{"id":50937,"date":"2011-04-18T13:26:36","date_gmt":"2011-04-18T13:26:36","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/04\/18\/catequese-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-no-domingo-de-ramos\/"},"modified":"2011-04-18T13:26:36","modified_gmt":"2011-04-18T13:26:36","slug":"catequese-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-no-domingo-de-ramos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/catequese-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-no-domingo-de-ramos\/","title":{"rendered":"Catequese do cardeal-patriarca de Lisboa no domingo de Ramos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>&ldquo;Em cada ano a Igreja celebra a P&aacute;scoa com o seu Senhor&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Introdu&ccedil;&atilde;o <\/strong><\/p>\n<p>1. A palavra P&aacute;scoa significa passagem. Refere, historicamente, a liberta&ccedil;&atilde;o do Povo de Israel do cativeiro do Egito. Foi passagem, porque o anjo do Senhor passou, poupando os israelitas &agrave; extermina&ccedil;&atilde;o dos primog&eacute;nitos; foi passagem da escravid&atilde;o para a liberdade; foi passagem porque in&iacute;cio de um longo caminho, com os olhos postos na terra da promessa. Nesse longo caminho, passaram o deserto, o Mar Vermelho, o rio Jord&atilde;o. Essa primeira P&aacute;scoa sugere os principais dinamismos da caminhada para a liberdade: s&oacute; com a a&ccedil;&atilde;o de Deus &eacute; poss&iacute;vel essa passagem. S&oacute; a a&ccedil;&atilde;o de Deus pode fazer com que haja P&aacute;scoa. O seu s&iacute;mbolo sacramental &eacute; um cordeiro imolado, comido por toda a fam&iacute;lia em atitude de caminhantes. Enquanto o Povo continuar a caminho, deve voltar a celebrar a P&aacute;scoa (cf. Ex. 12,14). Porque o Povo continua a sua caminhada de liberta&ccedil;&atilde;o, continuar&aacute; a celebrar a P&aacute;scoa, em mem&oacute;ria da primeira P&aacute;scoa, quando o anjo do Senhor passou e aplicando-a &agrave; atualidade de cada ano.<\/p>\n<p>Jesus Cristo, na sua &uacute;ltima P&aacute;scoa, d&aacute; o sentido pleno e definitivo a esta celebra&ccedil;&atilde;o da busca da liberdade, conduzidos pela for&ccedil;a de Deus. Convida-os, com Ele, a fazer a grande passagem, da escravid&atilde;o &agrave; liberdade, do pecado &agrave; gra&ccedil;a. Define o sentido da caminhada: o destino &eacute; a terra da promessa, que Ele identifica como a Casa do Pai. D&aacute; um sentido novo ao sofrimento e &agrave; morte, pois a Sua passagem &eacute; da morte &agrave; vida. &Eacute; uma passagem que s&oacute; Deus torna poss&iacute;vel, feita com Ele, que &eacute; o Filho de Deus. &Eacute; celebra&ccedil;&atilde;o da Alian&ccedil;a, da nova e definitiva Alian&ccedil;a e convida-nos, como fez Mois&eacute;s no Egito, a fazer mem&oacute;ria, isto &eacute;, a celebrar de novo a P&aacute;scoa nas circunst&acirc;ncias concretas de cada momento da caminhada, dando &agrave; mem&oacute;ria a densidade da atualidade. S&oacute; quando todo o Povo alcan&ccedil;ar a definitiva terra prometida, isto &eacute;, estiver reunido na Casa do Pai, &eacute; que a P&aacute;scoa deixar&aacute; de ser mem&oacute;ria, porque o presente ser&aacute; a plenitude da liberdade e da alegria. &ldquo;Eu vo-lo digo: n&atilde;o voltarei a beber deste produto da videira at&eacute; ao dia em que beberei convosco o vinho novo no Reino de Meu Pai&rdquo; (Mt. 26,29).<\/p>\n<p>A P&aacute;scoa crist&atilde; adensou a rela&ccedil;&atilde;o entre mem&oacute;ria e atualidade. Enquanto estivermos a caminho, na caminhada da f&eacute;, feita n&atilde;o individualmente, mas em Igreja, o Povo do Senhor, temos de celebrar a P&aacute;scoa, em mem&oacute;ria da primeira P&aacute;scoa da nova Alian&ccedil;a, mas no realismo da sua incid&ecirc;ncia na atualidade da Igreja e de toda a humanidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Atualidade da P&aacute;scoa <\/strong><\/p>\n<p>2. Este &eacute; o dilema da nossa P&aacute;scoa: &eacute; apenas uma cerim&oacute;nia religiosa que evoca um passado, a ceia pascal de Cristo com os seus disc&iacute;pulos, como o crucifixo nos recorda o Calv&aacute;rio? Ou tem a densidade do drama da Igreja e da humanidade atuais, na sua peregrina&ccedil;&atilde;o para a liberdade, isto &eacute;, para a plenitude da vida? Ansiamos por essa &ldquo;passagem&rdquo;, num caminho &aacute;rduo, com os olhos postos na terra da promessa? Queremos fazer essa passagem com o Senhor, com a for&ccedil;a do seu amor, que &eacute; o seu Esp&iacute;rito? Temos consci&ecirc;ncia de que somos um povo a caminho, e que a passagem definitiva s&oacute; o Senhor a realizou e aqueles que o seguiram at&eacute; ao fim e que Ele j&aacute; reuniu na Casa do Pai? Qual &eacute; o passo seguinte nesta caminhada para a liberdade? Queremos d&aacute;-lo sozinhos, com a nossa iniciativa e as nossas for&ccedil;as, ou queremos d&aacute;-lo com Ele, com a for&ccedil;a da sua pr&oacute;pria P&aacute;scoa, em que venceu o pecado e a morte? Qual &eacute; a densidade existencial da P&aacute;scoa deste ano, para cada um de n&oacute;s, para a Igreja e para a humanidade por quem Cristo morreu na Cruz?<\/p>\n<p>Celebrar a P&aacute;scoa &eacute; dar um sentido &agrave; nossa luta presente, por uma Igreja mais fiel e por uma humanidade mais digna do homem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>S&oacute; &eacute; poss&iacute;vel celebrar a P&aacute;scoa com Jesus Cristo <\/strong><\/p>\n<p>3. S&oacute; a P&aacute;scoa de Jesus Cristo torna poss&iacute;vel &agrave; Igreja, &agrave; humanidade, a cada um de n&oacute;s, dar passos em frente, no contexto da nossa realidade, em ordem &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o. Sem a for&ccedil;a da P&aacute;scoa de Jesus, a humanidade n&atilde;o avan&ccedil;a em ordem &agrave; liberdade. Ele &eacute; o novo Mois&eacute;s que, em cada momento da nossa hist&oacute;ria, nos torna capazes de avan&ccedil;ar, de fazer a passagem, do ego&iacute;smo &agrave; generosidade, da viol&ecirc;ncia &agrave; fraternidade, do individualismo &agrave; comunh&atilde;o. Ele reuniu misteriosamente em Si toda a humanidade de todos os tempos, quer os homens o saibam, quer n&atilde;o, e o destino da nossa caminhada est&aacute; ligado ao seu pr&oacute;prio destino de triunfador sobre a viol&ecirc;ncia e sobre a morte. &Eacute; por isso que celebramos sempre a P&aacute;scoa de Jesus Cristo, pois s&oacute; nela, na sua atualidade, encontramos luz e for&ccedil;a para a nossa P&aacute;scoa.<\/p>\n<p>Cristo unificou em Si toda a humanidade, renovando na reden&ccedil;&atilde;o a unidade da cria&ccedil;&atilde;o. &Eacute; que por Ele todas as coisas foram criadas (cf. Jo. 1,3; Col. 1,15-20). Verbo criador, ao fazer-Se homem uniu ao seu destino o destino de todos os homens. S&oacute; assim se percebe a sua passagem dolorosa da morte at&eacute; &agrave; ressurrei&ccedil;&atilde;o. A liturgia canta, &ldquo;Deus n&atilde;o perdoou ao seu pr&oacute;prio Filho&rdquo;. N&atilde;o &eacute; a sua salva&ccedil;&atilde;o que est&aacute; em quest&atilde;o, mas a da humanidade, todos os homens seus irm&atilde;os. S&oacute; com Ele poder&atilde;o fazer a sua pr&oacute;pria passagem de liberta&ccedil;&atilde;o. Cristo aceita morrer porque os homens precisavam de morrer, para os desvios da vida presente, para regressarem &agrave; vida para que Deus os criou. A P&aacute;scoa de Cristo &eacute;, no seu amor generoso e na obedi&ecirc;ncia ao desejo de Deus, seu Pai, de salvar a humanidade, a P&aacute;scoa de toda a humanidade.<\/p>\n<p>O Senhor tem a alegria de ver o fruto do seu amor generoso. Os que acreditam n&rsquo;Ele e se unem &agrave; sua vida humana de ressuscitado, unem-se a Ele de uma maneira nova, identificam-se com Ele nessa vida nova, partilham do seu ardor salv&iacute;fico, do seu desejo de ajudar todos os homens a caminhar em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; terra da promessa. Esses s&atilde;o a sua Igreja, o seu Corpo, dispostos a partilhar com Ele as vicissitudes da P&aacute;scoa da humanidade. A atualidade da P&aacute;scoa de Cristo continua a ser a oferta de Si Mesmo por toda a humanidade. S&oacute; que agora pode unir-se a Ele a sua Igreja, oferecendo-se com Ele pela salva&ccedil;&atilde;o de todos os homens. Esta uni&atilde;o da Igreja a Jesus Cristo, seu Senhor, na celebra&ccedil;&atilde;o da P&aacute;scoa, &eacute; tanto oferta do sofrimento e da morte, como frui&ccedil;&atilde;o da vida nova. S&atilde;o Paulo escreve aos G&aacute;latas: &ldquo;Estou crucificado com Cristo e se vivo, j&aacute; n&atilde;o sou eu, mas &eacute; Cristo que vive em mim. A minha vida presente na carne, vivo-a na f&eacute; do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim&rdquo; (Gal. 2,19-20). &ldquo;Cristo ser&aacute; glorificado no meu corpo, quer eu viva, quer eu morra&rdquo; (Fil. 1,21). &ldquo;Completo no meu corpo o que falta &agrave; Paix&atilde;o de Cristo&rdquo; (Col. 1,24).<\/p>\n<p>A P&aacute;scoa da Igreja participa na plenitude da P&aacute;scoa de Cristo e com Ele merece a P&aacute;scoa da humanidade. &Eacute; o sentido da afirma&ccedil;&atilde;o do Conc&iacute;lio Vaticano II que designa a Igreja como sacramento de salva&ccedil;&atilde;o para toda a humanidade. Assim, ao celebrarmos, em cada ano, a P&aacute;scoa, temos em conta a nossa P&aacute;scoa, a nossa passagem, os passos que precisamos dar para nos unirmos, o mais totalmente poss&iacute;vel, &agrave; Pascoa de Jesus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A Eucaristia e a atualidade da P&aacute;scoa <\/strong><\/p>\n<p>4. A atualidade da P&aacute;scoa &eacute; a verdade de cada Eucaristia, celebrada pela Igreja, em uni&atilde;o com Cristo seu Senhor. A comunidade crist&atilde; celebra a P&aacute;scoa todas as semanas, no primeiro dia da semana, dia em que Cristo ressuscitou dos mortos. A celebra&ccedil;&atilde;o anual da P&aacute;scoa, nesta Semana Maior, se por um lado afirma a continuidade entre a P&aacute;scoa judaica e a P&aacute;scoa crist&atilde;, na riqueza da sua liturgia evoca os tra&ccedil;os fundamentais da f&eacute; da Igreja em Jesus Cristo, presentes em cada Eucaristia: a realeza e a senhoria de Cristo; Cristo Sumo Sacerdote, o novo sacerd&oacute;cio e o novo culto; Cristo p&atilde;o vivo descido do c&eacute;u, dado para nosso alimento; a atualidade da Cruz de Cristo, abra&ccedil;o de amor de Deus por todos os homens, de todos os tempos; a surpresa da ressurrei&ccedil;&atilde;o, abrindo para o novo horizonte da vida humana, novo sentido do nosso corpo, desejo renovado da vida eterna.<\/p>\n<p>A Eucaristia &eacute; sempre a celebra&ccedil;&atilde;o da P&aacute;scoa. O seu ritmo semanal, ou mesmo di&aacute;rio, d&aacute; realismo &agrave; atualidade da P&aacute;scoa, que incide, como desafio renovador, sobre o concreto da vida de cada homem, de cada comunidade, de cada na&ccedil;&atilde;o, de toda a humanidade. A Eucaristia semanal ajuda-nos a aplicar &agrave; vida dos homens o sacrif&iacute;cio redentor de Jesus Cristo e a n&atilde;o fazer dessa celebra&ccedil;&atilde;o uma express&atilde;o intemporal que paira sobre a realidade da vida presente. Na sua P&aacute;scoa, Cristo abra&ccedil;ou, com o amor infinito de Deus, todos os homens; em cada Eucaristia, a Igreja sabe que esse abra&ccedil;o de amor se exprime, agora, em n&oacute;s, em todos os nossos irm&atilde;os, no realismo das suas vidas. Quem n&atilde;o acreditar que esse abra&ccedil;o de Deus, se dirige a cada um de n&oacute;s, no momento presente da nossa vida, n&atilde;o pode viver plenamente a Eucaristia.<\/p>\n<p>Esta verdade da Eucaristia, no momento presente da nossa vida, exprime-se na verdade da celebra&ccedil;&atilde;o. No modo como escutamos e acolhemos a Palavra do Senhor; na intensidade com que nos unimos ao Senhor no louvor de Deus e no amor por todos os homens; na humildade com que, ao reconhecermos os nossos pecados, confiamos na for&ccedil;a transformadora do seu amor; na ternura e na confian&ccedil;a com que O recebemos como p&atilde;o vivo para nos alimentar na nova vida que com Ele partilhamos; na sinceridade do nosso amor fraterno; no entusiasmo com que partimos a anunciar que estamos salvos, porque Deus nos ama. Desde os mais antigos textos lit&uacute;rgicos, v&ecirc;-se que as comunidades crist&atilde;s viviam todas estas dimens&otilde;es na Eucaristia que celebravam e que, com o cora&ccedil;&atilde;o a transbordar, eram enviados a anunciar o amor de Deus e a amar os irm&atilde;os. Agora ide e anunciai, &eacute; o sentido de todas as formas de encerramento da celebra&ccedil;&atilde;o e de prolongamento dela na fidelidade crist&atilde;, na pr&aacute;tica da caridade crist&atilde; e no an&uacute;ncio da boa-nova do Evangelho. A riqueza desta celebra&ccedil;&atilde;o anual da P&aacute;scoa, ensina-nos a celebrar a Eucaristia, todos os domingos ou, porventura, todos os dias. Cada comunidade e cada crist&atilde;o vivem da Eucaristia e na Eucaristia.<\/p>\n<p>Na Eucaristia semanal &eacute; mais f&aacute;cil, e espont&acirc;neo, ligar a Palavra de Jesus ao concreto da vida: as pessoas que morreram, os que sofrem, no corpo ou no esp&iacute;rito; as etapas importantes da vida de cada um e de toda a comunidade; os grandes problemas da comunidade humana, que os modernos meios de comunica&ccedil;&atilde;o nos ensinaram a descobrir como a &uacute;nica fam&iacute;lia humana. Em cada celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, todas essas realidades, que agora nos alegram ou nos afligem, s&atilde;o iluminadas pela Palavra, mergulhados no amor de Jesus, transformadas em express&atilde;o de confian&ccedil;a e de louvor.<\/p>\n<p>Demos &agrave; nossa P&aacute;scoa deste ano a densidade da atualidade. Celebremo-la como se fosse a &uacute;nica que nos foi dado celebrar.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>S&eacute; Patriarcal, 17 de abril de 2011<\/em><\/p>\n<p>&dagger; JOS&Eacute;, Cardeal-Patriarca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Em cada ano a Igreja celebra a P&aacute;scoa com o seu Senhor&rdquo; &nbsp; Introdu&ccedil;&atilde;o 1. A palavra P&aacute;scoa significa passagem. Refere, historicamente, a liberta&ccedil;&atilde;o do Povo de Israel do cativeiro do Egito. Foi passagem, porque o anjo do Senhor passou, poupando os israelitas &agrave; extermina&ccedil;&atilde;o dos primog&eacute;nitos; foi passagem da escravid&atilde;o para a liberdade; foi [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[127,246],"class_list":["post-50937","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-catequese","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50937"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50937\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}