{"id":50994,"date":"2011-04-21T11:00:00","date_gmt":"2011-04-21T11:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/04\/21\/homilia-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-na-missa-crismal-3\/"},"modified":"2011-04-21T11:00:00","modified_gmt":"2011-04-21T11:00:00","slug":"homilia-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-na-missa-crismal-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-na-missa-crismal-3\/","title":{"rendered":"Homilia do cardeal-patriarca de Lisboa na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p><strong>&ldquo;<\/strong><strong>Jesus Cristo &eacute; o Sumo Sacerdote da Nova Alian&ccedil;a&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>1. Continuamos o desafio por mim proposto no Domingo de Ramos: atrav&eacute;s da Liturgia da Semana Santa, conhecer melhor Jesus, na sua pessoa e na sua miss&atilde;o. Nesse primeiro dia, medit&aacute;mos na sua realeza messi&acirc;nica, que atingiu, com a ressurrei&ccedil;&atilde;o, a verdadeira Senhoria de Deus. Cristo &eacute; Senhor. Uma outra express&atilde;o desta senhoria de Jesus Cristo &eacute; a sua afirma&ccedil;&atilde;o como Sumo Sacerdote da Nova Alian&ccedil;a. O seu sacerd&oacute;cio afirma-O como redentor, como realiza&ccedil;&atilde;o plena e definitiva de todo o sacerd&oacute;cio da antiga Alian&ccedil;a.<\/p>\n<p>Em Quinta-Feira Santa, celebramos a afirma&ccedil;&atilde;o do sacerd&oacute;cio de Cristo, expresso no ato supremo do novo culto: a Eucaristia. A Carta aos Hebreus desenvolve esta novidade do sacerd&oacute;cio de Cristo e do novo culto inaugurado por Ele, quer na &uacute;ltima Ceia, quer na oferta de Si mesmo em sacrif&iacute;cio. Depois da Ceia, Jesus proclama os hinos de a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as. S&atilde;o Jo&atilde;o comunica-nos, sob a forma de ora&ccedil;&atilde;o, essa a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as. Os exegetas chamaram-lhe a &ldquo;ora&ccedil;&atilde;o sacerdotal&rdquo;, porque a sua estrutura &eacute; a da ora&ccedil;&atilde;o do Sumo Sacerdote, na festa da expia&ccedil;&atilde;o (Yom Kippur) (cf. Lev. 16). Jesus assume-se como o Sumo Sacerdote. &ldquo;A ora&ccedil;&atilde;o de Jesus manifesta-o como o Sumo Sacerdote do grande dia da expia&ccedil;&atilde;o. A sua Cruz e a sua eleva&ccedil;&atilde;o constituem o dia da expia&ccedil;&atilde;o do mundo, no qual a hist&oacute;ria inteira do mundo, contra toda a culpa humana e todas as suas destrui&ccedil;&otilde;es, encontra o seu sentido, &eacute; introduzida na sua verdadeira finalidade e no seu destino&rdquo;[1]. Nesta ora&ccedil;&atilde;o do novo Sumo Sacerdote, respira-se a novidade do sacerd&oacute;cio de Cristo e do pr&oacute;prio sacerd&oacute;cio apost&oacute;lico que o torna perene, na Igreja, at&eacute; ao fim dos tempos. Nele descobrimos o mist&eacute;rio do nosso pr&oacute;prio sacerd&oacute;cio.<\/p>\n<p>2. Antes de mais, &eacute; anulado o culto antigo e inaugurado o novo culto. Os sacrif&iacute;cios e holocaustos deixam de ter sentido. O que louva o Senhor &eacute; a interioridade do homem, a sua oferta na generosidade do cora&ccedil;&atilde;o. A Palavra &eacute; o elemento central deste novo culto: o culto em forma de Palavra, como diz S&atilde;o Paulo (cf. Rom. 12,1). Esta &ldquo;palavra&rdquo; n&atilde;o &eacute; simplesmente palavra; &eacute; a Palavra eterna de Deus, o seu Verbo encarnado, que se diz na totalidade e no sil&ecirc;ncio da sua oferta. &Eacute; uma Palavra tornada carne, &eacute; um corpo entregue, &eacute; sangue derramado. Como diz a Carta aos Hebreus para definir este novo culto: &ldquo;Tu n&atilde;o quiseste sacrif&iacute;cio, nem oferenda, mas preparaste-Me um corpo&rdquo; (He. 10,5). Como afirma Bento XVI, h&aacute; uma conex&atilde;o entre a ora&ccedil;&atilde;o sacerdotal de Jesus e a Eucaristia. De facto, &ldquo;com a institui&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, Jesus transforma o seu ser morto em &laquo;palavra&raquo;, na radicalidade do seu amor que se d&aacute; at&eacute; &agrave; morte. Assim, Ele mesmo se torna templo. Sendo uma forma de concretiza&ccedil;&atilde;o da autodoa&ccedil;&atilde;o de Jesus, a ora&ccedil;&atilde;o sacerdotal constitui o novo culto e est&aacute; intimamente ligada &agrave; Eucaristia&rdquo;[2]. Mais do que anular a liturgia sacerdotal do Antigo Testamento, trata-se de revelar a sua plenitude anunciada e a sua completa realiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>3. Porque o novo culto &eacute; Palavra, Jesus revela-lhes as suas potencialidades. Antes de mais faz-nos experimentar a vida eterna, abre-nos para a vida verdadeira. &ldquo;Esta &eacute; a vida eterna: que te conhe&ccedil;am a Ti, &uacute;nico Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem Tu enviaste&rdquo; (Jo. 17,3). O verdadeiro sentido do culto crist&atilde;o &eacute; a abertura &agrave; vida verdadeira, &eacute; o dom da vida. Neste texto de S&atilde;o Jo&atilde;o, a express&atilde;o &ldquo;vida eterna&rdquo; n&atilde;o &eacute; apenas a vida depois da morte. &Eacute; uma plenitude de vida que pode ser experimentada, j&aacute; neste mundo, antes da morte. &Eacute; pr&oacute;prio do disc&iacute;pulo de Jesus viver essa vida: &ldquo;Quem cr&ecirc; em Mim, mesmo que tenha morrido, viver&aacute;. E todo aquele que vive e cr&ecirc; em Mim n&atilde;o morrer&aacute; para sempre&rdquo; (Jo. 11,25-26). Esta vida nova &eacute; a oferta da Igreja em cada Eucaristia.<\/p>\n<p>O caminho para esta vida &eacute; o conhecimento do Pai e do seu Filho Jesus Cristo. Mas a palavra conhecimento tem aqui o sentido b&iacute;blico: &eacute; comunh&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o com o que &eacute; conhecido. A vida eterna &eacute; comunh&atilde;o, &eacute; uma experi&ecirc;ncia relacional de partilha na identidade do ser conhecido. Diz Bento XVI: &ldquo;o homem encontra a vida quando se une &Agrave;quele que &eacute;, em Si mesmo, a vida (&hellip;). &Eacute; a rela&ccedil;&atilde;o com Deus em Jesus Cristo que d&aacute; aquela vida que morte alguma &eacute; capaz de tirar&rdquo;[3]. O nosso sacerd&oacute;cio &eacute; um minist&eacute;rio de vida; estamos ao servi&ccedil;o dessa &ldquo;vida eterna&rdquo;, para que a Liturgia a que presidimos seja o &ldquo;culto novo&rdquo;, na centralidade da Palavra.<\/p>\n<p>4. Jesus sabe, por experi&ecirc;ncia, que este novo culto, centrado na Palavra, sup&otilde;e uma especial consagra&ccedil;&atilde;o para a miss&atilde;o. Jesus diz de Si mesmo: &ldquo;Aquele a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo&rdquo; (Jo. 10,36). Jesus pede essa consagra&ccedil;&atilde;o para os disc&iacute;pulos: &ldquo;Consagra-os na verdade. A tua Palavra &eacute; a verdade. Eu consagro-Me por eles, para que tamb&eacute;m eles sejam consagrados na verdade&rdquo; (Jo. 17,17-19).<\/p>\n<p>Ser consagrado, ser posto &agrave; parte, &eacute; ficar propriedade de Deus, completamente dispon&iacute;vel para a sua vontade. A consagra&ccedil;&atilde;o &eacute; &ldquo;a destina&ccedil;&atilde;o de um homem a Deus e ao culto divino&rdquo;[4]. A consagra&ccedil;&atilde;o de Jesus pelo Pai, significa que Ele, na sua humanidade, pertence completamente a Deus, para a realiza&ccedil;&atilde;o do des&iacute;gnio de salva&ccedil;&atilde;o. Quando Jesus diz &ldquo;Eu consagro-Me a mim mesmo&rdquo; &eacute; a aceita&ccedil;&atilde;o, sem limites, dessa identifica&ccedil;&atilde;o com o des&iacute;gnio de Deus: assume a consagra&ccedil;&atilde;o para a miss&atilde;o, que &eacute; uma consagra&ccedil;&atilde;o para o sacrif&iacute;cio. Jesus pede ao Pai a consagra&ccedil;&atilde;o dos seus disc&iacute;pulos, que h&atilde;o de continu&aacute;-l&rsquo;O na miss&atilde;o e no sacrif&iacute;cio. Os que Ele escolhe devem pertencer completamente a Deus e unir-se a Ele na total disponibilidade para a miss&atilde;o. O sacerdote pertence totalmente a Jesus Cristo, identificado com Ele na total disponibilidade para a miss&atilde;o. &Eacute; essa perten&ccedil;a radical a Jesus Cristo que os torna ministros do &ldquo;novo culto&rdquo;.<\/p>\n<p>5. Na sua solene ora&ccedil;&atilde;o como Sumo Sacerdote, Jesus retoma o tema da revela&ccedil;&atilde;o do Santo Nome de Deus. Ele tem consci&ecirc;ncia de ser o novo Mois&eacute;s e o amor que O devora e O leva &agrave; Cruz &eacute; a nova sar&ccedil;a ardente. A Mois&eacute;s, o santo Nome de Deus foi revelado: &ldquo;Manifestei o Teu nome aos homens que do mundo me destes&rdquo; (Jo. 17,6); dei-lhes a conhecer o Teu nome e d&aacute;-lo-ei a conhecer, para que o amor com que Me amastes esteja neles e Eu esteja neles&rdquo; (Jo. 17,26).<\/p>\n<p>O Nome de Deus revela Deus como Aquele que est&aacute; presente no meio dos homens. &Eacute; o mist&eacute;rio do &ldquo;Deus connosco&rdquo;. N&atilde;o &eacute; a mesma coisa tentar falar do que Deus &eacute;, na transcend&ecirc;ncia do seu mist&eacute;rio, e reconhec&ecirc;-l&rsquo;O como &ldquo;Deus connosco&rdquo;, pr&oacute;ximo de n&oacute;s, interessado no nosso destino. Bento XVI diz: &ldquo;O Nome de Deus &eacute; o pr&oacute;prio Deus como Aquele que se nos d&aacute;&rdquo;[5]. Essa &eacute; a verdade de Jesus; Ele &eacute; o &ldquo;Emanuel&rdquo;, e por isso, na sua glorifica&ccedil;&atilde;o &eacute;-lhe atribu&iacute;do o &ldquo;Nome que est&aacute; acima de todos os nomes&rdquo; (cf. Fil. 2,9). Jesus Cristo &eacute;, Ele pr&oacute;prio, o Nome de Deus.<\/p>\n<p>6. Finalmente nessa ora&ccedil;&atilde;o do grande Pont&iacute;fice, o olhar de Cristo abra&ccedil;a todo o mundo e toda a hist&oacute;ria, porque esse &eacute; o cen&aacute;rio do Santo Nome de Deus. Jesus n&atilde;o reza s&oacute; pelos disc&iacute;pulos, que est&atilde;o ali com Ele, mas por todos &ldquo;os que h&atilde;o de crer em Mim, por meio da sua Palavra&rdquo; (Jo. 17,20). Jesus reza pela Igreja de todos os tempos, toda ela consagrada para a miss&atilde;o e pede fervorosamente para ela o dom da unidade, n&atilde;o uma unidade qualquer, mas participa&ccedil;&atilde;o naquela unidade que exprime a comunh&atilde;o trinit&aacute;ria. &ldquo;Que sejam um, como N&oacute;s somos um (&hellip;) para que eles cheguem &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o da unidade e assim o mundo reconhe&ccedil;a que Tu Me enviastes&rdquo; (Jo. 17,22-23). Jesus tem consci&ecirc;ncia de que uma Igreja desunida n&atilde;o poder&aacute; levar os homens a acreditar em Cristo como O enviado do Pai.<\/p>\n<p>O pecado desune, porque sublinha particularismos. S&oacute; a Sant&iacute;ssima Trindade nos pode unir. Duas Pessoas divinas, o Filho e o Esp&iacute;rito, envolvem continuamente o mundo no amor de Deus. O pecado da desuni&atilde;o &eacute; amea&ccedil;a permanente; a constru&ccedil;&atilde;o da unidade &eacute; miss&atilde;o que n&atilde;o acaba. Que neste dia especial, todos n&oacute;s, sacerdotes e fi&eacute;is, nos sintamos atra&iacute;dos por essa unidade. Somos todos, cada um com a sua gra&ccedil;a pr&oacute;pria, ministros da unidade.<\/p>\n<p>S&eacute; Patriarcal, 21 de abril de 2011<\/p>\n<p align=\"right\"><em>D. Jos&eacute; Policarpo<\/em><em>, Cardeal-Patriarca<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>NOTAS:<\/p>\n<p>1 Bento XVI, <strong>Jesus de Nazar&eacute;<\/strong>, vol. II, p. 73<\/p>\n<p>2 <strong>Ibidem<\/strong>, p. 74<\/p>\n<p>3 <strong>Ibidem<\/strong>, p. 78<\/p>\n<p>4 <strong>Ibidem<\/strong>, p. 79<\/p>\n<p>5 <strong>Ibidem<\/strong>, p. 83&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Jesus Cristo &eacute; o Sumo Sacerdote da Nova Alian&ccedil;a&rdquo; &nbsp; 1. Continuamos o desafio por mim proposto no Domingo de Ramos: atrav&eacute;s da Liturgia da Semana Santa, conhecer melhor Jesus, na sua pessoa e na sua miss&atilde;o. 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