{"id":50926,"date":"2011-04-18T11:36:27","date_gmt":"2011-04-18T11:36:27","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/04\/18\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-de-domingo-de-ramos\/"},"modified":"2011-04-18T11:36:27","modified_gmt":"2011-04-18T11:36:27","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-de-domingo-de-ramos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-de-domingo-de-ramos\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo do Porto na missa de domingo de Ramos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">DOMINGO DE RAMOS NA PAIX&Atilde;O DO SENHOR<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Tudo o que a Igreja tem para oferecer ao mundo &eacute; o que Deus lhe oferece a ela, em Cristo e ao modo de Cristo<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Amados irm&atilde;os<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Tudo o que a Igreja tem para oferecer ao mundo nas atuais circunst&acirc;ncias &ndash; pessoais, sociais, eclesiais mesmo &ndash; &eacute; o que Deus lhe oferece a ela, em Cristo e unicamente ao modo de Cristo<\/span>. Muitos olhar&atilde;o noutra dire&ccedil;&atilde;o, ou j&aacute; em dire&ccedil;&atilde;o nenhuma, por desilus&atilde;o e cansa&ccedil;o. Por n&oacute;s e por eles &ndash; por n&oacute;s e para eles &ndash; fixamo-nos agora na Paix&atilde;o do Senhor, abrindo uma semana maior do que as nossas vidas, pois &eacute; tempo de Deus e hora de Jesus. N&atilde;o &eacute; privil&eacute;gio, &eacute; gra&ccedil;a e encargo.<\/p>\n<p>Ouvimos o relato evang&eacute;lico e a altura seria mais para um grande sil&ecirc;ncio, que o assimilasse inteiramente. Deixai-me sugerir-vos que nos pr&oacute;ximos dias tenhais tempo para isso, que &eacute; o mais importante e inadi&aacute;vel.<\/p>\n<p>A Semana ser&aacute; &ldquo;santa&rdquo; se realmente for de Deus. Haver&aacute; certamente ocasi&atilde;o para encontros familiares e festivos, especialmente no Domingo de P&aacute;scoa e na sua oitava. Mas, para um crist&atilde;o, a festa &eacute; Deus quem a faz e s&oacute; pode ser pascal, isto &eacute;, acompanhando Cristo na sua passagem para o Pai, levando-nos a todos consigo, se realmente quisermos receber a for&ccedil;a renovadora do seu Esp&iacute;rito.<\/p>\n<p>Para tal nos disp&otilde;em os trechos da Palavra de Deus, os exerc&iacute;cios de ora&ccedil;&atilde;o, penit&ecirc;ncia e caridade que n&atilde;o poderiam faltar nestes dias, ultimando a Quaresma feita. &ndash; Que bom ser&aacute;, se ainda hoje e em vossas casas, retomardes o relato da Paix&atilde;o agora escutado, relendo-o e fixando-vos nalgum passo mais certeiro, para o momento atual das vossas vidas! E isto para que, de duas das hip&oacute;teses adiantadas por Jesus ao explicar a par&aacute;bola do semeador, convosco aconte&ccedil;a magnificamente a segunda: &ldquo;&hellip; Aquele que recebeu a semente entre os espinhos, &eacute; o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedu&ccedil;&atilde;o da riqueza sufocam a palavra que, por isso, n&atilde;o produz fruto. E aquele que recebeu a semente em boa terra &eacute; o que ouve a palavra e a compreende: esse d&aacute; fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta&rdquo; (<em>Mt<\/em> 13, 22-23).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Reparastes que, no primeiro caso, os cuidados do mundo e a sedu&ccedil;&atilde;o da riqueza sufocaram a palavra mal escutada. Assim sucedeu com tantos dos primeiros ouvintes de Jesus: um pouco de aten&ccedil;&atilde;o, algum interesse mesmo, logo seguidos por muitas distra&ccedil;&otilde;es e imediatismos v&aacute;rios. O drama prossegue nas nossas vidas sempre que, momentaneamente entusiasmados com o Evangelho, acabamos como aquele jovem rico que &ldquo;se retirou contristado, porque possu&iacute;a muitos bens&rdquo; (<em>Mt<\/em> 19, 22).<\/p>\n<p>E n&atilde;o nos excluamos do caso, por eventualmente n&atilde;o dispormos de &ldquo;muitos bens&rdquo;. &Eacute; que dispor deles e possu&iacute;-los ciosamente, n&atilde;o come&ccedil;a no ter mas no desejar e ser ro&iacute;do pela ambi&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o deixa espa&ccedil;o para mais nada. &Eacute; por isso t&atilde;o dif&iacute;cil alcan&ccedil;ar um cora&ccedil;&atilde;o livre, unindo liberdade e verdade, que aos disc&iacute;pulos que a seguir lhe perguntaram: &ldquo; &#8211; Ent&atilde;o, quem pode salvar-se?&#8221;, Jesus respondeu olhando-os bem: &ldquo;Aos homens &eacute; imposs&iacute;vel, mas a Deus tudo &eacute; poss&iacute;vel&rdquo; (<em>Mt<\/em> 19, 25-26).<\/p>\n<p>Deixai-me ent&atilde;o pedir a Deus, amados irm&atilde;os em in&iacute;cio de Semana Santa, pedir por v&oacute;s e por mim, jovens ou menos jovens, com inteira disponibilidade de cora&ccedil;&atilde;o e as palavras inspiradas do Salmo 119 (118), 9 ss: &ldquo;Como h&aacute; de o jovem manter puro o seu caminho? \/ Guardando as vossas palavras. \/ [&hellip;] Conservo a vossa palavra dentro do cora&ccedil;&atilde;o, \/ para n&atilde;o pecar contra V&oacute;s. \/ [&hellip;] hei de meditar nos vossos preceitos \/ e olhar para os vossos caminhos. \/ Em vossos decretos ponho as minhas del&iacute;cias, \/ n&atilde;o hei de esquecer a vossa palavra&rdquo;.<\/p>\n<p>Com tal disponibilidade concretizada, mormente nestes dias de convers&atilde;o e gra&ccedil;a, Deus identificar-nos-&aacute; com Cristo e a P&aacute;scoa ser&aacute; finalmente a nossa vida; como j&aacute; tarda, por n&oacute;s e por tantos&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Fixemo-nos num s&oacute; vers&iacute;culo dos muitos escutados: &ldquo;Jesus respondeu: &lsquo;Ide &agrave; cidade, a casa de tal pessoa, e dizei-lhe: &lsquo;O Mestre manda dizer: O meu tempo est&aacute; pr&oacute;ximo. &Eacute; em tua casa que eu quero celebrar a P&aacute;scoa com os meus disc&iacute;pulos&rsquo;&rdquo; (<em>Mt<\/em> 26, 18)<\/span>.<\/p>\n<p>Jesus aproximava-se da cidade, primeira e &uacute;ltima cidade, Jerusal&eacute;m de sempre e qualquer lugar, como seja o nosso Porto atual. E n&atilde;o &eacute; pouco consider&aacute;-lo, tantas s&atilde;o as problem&aacute;ticas e contradi&ccedil;&otilde;es em que vivemos e muitos intensamente sofrem, material, social e espiritualmente falando, sem enxergar sequer como sair delas.<\/p>\n<p>Deixai-me pedir-vos, amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, deixai-me pedir-vos, precisamente aqui e agora, que sintais como vossas todas as circunst&acirc;ncias concretas da nossa cidadania comum, das nossas vizinhan&ccedil;as poss&iacute;veis, das nossas fam&iacute;lias e dos que a n&atilde;o tenham. E que sobretudo sintais como, neste in&iacute;cio de Semana Santa, o pr&oacute;prio Jesus, na ressurrei&ccedil;&atilde;o que o faz omnipresente, quer entrar na cidade e em todas as nossas conviv&ecirc;ncias feitas ou a refazer. E tal acontecer&aacute; decerto, se Ele encontrar nos seus aut&ecirc;nticos disc&iacute;pulos &ndash; que todos aqui queremos ser &ndash; a figura&ccedil;&atilde;o atual da sua pr&oacute;pria caridade.<\/p>\n<p>&#8211; E como ser&aacute; isto, como se figurar&aacute; em cada um de n&oacute;s a solicitude de Cristo pela cidade? Aceitando, pura e simplesmente, o que vem a seguir, na ordem que tamb&eacute;m d&aacute;, no convite que igualmente faz: &ldquo;&Eacute; em tua casa que eu quero celebrar a P&aacute;scoa!&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Da &ldquo;casa&rdquo; falam muitas vezes as Escrituras, e al&eacute;m do sentido material. &Eacute; a nossa habita&ccedil;&atilde;o, mas sobretudo a que n&oacute;s podemos e devemos ser, para Deus e os outros, no espa&ccedil;o alargado dos nossos cora&ccedil;&otilde;es<\/span>.<\/p>\n<p>Para Cristo estar e atuar na cidade, tem de habitar antes de mais na casa dos seus disc&iacute;pulos e familiares, como outrora esteve na casa de Pedro em Cafarnaum, a&iacute; mesmo pregando e salvando. Narra-o S&atilde;o Marcos em descri&ccedil;&atilde;o corrente e sugestiva: &ldquo;Saindo da sinagoga, foram para casa de Sim&atilde;o e Andr&eacute;, com Tiago e Jo&atilde;o. A sogra de Sim&atilde;o estava de cama com febre e logo lhe falaram dela. Aproximando-se, Jesus tomou-a pela m&atilde;o e levantou-a. A febre deixou-a e ela come&ccedil;ou a servi-los. &Agrave; noitinha, depois do sol-p&ocirc;r, trouxeram-lhe todos os enfermos&hellip;&rdquo; (<em>Mc<\/em> 1, 29 ss).<\/p>\n<p>Estamos certamente convencidos da urg&ecirc;ncia duma &ldquo;nova evangeliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que salve as nossas cidades hoje em dia. Pois bem, amados irm&atilde;os, a&iacute; est&aacute; ela esbo&ccedil;ada, na Cafarnaum a refazer. Haver&aacute; templos, certamente, como era a sinagoga onde Jesus tamb&eacute;m esteve. Mas urgem casas e fam&iacute;lias &ndash; de sangue ou de esp&iacute;rito &#8211; que cordialmente O acolham e onde possa, atrav&eacute;s dos disc&iacute;pulos que formam com Ele &ldquo;um s&oacute; corpo&rdquo; (cf. <em>1 Cor<\/em> 12, 13), curar e salvar os cora&ccedil;&otilde;es e as vidas, nas respostas mais concretas de satisfa&ccedil;&atilde;o solid&aacute;ria.<\/p>\n<p>Fam&iacute;lias que acolham a Cristo &ndash; Palavra, sacramento e vida &ndash; com o mesmo alvoro&ccedil;o de alma que lemos num not&aacute;vel trecho evang&eacute;lico: &ldquo;Quando chegou &agrave;quele local, Jesus levantou os olhos e disse-lhe: &lsquo;Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa&rsquo;. Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus, cheio de alegria&rdquo; (<em>Lc<\/em> 19, 5-6). E o resultado tamb&eacute;m foi transcrito, tr&ecirc;s vers&iacute;culos adiante, na exclama&ccedil;&atilde;o de Jesus: &ldquo; &#8211; Hoje veio a salva&ccedil;&atilde;o a esta casa!&rdquo;.<\/p>\n<p>Nas atuais circunst&acirc;ncias da sociedade portuguesa, tamb&eacute;m Jesus quer &ldquo;celebrar a P&aacute;scoa em nossa casa&rdquo;. E as concretiza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o necess&aacute;rias e urgentes.<\/p>\n<p>Em rela&ccedil;&atilde;o a todos n&oacute;s, herdeiros do Evangelho h&aacute; tantos s&eacute;culos, significa receb&ecirc;-lo e pratic&aacute;-lo ainda mais, em caridade ativa, solidariedade refor&ccedil;ada e disponibilidade permanente. E ainda al&eacute;m da confessionalidade estrita, porque o mesmo Evangelho &eacute; patrim&oacute;nio comum do povo inteiro e a oferta de Jesus n&atilde;o tem fronteiras, revelando-se especialmente fecunda em tempos cr&iacute;ticos, quando outras refer&ecirc;ncias j&aacute; n&atilde;o bastam.<\/p>\n<p>Para n&oacute;s, os crentes, a proposta de Jesus ter&aacute; mais prem&ecirc;ncia. &ldquo;Celebrar a P&aacute;scoa em nossa casa&rdquo; exige continu&aacute;-la em toda a vida, transformando-a em conviv&ecirc;ncia aberta e inclusiva, da fam&iacute;lia &agrave; vizinhan&ccedil;a praticada e alargada, mais e mais. E, assim mesmo, com os tr&ecirc;s &ldquo;elementos constitutivos que formam a ess&ecirc;ncia da caridade crist&atilde; eclesial&rdquo;, t&atilde;o bem indicados na primeira enc&iacute;clica de Bento XVI: caridade como &ldquo;resposta &agrave;quilo que, numa determinada situa&ccedil;&atilde;o, constitui a necessidade imediata&rdquo;; caridade &ldquo;independente de partidos e ideologias&rdquo;, porque, antecedendo-os e ultrapassando-os no que lhes &eacute; espec&iacute;fico, &eacute; &ldquo;atualiza&ccedil;&atilde;o, aqui e agora daquele amor de que o ser humano sempre tem necessidade&rdquo;; caridade, finalmente, que &ldquo;n&atilde;o deve ser um meio em fun&ccedil;&atilde;o daquilo que hoje &eacute; indicado como proselitismo&rdquo;, pois &ldquo;o amor &eacute; gratuito; n&atilde;o &eacute; realizado para alcan&ccedil;ar outros fins&rdquo; (<em>Deus caritas est<\/em>, 31). Caridade imediata, independente e gratuita: assim se abeira Cristo de n&oacute;s e em n&oacute;s se quer abeirar dos outros, nesta P&aacute;scoa oferecida a todos!<\/p>\n<p>Deixai-me concluir pedindo o que, afinal, o pr&oacute;prio Deus vos quer dar: &#8211; Estai muito atentos, guardai palavras e ritos, tudo quanto nesta Semana Santa vos ilustre e acrescente a presen&ccedil;a de Jesus pascal. Ele pr&oacute;prio vos dir&aacute; depois o que quer fazer e onde quer chegar atrav&eacute;s de v&oacute;s. E no pr&oacute;ximo Domingo sabereis ainda melhor o que &eacute; a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo, no mundo e para o mundo, especialmente em Portugal e nesta altura!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>+ Manuel Clemente<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 17 de abril de 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOMINGO DE RAMOS NA PAIX&Atilde;O DO SENHOR Tudo o que a Igreja tem para oferecer ao mundo &eacute; o que Deus lhe oferece a ela, em Cristo e ao modo de Cristo &nbsp; Amados irm&atilde;os Tudo o que a Igreja tem para oferecer ao mundo nas atuais circunst&acirc;ncias &ndash; pessoais, sociais, eclesiais mesmo &ndash; &eacute; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,168,187,91,308,314],"class_list":["post-50926","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-porto","tag-quaresma","tag-semana-santa","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50926","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50926"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50926\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50926"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50926"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50926"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}