{"id":51009,"date":"2011-04-21T16:47:48","date_gmt":"2011-04-21T16:47:48","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/04\/21\/homilia-do-bispo-de-coimbra-na-missa-crismal-2\/"},"modified":"2011-04-21T16:47:48","modified_gmt":"2011-04-21T16:47:48","slug":"homilia-do-bispo-de-coimbra-na-missa-crismal-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-coimbra-na-missa-crismal-2\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Coimbra na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p>Senhores C&oacute;negos e queridos Padres<\/p>\n<p>Estimados Di&aacute;conos, Seminaristas e Consagrados<\/p>\n<p>Irm&atilde;os<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No in&iacute;cio desta celebra&ccedil;&atilde;o, ao dirigir-me a Deus em nome de todos v&oacute;s, pedi-Lhe a gra&ccedil;a de sermos no mundo &ldquo;testemunhas do Evangelho&rdquo;.<\/p>\n<p>O Senhor nos ajudar&aacute; a consegui-lo, sabendo n&oacute;s que, para isso, &eacute; condi&ccedil;&atilde;o essencial manter e evidenciar o valor da unidade. Aqui est&aacute; ela, espelhada na assembleia que agora constitu&iacute;mos: leigos e consagrados, di&aacute;conos e presb&iacute;teros, vindos de todas as regi&otilde;es da Diocese, reunidos com o Bispo em volta da mesa comum que &eacute; o altar.<\/p>\n<p>Quero sublinhar esta unidade pensando sobretudo em v&oacute;s, queridos Padres, que dentro de momentos ides renovar uma vez mais as promessas da vossa ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal, significando assim o prop&oacute;sito e a alegria de continuardes a entregar a vossa vida &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o daquilo mesmo que Jesus tomou como seu programa: anunciar uma boa nova, proclamar reden&ccedil;&atilde;o, dar vista a quem est&aacute; cego porque n&atilde;o pode ou n&atilde;o quer ver, dispensar gra&ccedil;as divinas.<\/p>\n<p>Este gesto da renova&ccedil;&atilde;o das promessas sacerdotais torna-se particularmente significativo ao aproximar-se a vinda de um novo pastor diocesano. Efetivamente, quando dentro de algumas semanas lhe soubermos o nome, n&atilde;o ser&atilde;o os seus dotes ou limites pessoais que primeiramente nos h&atilde;o de motivar, mas sim o dar gra&ccedil;as a Deus que, pela sucess&atilde;o apost&oacute;lica, continua a cumprir o que Jesus prometeu: &ldquo;Eu estarei sempre convosco&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Decorrem os s&eacute;culos, sucedem-se os anos, mudam os tempos e as condi&ccedil;&otilde;es de vida. Mas para cada ano que passa esta celebra&ccedil;&atilde;o e o santo Tr&iacute;duo Pascal que &agrave; tarde iniciaremos s&atilde;o luz e s&atilde;o fonte.<\/p>\n<p>Bem precisamos delas, desta luz e desta fonte, neste ano de 2011, marcado pelo des&acirc;nimo, pela apreens&atilde;o, pelo sofrimento que muitos irm&atilde;os j&aacute; experimentam na sua carne e na sua fam&iacute;lia.<\/p>\n<p>Como iremos n&oacute;s dar realiza&ccedil;&atilde;o ao que Deus nos propunha j&aacute; no primeiro texto escutado: anunciar uma boa nova, curar cora&ccedil;&otilde;es atribulados, levar aos aflitos o &oacute;leo da alegria? Importa consegui-lo. Com palavras e com gestos.<\/p>\n<p>De gestos, temos recentemente falado bastante, e a pr&oacute;pria recolha de oferta monet&aacute;ria que dentro de momentos vamos fazer tamb&eacute;m entre n&oacute;s, sacerdotes, pretende significar o nosso empenhamento em ajudar aqueles com quem desejamos repartir o nosso p&atilde;o.<\/p>\n<p>Mas ser&aacute; isso suficiente para que a Igreja anuncie&nbsp; &agrave; sociedade tempos de mais verdade, justi&ccedil;a, respeito e partilha, em ordem &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma comunidade humana como Deus a quer?<\/p>\n<p>Desanimam alguns ao verificarem que a sociedade parece dispensar os nossos servi&ccedil;os se eles n&atilde;o forem de apoio social. Isto desde a esquematiza&ccedil;&atilde;o das escolas, a regulariza&ccedil;&atilde;o do casamento, a programa&ccedil;&atilde;o das festas e do lazer, at&eacute; ao acompanhamento na doen&ccedil;a, o estabelecimento em rede da caridade e as pr&oacute;prias cerim&oacute;nias do funeral&hellip;<\/p>\n<p>Que resta &agrave; Igreja? &ndash; perguntam os desanimados. Ser&aacute; que nos vamos refugiar nos templos, quedando-nos a garantir os atos de culto que o calend&aacute;rio prescreve ou nos s&atilde;o pedidos, lutando tamb&eacute;m pala subsist&ecirc;ncia dos nossos centros sociais?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Queridos Padres e irm&atilde;os:<\/p>\n<p>&Eacute; outra a resposta que a Palavra do Senhor proclama nos textos escutados.<\/p>\n<p>A sociedade pode e deve encontrar vias de solu&ccedil;&atilde;o para os problemas com que se depara, mas, sem alma, sem a for&ccedil;a do Evangelho, sem a luz e a seiva de Deus, os caminhos da sociedade s&atilde;o veredas perdidas.<\/p>\n<p>Na hist&oacute;ria da Igreja este &eacute; de novo um momento em que urge tomar consci&ecirc;ncia do essencial. E o essencial &eacute; sermos uma comunidade de f&eacute;, de esperan&ccedil;a, de amor e de gra&ccedil;a.&nbsp; O que &eacute; urgente &eacute; iluminar e fecundar a vida com as riquezas do Evangelho e a gra&ccedil;a que Deus nos concede.<\/p>\n<p>&ldquo; A gra&ccedil;a e a paz vos sejam dadas por Jesus Cristo&rdquo;, dizia-nos S&atilde;o Jo&atilde;o na segunda leitura. Dar Cristo &agrave; sociedade, nas escolas, no casamento e na fam&iacute;lia, no lazer e na doen&ccedil;a, no viver e no morrer, eis o que nos prescreve esta mesma celebra&ccedil;&atilde;o que realizamos.<\/p>\n<p>Sem Cristo, as nossas campanhas de apoio social, t&atilde;o necess&aacute;rias e urgentes, n&atilde;o passariam de filantropia. Mas Ele pede-nos mais: Espera de n&oacute;s que lavemos os p&eacute;s uns aos outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ENVIO&nbsp; e FONTE, duas palavras que resumem esta manh&atilde;. Envio de profetas, a anunciarem a esperan&ccedil;a nascida do amor que Deus nos tem e passa por n&oacute;s. Profetas havemos de ser todos n&oacute;s, particularmente v&oacute;s, leigos. Sim, os nossos leigos h&atilde;o de ser esses profetas enviados por Deus aos meios em que vivem e trabalham. Ajudemo-los nessa miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Envio e Fonte.. Sem estas fontes, de onde corre a gra&ccedil;a de Deus, a nossa sementeira n&atilde;o dar&aacute; fruto..<\/p>\n<p>De verdade, Deus n&atilde;o nos envia sem nos acompanhar, nos dar &acirc;nimo e at&eacute; nos preceder. Jesus &eacute; a cepa da videira e a seiva &eacute; a sua vida em n&oacute;s.<\/p>\n<p>O &oacute;leo do Crisma que vamos consagrar , o &oacute;leo dos catec&uacute;menos e o dos enfermos que havemos de benzer, s&atilde;o algumas dessas fontes divinas de onde correr&aacute;, pelas nossas m&atilde;os, ao longo de todo um ano,&nbsp; a for&ccedil;a que &eacute; a vida de Deus.<\/p>\n<p>Tudo fazemos&nbsp;&nbsp;&nbsp; dentro da Eucaristia, mist&eacute;rio de entrega, morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o. Celebremo-la dando gra&ccedil;as a Deus pela unidade que sentimos e vivemos em volta deste altar.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Senhores C&oacute;negos e queridos Padres Estimados Di&aacute;conos, Seminaristas e Consagrados Irm&atilde;os &nbsp; No in&iacute;cio desta celebra&ccedil;&atilde;o, ao dirigir-me a Deus em nome de todos v&oacute;s, pedi-Lhe a gra&ccedil;a de sermos no mundo &ldquo;testemunhas do Evangelho&rdquo;. 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