunidades eucar&iacute;sticas, temos de ser comunidades penitenciais, isto &eacute;, de convers&atilde;o persistente. Amor pede amor e, sendo o mais belo, &eacute; tamb&eacute;m o que h&aacute; de mais exigente na vida.<\/p>\n<p>&Eacute; doloroso para os pr&oacute;prios e para a Igreja inteira que nem sempre possamos receber a comunh&atilde;o sacramental, quando a nossa vida a contraria em pontos graves. Ningu&eacute;m julga ningu&eacute;m e a miseric&oacute;rdia divina nunca est&aacute; em causa. Mas tamb&eacute;m nisto Deus nos leva a s&eacute;rio, e n&atilde;o &ldquo;fecha os olhos&rdquo;, ainda que nunca feche o cora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Rezemos sempre por todos e n&atilde;o abandonemos a assembleia lit&uacute;rgica, recebendo tudo e apenas o que vida nos permita atualmente receber do que Deus infinitamente nos oferece, n&atilde;o desistindo de chegarmos depois &ldquo;at&eacute; ao fim&rdquo;. E levando muito a s&eacute;rio a advert&ecirc;ncia de S&atilde;o Paulo, como a s&eacute;rio nos devemos levar a n&oacute;s, na plena verdade das vidas a caminho: &ldquo;Assim, todo aquele que comer o p&atilde;o ou beber o c&aacute;lice do Senhor indignamente ser&aacute; r&eacute;u do corpo e do sangue do Senhor. Portanto, examine-se cada um a si pr&oacute;prio e s&oacute; ent&atilde;o coma deste p&atilde;o e beba deste vinho; pois aquele que come e bebe, sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a pr&oacute;pria condena&ccedil;&atilde;o&rdquo; (1 Cor 11, 27-29).<\/p>\n<p>Digamo-lo mais uma vez, a Ceia do Senhor &eacute; a mesa plena da sua vida oferecida. E perdoai-me, irm&atilde;os e irm&atilde;s, se n&atilde;o sei exprimir melhor tudo quanto a Ceia de Jesus oferece e requer. Tamb&eacute;m aqui teremos de caminhar muito e &ldquo;at&eacute; ao fim&rdquo;, &agrave; caridade completa e eterna. Vale-nos, entretanto, o gesto que se segue, simplificando-se o mais nas palavras de Jesus, como ordem e crit&eacute;rio: &ldquo;Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os p&eacute;s, tamb&eacute;m v&oacute;s deveis lavar os p&eacute;s uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, v&oacute;s fa&ccedil;ais tamb&eacute;m&rdquo;.<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 21 de abril de 2011<\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Manuel Clemente, Bispo do Porto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At&eacute; ao fim, &agrave; caridade completa &nbsp; Irm&atilde;os car&iacute;ssimos, Estamos na Ceia do Senhor, estamos no cora&ccedil;&atilde;o da Igreja e do mundo; do cora&ccedil;&atilde;o que o mundo deve reconhecer e agradecer, pois que o ganhou em Cristo. 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